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8.2 Is change in the geographic distribution of the stock related to stock biomass?

8.4.2 Changes in fishing pattern and efficiency of the fishing fleet

Essa seção abordará as principais referências do campo de Aplicativos Móveis em geral, que se referem a diversos segmentos. Trata-se de uma campo de estudo recente, que se desenvolveu ao longo dos últimos quinze anos, e que ainda demanda avanços (COURSARIS; KIM, 2011). Devido aos AMTs se tratarem de um tema muito específico, foi necessário analisar diversos tópicos com o objetivo de localizar as principais definições referentes ao segmento de Aplicativos Móveis.

Aplicativos Móveis são definidos como “sistemas que funcionam em dispositivos móveis” (HUJAINAH, DAHLAN, AL-HAIMI, 20013, p. 71, tradução nossa). Podem ser descritas, ainda, como “aplicações de Internet que se encaixam bem no ambiente computacional móvel” (CIUREA, 2010, p. 86, tradução nossa).

Devido à diversidade de segmentos existentes associados ao campo de Aplicativos Móveis e a dificuldade encontrada de se definir a categoria dos AMTs nesse campo, realizou- se um levantamento das principais taxonomias ao tema Aplicativos Móveis. A metodologia deste levantamento teve como base a literatura dos últimos dez anos relacionadas a Aplicativos Móveis. As palavras-chave de maior aderência ao tema localizadas foram: Comércio Eletrônico (Electronic Commerce ou E-commerce), Comércio Móvel (Mobile Commerce ou M-Commerce), Serviços Móveis Avançados (Advanced Mobile Services, AMS), Pagamento Móvel (Mobile Payment), Negócios Móveis (Mobile Business ou M-Business) e Marketing Móvel (Mobile Marketing). Definiremos abaixo cada um desses tópicos, com a finalidade de posteriormente aprofundar o tema dos AMTs:

Comércio Eletrônico: E-Commerce é definido como “qualquer transação econômica, em que o comprador e o vendedor se reúnem por meio da mídia eletrônica da Internet, formam um acordo contratual sobre a fixação de preços e entrega de bens ou serviços, e completam a transação por meio da entrega de pagamentos e de bens ou serviços contratados” (NGAI; GUNASEKARAN, 2007, p.3, apud GUAY; ETTWEIN, 1998, tradução nossa). Ou, ainda, “o uso de Internet para facilitar, executar, e processar transações comerciais. Essas transações envolvem um comprador e um vendedor e a troca de bens e serviços por dinheiro” (DELONE; MCLEAN, 2004, p. 31, tradução nossa).

Comércio Móvel: Mobile Commerce é descrito como “um subconjunto de E- Commerce, referindo-se a qualquer transação de valor monetário conduzida por uma rede móvel” (NGAI; GUNASEKARAN, 2007, p.3, tradução nossa).

Serviços Móveis e Serviços Móveis Avançados (AMS): Mobile Services referem-se a funções que permitem o “usuário realizar compras, solicitar serviços, bem como acessar notícias e informações por meio de dispositivos móveis” (KENG; SHEN, 2003) Algumas das principais características de serviços de telefonia móvel são: mobilidade, acessibilidade, localização e personalização. Já Serviços Móveis Avançados são “quaisquer serviços além de chamadas de voz e serviços de mensagens curtas, acessíveis a partir de dispositivos móveis, permitindo que os clientes se

comuniquem com outros, afim de realizar transações, obter informações ou troca de conteúdo” (TOJIB; TSARENKO, 2012)

Pagamento Móvel: Mobile Payment é descrito como “pagamentos de bens, serviços e contas autorizadas, iniciadas ou realizadas com um dispositivo móvel” (SCHIERZ; SCILKE; WIRTZ, 2010, p. 2010, tradução nossa).

 Negócios Móveis: Mobile Business refere-se a “todas as atividades, processos e sistemas em uma empresa que são executados com ou apoiadas por tecnologias móveis, incluindo o apoio à criação, negociação e transação de processos de negócios internamente com funcionários (B2E) e externamente com clientes ou fornecedores (B2B)” (YAN; LIHUA, 2008, p. 300).

Marketing Móvel: Mobile Marketing é definido como comunicação de duas ou múltiplas vias e a promoção de ofertas que ocorre entre a empresa e seus clientes, usando um dispositivo, meio ou tecnologia móvel (SHANKAR;

BALASUBRAMANIAN, 2009).

Dadas as definições, entende-se que os tópicos que mais se aproximam da função proposta pelos AMTs são o Comércio Móvel e Serviços Avançados Móveis (AMS), uma vez que o aplicativo intermedia a prestação de um serviço a partir de um dispositivo móvel, objetivando uma comercialização futura. Tendo como base as descrições apresentadas, para os fins de análise desse estudo, propomos a seguinte definição para os AMTs: aplicativos de serviço móvel avançado que viabilizam, por meio de Internet e geolocalização, a solicitação de transporte de táxi em dispositivos móveis, por meio de sistemas de informação e chamadas telefônicas, e o acompanhamento da prestação do serviço e seu pagamento.

Adotando como ponto de partida a definição proposta dos AMTs, investigou-se as referências mais relevantes na literatura de Aplicativos Móveis, Comércio Móvel e Serviços Avançados Móveis. Parte significativa das pesquisas identificadas investiga o segmento de telefonia móvel e Smartphones (VAN BILJON; KOTZÉ, 2007; DAHR; VARSHNEY, 2011; GAO; KROGSTIEA; HU; WANG, 2005; NGAI; GUNASEKARAN, 2007; PHAN; DAIM, 2011; SHANKAR; BALASUBRAMANIAN, 2009; SIAU; SHEN, 2003; VERKASALO et al., 2010; MARÔCCO et al., 2014).

Siau e Shen (2003) analisam o impacto da Confiança no Comércio Móvel e concluíram que a Confiança é crucial para o crescimento e sucesso o Comércio Móvel, a partir de melhoria contínua de serviços e de interface tecnológica.

Hu e Wang (2005) se basearam no TAM e DOI para investigar os fatores que determinam a aceitação do Comércio Móvel. O modelo proposto pelos autores (Figura 7) foi testado e os fatores Risco Percebido, Custo, Compatibilidade e Utilidade Percebida influenciam a adoção e uso do Comércio Móvel. Concluíram ainda que a Facilidade de Uso Percebida não influencia diretamente a Intenção de Uso, mas afeta indiretamente a Utilidade Percebida.

Figura 7 - Modelo Final de Aceitação de Comércio Móvel

Fonte: HU; WANG, 2004, p. 726 (Tradução nossa)

A Compatibilidade foi o fator que mais afetou significativamente a Intenção de Uso, bem como o segundo que mais afetou o Uso Real. Segundo a perspectiva do usuário, o estudo afirma, ainda, que o Custo é um importante antecessor da adoção do Comércio Móvel e afeta negativamente a Intenção de Uso. O Risco Percebido impacta direta e significativamente a Intenção de Uso.

Também baseados nos modelos TAM, DOI, e em uma revisão da literatura de modelos aplicados à tecnologia móvel, VAN Biljon e Kotzé (2007) propõem o Modelo de Adoção da Tecnologia do Telefone Móvel (MOPTAM). As principais conclusões do estudo apontam que Fatores Demográficos (idade, sexo e escolaridade) e Pessoais podem influenciar a Facilidade de Uso Percebida e Condições Facilitadoras (definidas como a infraestrutura de telefonia

móvel). Outra conclusão indica que as Condições Facilitadoras podem influenciar a Facilidade de Uso Percebida, a Utilidade Percebida e o Uso Real. O modelo final é apresentado na Figura 8, abaixo.

Figura 8 - Modelo de Adoção da Tecnologia do Telefone Móvel (MOPTAM)

Fonte: VAN BILJON; KOTZÉ, 2007, p. 8 (Tradução nossa)

Ngai e Gunasekaran (2007) realizaram uma revisão da literatura de Comércio Móvel e propuseram classificações dos diferentes Aplicativos relacionadas ao segmento. Uma das categorias incorporadas à classificação de Aplicativos Móveis é a de Serviços Baseados em Localização (Location-Based Services), definidos como qualquer tipo de serviço que considerem a posição geográfica (geolocalização) de um indivíduo (JUNGLAS; WATSON, 2003). Os autores destacaram dentre as conclusões do trabalho a crescente popularidade das Aplicativos Móveis relacionadas a transações financeiras, em particular o Comércio Móvel. Ngai e Gunasekaran (2007) estimulam ainda o avanço de pesquisas de aspectos culturais relacionados a adoção do Comércio Móvel.

Verkasalo et al. (2010) testaram um modelo (Figura 9) de adoção de Serviços Móveis de Internet entre usuários e não usuários, baseando-se no TAM. De todos os constructos testados, os resultados apontam que Utilidade é o que mais determina o uso. O modelo explicou

35% da intenção de uso de serviços móveis de Internet ente usuários. A Utilidade são se mostrou significativa dentre os não usuários.

Figura 9 – Modelo de Adoção de Serviços Móveis de Internet entre Usuários

Fonte: VERKASALO et al., 2010, p. 250 (Tradução nossa)

Para Dahr e Varshney (2011), a popularidade dos Serviços Baseados em Localização, como é o caso dos AMTs, está em ascensão e proporciona muitas possibilidades, especialmente para a criação de novos mercados. Para os autores, os Preços dos serviços baseados em localização são fatores que afetam significativamente a sua adoção pelos consumidores. Eles afirmam, ainda, que outros fatores valorizados pelos consumidores são: Simplicidade, Transparência e Valor Percebido, que aumentam caso o serviço seja cobrado. Cabe lembrar que, no caso dos AMTs, o serviço oferecido é gratuito, havendo cobrança apenas do serviço prestado pelo motorista, mas não do uso dos aplicativos. Além disso, os autores valorizam a Confiança, na medida em que afirmam que segurança e privacidade tornam-se questões fundamentais para manter a Confiança do usuário e evitar atividades fraudulentas.

Shankar e Balasubramanian (2009) propõem um modelo de adoção de tecnologias móveis (Figura 10), com o objetivo de compreender melhor os fatores que influenciam a decisão dos consumidores no processo de adoção de tecnologias móveis. Baseados no TAM e DOI, os autores ressaltam a participação dos consumidores nesse processo e seu impacto na adoção das tecnologias, sugerindo aos gestores a prestação constante de informações que auxiliem aos usuários. Destacam-se em seu modelo as influencias econômicas, sociais e psicológicas no processo de tomada de decisão de adoção tecnológica, também presentes no modelo de Van Biljon e Kotzé (2007). Os multicanais a que Shankar e Balasubramanian (2009)

se referem no modelo dizem respeito aos múltiplos canais de informação presentes na tecnologia mobile (áudio, texto, dados e vídeo).

A influência de fatores sociais também é destacada no trabalho de Phan e Daim (2011), que ressaltam que estudos sobre a aceitação de Serviços Móveis comprovaram que fatores sociais afetam significativamente a Utilidade Percebida e a Facilidade de Uso Percebida, o que favorece a adoção da tecnologia móvel (PHAN; DAIM, 2011 apud LEE; KIM; CHUNG, 2002).

Figura 10 – Modelo de impacto das Tecnologias Móveis na Tomada de Decisão dos Consumidores

Fonte: SHANKAR; BALASUBRAMANIAN, 2009, p. 123 (Tradução nossa)

Phan e Daim (2011) testaram um modelo (Figura 11) baseado em Analytic Hierarchy Process (AHP) para identificar os fatores que influenciavam a aceitação e adoção tecnológica. O AHP é um método matemático que auxilia na comparação e hierarquização de elementos, classificando-os conforme sua importância.

Os resultados apontaram para os fatores Utilidade e Facilidade de Uso Percebida como os fatores que mais influenciam a adoção de Serviços Móveis, tendo a Facilidade de Uso contribuído com 25% da Atitude sobre o Uso e a Utilidade com 23%.

Figura 11 – Modelo AHP para Adoção de Serviços Móveis

Fonte: PHAN; DAIM, 2011, p. 345 (Tradução nossa)

Gao, Krogstiea e Siaub (2011) basearam-se no MOPTAM (BILJON; KOTZÉ, 2007) para elaborar um modelo (Figura 12) de medição da percepção do usuário sobre a aceitação de Serviços Móveis. Os resultados apontaram que todos os constructos afetam significativamente a Intenção de Uso com desvios-padrões bastante próximos, tendo a Utilidade Percebida e a Facilidade de Uso Percebida apresentado, respectivamente, os maiores índices de relevância.

O fator Contexto refere-se a qualquer informação que possa ser usada para caracterizar a situação de uma pessoa, lugar ou objeto que são considerados relevantes para a interação entre um usuário e uma Aplicação Móvel, incluindo o próprio usuário e a própria aplicação (GAO; KROGSTIEA; SIAUB, 2011, p. 49).

Figura 12 – Modelo de Medição da Adoção de Serviços Móveis

Fonte: GAO; KROGSTIEA; SIAUB, 2011, p. 50

A única pesquisa brasileira identificada no segmento de aplicativos de táxi, publicada durante a elaboração do presente trabalho, é a de MARÔCCO et al. (2014), que investiga a percepção usuários sobre AMTs e a sua relação com a inovação nas empresas desenvolvedoras de aplicativos. Os autores atribuem diversas nomenclaturas em seu estudo para o que, aqui, denominamos de AMTs: Aplicativos Móveis para Chamadas e Serviços de Táxi, Aplicativo para contratar táxi e Aplicativo para chamada de táxi.

A pesquisa de Marôcco et al. (2014), porém, tem características distintas do presente trabalho. Primeiramente, é focada na unidade de análise de usuários dos AMTs, enquanto o presente estudo é focado na percepção de motoristas de táxi. A amostra da pesquisa dos autores é composta de pessoas residentes em quatro cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Juiz de Fora. Já a presente pesquisa é focada na cidade do Rio de Janeiro. O perfil dos respondentes à pesquisa é, predominantemente, de homens (53,13%), de 25 a 24 anos (25%) e 35 a 44 anos (50%), e renda entre R$3,5 e R$6 mil reais (31,25%) e R$6 e R$10 mil reais (40%) (MARÔCCO et al., 2014, p. 139-140). Não considera-se relevante a comparação com o perfil da amostra dos taxistas analisados na presente pesquisa, uma vez que tratam-se de tipos

distintos de usuários, sendo a pesquisa de Marôcco focada em usuários finais (clientes) e a presente pesquisa focada em motoristas de táxi (prestadores do serviço). De qualquer forma, o perfil dos taxistas participantes desse estudo é detalhado na seção quatro, de Análise de Dados. A metodologia utilizada foi a do tipo survey, via questionário de pesquisa, baseado na escala Likert, aplicado a 34 usuários em dezembro de 2013, através do método Snowball (BIERNACKI; WALDORF, 1981), ou cadeia de informantes, que possibilita que um entrevistado indique outro, sucessivamente, até que se atinja o número desejado de entrevistas. O questionário avalia perguntas relacionadas à Inovação, Percepção da Tecnologia, Resistência à Tecnologia e Satisfação do Usuário. Em segundo lugar, o foco da pesquisa é o impacto da percepção dos usuários no contexto de inovação das organizações.

Constata-se, no entanto, algumas inconsistências no estudo, em particular no questionário de pesquisa, em que a maioria das perguntas não refere-se exclusivamente aos Aplicativos Móveis para Chamadas e Serviços de Táxi, e sim às tecnologias de uma forma geral (MARÔCCO et al., 2014, p 134). Apenas oito, das 23 perguntas do questionário, questionam os usuários sobre os aplicativos especificamente. As conclusões do estudo indicam, ainda, resultados diferentes do apresentado no quadro de resultados (MARÔCCO et al., 2014, p 137), em particular no que se refere à análise de “sentimentos provocados pelo resultado alcançado com o uso dos aplicativos” (MARÔCCO et al., 2014, p 139), cujas afirmativas consideradas (questões 17a a 17f) não são divulgadas no estudo, impossibilitando maior aprofundamento da análise. Desse modo, para evitar incoerências, no presente estudo considera-se apenas as perguntas, totalizando sete, exclusivamente voltadas à compreensão dos AMTs e às respostas reportadas corretamente no quadro de resultados e conclusão. Serão atribuídas nomenclaturas para os constructos, no que não consta em Marôcco et al. (2014), com a finalidade de facilitar a análise e posteriores comparações no estudo.

O fator Simplicidade de Utilização na primeira experiência de uso (Afirmativa de questionário de pesquisa: “É simples utilizar o aplicativo para chamada de táxi pela primeira vez”), indica que 20% dos respondentes Concordou Totalmente e 70% Concordou Parcialmente.

Já o fator Utilização Simples e Amigável (Afirmativa de questionário de pesquisa: “A utilização do aplicativo para chamada de táxi é simples e amigável”) apresenta o mesmo resultado, com 20% de respostas Concordou Totalmente e 70% Concordou Parcialmente. Este resultado pode indicar que os entrevistados não enxergaram diferenças entre as duas afirmativas (Utilização Simples x Simplicidade de Utilização), o que não é reportado como intencional no estudo.

Quanto ao fator Tempo (Afirmativa de questionário de pesquisa: “Aplicativo para contatar táxi me poupa tempo”), 40% dos usuários Concordaram Totalmente e 40% Concordaram Parcialmente.

O fator “Sentimentos” e Experiência Positivos (Afirmativa de questionário de pesquisa: “Seus sentimentos em relação ao aplicativo para chamada de táxi e sua experiência com ele foi positiva”), 55,56% Concordaram Totalmente e 44,44% Concordaram Parcialmente. Marôcco et al. (2014) descrevem o constructo como sentimentos provocados pelo resultado alcançado com o uso do serviço (p. 139).

O fator Agilidade de Atendimento (Afirmativa de questionário de pesquisa: “Fui prontamente atendido após solicitar o serviço”) aponta 20% de usuários que Concordam Totalmente e 70% que Concordam Parcialmente.

Quanto ao fator Frequência de Uso (Afirmativa de questionário de pesquisa: “Voltarei a usar o serviço novamente”), 50% dos usuários Concordaram Totalmente e 50% Concordaram Parcialmente.

Por fim, o último fator relacionado aos especificamente aos AMTs, Indicação (Afirmativa de questionário de pesquisa: “Indico o uso do serviço a outras pessoas”), apresenta 40% de respostas Concordo Totalmente e 60% Concordo Parcialmente.

De modo geral, as conclusões do estudo indicam que os usuários de AMTs estão satisfeitos. Especificamente em relação ao Uso, tema em foco no presente estudo, é possível inferir que os usuários consideram os AMTs Simples e Amigáveis. Cabe destacar, no entanto, que, conforme reforçado por Marôcco et al. (2014), os resultados obtidos não podem ser generalizados devido ao método aplicado de coleta de dados por amostragem intencional.

Os autores apresentam como conclusão geral do estudo que o fator Resiliência e as Inovações Disruptivas influenciam diretamente no crescimento das empresas desenvolvedoras de aplicações móveis. O conceito de Resiliência adotado pelos autores é definido como “a capacidade que as organizações têm de perceberem o ambiente onde ela está inserida, juntamente com as turbulências existentes e as possíveis relações que acontecem entre esses elementos” (MARÔCCO et al., 2014 apud NOGUEIRA; HALLAL, 2013). As Inovações Disruptivas são definidas por Marôcco et al. (2014, p. 4) apud Bower e Christensen (1995) como:

Avanços tecnológicos surpreendentes e inesperados que exigem das empresas repensarem de forma radical as razões de sua própria existência. Considera-se como uma inovação tecnológica, um produto ou serviço que utiliza uma estratégia “disruptiva” para derrubar uma tecnologia existente e

dominante no mercado impondo diferentes valores, novos mercados, novos serviços e produtos.

Inicialmente, as tecnologias disruptivas parecem ser de interesse limitado, mas, eventualmente, podem derrubar completamente produtos e mercados existentes.

Os autores realizam também um levantamento sobre pesquisas realizadas na ferramenta Google a respeito dos AMTs. A análise indica que, de 2012 a 2013 a busca por informações sobre os AMTs cresceu continuamente, em especial as relacionadas ao Easy Taxi (MARÔCCO et al., 2014, p. 136). Cabe mencionar, ainda, o destaque atribuído pelos autores às cooperativas de táxi que estão se adaptando ao cenário dos aplicativos, considerando-as como resilientes e inovadoras.

Após a análise das diversas perspectivas teóricas apresentadas, com o intuito de sintetizar os principais fatores reincidentes mencionados, elaborou-se um Meta-Frame com as teorias que mais contribuem para a análise dos fatores-chave dos AMTs. Este Meta-Frame será detalhado na seção seguinte.