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A evolução do curso de Química será apresentada no tocante a número de

vagas, inscrição no vestibular, ingressantes no curso, matriculados no curso e formados. Por

falta de informações anteriores, essa evolução será mostrada entre os anos de 1991 a 2004. As

informações necessárias para o desenvolvimento desta discussão, foram adquiridas, nos

relatórios anuais do curso, junto à secretaria da Instituição.

Pode ser observado na Tabela 2.1 que, no decorrer do tempo houve um

aumento no número de alunos ingressantes e, em especial, um aumento no número de alunos

97,4% e representa atualmente, 6,97% do total de alunos da graduação (2180 alunos) na FEB.

O curso oferece, desde a sua instalação, 60 vagas para alunos ingressantes. No vestibular de

2004, a relação candidato/vaga encontrada foi 2,1/1 (uma vez que o número de vagas é 60 e o

número de candidatos 126), o que representa uma evolução positiva em relação aos anos

anteriores. Essa evolução positiva do curso de Química, tanto em relação às inscrições para o

vestibular, como em relação à permanência no curso, é, provavelmente, conseqüência do

aumento considerável de indústrias na região, em particular de açúcar e álcool. Ademais,

acreditamos que a dedicação e trabalhos realizados por docentes ao longo dos anos, no sentido

de estabelecer parcerias entre a Instituição e as indústrias e contato com ex-alunos, também

influenciou esse acréscimo.

TABELA 2.1 - Informações relativas ao Curso de Química da FEB.

Ano Inscritos no vestibular Ingressantes no Curso Matriculados no Curso Formados 1991 - - 77 24 1992 - - 80 29 1993 - - 105 29 1994 - 33 95 23 1995 - 35 106 33 1996 65 37 107 40 1997 40 33 117 37 1998 64 40 110 36 1999 40 38 102 50 2000 61 44 116 36 2001 61 44 123 33 2002 49 47 147 38 2003 67 45 140 29 2004 126 50 149 - Fonte: FEB

Observa-se na Tabela 2.2, a grande diminuição de evasão do curso de Química.

Via de regra, quando é investigado, informalmente, pela secretaria e por responsáveis pelo

curso sobre o motivo para cancelamento de matrícula, a principal razão indicada pela maioria

absoluta dos alunos é a financeira, poucos indicam frustração de expectativa em relação ao

TABELA 2.2 - Índices de Evasão do curso de Química. Ano 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 200 2001 2002 2003 Eva- são 26% 21% 24% 22% 9% 4% 6% 8% 8% 6% 7% 5% 7% Fonte: FEB

A evolução do curso de Química nas avaliações realizadas pelo MEC,

encontra-se apresentada na Tabela 2.3, onde pode ser observada uma sensível melhora nos

conceitos obtidos pelos alunos. Esse resultado positivo foi conseguido à custa de reuniões,

planejamentos e ações a partir do Relatório de Recomendações108 deixado na Instituição, pela

Comissão de Especialistas do MEC. A grade curricular foi alterada em atendimento à

exigência da LDB26, com inclusão de disciplinas que pudessem dar maior embasamento as

questões educacionais e também às questões de disciplinas específicas de química, com uma

carga horária que atendesse às necessidades dos alunos; modificou-se o plano de ensino de

cada disciplina, com conteúdo programático mais atualizado, normatizações para avaliações e

sistema de recuperação de aprendizagem, objetivos gerais e específicos mais claros e

exeqüíveis, adequação da bibliografia básica a ser utilizada, integração maior entre as

diferentes disciplinas; contrataram-se professores com qualificação adequada para as novas

disciplinas; contratou-se uma assessora pedagógica e viabilizou-se o oferecimento de cursos

de Didática do Ensino Superior para todos os docentes da FEB; foi estabelecido horário

especial para aulas de reforço e encontros com alunos, professores e psicólogos, visando a

uma maior motivação dos alunos.

TABELA 2.3 - Conceitos do curso de Química da FEB. Ano FEB

2000 2001 2002 2003

Conceito E E D C

Fonte: DAES

Com dados da Diretoria de Estatísticas e Avaliação da Educação Superior

(DAES/INEP/MEC), encontrados no Relatório Síntese-Provão111, é possível elencar o número

relacionados na Tabela 4.2. É importante salientar que dos 59 cursos em instituições privadas,

a região Norte não tem nenhum, a região Nordeste tem apenas três, a região Centro-Oeste

apenas dois, a região Sul 19 e a região Sudeste 35 (59,32%), dos quais 22, no estado de São

Paulo.

TABELA 2.4 - Número de cursos de Química por região e por categoria administrativa.

Ano Química (N.º de cursos) 2000 2001 2002 2003 Brasil 109 113 116 132 Federal 34 38 37 37 Estadual 28 31 27 33 Municipal 5 1 1 3 Privada 42 43 51 59 Região Sudeste 52 46 52 55 Federal 10 11 Estadual 10 8 Municipal 3 1 Privada 29 35 São Paulo 29 26 27 29 Federal 1 1 1 1 Estadual 5 5 5 5 Municipal 2 1 1 1 Privada 21 22 Fonte: DAES/INEP/MEC.

No Brasil, dos 132 cursos de Química inscritos no sistema de avaliação em

2003111, 37 (28,03%) pertencem a escolas federais, 33 (25%) a escolas estaduais, três (2,27%)

a escolas municipais e 59 (44,7%) a escolas privadas. São ao todo 4427 graduandos, sendo

1584 (35,78%) de escolas federais, 922 (20,83%) de escolas estaduais, 181 (4,1%) de escolas

municipais e 1740 (39,3%) de escolas privadas. A nota média obtida foi 37,0 e a máxima

TABELA 2.5 - Número de cursos/número de alunos de Química por categoria administrativa, Brasil e São Paulo.

Número de Cursos de Química Número de Graduandos Categoria

Administrativa Brasil SP Brasil SP

Federal 37 1 1584 68

Estadual 33 5 922 341

Municipal 3 1 181 126

Privada 59 22 1740 931

Fonte: DAES/INEP/MEC.

No estado de São Paulo, são 29 cursos, como mostrados na Tabela 2.5, sendo

um (3,45%) federal, cinco (17,24%) estaduais, um (3,45%) municipal e 22 (75,86%)

particulares. Dos 1466 graduandos, 68 (4,64%) são da escola federal, 341 (23,26%) das

escolas estaduais, 126 (8,59%) da escola municipal e 931 (63,5%) das escolas privadas. Fica

visível por esses dados que, considerando o estado de São Paulo, como as instituições

privadas colocam no mercado de trabalho um número bem maior de profissionais, devem

também ter responsabilidade em zelar pela qualidade de seus cursos e assim oferecer à

sociedade, químicos com formação e ética a altura de suas funções.

Na avaliação 2003111, no estado de São Paulo, três cursos obtiveram conceito

A (10,35%); três, conceito B (10,35%); 13, conceito C (44,83%); cinco, conceito D (17,24%);

quatro, conceito E (13,79%) e um curso não obteve conceito (3,45%). O curso de Química da

FEB ficou com conceito C, como a maioria dos cursos do estado. No entanto, considerando-se

que a média para essa avaliação foi 37,0, a situação do ensino/aprendizagem de Química está

distante da ideal.

Assim, como forma de estabelecer sugestões para melhoria do curso, não

parece ser suficiente a separação do curso de Licenciatura do curso de Bacharelado, como

exige o MEC, mas deve-se também encontrar mecanismos capazes de melhor articular o

Ensino Médio e o curso de Formação de Professores, com o firme propósito de que,

envolvendo docentes e discentes, as bases para uma reestruturação efetiva e necessária sejam

Para tanto é necessário pesquisar junto a esses segmentos a realidade do ensino

de Química em Barretos, levando-se em conta docentes, discentes, estrutura física disponível

para desenvolvimento do trabalho e condições em que esse trabalho é realizado.

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