FIGURA 12 – Mar interno - qualidade
Fonte: elaborado pelo autor
Definição
A qualidade da água do mar interno é o conjunto de características físicas, químicas e biológicas que este recurso natural apresenta, indicando sua adequação ou não a cada um dos seus diversos usos.
Descrição
O que se denomina normalmente como "água" neste caso específico da água do mar interno, é, na verdade, uma mistura de água doce continental e de água salgada oceânica, produzida a partir da movimentação das marés.Para a avaliação da
O projeto pode alterar a qualidade de água da laguna, diminuindo o número de espécies aquáticas?
Não
Favorável Não
O projeto melhora a qualidade de água, contribuindo com a preservação das espécies aquáticas da região?
Não
Desfavorável Sim
qualidade destas águas deve-se considerar a temperatura, salinidade e teor de oxigênio, muito variável em função da movimentação das marés. As condições criadas pela mistura destas águas determinam a flora e fauna aquáticas muito ricas, responsáveis pela diversidade da região. A atividade humana afeta a qualidade da água no ambiente, na medida em que lança substâncias nos corpos d’água (esgotos domésticos, industriais, agrícolas) ou contamina os aquíferos subterrâneos, ou ainda favorece a erosão do solo ou retira a proteção representada pela vegetação. A urbanização, por sua vez, pode acarretar todas estas consequências (exceto a poluição agrícola). Por outro lado, a implantação de sistemas de tratamento de esgotos ou de proteção contra a erosão pode levar a recuperação da qualidade da água.
Formas de aferição para análise e avaliação
Deverá ser avaliada a qualidade do mar interno afetados pela área de uso e ocupação, e estimadas as possíveis alterações. Para esta avaliação, poderão ser empregados índices de Qualidade de Água (IQAs) que possam atingir a flora e fauna aquática, podendo ser já existentes ou propostos para a situação específica. Avaliações qualitativas também podem ser empregadas. A possibilidade de contaminação de aquíferos subterrâneos também deve ser investigada.
Escala Geográfica
A área de influência poderá ser ampliada, caso os lançamentos de poluentes ocorram em corpos d’águas que deságuem no mar interno, estes podem se encontrar externamente à área de ocupação analisada.
Interrelações Principais
Erosão do solo, contaminação do solo, disponibilidade hídrica, destinação de resíduos, dispersão de águas residuárias e pluviais, impactos sobre ecossistemas de especial interesse, benéficos ambientais, riscos ambientais.
Água Superficial – Mar Externo: Qualidade
FIGURA 13 – Mar externo - qualidade
Fonte: elaborado pelo autor
Definição
A qualidade da água é o conjunto de características físicas, químicas e biológicas que este recurso natural apresenta, indicando sua adequação ou não a cada um dos seus diversos usos.
(1) O projeto pode alterar a qualidade de água para utilização como balneário turístico?
Sim
(2) Existe política de conservação dos recursos hídricos?
Não Não Sim Favorável Favorável Desfavorável
Descrição
O que se denomina normalmente como "água", é, na verdade, uma mistura de H2O
com diferentes tipos de sólidos, gases e outros líquidos. As quantidades destas substâncias, ao lado de características físicas como a temperatura, determinam a qualidade de uma água. Esta varia ao longo das etapas do ciclo hidrológico. Em geral, a água infiltrada no subsolo apresenta menos sólida e gases que as águas que escoam superficialmente, embora em condições específicas possa acontecer o contrário. A atividade humana afeta a qualidade da água no ambiente, na medida em que lança substâncias nos corpos d’água (esgotos domésticos, industriais, agrícolas) ou contamina os aquíferos subterrâneos, ou ainda favorece a erosão do solo ou retira a proteção representada pela vegetação A urbanização, por sua vez, pode acarretar todas estas consequências (exceto a poluição agrícola). Por outro lado, a implantação de sistemas de tratamento de esgotos ou de proteção contra a erosão pode levar a recuperação da qualidade da água.
Formas de aferição para análise e avaliação
Deverá ser avaliada a qualidade do(s) corpos d'água(s) afetados(s) pela área de uso e ocupação, e estimadas as possíveis alterações. Para esta avaliação, poderão ser empregados índices de Qualidade de Água (IQAs) já existentes ou propostos para a situação específica. Avaliações qualitativas também podem ser empregadas. A possibilidade de contaminação de aquíferos subterrâneos também deve ser investigada.
No presente caso, o uso preponderante para avaliação da qualidade da água será o turístico (água banho, lazer). Uma alteração da qualidade que dificulte a utilização turística da água indica uma tendência desfavorável à sustentabilidade. Já uma melhoria na qualidade, em decorrência da ocupação e a existência de política de conservação deste recurso hídrico implicam na ocorrência da tendência favorável.
Escala Geográfica
A área de influência poderá ser ampliada, caso os lançamentos de poluentes ocorram em corpos d’águas que deságuem no mar externo, estes podem se encontrar externamente à área de ocupação.
Interrelações Principais
Erosão do solo, contaminação do solo, disponibilidade hídrica, destinação de resíduos, dispersão de águas residuárias e pluviais, impactos sobre ecossistemas de especial interesse, benéficos ambientais, riscos ambientais.
Vegetação: Cobertura Vegetal
FIGURA 14 – Cobertura vegetal
Fonte: elaborado pelo autor
Definição
Considera-se cobertura vegetal a área ocupada por qualquer espécie vegetal, excetuando-se as de culturas temporárias e incluindo-se a vegetação presente na arborização de vias de circulação.
(1) Existe uma variação significativa da área com cobertura vegetal existente antes da implantação do projeto?
(2) O projeto prevê um aumento da área com cobertura vegetal após a sua
implantação? Desfavorável
Não
Favorável Sim
Descrição
A presença de cobertura vegetal provoca efeitos, geralmente positivos, em termos de: proteção do solo contra a erosão, favorecimento dos processos de evapotranspiração e de infiltração da água no subsolo, redução da temperatura e da circulação do ar, diminuição de material particulado na atmosfera, aumento da biodiversidade (fauna, flora), atenuação de ruídos, além de aspectos paisagísticos, entre outros. A ação humana tem, ao longo do tempo, reduzido de forma significativa a cobertura vegetal de diversas regiões. A ocupação territorial que tem sido frequentemente praticada nos processos de urbanização, seja para abertura de vias e lotes, seja para a implantação dos serviços de infraestrutura, tem alterado drasticamente a cobertura vegetal, muitas vezes deixando o solo completamente exposto, outras vexes impermeabilizando extensivamente a sua superfície.
Formas de aferição para análise e avaliação
A determinação da cobertura vegetal total (CVt) pode ser feita medindo-se áreas a partir de mapas temáticos, ou por meio de medições diretas em campo, considerando-se os diferentes tipos de vegetação presente, ainda que não nativas. Áreas com culturas temporárias, que mantém o solo exposto por determinado período, não devem ser computadas no calculo de cobertura vegetal total. Áreas com culturas permanentes deverão ser analisadas caso a caso, a fim de verificar se as mesmas cumprem satisfatoriamente as funções descritas no item anterior. Caso isto ocorra, poderão ser incluídas na área com cobertura vegetal.
A tendência à sustentabilidade é determinada comparando-se as áreas com cobertura vegetal existente antes e as previstas para após a implantação do empreendimento. Se houver um aumento, a tendência será favorável. Caso contrário, tem-se uma tendência desfavorável. A manutenção da cobertura vegetal ou uma variação pequena de sua área indicam uma condição neutra.
Escala Geográfica
A área de influência será ampliada se a vegetação afetada representar uma parcela significativa dos remanescentes vegetais da região, ou localizar-se em áreas de mananciais ou recarga de aqüíferos cuja extensão extrapole os limites do projeto.
Interrelações Principais
Erosão do solo, disponibilidade hídrica, qualidade da água, cobertura com espécies nativas, micro-clima, benefícios ambientais, riscos ambientais
Vegetação: Cobertura com Espécies Nativas
FIGURA 15 – Cobertura com espécies nativas
Fonte: elaborado pelo autor
Definição
Considera-se como cobertura vegetal nativa a área ocupada predominantemente por espécies típicas da região em questão, ainda que estejam em estágio de degradação ou de recuperação.
(1) Existe uma variação significativa da área com cobertura vegetal existente antes da implantação do projeto?
Neutro Não
(2) O projeto prevê um aumento da área com cobertura vegetal após a sua
implantação? Desfavorável
Não
Favorável Sim
Descrição
Além de contribuir com as funções, características de qualquer cobertura vegetal (proteção do solo, favorecimento da evapotranspiração e da infiltração da água, redução da temperatura e da circulação do ar, atenuação de ruídos, diminuição do material particulado na atmosfera, entre outras), a presença de espécies vegetai nativas contribui para aproximação das condições naturais do meio em análise, favorecendo as condições ecológicas originais, com reflexos em toda a cadeia florística e faunística. As atividades humanas têm acarretado uma remoção significativa da vegetação nativa de diversas regiões, seja pela simples supressão da cobertura vegetal, seja pela introdução de espécies exóticas, tanto para usos agropecuário, quanto em silvicultura (reflorestamentos) e mesmo para fins paisagísticos. A urbanização tem contribuído para a redução da vegetação nativa tanto pela sua remoção direta, quanto pela introdução de novas espécies para fins de arborização e paisagismo urbano.
Formas de aferição para análise e avaliação
A determinação da cobertura vegetal nativa (CVN) pode ser feita a partir de mapas temáticos ou medições diretas. São consideradas áreas com cobertura vegetal nativa aquelas em que as espécies autóctones predominam, ainda que em estágio de degradação ou regeneração. Deve-se verificar se o projeto identifica tais ocorrências, e também se há uma previsão de recuperação de áreas impactadas ou uma reintrodução de espécies ameaçadas ou já perdidas.
A tendência à sustentabilidade é determinada comparando-se as áreas com cobertura vegetal nativa existentes antes e as previstas para após a implantação do empreendimento. Se houver um aumento, a tendência será favorável. Caso contrário, tem-se uma tendência desfavorável. A manutenção da CVN ou uma variação pequena de sua área indicam uma condição neutra.
Escala Geográfica
A área de influência será ampliada se a vegetação nativa afetada representar uma parcela significativa dos remanescentes da região.
Interrelações Principais
Cobertura especial ambiental, vegetal, ecossistemas de interesse, benefícios ambientais, riscos ambientais.
Energia: Consumo
FIGURA 16 – Consumo de energia
Fonte: elaborado pelo autor
Definição
O consumo de energia refere-se à quantidade de energia, nas suas diferentes formas, que deve ser fornecida ao empreendimento ou que será utilizada em função da implantação do mesmo.
(2) Existe disponibilidade energética suficiente para atender à demanda do projeto?
Desfavorável Não
(3) O projeto prevê medidas para conservação de energia?
Neutro Não
Favorável
(1) Existe alternativa ao projeto que acarrete um menor consumo de energia?
Sim
Sim
Não
Descrição
A energia é um recurso utilizado em praticamente todas as atividades humanas. Algumas destas atividades são: abastecimento de água, preparação de alimentos, deslocamento pessoal e de produtos, iluminação privada e pública, aquecimento, lazer, produção industrial, comunicações, transporte e tratamento de etc. As principais fontes combustíveis fósseis (gás petróleo, carvão, etc.), o potencial hidrelétrico, a biomassa e fissão nuclear. Em menor escala, tem-se a radiação solar, os ventos, as marés e outros. Algumas formas de energia podem ser obtidas no local (solar, eólica), enquanto outras dependem de redes de distribuição que podem ser caras e provocam perdas. O aumento das atividades humanas acarreta, em geral, um maior consumo de energia, embora se possa ter formas de melhorar a eficiência energética, por meio de uma política de conservação (melhorias tecnológicas, controle de perdas, etc.). A urbanização, em particular gera um aumento no consumo energético, decorrente da implantação ou expansão de várias das atividades citadas.
Formas de aferição para análise e avaliação
Devem ser estimados os consumos energéticos decorrentes da implantação do projeto, considerando-se usos diretos (por exemplo, bombas hidráulicas ou outros equipamentos mecânicos) ou indiretos (por exemplo, uso de veículos por futuros moradores). Deverá ser observada a existência de medidas de conservação de energia e avaliados os seus efeitos.
Escala Geográfica
A área de influência poderá ser ampliada, por exemplo, se o fornecimento de energia ao empreendimento acarretar uma ampliação do sistema produtor ou se a retirada de energia de sistemas já implantados afetar o abastecimento energético existente.
Interrelações Principais
Disponibilidade hídrica, qualidade do ar, matriz energética, geração de resíduos, dispersão do ambiente construído.