3. Den gotiske eksperimenteringen
3.4 Mor-datter-tematikken
3.4.2 Carolins konfrontasjon med en antagonistisk morsskikkelse
Um tópico importante que é apresentado pela mestra e tradicionalmente ministrado nas iniciações do Reiki é a técnica ou procedimento de purificação dos 21 dias. Esse procedimento, associado ao jejum de 21 dias do mestre Usui, é fundamental para o iniciado que queira dar continuidade ao desenvolvimento bem como se tornar um Reikiano afirma R.C.
Parafraseando R.C. nossa sociedade moderna não só produz toxinas e impurezas materiais e ambientais como as presentes no alimento, no ar, na água e nos ambientes insalubres e contaminados das grandes cidades, mas também muitas impurezas culturais, psíquicas e espirituais. Ela concorda que essas impurezas configuram-se como uma contraparte etérica e astral do desenvolvimento material, que pode estar associado ao subconsciente e inconsciente das sociedades, “o lixo psíquico coletivo”, pois estaria ligado ao
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campo das “formas pensamentos”. Seja a parte material como a imaterial desse lixo que não são vistas em separado, elas podem contaminar nosso corpo energético sutil e trazer todo tipo de doenças. Como comenta R.C. todo esse lixo é “armazenado no ser humano desde o nascimento e prejudicam a qualidade de vida”. Cite-se o exemplo, da mudança alimentar. Para que o corpo não esteja sobrecarregado com substâncias que diminuem a capacidade perceptiva da energia é necessário abster-se de carne vermelha geradora de agressividade segundo afirmaram vários Reikianos, do álcool e drogas, todos estes elementos deletérios do corpo sutil. Mas o jejum não é apenas de alimento. Fala-se em jejum de palavras e padrões de pensamentos antigos.
O processo de 21 dias nesse sentido agrega um conjunto de procedimentos como a mudança de hábitos alimentares, técnicas de purificação dos corpos como banhos, uso de ervas, sal, cromoterapia, aromaterapia, meditação, oração, contato com a natureza todos organizados segundo um modo ritualístico mais pessoal do que formal diz R.C. Acompanhados desse processo exige-se do neófito a prática dos preceitos éticos de modo intenso nesses 21 dias.
Diante disso, o processo de 21 dias atuaria nos inúmeros bloqueios psicológicos, culturais, sociais e mentais cotidianamente introjetados nos centros de consciência de nosso corpo sutil. Como diz R.C., “antigos bloqueios energéticos [condicionamentos] podem ser expurgados no processo de 21 dias”, e acrescenta, “toxinas e impurezas são removidas dos corpos físicos, emocional, mental e espiritual, seja por meio das fezes, urina, suor, pensamentos, sonhos, emoções negativas”. Ele promove uma “limpeza e harmonização energética do corpo sutil” e abre espaço para que a energia ki atue de modo inteligente alinhando todos os corpos e centros vitais. Como consequência tem-se uma maior percepção da vida como trama energética. A mestra diz que após a purificação e a prática constante do Reiki é comum relatos de iniciados que vislumbram um mundo atravessado por luzes.
Como esse período envolve mudanças de crenças, hábitos, comportamentos e valores em relação aos padrões de vida comumente adotados como alimentação, rotina, trabalho, relacionamento, geralmente pode vir acompanhado de crises como afirma R.C. O neófito é, assim, introduzindo em um conjunto de técnicas além do procedimento dos 21 dias a fim de lidar com as transformações internas. As técnicas como afirma R. C. seriam apenas a forma externa da prática devendo cada um preencher de acordo com suas experiências pessoais. Mas, basicamente estas técnicas envolvem meditação, oração.
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Quanto à meditação, método comum entre várias tradições espirituais e religiosas, e atualmente reconhecida entre diversos setores das ciências da saúde, ela contribui segundo R.C. no sentido de propiciar ao indivíduo a tomada de consciência de seus processos internos nos níveis mais profundos. As técnicas orientais provenientes da yoga são as mais recorrentes pelo que se observou. Os conhecimentos orientais de meditação como observa R.C. “conquistaram uma maior capacidade de introspecção e conhecimento de si” para o ocidente. Ela ensina nos níveis mais internos a cessar excesso de pensamentos, desejos e emoções, a acalmar os sentidos estressados pela superexcitação de estímulos externos que vêm à mente como um turbilhão de imagens e sensações. Todos os estímulos gerados, frutos das relações humanas com o mundo, as outras pessoas e o ambiente mais próximo, ficam armazenados no subconsciente individual, mas também coletivo e a maior parte deles, como afirmam muitos mestres, resultam de estresse, tensões e traumas comuns no cotidiano moderno das grandes cidades. Como aponta R.C. tudo isso dificulta a união com a energia cósmica sem a qual um terapeuta não poderia exercer a técnica.
Como meio de propiciar um estado meditativo, sem que para isso tenha que se retirar para um lugar distante das cidades a mestra passa um roteiro. Afirma ser necessário criar ou encontrar locais de profundo silêncio, de preferência alimentados com energias naturais (terra, fogo, água, ar). Se possível é importante ter acessos a sons harmônicos e tranquilizadores. Em uma posição confortável com as palmas das mãos para cima e com os olhos quase fechados concentra-se no silêncio interior. De início, se necessário, faz-se uma oração, uma leitura interna de algum trecho de algum texto sagrado de qualquer religião, ou algum cântico. Objetiva-se nesse momento desativar todos os cinco sentidos. Nesse momento pode-se recorrer mas não é necessário a visualizações a fim de desligar-se do mundo externo. Podem ser utilizadas técnicas de respiração, mas de práticas devidamente treinadas. Outra técnica é o uso de mantras. A repetição vocal ou silenciosa de certos sons acarreta a geração de uma quantidade grande de energia psíquica afirma a mestra, permitindo romper nós nos níveis subconscientes. Também com seu fluir constante e rítmico juntamente com a respiração tem o poder de alterar estados de consciência, gerar paz, energizar o corpo. Assim, criando um campo de proteção das agressões dos sons externos à mente é possível ouvir e interpretar as vibrações internas mais sutis, assim como é possível também ouvir os níveis sutis das outras pessoas.
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Meditar, como tem sido comprovado pela ciência não convencional contemporânea, muda o corpo por inteiro, a fisiologia, a imunidade, a vitalidade. Até mesmo as ondas cerebrais são alteradas, a freqüência cardíaca, o ritmo interno. Consequentemente as relações entre os seres são transformadas.
Assim, meditar não é apenas mergulhar nos níveis do ego ou da fisiologia humana. Sua função coletiva reside no fato de que o meditante não retorna o mesmo ao mundo quando de sua prática regular. “Meditar é deixar de ser ego pensante para poder ser cosmo-pensado” (ELIADE, 1999), ou seja, a meditação tem que propiciar além de um aprofundamento dos níveis internos, uma reconexão externa com o meio social e cósmico.