• No results found

Change Management and the PSO Perspective

5. ANALYSIS AND DISCUSSION OF PROPOSITIONS

5.2 I MPLEMENTING ITIL IN THE R EAL W ORLD

5.2.5 Change Management and the PSO Perspective

A aula de uma certa quinta-feira foi iniciada com esse jogo, após a confecção de um tabuleiro com papel cartão, alguns números e um dado (1 a 6), demos início ao jogo, que tinha como objetivo básico elas entenderem que diferença e subtração era uma forma da conta de menos. Optamos por esse jogo pois em alguns problemas propostos em sala com essas palavras, elas não conseguiam resolver.

Assim, em grupo, todas começaram o jogo na casa de número 9, uma de cada vez jogava o dado, e o número de casas que cada uma avançaria era igual à diferença entre o NÚMERO DA CASA em que se encontra e o número que saiu na FACE DE CIMA DO DADO.

Com essa sistematização de repetidas vezes da operação da subtração, conseguiram construir o conceito de diferença e subtração mais concretamente.

Ganhava o jogo quem atingisse, em primeiro lugar, o espaço do VENCIDO exatamente (por exemplo, o jogador está na casa 6 e obtém 4 no dado, então anda 2 casas assim: VENCEDOR- 6; ele não vence, isto é, vai e volta).

6 7 5 9 8 6 8 9 6 5 9 8 5 5 VENCEDOR 7 9 7 6 6 8 7 9 8 7 6 8 5 JOGO DA DIFERENÇA 6 7 5 9 8 6 8 9 6 5 9 8 5 5 VENCEDOR 7 9 7 6 6 8 7 9 8 7 6 8 5

5 Percepções e olhares das educandas. Registros de Aprendizagens

Ao final de cada aula, deixávamos o nosso Caderno de Registro das Aprendizagens, livre, para quem quisesse registrar algo sobre a aula, o que marcou, o que gostou, o que não gostou, alguma marca que aquela experiência e aprendizagem havia deixado.

Os registros não eram apenas das aulas de matemáticas e sobre os jogos; elas relatavam a qualquer momento, o que as acontecia durante as aulas.

Nesses registros, é possível perceber a importância em valorizar a memória e o que foi vivido e aprendido antes da escola, e mais do que isso, podíamos perceber a evolução da escrita ao longo de cada um deles, a forma como iam “se abrindo” e “ se familiarizando” com aquela prática. A princípio, ninguém queria registrar, eram sempre as mesmas que queriam expor algo em nosso caderno, seja por vergonha, ou por não saber escrever. Passado algum tempo, na maioria, sempre tinham algo para colocar, se sentiam importantes ao fazer aquele registro, e mais do que isso, as que antes não sabiam escrever, agora mesmo com as poucas palavras que já sabiam queriam escrever o tempo todo e se orgulhavam muito disso, de cada palavra colocada naquele papel.

Segundo Larrosa (1998), quando contamos nossas histórias e vivências para os outros, de forma escrita ou oral, elas deixam de ser somente nossas, pois passam a fazer parte da vida do outro.

E mais do que simples registros, fomos percebendo ao longo das aulas e desses registros o quão importante era aquela prática; através delas e que nos pautávamos sobre as aulas seguintes.

Freire (2008) aponta a necessidade do espaço para expor-se oralmente “Qualquer que seja o texto, terminada a sua leitura, é indispensável a discussão em torno dele”.( p.49)

Na figura abaixo o registro de uma educanda:

Fonte: Caderno de Registro das Aprendizagens.

A partir do registro apresentado acima, pude perceber o entusiasmo da educanda com os jogos. Para mim os jogos lúdicos como estratégia pedagógica foram essenciais para essa formalização e sistematização dos cálculos, foram através deles construídos com todas as educandas e jogados inúmeras vezes, que pude ver a evolução delas, e elas também percebiam o quanto estavam aprendendo, e isso as motivavam a voltar a cada aula.

Figura 2. Registro feito pela educanda MA. Em 05/10/2010.

Fonte: Caderno de Registro das Aprendizagens.

Na ocasião, a educanda faz esse relato, pois estávamos abordando o assunto pesos e medidas, baseadas no eixo norteador intitulado “receitas”, onde após termos abordado o conteúdo fração com os jogos, entramos no assunto pizza, pois elas gostariam de saber mais sobre a origem da mesma, em contrapartida acabamos por entrar na origem das educandas também. Mas voltando ao assunto das pizzas, aproveitamos então o fim do semestre para fazer um dia da Pizza, assim fizemos um levantamento dos sabores preferido através de um gráfico, assim as educandas prepararam as massas de todas as pizzas, para fecharmos o semestre de 2010 com todos os saberes aprendidos.

Fonte: Caderno de Registro das Aprendizagens.

Figura 4. Registro da aula feito pela aluna Ma.G

Fonte: Caderno de Registros das Aprendizagens. 2010/Arquivo PIBID

Figura 5. Registro feito pela educanda LU. Em 04/04/2010.

Fonte: Caderno de Registro das Aprendizagens.

Através desses registros pude perceber, em especial, a dificuldade que essas educandas tinham na disciplina de matemática, mas a vontade que as mesmas possuíam em colocar no papel a tradicional matemática, percebi também a importância em valorizar as experiências trazidas e cada história em particular, e como os jogos lúdicos ajudaram como estratégia para essa sistematização dos cálculos.

6 Algumas considerações

A presente pesquisa buscou contribuir com a literatura disponível sobre os problemas relacionados a educação matemática, a importância das experiências e vivências serem levadas em consideração dos alunos da EJA, bem como os jogos lúdico como forma de estratégias para a formalização dos cálculos. De acordo com os dados analisados, e também com a experiência adquirida como estagiaria do PIBID, pude perceber através da aplicação dos jogos, que o resultado almejado era mais facilmente quando trazido para dentro da sala de aula um universo mais próximo da realidade, pois todo educando da educação de jovens e adultos possui uma vasta bagagem vivida.

Apesar do receio apresentado pelas educandas acerca dos jogos lúdicos, pois ainda pensavam que aprender seria somente do método tradicional (lousa e caderno), ficou evidente através das aulas que essa estratégia foi muito bem aceita e a evolução do desempenho acerca da sistematização da matemática notável.

Particularmente, os resultados obtidos com as educandas no meu ponto de vista como estagiária, uma vez que durante a minha graduação fui ter este contato com a EJA pela primeira vez no terceiro ano, superou minhas expectativas e me engrandeceram enormemente quanto à possível introdução de métodos pedagógicos diferentes dos convencionais utilizados no ensino de Jovens e Adultos.

Assim foi ao ver o artigo publicado, as 12 páginas que o artigo traz um compilado de informações, não conseguem descrever o que foi toda aquela experiência, e as marcas que ela deixou em minha formação.

Essa pesquisa foi de grande enriquecimento do ponto de vista acadêmico uma vez que eu, futura educadora, pude ter mais contato com a educação de jovens e adultos, os problemas acerca da matemática, a importância de se levar em conta as vivencias dos educandos, e levar os jogos lúdicos como estratégia de ensino.

REFERÊNCIAS

BOGDAN, R.C.; BIKLEN, S.K. Investigação Qualitativa em Educação: uma introdução à teoria e os métodos. Porto: Porto Editora, 1999, Capítulo III, Trabalho de Campo, p. 111 – 145.

BRITO, Arlete de Jesus; INFORSATO, Natália. Jornais: Possibilidades de letramento matemático. In: MIGUEL, José Carlos; CAMARGO, Maria Rosa Rodrigues Martins de (org.) A Educação de Jovens e Adultos em Capítulos.

Contextos, desafios e práticas. São Paulo: PROEX; São Paulo: Cultura

Acadêmica, 2012, p. 103 -116.

BRITO, Márcia Regina Ferreira de. (1996). Um estudo sobre as atitudes em

relação à Matemática em estudantes de 1o e 2o graus. Trabalho de Livre

Docência. Faculdade de Educação – UNICAMP, Campinas, SP.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil disponível em:

<www6.senado.gov.br/con1988/CON1988_05.10.1988/CON1988.htm - 517k -> acesso em: 08/12/2015.

BRAZIL, Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Introdução. Brasília:

MEC/SEF, 1998.

CARAÇA, B. J. Conceitos fundamentais da matemática. 3ª. ed. Lisboa: Gradiva,

2000.

CARRAHER, Terezinha. Na vida dez na escola zero. 4 ed. São Paulo: Cortez,1988.

CELLARD, A. A análise documental. In: POUPART, J. et al. A pesquisa qualitativa: enfoques epistemológicos e metodológicos. Petrópolis, Vozes, 2008.

CHEVALLARD, Yves. BOSH, M. Estudar Matemática: o elo perdido entre o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2001.

COSTA,C.B - História da alfabetização de adultos:de 1960 até os dias de Hoje

D’AMBROSIO, Ubiratan. Educação Matemática: Da teoria à pratica. 4ª ed. Campinas SP: Editora Parirus,1998.

DANYLUK, Ocsana. Alfabetização matemática: as primeiras manifestações da escrita infantil. 2ª ed. Porto Alegre: Sulina, Passo Fundo: Ediupf, 1998.

DUARTE, Newton. O ensino de matemática na educação de adultos – 11 ed.- São Paulo : Cortez, 2009.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio: O Dicionário da Língua Portuguesa. 6ª ed. Curitiba: Editora Posigraf S.A, 2004.

FONSECA, M.C.F.R. Educação matemática de jovens e adultos – especificidades, desafios e contribuições. Belo Horizonte: Autêntica, 2002. p.32- 33.

FONSECA, M..C.F.R.. Educ. Pesqui. vol.27 no.2 São Paulo July/Dec. 1995.Lembranças da matemática escolar: a constituição dos alunos da EJA como sujeitos da aprendizagem

FONSECA, M..C.F.R; CARDOSO, C.A. Educação Matemática e letramento: textos para ensinar a Matemática e matemática para ler o texto. In NACARTO, A.M e LOPOS, C.E. Escritas e leituras na Educação Matemática. Belo Horizonte; Ed. Autêntica, 2005.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 15ª ed. São Paulo SP: Editora Paz e Terra, 2000.

FREIRE, P. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 49 ed. São Paulo, Cortez, 2008.GODOY, A. S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades.

GONÇALEZ, M.H.C.C, BRITO, M.R.F (2001). A aprendizagem de atitudes positivas em relação à Matemática. IN Psicologia da Educação Matemática - Teoria e Pesquisa. Florianópolis: Insular.p.221-234

JESUS, M. A.S; FIN, L.D.T – Uma proposta de aprendizagem de matemática através de jogos,2001,p. 130.

LARROSA, Jorge. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. 2003, Capítulo I Matemática na Educação de Jovens e Adultos Parâmetros Curriculares disponível em: < www.educacao.gov.br> acesso em: 01/01/2015.

LARROSA, Jorge. Pedagogia profana: danças, piruetas e mascaradas. Tradução Alfredo Veiga-Neto. Porto Alegre: Contrabando, 1998.

MEC - Ministério da Educação - Secretaria de Educação Fundamental - PCN’s:

Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEF, 1998, BRASIL, 59 Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais -

Matemática. v. 3, 2. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2000.

ARROYO, Miguel. “Breve ensaio acerca da participação da história na apropriação do saber matemático”. In: SISTO, F. F., DOBRÁNSKY, E. A. & MONTEIRO, A. (Orgs.). Cotidiano escolar. Petrópolis, Vozes, 2005, p. 1/17.

NEVES, E . A. Jogos matemáticos como recursos didáticos. Disponível em:

http://www.meuartigo.brasilescola.com/matematica/jogos-matematicoscomo-

rcursos-didaticos.htm acesso em 15 de outubro de 2014 às 13:28.

SANTOS, Maria Auxiliadora dos. A Educação Matemática na alfabetização de Jovens e Adultos: formaçãode alfabetizadores Universidade Católica de Brasília, disponível em:<www.cereja.org.br/pdf/20050218_matematica.pdf> Acesso em: 10/01/2015.

WEISS, M. L. L Psicopedagogia Clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. Rio de Janeiro, DP&A, 2003.

__________________________________

Orientadora: Professora Doutora Maria Rosa R.M. de Camargo

__________________________________ Natalia Inforsato