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A concepção de trabalho tem mudado significativamente no decorrer do tempo. O “tripalium”, que era associado à labuta, tortura e dor, passa a ocupar um lugar central na vida do homem (TOLEDO, 2012). Para Betiol (2006), o trabalho é uma “realidade inventada”, fruto do século XVIII europeu. Desta forma, identifica-se um histórico que cria orientações para o trabalho (TOLEDO, 2012).

Na Antiguidade o trabalho humano representou essencialmente, a apropriação e o incremento dos produtos da natureza por meio de atividades como a agricultura, a domesticação e a criação de gado. A economia era de subsistência, a troca era realizada visando suprir as necessidades dos indivíduos, isenta de um viés lucrativo. Nesta época, o trabalho não se alugava, nem se vendia (BITTAR, 1997). A divisão do trabalho13, entretanto, inicia-se de maneira espontânea nas tribos, por meio do critério sexual, onde os homens dedicavam-se a atividades como o domínio da floresta (caça, pesca, confecção de instrumentos, etc.), enquanto as mulheres ficavam responsáveis pelas atividades domésticas (ENGELS, 1984).

Na sociedade grega, o trabalho se opunha à honra e à virtude, já que maior importância era dada às atividades de contemplação e ao ócio, enquanto a produção material era relegada às mulheres e aos escravos (BETIOL, 2006). Na sociedade romana ocorria a separação entre escravos (responsáveis pelas atividades braçais) e cidadãos livres (que se dedicavam a atividades políticas, sociais ou culturais) (TOLEDO, 2012).

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A primeira grande divisão social do trabalho se deu com a domesticação de animais pelas tribos pastoris, que se adiantaram frente às tribos selvagens, por meio da domesticação e criação de animais em cativeiro. Conseguiam extrair alimentos e matérias primas acima das necessidades da própria tribo, gerando um excedente, o qual passou a ser utilizado como moeda de troca. Desta maneira, inicia-se o comércio como uma instituição regular (ENGELS, 1984).

Na Idade Média a diferenciação de classes determinava quem vivia do trabalho e quem vivia para o trabalho por meio da propriedade privada da terra. . Este período é crucial para a propagação do pensamento religioso, que orientava motivações para o trabalho, inicialmente como ideal de punição e condenação, mais a frente, como ideal de criação e de vocação (TOLEDO, 2012). Enquanto no catolicismo o trabalho estava ligado à possibilidade de redenção por ser humilhante, os protestantes acreditavam que o trabalho era a forma de alcançar a Deus e, ao apelar à predestinação, justifica a hierarquização pelas desigualdades sociais como vontade divina, eterna e imutável (TOLEDO, 2012). Tal contexto serviu muito bem à burguesia comercial, que se aproveita das ideias, já que a partir destas, os trabalhadores não contestariam as más condições e baixos salários.

Betiol (2006) aponta que a partir do século XVII, a orientação para o trabalho passa a ser o de bem, virtude e valor principal para a sociedade, orientação que segue nos séculos seguintes. No período moderno, entre os séculos XVIII e XIX e em meio a Revolução industrial e a Revolução Francesa, permeados pelo advento do capitalismo, floresce a cultura burguesa pautada pelos princípios de liberdade do mercado, de autodeterminação individual e de racionalidade científica. O movimento econômico-social a partir deste período adquire uma dependência da apropriação do trabalho alheio e passa a se pautar pelo controle do trabalho humano e pela disparidade entre o salário pago e o valor do trabalho produzido, isto é, pela expropriação do sobretrabalho ou mais valia (CANIATO; LIMA, 2008). Para Betiol (2006), baseada em Weber, com a influência da religião, o trabalho passa a ser orientado para o trabalhador como vocação profissional; assim como para o empresário como vocação para o lucro. É a partir deste momento que a sociedade inteira se organiza em torno do trabalho e em função do trabalho (BETIOL, 2006).

Nos diferentes períodos históricos, o indivíduo manteve diversas relações com o trabalho, envolvendo a relação do homem com a natureza, a relação do homem com a sociedade e a relação do homem consigo mesmo na medida em que o trabalho é um lócus privilegiado na construção da sua identidade. O trabalho é, portanto, um dos elementos essenciais à constituição do sujeito (PEREIRA, 2013).

Lukács (2010) nos revela que ao operar sobre a natureza e transformá-la, o homem transforma ao mesmo tempo a sua própria natureza. Desenvolve as potências que nela estão

adormecidas e sujeita o jogo das suas forças ao seu próprio poder. Assim, existe um domínio da consciência sobre o elemento instintivo puramente biológico. Existe um domínio do homem pela natureza, que, diferentemente das outras espécies animais, o faz de modo intencional e, consequentemente, um domínio do homem pelo próprio homem (LUKÁCS, 2010).

Quando nos referimos ao prazer, Durkheim (1999), baseado em premissas evolucionistas nos traz à luz que, assim como a capacidade mental da espécie humana evoluí, o sistema nervoso do homem fica mais delicado e, requisita assim, novas fontes de prazer, ao mesmo tempo em que fica susceptível também a novas fontes de sofrimento. Para o autor, a maior fonte de prazer não se concentra em uma atividade mais rica; mas em uma atividade sadia. Ambos os seres, mais simples ou mais complexos podem desfrutar de uma mesma felicidade. O selvagem normal pode ser tão feliz quanto o civilizado normal. Cada um no seu tempo (DURKHEIM, 1999).

Pela lógica capitalista, o homem e sua força de trabalho passam a ocupar o lugar de mercadoria. Sob esta lógica, o trabalho deixa de atender aos interesses e desejos do sujeito trabalhador, para atender aos interesses do mercado e do Capital. Esta conjuntura apresenta consequências ao trabalhador, tais como: a perda de liberdade, a desvalorização, o estranhamento do trabalhador ao produto de seu trabalho e a alienação (RIBEIRO; MARTINS, 2011). Com o desenvolvimento capitalista, Gomez (1987) mostra que se desenvolve um processo de dominação do indivíduo nas suas dimensões mais amplas para assim, adequá-lo aos interesses do Capital. Os valores capitalistas intensificados com a industrialização possibilitaram o esboço das tarefas, a criação de uma estrutura e o estabelecimento de normas e regras, condições essenciais para a institucionalização do trabalho no processo produtivo (BITTAR, 1997).

Segundo Friedmann et al. (1973), todo e qualquer trabalho mal escolhido, inadaptado ao homem, acarreta para este, efeitos perniciosos. Todo trabalho sentido como algo estranho pelo sujeito, é um trabalho alienado. Tarefas onde ocorreu um adestramento (e não uma aprendizagem) são tarefas alienadas. O trabalho alienado pode acarretar na degradação e na alteração da personalidade do indivíduo. Como visto, a Administração Científica do Trabalho contribuiu de maneira influente nesse contexto.

O trabalho assume um novo aspecto, quando adquire o status de mercadoria, ou seja, como produtor de valores. Assim, o trabalho passa a seguir a lógica econômica, por meio da produção e do consumo (FRIEDMANN et al., 1973). Em tempos de desenvolvimento industrial,

tecnológico e informacional, o trabalho é concebido como um estímulo ao desenvolvimento e não como uma barreira, sendo ao mesmo tempo, uma “necessidade e uma imposição”, agora que a classe trabalhadora pode desfrutar do conforto, derivado da produção material (TOLEDO, 2012).

No mundo do Capital globalizado tem ocorrido um redimensionamento dos valores. Os aspectos econômicos tornaram-se prioritários e intensificam-se a cada dia, acarretando em consequências ao nível coletivo de trabalho, como por exemplo, a competição acirrada, o enfraquecimento dos vínculos e dos movimentos sociais, a falta de consciência na utilização dos recursos naturais, a diminuição das lutas sindicais, assim como o enfraquecimento e a impotência dos trabalhadores frente à lógica do Capital (MERLO; LÁPIS, 2007; DE ASSIS; MACEDO, 2008).

Baseado em Marx, Silveira (1989) aponta que têm ocorrido um entorpecimento dos sentidos, na medida em que a propriedade privada tornou o homem tão estúpido e unilateral que um objeto só passa a ser seu, quando o tem, quando existe para este como Capital ou quando é imediatamente possuído, habitado, comido, bebido, em suma, utilizado pelo homem. Todos os sentidos físicos e espirituais cedem lugar à simples alienação de todos estes sentidos ao sentido do ter. Ocorre assim, a redução do sentido do ser ao ter. Esta valorização do mundo das coisas e desvalorização do mundo dos homens reduz o trabalhador a uma mercadoria e a mais miserável mercadoria. A pobreza do trabalhador enquanto mercadoria não se esgota em uma pobreza estritamente material, recai também ao empobrecimento do seu mundo interior (SILVEIRA, 1989). Silveira (1989) acrescenta ainda que a forma mercadoria e o fetichismo incorporam-se nas dimensões vitais dos sujeitos: seu corpo e sua psique.

Heloani et al. (2004) apontam o trabalho como um fenômeno que, mais que a remuneração financeira, envolve também fatores como a remuneração social, ou seja, o trabalho enquanto fator de pertinência a grupos e certos direitos sociais; e a função psíquica na vida do indivíduo, enquanto um dos grandes alicerces na constituição do sujeito e da sua rede de significados.

A maneira como as pessoas trabalham e o que elas produzem tem um impacto sobre o que pensam e no modo como percebem sua liberdade e independência. Tanto o processo de trabalho, assim como o seu fruto ajudam o indivíduo a descobrir e a formar a sua identidade. Morin (2001) revela que elementos como o sentimento de prazer no trabalho, o feedback acerca do desempenho

das tarefas, a natureza socialmente responsável do trabalho; as relações humanas satisfatórias; a garantia de segurança e autonomia e a ocupação promovida pelo trabalho vão ao encontro a um trabalho que tenha sentido para o indivíduo.

No âmbito reificado da ampliação do Capital, a subjetividade do trabalhador é cooptada e (pseudo) construída de maneira inautêntica, pois a dimensão de subjetividade presente neste cenário, está direcionada para a valorização e auto reprodução do Capital, mediado por diferentes fontes (ANTUNES, 2005).

Mesmo em atividades dotadas de maior significado intelectual, imaterial, o exercício da atividade subjetiva está constrangido em última instância pela lógica da

forma/mercadoria e sua realização (ANTUNES, 2005. p. 128).

Aubert e Gaulejac (1991) ao tratarem de aspectos do trabalho após a emergência do gerencialismo, indicam em carreiras de gerentes, a existência de um complexo sistema de interações entre o indivíduo (com suas angústias pessoais) e as organizações (com seus objetivos). Os autores denominam este circuito de sistema sócio-mental, por meio do qual as organizações, a partir de criteriosos e árduos processos seletivos, atraem sujeitos com uma personalidade condizente com a visão organizacional (competitivos, pró-ativos, agressivos, etc.), normalmente para cargos com uma “maior autonomia”, geralmente traduzidos como a gerência. No gerencialismo, o estresse e o medo são considerados normais. Assumem um papel de “estímulo” e são passíveis de serem gerenciados.

Assim, as organizações propiciam a este sujeito, a oportunidade de ocupar um lugar de prestígio na sociedade, associado ao status e a uma posição elitizada, onde atua sobre este mesmo sujeito, fazendo-o canalizar todas as suas angústias e desejos (libidinais), sob a forma de ansiedade, para a obtenção de resultados, de modo a recompensá-lo para isso. Este sujeito, distintamente do trabalhador dos moldes taylorista-fordista, não vê a organização e o trabalho como uma oposição, mas como uma entidade que o acolhe e o provê uma identidade. A organização para este trabalhador está no mesmo patamar de importância do que a família, se não, maior. O trabalhador, sob esta perspectiva, se considera um empreendedor, como se fosse o seu próprio patrão, sinais de que as exigências organizacionais já foram internalizadas. A organização assume um papel análogo ao de uma droga segundo os autores, representando uma necessidade psíquica para este sujeito (AUBERT; GAULEJAC, 1991).

Para Gaulejac (2007), o labor transitou de uma estrutura rígida (taylorista-fordista), que fixa a cada um o lugar determinado em uma ordem estável, para estruturas flexíveis (reestruturação produtiva), que funcionam em rede e favorecem a mobilidade horizontal e vertical; de um sistema de comunicação formal, descendente e centralizado, para um sistema informal, interativo e policentrado; de um governo orientado por ordens para um governo orientado por regras; de uma lógica centrada sobre a vigilância e o respeito pelas normatividades, para um gerenciamento centrado sobre a expectativa de objetivos, sobre a adesão a lógicas. Na empresa hipermoderna, o objeto de controle tende a se deslocar do corpo para a psique: mais que disciplinar corpos, procura-se canalizar as pulsões e controlar os espíritos. Espera-se uma devoção “de corpo e alma”, onde o ideal se torna a norma. Estamos diante de uma autonomia controlada, que foi citada anteriormente (p. 36) (GAULEJAC, 2007).

Segundo Antunes (2005), o sistema de metabolismo social do Capital assume um domínio do sistema de mediações de segunda ordem, representado por elementos fetichizadores e alienantes, pela hierarquização e estruturas de dominação e subordinação sobre o sistema de

mediações de primeira ordem, cuja finalidade é a preservação das funções vitais da reprodução

individual e societal. O valor de troca sobrepõe-se ao valor de uso de um objeto acarretando em uma tendência decrescente do valor de uso das mercadorias, a partir da redução de sua vida útil, agilizando o ciclo reprodutivo. Mais que isso, em tempos recentes, o sistema do Capital produz uma alienação do sujeito, por meio da degradação do sujeito real da produção, à condição de uma objetividade reificada, subvertendo assim, a relação real do sujeito/objeto (ANTUNES, 2005).

Arruda et al. (1987) revela a necessidade da construção de uma visão do trabalho alternativa à do capital mundial, o que implica em negar a reificação, o utilitarismo e o reducionismo impostos pelo capitalismo ao trabalhador. Segundo o autor, a forma de sintetizar essa “redefinição do trabalho”, necessita considerar os seguintes aspectos:

• A natureza relacional do trabalho;

• Reconhecer no trabalho o próprio modo de ser do homem e do mundo, considerando as relações do homem não somente com a natureza, mas também as dimensões políticas, sociais, artísticas, estéticas, culturais, etc.;

• Considerar que, por meio do trabalho, o homem produz também a sua subjetividade e;

• Superar a visão reducionista do trabalho, para uma concepção de processo, que se constrói por meio do seu viver e fazer, assim como as variadas dimensões da sua realidade, corpórea, mental, intelectual, intuitiva, afetiva e espiritual.

Consideramos estes aspectos apontados por Arruda et al. (1987) como essenciais na reconstrução da relação entre o mundo do trabalho e o trabalhador. Porém, acreditamos que tais aspectos constituem-se como um desafio para os que acreditam em tal caminho. Nesta trama relacional, precisamos considerar a interação de elementos que transitam na órbita do capitalismo internacional: as relações sociais; e o Capital, incorporado nas empresas, nos bancos e, no próprio Estado. O direito humano ao trabalho, segundo Arruda et al. (1987) é estranho ao sistema mundial de mercado; ainda quando introduzida a intervenção estatal para corrigir as “distorções” do mercado e regular a competição, o sistema é “impotente” frente a garantia deste direito de forma sustentada.

Para Arruda et al. (1987) seria necessário redefinir uma política de primazia para o âmbito do trabalho sobre o Capital, posicionando estrategicamente os trabalhadores como os protagonistas no processo de construção de uma nova sociedade e desenvolver os meios e os mecanismos práticos para concretizar tais políticas. Neste processo, a educação é um elemento essencial na emancipação dos trabalhadores frente ao poder do Capital, possibilitando a construção de uma sociedade humanizada: redefinir a posição do homem para a criação de sujeitos com capacidade de pensar, fazer e criar com autonomia indivíduos, comunidades, grupos sociais, povos; capazes de maximizar a utilização dos seus potenciais e recursos físicos e humanos de forma solidária nas relações sociais e, harmônica na relação com a natureza (ARRUDA et al.,1987).

Dentre as transformações que têm afetado o mundo do labor, Morin (2001) destaca o desaparecimento de empregos permanentes, concomitantemente ao desenvolvimento de novas tecnologias e formas inovadoras de organização. Ao mesmo tempo em que milhares de pessoas sofrem pela falta de uma vaga, outras sofrem pelo fato de terem que trabalhar excessivamente.

Buscando compreender os sentidos do trabalho nas sociedades contemporâneas, Morin (2001) revela o importante lugar que o trabalho assume na sociedade. Foi realizada seguinte pergunta às pessoas: “se você tivesse bastante dinheiro para viver o resto da sua vida

O resultado demonstrou que mais de 80% das pessoas pesquisadas trabalhariam mesmo assim (MORIN, 2001). As razões foram: para se relacionar com outras pessoas; para vivenciar o sentimento de vinculação; para ter algo para fazer; para evitar o tédio; e para se ter um objetivo na vida. Tal evidência demonstra a importância do trabalho na sociedade, superando questões de ordem estritamente econômica ou financeira (MORIN, 2001). Esta pesquisa corrobora o pensamento de Dejours (1986), quando este revela que a ideologia ao ócio é fundamentalmente falsa.

Antunes (2005) nos revela ainda que uma vida desprovida de sentido no trabalho é incompatível com uma vida cheia de sentido fora do trabalho, baseado na centralidade do trabalho na vida do homem enquanto ser social. Em uma forma de sociabilidade “superior”, o trabalho, ao reestruturar o ser social, terá desestruturado o Capital. E ainda neste mesmo trabalho autodeterminado, que isentou o Capital de sentido, gerará as condições sociais para o nascimento de uma subjetividade autêntica e emancipada, dando um novo sentido ao trabalho.

Considerar o humano como um fator entre outros é interinar um processo de reificação do homem. O desenvolvimento das empresas só tem sentido se contribuir para a melhoria da sociedade e, portanto, do bem-estar individual e coletivo e, definitivamente, se estiver a serviço da vida humana (GAULEJAC, 2007).

Ainda que o trabalho seja considerado mediador da sociabilidade, criador de riquezas e facilitador da transformação humana, ele também pode ser entendido, contraditoriamente, como fonte de desumanização (RIBEIRO; MARTINS, 2011). Contudo, áreas do conhecimento buscam compreendê-lo e assim propor possíveis alternativas organizacionais com o intuito de humanizar as relações de trabalho, melhorar a qualidade de vida e, principalmente, estudar os efeitos das organizações na qualidade de vida, saúde e trabalho dos envolvidos (HELOANI; LANCMAN, 2004). Diante desta perspectiva, a Psicodinâmica do Trabalho aparece como uma área com esse propósito.

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