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Paper III: Important elements in farm animal-assisted interventions for persons with clinical depression – a qualitative interview study

4.1 Change in depression

Ainda de posse das informações obtidas através do estudo realizado por Amorim (2011), observa-se que o regime de informação da UFPB, voltado para o campo arquivístico, segue o modelo indicado por Gonzalez de Gomez (1999c, 2002), ou seja, possui os elementos essenciais para a sua constituição, sendo eles os atores sociais, os dispositivos de informação, os artefatos de informação e as ações de informação:

Atores sociais – servidores/gestores, que são ao mesmo tempo produtores e

usuários de informação. São eles, que no uso de suas atribuições produzem documentos (informação registrada) de valor imediato (primário), cujo acesso é restrito ao órgão produtor, ou seja, a eles mesmos;

Dispositivos de informação – a política nacional e institucional de arquivos. No

âmbito nacional, o uso da legislação federal (leis, resoluções e decretos) e os manuais de orientação elaborados pelo CONARQ, norteando as ações internas. E no âmbito institucional, resolução que aprova a TTD, os atos normativos que estabelecem normas e procedimentos acerca das questões arquivísticas, especialmente relativas à avaliação documental;

Artefatos de informação – documentos de arquivo, que são produzidos para

atender a objetivos específicos e refletem as atividades da instituição; as atas da CPAD, que registram as suas ações e o seu fazer arquivístico; a TTD, instrumento utilizado para determinar os prazos e guarda e a destinação final dos documentos e os programas informatizados criados para a atuação, classificação e controle do trâmite dos documentos;

Ações de informação – mediação (atuação da CPAD na orientação aos servidores

através de reuniões, visitas técnicas e de assessoria); e formativa (através de seminários e cursos realizados pela CPAD) (AMORM, 2011).

Gráfico 1 - Regime de informação da UFPB

Atos

Mediao

Fonte: Amorim (2011, adaptado)

REGIME DE INFORMAÇÃO DA UFPB ARTEFATOS DE INFORMAÇÃO ATORES SOCIAIS DISPOSITIVOS DE INFORMAÇÃO AÇÃO DE INFORMAÇÃO Gestores Servidores Produtores e usuários - Arquivos - Atas - Base de dados/programas - TTD Política Nacional: - CONARQ - Legislação - Manuais (orientação) Política Institucional: - Normativos - Resolução Mediação - Orientação aos servidores

Formativa: - Treinamento/ Oficina

7 METODOLOGIA DA PESQUISA

A pesquisa científica deve ser entendida como uma atividade da ciência baseada em teorias, métodos, técnicas e outros procedimentos científicos, capaz de encontrar respostas e soluções para os problemas que são propostos em uma determinada realidade. Para Minayo (1994, p. 17), a pesquisa ainda é responsável por dar subsídios para a atividade de ensino, além de mantê-la atualizada frente à realidade do mundo dinâmico. Neste sentido, a autora reconhece que “embora seja uma prática teórica, a pesquisa vincula pensamento e ação”, ou seja, “nada pode ser intelectualmente um problema, se não tiver sido em primeiro lugar, um problema da vida prática”.

Corroborando com tal pensamento, Chizzotti (2008) reconhece que a pesquisa científica representa:

Uma busca sistemática e rigorosa de informações, com a finalidade de descobrir a lógica e a coerência de um conjunto, aparentemente, disperso e desconexo de dados para encontrar uma resposta fundamentada a um problema bem delimitado, contribuindo para o desenvolvimento do conhecimento em uma área ou em problemática específica (CHIZZOTTI, 2008, p. 19).

Neste contexto, faz-se necessário a utilização de critérios claros, explícitos e estruturados, com teoria e método, adequados a problemática específica. Entende-se que estes critérios são escolhidos de acordo com a visão de mundo do pesquisador, o estado de conhecimento sobre o tema de pesquisa, assim como o enfoque que se pretende dar ao estudo, compreendendo assim a explicação detalhada do planejamento da pesquisa, sendo esta denominada de metodologia da pesquisa.

No que se refere à metodologia da pesquisa, esta pode ser entendida como o caminho do pensamento e da prática para se chegar a uma determinada realidade (MINAYO, 1994). De acordo com Thiollent (2007, p. 26), “a metodologia desempenha um papel de bússola na atividade dos pesquisadores, esclarecendo cada uma das suas decisões por meio de alguns princípios de cientificidade”. Sendo assim, compreende-se que a metodologia pode ser vista como o “conhecimento geral e habilidade que são necessários ao pesquisador para se orientar no processo de investigação, tomar decisões oportunas, selecionar conceitos, hipóteses, técnicas e dados adequados”.

Dessa forma, parte-se do entendimento de que a primeira etapa a ser executada no que se refere à construção da metodologia da pesquisa corresponde à escolha do tipo de pesquisa.

Nesta perspectiva, com a intenção de satisfazer de maneira integral as peculiaridades do objetivo proposto no presente trabalho, decidiu-se selecionar, a partir das informações oriundas do trabalho realizado por Amorim (2011), a classificação descritiva para compor o tipo de pesquisa a ser utilizada.

A utilização da classificação descritiva se deve as investidas metodológicas realizadas no sentido de coletar dados para fins de especificação das características dos entrevistados, como por exemplo, as necessidades de informação dos sujeitos envolvidos no processo de gestão de documentos da CPAD, assim como suas opiniões e sugestões a respeito da construção do espaço virtual de comunicação na web, no sentido de fundamentar a proposta de solução do problema de informação em questão. Gil (2002, p. 42) salienta que as pesquisas descritivas são “aquelas que têm por objetivo estudar as características de um grupo”, tão como “levantar as opiniões, atitudes e crenças de uma população”.

Destarte, deve-se ressaltar que a referida classificação está relacionada aos procedimentos realizados para a coleta dos dados que, após serem analisados e discutidos com base na literatura específica da área, deram origem à aplicação das diversas ações de informação no campo empírico do estudo, ou seja, no regime de informação do campo arquivístico da UFPB, caracterizando assim o aspecto eminentemente prático da pesquisa aplicada. De acordo com Appolinário (2004, p. 152), dentre os diferentes objetivos da pesquisa aplicada, destacam-se aqueles que possuem em sua essência a finalidade de “resolver problemas ou necessidades concretas e imediatas”.

Neste sentido, entende-se que a abordagem utilizada para esta pesquisa possui a natureza qualitativa. Por meio desta abordagem, é possível chegar à elucidação de algumas questões, assim como o aprofundamento da problemática específica. Além disso, a abordagem qualitativa oferece maior flexibilidade para a condução das demais fases da pesquisa, principalmente pela possibilidade de interação entre o pesquisador e os grupos interessados, como também proporciona uma coleta de dados com base na interpretação do significado dado pelos sujeitos através de suas falas e ações. Segundo Minayo (2004), a pesquisa qualitativa ajuda a responder questões muito particulares, isto é, ela se preocupa com um nível de realidade que não pode ser quantificado.