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Catch, effort and research vessel data

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3.2 Data available

3.2.5 Catch, effort and research vessel data

O presente estudo baseou-se na análise de corpos de prova moldados com concreto e que se utilizou dos ensaios de velocidade de propagação de ondas ultrassônicas e de esclerometria para realizar estimativas a cerca dos valores de resistência dos corpos de prova. Os ensaios de esclerometria e de ultrassom fazem parte de um grupo de ensaios desenvolvidos nos últimos 20 anos. Estes pretendem realizar estimativas da resistência de elementos estruturais de concreto sem a necessidade de se provocar danos a esses elementos e que visam substituir os atuais métodos de avaliação do concreto baseados no rompimento de corpos de prova por compressão axial.

Para que os dados obtidos nos ensaios não destrutivos possam ser utilizados para se estimar a resistência à compressão de corpos de prova é necessário utilizar curvas de correlação que são fornecidas pelos próprios fabricantes dos aparelhos utilizados nos ensaios. Essas curvas de correlação, no entanto, foram formuladas para as condições de matérias, especificações do concreto de países europeus. Essas curvas de correlação, como pôde ser verificado no corpo do trabalho, não podem ser utilizadas para estimar a resistência de qualquer tipo ou traço de concreto, pois as características do concreto, sua resistência e seus materiais constituintes interferem no valor dos resultados obtidos. Dessa forma, para cada tipo de traço de concreto analisado devem ser confeccionadas curvas de correlação para o referido traço de concreto e estas é que serão utilizadas para estimar a resistência do concreto.

Os resultados dos ensaios de rebote pelo esclerômetro de reflexão mostraram que a curva de correlação obtida quando comparada com os resultados de compressão axial apresentava divergências entre os valores medidos e os obtidos por meio da curva (diferença) num intervalo de 1% a 118%. Além desse intervalo seja extenso podemos ressaltar ainda que o valor de erro médio foi de 18 pontos percentuais. Pelo que foi exposto, o ensaio de esclerometria deve ser realizado de forma sequenciada em vários pontos onde se deseja estimar as características do concreto para evitar a coleta de dados que possam levar a conclusões extremas e equivocadas pois quanto maior o numero de dados coletados e analisados a conclusão será mais tendenciosa ao valor de resistência semelhante ao do valor real do concreto.

Deve-se frisar, no entanto, que o ensaio de reflexão do esclerômetro não mostrou ser capaz de estimar, isoladamente, a capacidade resistente de um corpo de prova de concreto.

Utilizar os resultados de deflexão para estimar a resistência pela curva de correlação do ensaio (EqCorrelação1) possibilitaria a estimativa de resistências muito diferentes das reais condições da amostra de concreto analisada. A análise dos dados coletados e dos resultados obtidos com a curva de correlação para o ensaio permitiram concluir que os valores do rebote do esclerômetro foram obtidos de maneira inadequada pois não se aplicou sobre os corpos de prova ensaiados um carregamento qualquer de modo que quando o martelo fosse pressionado contra o corpo de prova este estivesse rígido o bastante para se determinar o valor do rebote. A falta do carregamento sobre o corpo de prova produz valores do rebote do esclerômetro muito baixos que não correspondiam aos reais valores de dureza seuperficial do corpo de prova.

A utilização dos dados de esclerometria para estimar a resistências de corpos de prova por meio da curva de correlação fornecida pelo fabricante do esclerômetro de reflexão reafirmou a necessidade de se construir curvas de correlação pra cada um dos traços de concreto produzidos ou utilizados em um canteiro de obras ou usina de concreto. Devido às inúmeras possibilidades de arranjo do traço de um concreto, não se pode estimar diferentes tipos de concreto pela mesma curva de correlação.

As análises feitas para as duas curvas de correlação remanescestes (EqCorrelação2 e EqCorrelação3) mostraram que ambas podem ser utilizadas para estimar a resistências de elementos estruturais de concreto com a devida eficiência e com erros percentuais baixos. No entanto, como as estimativas devem ser precisas devido à segurança que ela traz, indica-se que a estimativa deve ser feita pela curva de correlação combinada para evitar a ocorrência de erros das diversas maneiras que levem a estimativas superficiais

Pelo exposto, podemos afirmar ainda que os métodos não destrutivos de estimativa da resistência do concreto são capazes de realizar estimativas reais das condições do concreto presente na estrutura de modo que, devido às suas características e qualidades em comparação com os métodos de estimativa tradicionais, serem utilizados de forma mais expressivas pelos construtores em substituição aos métodos tradicionais de rompimento por compressão axial.

5.1 Sugestões para a Realização de Novos Trabalhos a Cerca do Tema

Os futuros pesquisadores que almejam estudar a cerca desse tema podem, a fim de realizar estudos complementares para conclusões mais profundos, analisar os demais métodos não destrutivos de estimativa da resistência do concreto de forma a ver a representatividade das curvas de correlação obtidas com os métodos isoladamente ou a possibilidade das correlações combinadas forneceram dados mais precisos da resistências dos corpos de prova.

Outra sugestão, seria a análise temporal das condições de elementos estruturais pelos métodos não destrutivos, de forma que, seriam analisados corpos de prova com idades de 5, 10, 15 anos para verificar as condições do elemento estrutural comparativamente com os métodos de extração de testemunhos utilizados atuamente.

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