3. Potensielle faktorer bak kursdannelsen
3.1 Internasjonale finansmarkeder
3.1.4 Carry trade
E por fim, em relação ao processo de envelhecimento ativo, cabe analisarmos a segurança da pessoa idosa. Antes é preciso conceituar o que realmente é segurança. Segundo Ferreira (1995, p. 591) segurança é [...] condição daquele ou daquilo em que se pode confiar. Clareza, firmeza, convicção ou confiança em si mesmo, autoconfiança.” É uma palavra de origem latina que significa ‘sem preocupações’ ou ‘ocupar-se de sim mesmo’. Nesse sentido, definimos que segurança para as pessoas idosas e estar em plenas condições para decidir o que quer fazer, quando fazer, onde fazer e por que fazer, ou seja, é a sua tomada de decisão.
Em conformidade com o WORD HEALTH ORGANIZATION (2005), a segurança prevê que o cidadão envelheça com respeito e dignidade, e que possa garantir a segurança social, comunitária, familiar, física, financeira. É necessário, ainda, que os direitos das pessoas idosas estejam em conformidade com suas necessidades de assistência e de proteção em seu devido tempo.
Ao falarmos em segurança, apontamos as necessidades que uma pessoa necessita ao envelhecer. Segurança para poder decidir, locomover-se, participar; segurança nos serviços de saúde; segurança econômica, física, social, familiar, comunitária entre outras. Para tanto, cabe à sociedade promover tais condições a fim de que a pessoa idosa possa ter segurança. O documento, WORLD HEALTH ORGANIZATION (2005, p. 46) aponta que:
Quando as políticas e os programas abordam as necessidades e os direitos dos idosos relativos à segurança social, física e financeira, ficam asseguradas a proteção, dignidade e assistência aos mais velhos que não podem mais se sustentar e proteger. As famílias e as comunidades são auxiliadas nos cuidados aos seus membros mais velhos.
Infere-se que a pessoa idosa precisa sentir-se segura em seu meio familiar, comunitário e social. Ela não pode sentir-se desprotegida, pois tem que sentir-se segura também quando deparar-se sozinha, com familiares, amigos ou cuidadores. A segurança social, física e financeira é primordial para a pessoa idosa.
WORD HEALTH ORGANIZATION (2005) afirma que o envelhecer com dignidade é respeito. E que deve ser garantido, ainda, a segurança social para as pessoas idosas que possuem baixa renda e morem sozinhas. Iniciativas da seguridade social devem fornecer uma
fonte de renda para que a pessoa idosa possa exercer sua autonomia econômica adequada à velhice. Cabe, com isso, desenvolver uma política para incentivar os jovens e adultos a se preparem para o envelhecimento em suas dimensões e possibilitar à pessoa idosa a justiça social, financeira, física, tendo os direitos atendidos de acordo com as necessidades que cada um tem em relação à proteção e assistência social, tendo uma política capaz de assegurar essa segurança para a pessoa idosa.
Em relação ainda à segurança a pessoa idosa precisa se sentir acolhida no convívio familiar, ter o desenvolvimento de sua autonomia individual e segurança social de renda. Conforme aponta BELO HORIZONTE, (2007, p. 97):
Segurança de Acolhida Provida através de ofertas públicas de serviços de abordagem em territórios de incidência de situações de risco, e de rede de serviços para a permanência de indivíduos e famílias, através de alojamentos, albergues e abrigos. Pressupõe, ainda, condições de recepção, escuta profissional qualificada e resolutividade no atendimento.
A pessoa idosa, bem como a comunidade de forma geral, precisa sentir-se segura e ao mesmo tempo provida de oferta de serviços sociais quando se encontra em situação de risco social e a rede socioassistencial precisa oferecer serviços de qualidade e permanente para oferecer todas as condições necessárias de sobrevivência, no momento de enfrentamento das situações adversas à vontade da pessoa, família e comunidade.
A pessoa idosa necessita ser escutada. Ela precisa sentir-se segura no momento do atendimento e ter por parte do profissional ou da equipe multidisciplinar uma resolutividade no momento da escuta. Por isso, faz-se necessário que a rede socioassistencial esteja articulada de forma que seja capaz de atender às necessidades urgentes dessa população. Que os albergues, alojamentos e abrigos provisórios estejam preparados para receber a pessoa idosa. Essas instituições precisam estar aptas para desenvolver um trabalho em conjunto com a família para o restabelecimento dos vínculos familiares e comunitários.
BELO HORIZONTE, (2007, p. 97) aponta também a “[...] segurança de sobrevivência a riscos circunstanciais. Exige a oferta de auxílios em bens materiais e em pecúnia de caráter transitório (benefícios eventuais) para as famílias, seus membros e indivíduos.” Os benefícios eventuais é um dos possibilitadores de segurança para a pessoa idosa no momento que a pessoa precisar, sobretudo o auxilio funeral, pois, nem sempre a pessoa idosa ou a família está preparada para arcar com as despesas do funeral de seus entes queridos, sobretudo, quando os membros da família encontram-se idosos.
É preciso também que os benefícios eventuais, possibilitem condições de acessibilidade e reformas na residência da pessoa idosa, uma vez que ela precisa sentir-se segura dentro do seu próprio lar, junto com sua família ou cuidadores.
Outro fator fundamental e que deve ser discutido nas agendas das políticas públicas, é o que diz respeito aos benefícios eventuais é a liberação de recursos para a aquisição de cadeiras de rodas, andadores, entre outros, para as pessoas idosas que estão acamadas e sendo cuidadas pelos familiares.
A pessoa idosa precisa também, conforme BELO HORIZONTE, (2007, p. 97) ter: “[...] segurança do convívio familiar. Oferta de serviços que garantam oportunidades de construção, restauração e fortalecimento de laços de pertencimento.” A rede socioassistencial precisa estar preparada para facilitar a construção e reconstrução e também o fortalecimento dos laços familiares das pessoas idosas, por isso é fundamental a efetivação e permanência da equipe multidisciplinar concursada nos diversos equipamentos sociais para que os mesmos possam estabelecer laços afetivos e ao mesmo tempo desenvolver um trabalho permanente de vigilância com a família, evitando o rompimento dos vínculos familiares no momento de enfrentamento das dificuldades que, por ventura, vierem acontecer.
A pessoa idosa precisa de autonomia. BELO HORIZONTE, (2007, p. 97) aponta que é preciso também ter “[...] segurança do desenvolvimento da autonomia individual. Ações voltadas para o desenvolvimento de capacidades e habilidades para o exercício da cidadania e conquista de maior grau de independência pessoal.” O ser humano precisa envelhecer com condições de exercer a sua cidadania, por isso é preciso favorecer que todos tenham acesso à educação de qualidade, serviços de saúde, cursos de capacitação profissional, trabalho, renda, lazer, transporte, habitação entre outros, para poder, na velhice, ter condições de manter sua autonomia, ser independente.
Essa autonomia precisa ser exercitada constantemente para que a pessoa idosa tenha condições físicas e psicológicas para poder decidir diariamente o que e melhor para si.
A segurança da pessoa idosa bem como de qualquer cidadão independente da idade está pautado também no que sinaliza BELO HORIZONTE, (2007, p. 97) a “[...] segurança social de renda. Operada através de concessão de bolsas-auxílio e benefícios continuados.” A pessoa idosa precisa ser autônoma e exercer sua cidadania, para isso ela precisa que seja assegurado a sua autonomia em relação à renda financeira. Ela precisa administrar seus próprios recursos financeiros e quando não tem acesso, cabe ao Estado incluí-la nos programas de benefícios continuados, para que possa ter suas necessidades básicas asseguradas através de uma renda mínima.
O que não pode e não devemos aceitar é a manutenção das políticas assistencialistas que não incluem a pessoa em programas de renda continuada e ficam apenas com medidas paliativas, através da concessão de cestas básicas, entre outros. É necessário que a pessoa idosa tenha sua própria renda e possa decidir o que comprar, onde comprar e o que comprar com a sua própria renda.
O fato de a pessoa sair de sua residência para ir ao banco, ao supermercado, e possibilita condições de contatos com outras pessoas e reduz a ociosidade.
Portanto, segurança é a pessoa idosa ter condições físicas e psicológicas para decidir que ela quer para si própria e para os que estão ao seu redor. É a tomada de decisão consciente, livre e autônoma do momento de estabelecer as suas decisões durante o curso da vida, sobretudo no que se refere ao compra, vender, alugar, doar.