quer outro termo. Os cartões restantes são aqueles que serão usados na construção do mapa conceitual. 3. Organize os cartões de forma que os termos relacionados fiquem perto uns dos outros. 4. Cole os cartões em um pedaço de papel tão logo você esteja satisfeito com o arranjo. Deixe um pequeno espaço para as linhas que você irá traçar. 5. Desenhe linhas entre os termos que você considera que estão relacionados. 6. Escreva sobre cada linha a natureza da relação entre os termos. 7. Se você deixou cartões separados na etapa 3, volte e verifique se alguns deles ajustam‐se ao mapa conceitual que você construiu. Se isto acontecer, assegu‐ re‐se de adicionar as linhas e relações entre estes novos itens.
5.1.4 AVALIAÇÃO DE MAPAS CONCEITUAIS
A idéia principal do uso de mapas na avaliação dos processos de aprendizagem é a de avaliar o aprendiz em relação ao que ele já sabe, a partir das construções conceituais que ele conseguir criar, isto é, como ele estrutura, hierarquiza, diferencia,
relaciona, discrimina e integra os conceitos de um dado mini‐mundo em observação, por exemplo.
Isso significa que não existe mapa conceitual “correto”. Um professor nunca deve apresentar aos alunos o mapa conceitual de um certo conteúdo e sim um mapa conceitual para esse conteúdo segundo os significados que ele atribui aos conceitos e às relações significativas entre eles. Da mesma maneira, nunca se deve esperar que o aluno apresente na avaliação o mapa conceitual “correto” de um certo conteúdo. Isso não existe. O que o aluno apresenta é o seu mapa e o importante não é se esse mapa está certo ou não, mas sim se ele dá evidências de que o aluno está aprendendo significativamente o conteúdo.
A análise de mapas conceituais é essencialmente qualitativa. O professor, ao invés de preocupar‐se em atribuir um escore ao mapa traçado pelo aluno, deve procurar interpretar a informação dada pelo aluno no mapa a fim de obter evidências de aprendizagem significativa. Explicações do aluno, orais ou escritas, em relação a seu mapa facilitam muito a tarefa do professor nesse sentido. Figura 2: Exemplo de um Mapa Conceitual construído sobre Mapas Conceituais.
5.1.5 CONSTRUÇÃO DE MAPAS CONCEITUAIS VIA SOFTWARE
Existe um programa grátis, que pode ser baixado da internet, e ensina o aluno a pensar e serve como uma moderna ferramenta de avaliação.
Imagine um papel de página de revista feito com fibras de celulose extraídas de pinheiros canadenses. É uma folha importada, que até chegar às suas mãos gerou empregos e movimentou a economia. Agora, ela está servindo de suporte para infor‐ mações, assim como as escrituras do antigo Egito. Com uma diferença: os povos que habitavam as margens do rio Nilo usavam o papiro.
Se pararmos para pensar, podemos ver que o papel se insere em diferentes épocas e se relaciona com assuntos como celulose, pinheiro, emprego, economia, Canadá, informação, comunicação, Egito, Nilo e papiro. Pois bem: esse tipo de rela‐ ção entre conceitos é trabalhado a todo instante.
Mas como compreender os conceitos de modo correto? As formas convencionais de avaliação podem ajudar, mas ainda não permitem analisar, com clareza, o processo de raciocínio. Uma alternativa para esse fim é o programa de informática Cmaptool. Financiado originalmente pela Marinha Americana, ele também foi desen‐volvido com objetivos educacionais pela Universidade de West Florida, nos Estados Unidos.
O software trabalha com a montagem do mapa conceitual (veja Figura 3), espé‐ cie de organograma de idéias com um conjunto de substantivos interrelacionados. Os grandes conceitos aparecem dentro de caixas — que podem ser linkadas com imagens ou outros mapas — enquanto as relações entre eles são feitas por frases e verbos de ligação.
Ao construir o mapa, o aluno analisa as relações possíveis entre as idéias que tem sobre um tema , explica Ítalo Dutra, professor do Colégio de Aplicação e Pesquisador do Laboratório de Estudos Cognitivos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ele é um dos responsáveis pelo estudo do programa no Brasil pela ótica da Espistemologia Genética de Jean Piaget.
Hoje, já existe uma versão do programa em português, que pode ser baixada para o computador, sem custos, no endereço http://ead.cap.ufrgs.br. Lá é possível encontrar também as instruções de uso. Os comandos são bem simples, mas, para rodar o Cmaptool é necessária uma memória de 128 Mb.
5.2
M
APASM
ENTAIS8Mapa mental, ou mapa da mente é o nome dado para um tipo de diagrama, sistematizado pelo inglês Tony Buzan, voltado para a gestão de informações, de co‐ nhecimento e de capital intelectual; para a compreensão e solução de problemas; na memorização e aprendizado; na criação de manuais, livros e palestras; como ferra‐ menta de brainstorming; e no auxílio da gestão estratégica de uma empresa ou nego‐ cio.
5.2.1 O MÉTODO
Os desenhos feitos em um mapa mental partem de um único centro, a partir do qual são irradiadas as informações relacionadas. Eles podem ser feitos com um
software adequado ou com canetas coloridas e um bloco de papel, e podem ser usados por todos os profissionais para gerenciar qualquer tipo de informação. Este método de registro é cada vez mais usado por uma série de profissionais de todas as áreas de conhecimento humano.
O sistema de diagrama dos mapas mentais funciona como uma representação gráfica de como as idéias se organizam em torno de um determinado foco. Os Mapas Mentais funcionam exatamente como o cérebro, segundo Buzzan. Quando um Mapa Mental é elaborado, cada parte do mapa é associada com o restante, criando cone‐ xões entre cada conceito.
5.2.2. COMO USAR MAPAS MENTAIS?9
Uma vez que você disponha de um mapa mental, a maneira de usá‐lo varia conforme a finalidade. Uma primeira diretriz para quando você for olhar um mapa mental pela primeira vez é: Não olhe para todo o mapa de uma só vez! Olhe para o tópico central, certifique‐se de que entende o contexto do mapa. Depois olhe os tópicos de primeiro nível, dando‐se um tempo para criar uma visão geral desse nível. Só depois passe aos níveis mais detalhados. Alguns mapas mentais com conteúdo novo para você podem requerer, para que sejam bem compreendidos, que você obtenha informações da fonte original, como um livro ou artigo.
Veja a seguir alguns usos e respectivas sugestões de estratégias.
9 Para planejamento: No caso de eventos, como festas, quando for escolher o
que vai ter ou acontecer, simplesmente olhe o mapa mental e faça suas esco‐ 8 Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Mapa_mental. Acesso em 29/ 04/2007. 9 Material encontrado em artigos disponibilizados em http://www.mapasmentais.com.br/artigos/. Di‐ versos autores. Acesso em 10/07/2007.