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Definição do Problema Estudante: Maria João da Silva Lopes Sabido

Instituição: ULSLA Serviço: Urgência Título do Projecto:

Catástrofe externa com substâncias químicas perigosas da indústria de refinação de petróleo

Explicitação sumária da área de intervenção e das razões da escolha (250 palavras):

A área de influência da Unidade do sistema nacional de saúde compreende, entre outras realidades, não menos importantes, indústria petrolífera de refinação. Com a recente importância atribuída ao porto marítimo de um dos concelhos o trafego de substâncias químicas perigosas e seu processamento aumentou.

O crescimento demográfico exponencial verificado em três concelhos, muito próximos das zonas desta indústria, faz crer que, na eventualidade de uma catástrofe externa com substâncias químicas perigosas, acorreriam ao serviço de urgência uma multiplicidade de tipos de vitimas exigindo cuidados de massa com implicações logísticas e de recursos humanos que, se devidamente coordenados, propiciariam uma intervenção precoce e adequada a cuidados de saúde emergentes, de qualidade. É cientificamente aceite que esta atuação, traz benefício quer para as vítimas, quer para a instituição e seus profissionais.

Encontrando-nos a exercer funções num serviço de urgência, tornou-se clara a necessidade de aprofundar conhecimentos sobre este tema que nos é motivo de preocupação, na medida em que acreditamos que como profissionais só estaremos à altura de prestar cuidados de saúde adequados se nos encontrarmos preparados e munidos de saberes e recursos de várias ordens.

Um serviço de urgência caracteriza-se por uma elevada tecnologia, por imprevisibilidade e complexidade de funções a desempenhar, o que potencia os níveis de stresse dos profissionais de saúde, logo a probabilidade de ocorrerem erros humanos ou do sistema é real. Para Renaul (2007, p.9) O erro é a falta da verdade no plano da teoria e a falta de ajuste no

plano do agir na sua vertente técnica. Assim, consideramos imperativo uma sistematização da abordagem a uma potencial

situação de catástrofe com substâncias químicas perigosas com vista a uma melhoria na prestação de cuidados de saúde de qualidade.

Por tudo o que temos vindo a referenciar, pensamos que o estudo deste tema irá contribuir para o desenvolvimento das competências específicas: K1 – Cuida da pessoa a vivenciar processos complexos de doença critica e ou falência orgânica; K2 – Dinamiza a resposta a situações de catástrofe ou emergência multi-vítima, da concepção à acção; K3 – Maximiza a intervenção na prevenção e controlo da infecção perante a pessoa em situação critica e ou falência orgânica, face à complexidade da situação e à necessidade de respostas em tempo útil e adequadas.

Diagnóstico de situação Definição geral do problema

Défice de conhecimentos sobre catástrofe externa com substâncias químicas perigosas da indústria de refinação de petróleo.

Análise do problema (contextualização, análise com recurso a indicadores, descrição das ferramentas diagnósticas que vai

usar, ou resultados se já as usou – 500 palavras)

A necessidade de sistematizar conhecimento sobre este tema já nos tinha tomado de assalto algumas vezes, mas, como tudo tem um momento certo, a sua concretização impõe-se agora com a realização de um trabalho de projeto de mestrado, uma vez que catástrofe, sendo uma área muito específica contém em si um universo de possibilidades.

A Lei nº 113/91 de 29 de Agosto no Artigo 2º, nº 2 define catástrofe como um acontecimento súbito quase sempre

imprevisível, de ordem natural ou tecnológica, susceptível de provocar vítimas e danos materiais avultados, afectando gravemente a segurança das pessoas, as condições de vida das populações e o tecido sócio-económico do País. Assim, é

de suma importância a estruturação, planificação e simulações de planos de emergência hospitalares.

Encontrando-nos a exercer funções há doze anos num serviço de urgência, largas vezes nos deparámos com vítimas de substâncias químicas perigosas, quer autoinfligidas com vista ao suicídio, quer acidentais e, sem exceção, todas necessitam de cuidados de saúde emergentes, de qualidade.

Por serem situações muito particulares em que a escassez de informação imediata pode condicionar a abordagem inicial, os profissionais de saúde nem sempre estão despertos para sinais e sintomas, que segundo vários autores são muito

importantes para a identificação da matéria perigosa. O mesmo se aplica no caso de necessidade de descontaminação prévia das vítimas.

A triagem de prioridades (Manchester), preconizada no serviço de urgência da Unidade Local de Saúde, faz com que o enfermeiro seja o primeiro a abordar estas vítimas, muitas vezes desconhecedor da necessidade de equipamento de proteção individual específico para a salvaguarda da sua segurança, tornando-se assim numa potencial vítima. Este pressuposto é válido para todos os restantes elementos da equipa multidisciplinar. Segundo a Escola Nacional de Bombeiros (2005) o uso de equipamento adequado, de qualidade e usado corretamente pode reduzir acidentes pessoais.

No seu exercício profissional, o enfermeiro movimenta-se num contexto de complementaridade multiprofissional em que o respeito pelas competências individuais é essencial à participação no projeto comum cuja finalidade é a pessoa no seu bem- estar físico, psíquico e social.

O plano de emergência interno da instituição não faz menção a substâncias químicas perigosas ou suas fichas técnicas. Não há plano de catástrofe, bem como qualquer documento no serviço de urgência sobre esta problemática envolvendo toxicidade e ou formas de transmissão ou neutralização.

Assim sendo, consideramos importante para o nosso desenvolvimento enquanto pessoa e enfermeira, sistematizar e aprofundar conhecimentos sobre esta temática.

Identificação dos problemas parcelares que compõem o problema geral (150 palavras)

1 – Poucos trabalhos científicos produzidos por autores portugueses.

2 – Falta de articulação por parte da indústria envolvendo substâncias químicas perigosas com os serviços de saúde.

Determinação de prioridades

A determinação de prioridades advém da impossibilidade de universalizar em simultâneo múltiplas necessidades, logo impõe- se uma sistematização da abordagem às vítimas de catástrofe com substâncias químicas perigosas com o propósito de proporcionar tratamento e cuidados de enfermagem adequados, planeados e atempados.

Objectivos (geral e específicos, centrados na resolução do problema. Os objectivos terão que ser claros, precisos,

exequíveis e mensuráveis, formulados em enunciado declarativo):

OBJECTIVO GERAL

Adquirir conhecimentos teóricos sobre catástrofe externa com substâncias químicas perigosas da indústria de refinação de petróleo.

OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

1- Realizar uma revisão sistemática da literatura sobre catástrofe externa com substâncias químicas perigosas da indústria de refinação de petróleo, descontaminação de vítimas e proteção adequada dos profissionais de saúde.

2- Promover o conhecimento pessoal e da equipa de enfermagem da Unidade do sistema nacional de saúde.

Referências Bibliográficas (Norma Portuguesa)

Bandeira, Romero. 2008. Medicina de Catástrofe. Da Exemplificação Histórica à Iatrogenia. Porto : Editora da Universidade

do Porto, 2008. ISBN978-972-8025-72-4.

Guerra, António Matos. 2005. Segurança e protecção individual. Sintra : Escola Nacional de Bombeiros. 2ª edição

http://www.enb.pt/ [02/12/2012; 4:20]

PLANO ESPECIAL DE EMERGÊNCIA DE PROTECÇÃO CIVIL PARA RISCOS QUÍMICOS GRAVES EM SINES, 2012

http://www.sines.pt/PT/Viver/ProteccaoCivil/pee/Documents/Plano [27/12/2012; 23:30] PLANO DE EMERGÊNCIA INTERNO do HOSPITAL DO LITORAL ALENTEJANO 2008

EM SITUAÇÃO CRITICA.

http://www.ordemenfermeiros.pt [02/12/2012; 4:20]

ORDEM DOS ENFERMEIROS. Fevereiro 2007. Segurança nos Cuidados VII Seminário do Conselho Jurisdicional. Numero 24. ISSN 1646-2629

http://www.ordemenfermeiros.pt/comunicacao/Revistas/ROE_24_Fevereiro_2007.pdf

[27/12/2012; 22:30]