3.3 EMDs praksis .1 Innledning
3.3.3 Er ”certain conditions” en referanse til regelen som EMD har oppstilt i forhold til presumsjoner?
Cerca de metade dos jovens que se manifestaram têm boas lembranças de seus primeiros contatos com a leitura e a escrita; todos esses mencionaram a importância de mediadores (a mãe ou irmã mais velha, a professora, os adultos da família). EL falou genericamente de “pessoas maravilhosas que a guiaram”; JJ, da mãe que lhe contava histórias e da “professora- madrinha”; AD, da professora que “pegava no pé”, mas lhe elogiou a letra redondinha; AC, do fato de ter sido sempre rodeada de livros, pessoas que liam e a incentivavam a ler; J fala da mãe que, no quintal, a ensinou a escrever o nome com bolinhas de mamona. Sem que o saibam, esses jovens comprovam a tese de que, antes e além de aprender a decifrar letras, ser incluído na cultura da escrita implica vislumbrar o mistério da escrita e desejar dele participar. F, L e D são contra-exemplos que apontam para a mesma tese. F declara que não foi fácil aprender a ler; L menciona dificuldades com a representação gráfica, provavelmente o problema de escrita espelhada; D fala enfaticamente que ninguém nunca lhe contou histórias e menciona também dificuldades de comportamento na escola.
Considerando o que aconteceu subseqüentemente, durante o processo, alguns aspectos merecem ser comentados. Quatro dos cinco jovens que se manifestaram positivamente em relação à aprendizagem da leitura (JJ, AD, AC e J) permaneceram no grupo de pesquisa e produziram textos que foram publicados no jornal. A quinta jovem, EL, não permaneceu devido a compromissos de trabalho. L, F e D, que mencionaram experiências negativas, abandonaram o grupo logo no início, após a segunda ou a terceira sessão. Todos relatam conflitos com a escola: L teve dificuldades de aprendizagem; F e D, ambos do sexo masculino, dão sinais de resistência à escola.; F, além de críticas declaradas à escola, adotou, em alguns momentos, atitudes de irreverência e de questionamento em relação a instruções dadas.
Leitura e escrita: memórias e experiências
F ...fácil num é não, porque sempre que você está aprendendo uma coisa diferente, uma coisa nova, tem sempre aquele, aquela cobrança maior, principalmente na hora de aprender a ler. Aprender a ler não é fácil. Onde que eu aprendi a ler também foi muito bom.
...as professora remou mal, porque eu nunca fui um menino assim... estudioso, inteligente, mas eu sempre fui aplicado, sempre tentei fazer. Da 5ª. série pra lá, que eu desbandeirei e tô aí até hoje. EL Foi ótimo, principalmente por ter sido guiada por pessoas maravilhosas que eu tenho boas
recordações. As lembranças, só lembranças boas, porque é difícil você encontrar pessoas que realmente queiram te ajudar, a te guiar, a mostrar assim a importância que tem.
Leitura e escrita: memórias e experiências
MG Olha, pra mim assim, eu num achei difícil. Foi até legal, porque quando eu tinha assim na faixa de uns cinco anos, minha irmã já sabia ler, aí ela começou a me ensinar a escrever meu nome e eu, oh, achei a maior maravilha do mundo. E eu cheguei na escola sabendo ler algumas palavras e fal/ escrever meu nome inteiro, o professor até gostou disso, por isso que eu tive mais um pouco de facilidade.
JJ Minha mãe, ela contava, (...) eu gostava de ouvir as histórias da adolescência do meu pai. Bom, pra mim aprender a ler e escrever foi maravilhoso. Eu lembro que eu tinha lá por meus três, quatro anos, e a minha irmã, eu morava no interior, a minha irmã tinha uma pasta verde que, uma pasta, eu lembro inté a cor que era verde, ela não não usava essa pasta, tinha um caderno dela que eu pegava, minha mãe me dava banho, eu saía correndo, fugia de casa, ia pra escola, chegava lá ficava desenhando, folheando livro (...)
Quando eu/ e depois assim, foi muito bom porque eu aprendi a ler com minha madrinha, que ela dava aula lá. Depois foi com outras pessoas que já convivia no dia-a-dia. Foi sempre bom porque além de a gente estudar lá, a gente tinha contato fora da escola com os professores mesmo. Pra mim foi muito bom.
Tentava adivinhar as figuras, o que os personagens tentava a passar, qual a mensagem que ele tentava passar pra gente.
AD Pra mim aprender a ler não foi difícil, (..) também a professora ficava assim no meu pé mesmo pra eu aprender. Ela falou com minha mãe que não era difícil. E quando ... minha mãe é que não gostava de me levar para escola porque quando ela me levava, todo lugar que tinha uma coisa pra ler eu parava e ficava lendo e ele falava:’ tá, tá, tô atrasada, vão pra escola, que num sei o quê’. Aí pra mim não foi difícil. E hoje tem muita importância pra mim porque gosto de ler muito e dá pra aprender muita coisa.
Eu lembro (...) que já tava no final, tinha aquele diplominha, né? Aí a professora estava explicando como é que você tem de escrever o nome: tem de escrever bem bonitinho e tudo’’. Aí ela me mandou escrever. Eu escrevi lá e tal. Aí eu achei legal porque ela falou assim: ‘Ó, tá vendo? Tem de ser igual a ela, tem de ser assim, redondinho, bonitinho’. Eu fiquei me achando o máximo, né?
Quando eu pego um livro assim da escola pra estudar, eu num vejo nunca meu pai me chamar pra estudar (...) Meu pai nunca fez nada a mais... Minha mãe sempre fala assim de ter cultura, e tal, meu pai ...
AC Sabe o que eu gostava de fazer quando eu não sabia ler ainda? Pegava o livro e ficava contando a história que me vinha na cabeça e falando que tava escrito no livro.
Assim, aprendi a ler muito cedo porque eu sempre fui rodeada por professores na minha vida, nunca vi! Minha mãe é professora, minha madrinha, todo mundo é professora, nunca vi. Aí sempre tive muito contato com livro. Aí pra mim foi fácil, muito fácil ler...
Num sei, acho que sempre fui muito incentivada a escrever, e ler, principalmente. Acho muito importante. E mais do que ler, é cê saber o que tá por trás daquilo que você tá lendo. Esse eu acho que é o objetivo da leitura, só que o que tá lá, qualquer um pode ler e entender, o que está escrito, mas o que tá nas entrelinhas é o que importa, né? Às vezes, você escreve lá um texto maravilhoso lá, falando sobre alguma coisa, mas você vai olhar, prestar atenção nos detalhes, é outra coisa totalmente diferente, né?
J Agora quando eu aprendi a ler, eu, assim, num foi difícil não. Minha mãe sempre me ajudou, meu pai também. E escrever... Uma lembrança que eu tenho foi quando eu escrevi pela primeira vez o meu nome, e não foi com lápis, foi com bolinhas de mamona. Eu achei muito... assim, foi uma lembrança que eu guardo até hoje, muito bom.
D E... a leitura pra mim na época que eu aprendi a ler num num teve muito significado pra mim, porque todo mundo estudava, tudo a mesma coisa. Eeh, na época num teve muito interesse pra mim. Hoje eu acho mais importante, acho hoje a leitura muito mais importante. Muito eficiente na vida de todo mundo. Mas na época que eu aprendi...
Leitura e escrita: memórias e experiências D
(cont.)
... foi fácil, por isso que eu num ligava, foi fácil. (...). Eu era muito bagunceiro. Ficava de castigo direto, fazia tudo e ia, fazia bagunça, deixava todo mundo pra trás e ia fazer bagunça.
Eu num ligava, num tinha ninguém pra me incentivar, meu pai num me incentivava, minha mãe, ninguém, ninguém lá em casa, meu pai...
[— Alguém lia história pra você?] – Não. Nunca. Nunca.
L Eu lembro que, antes de eu entrar pra escola, eu, como eu sou canhota, aí minha mãe ficava me ensinando, só que eu escrevia tudo ao contrário. Aí quando eu entrei pra escola, foi meio difícil, que eu tinha de fazer o L assim e eu fazia tudo ao contrário. Aí só que a professora ficava mandando eu virar o caderno, ela mandava eu ficar assim. Isso eu achava chato, não gostava de ir a escola não. Mas agora eu vejo como que era bom aquela época. Se eu pudesse voltar...