2.1 Lipid composition and Metabolism
2.1.3 Cardiolipin
Anderson e Dan t h i n e p r ocurar am, t amb �m, a n a l i sar a compor t amento dos par t i c i p an t e s do mercado futura n a mesma l i - n h a de Ro l fo, mas com p r oduç io n io-estoc �st i c a . E l es e l abor ar am um modele. que pudesse abr anger a s dife r en t es c at egor i as de �
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gent es r ea l i z an d o hedg i ng . Esse mode l o t r ata � t amb�m , de um i n - di v { duo que or i en t a as suas dec i s6es com b ase n a e v a-··· r i �n c i a , no c aso � de seu l ucro , con s i der ando que ( i ) os" cont r a-
a r··e l a ç ão os p r eços f í s i co e f uturo r e l evantes � n a d a t a d e venc i men to , n io pode ser p r ev i st a c:om : er· t ez a ( " r· i sco de ( i i i ) a ocor r�n c i a pouco c omum de hedg i ng p er f e i to j ust i f i c a a ap l i c aç io do mod e l o de por t f ol i o c om v i stas � r edu- ç: ão de r i sco mant endo em uma mu l t i p l i c i dade de con t r a- tos. f utU'"!�: ..
No model o de Ander son e Dant h i n e , o i nd i v i duo assume um comp r·omi sso no p er í odo i n i c i a l t de vender ( c ompr a r ) uma quan t i dade q da mer c ador i a n a dat a f utura T segundo a cot aç: �o f uturo v i gen t e n a dat a t . Essa oper a ç io vem con j ugado a uma f un ç ão que c ar a c t er i z a a f or ma de atuaç io do agen t e no
o t i po de atuação no mer c ado i mp l i c a i ncor r er em c usto ( g el'· ar- r·· en d a ) p e l a f un ç ão c us.o
( r ec ei t a ) n io-estoc � 5t i co Est a r· epresen t a o t.ot a l do::; c u stos i n cor r i dos (rec e i t as ) nos do i s p er í odos , aj u..t aclo p ·- a v a l ores do i n s t a n t e T .
o aqente oper a nos mer c ad o s f u t u r os � supon d o a .?>! l. �; ... t " ", f? nc . , a .=� d i s p on i b i l i d ad e d e n c o n t r a t os f u t u r os d i st i n t o s ,
d i f er en c i ados p e j o m?S, l oc a l d é� e n t. r"" e�� :< ;" I . f:? s,p e ",.
C l e , qual i d a d e e vol ume d o p r od u t o d e r e f er &n c i a , mas sendo to-
dos e l es n egoc i ados nos doi s p er í odos r el evan t es p a r a o agen t e . P a r a o i - � s i mo mer c ad o , X i � a qu ant i d ade d e c o n t r a t o s vend i d os
( c omp r a dos se X i < O ) no p er í odo . . Essa p os i ç ao � l i qu i d ad a por uma operaçio i n ver sa no p er { odo T . Sej am :
cot aç io do p r eç o f ut uro d e i n o p er í odo t
x ve.or col u n a d a s n pos i ç5es em f uturos
f ( t ) vetor c o l una d as n c o t a ç 5es d e p r eços f ut uros
N o p er í odo t , os p r eç o s d o p er í od o T sio d e s c o n h ec i - c c) n t"� i d e r aô o::, , I ,
val� 1 av:� 3. s a l e a t 6r i a s p ( T ) e f ( 1" ) , c u j a d i s-
t r i b u i ç io c on j un t a apr esen t a os seg u i n t es momen t os ( sub j et i vos; ao ag€�n.e) : E [ p ( T ) I ,-- p ( T > \)dr- [ p ( T ) ] ::: CT O O "' C" [' f ' ( I' ) ,. ( -I" ) -I -" J l, " " j ' - F U Ci J "- + ( > Cov [: f i n ) , p n ) ] ::: ° i o
S.?j a �� mat r- i z ". . .. ...
[
u o o 1: [) i]
1:: . o �. L .1. . orl d f-_�. ·. e' ( n v n) " e . :' O t -� - 26 (n + l ) :-: ( n l· l ) : ( 1>: n)No per í od o t , a rece i ta l í qu i da do agente para o pe-
r í odo T pode ser represen t aaa pela segu i n t e var i ' v el a l eat6r i a :
I -- P ( T ) • q -- c ( q ) - [ f ( T ) - f ( t) ] , • :.: (2. 5 )
E ssa r ec e i ta l i qu i da pode caract er i z ar qua l que r'
das d i f erente s f ormas d e operaçio d os part i c i pan t es d os merc a-
dos f ut uros : (i ) para o operad or em estocagem ( ex emp l o d e short
hedger ) � c ( q } c o r r espon d e ao valor f í s i co d e q q >O n o pe "- r' í Dl o t fnai 5 o tot :t 1. d o c ustc) d e est Clcagem C Clm q ; ( i i ) pc\r'a o prod ut or d C) bem f í s i co ( ex emp l o� produ t or agr í c ola ) , c ( q )
pr e senta o c custos rea i s d e produç�o ; ( i i U o 1 0ng hedger
( ex emplo , o pr o c e ssad or d o produto ) assume C) comprC)m i sso d e ad -
quir i r q q< O d o bem f í s i c l que ser� processad o e ven d i d o a
·f l.l r,ç:. :;( 1 l i l·, ::',"',I' d�:" m� d :i c,' .
v dl' i ân . i ii
cl c� j'· ec e,i l. il l í. qu i d d : M�� E r U J - M � x { E [ � J ( 1 ' I m ) . ( '�. ":' . 1 ) '_. . • [ f ( t )( j / , ) , m . V.:1r
[ n J }- -, f -.] +, q · · 2·' 1 1. ( '_. )-' I " ;:· 1 0 �' ( 2 . 6 ) ( 2. 7 ) send o q a p r od u ç io 6t i ma d o produto f { s i c o . o p r i me i r o t er mo r epr esen t a espec u l a ç io pura e o segun d o � hedging p ur o .Uma i n t er p r et açio p a r a o hedging p u r o
�
me l hor v i sua- l i z ad a quando ( 2. 7 ) f orcross-hedging � ou sej a � p ::�r a
s i mp l i f i c ad o p ar- a um
o s i n a l cio hedging puro d epende do s i n a l de q e d e a 0 1 ' Boa p a r t e d as at i - v i dades r egu l ar es d e hedging apr esen t a o c on t r at o f ut u r o espe- c i f i c ado n o mesmo p r od u t o f í si c o de r e f er 'n c i a ( embor a h a j a d i - f er e n ç a s de qua l i d ade e l oc a l d e ent r eg a ) , o que i mp l i c a u O . }
O . Assj, OI , o hedging p u r o c omo uma p r opor çâo d a p o s i ç io f í s i c a
si mp l es en t r e os p r eços f í s i c o e f ut ur o . Essa r e l açio i nd i c a que o hedging ? un i t �r i o , c on f or me a t eor i a t r ad i c i on a l � somen t e
2E1
se os p r eços f or em p er f e i t amen t e c or r e l ac i on a d o s e t i ver em v a - r i a n c i a s ap r ox i ma d a s . E s s a anhlise n os i n f or ma q u e a f or m a m a i s
?+ t?t. i V é:I d e r eduz i r i r i sc o em um cross-hedging I . ..
un 3. C O e ver" i f i .... ·
v a I or-. I st. o p e r m i t. e
s e l e c i on a r , e n t r e o::o c: ord. r o m � s d e v en c i men t o , a b o l sa
que n e g oc i a o c on t r at o , ou mesmo o p r od u t o d e of er eç a a me l hor op or t un i d ade d e r ed uç io d o r i sc o .
D a d e\ a p os i ç io 6t i ma d e x , a c on d i ç io p a r a q � d a d a
P 0" ( ó E [ U J / l q = (» :
f ( T > ] +
( 2 . 8 )
Essa equaçio c or r esp on d e � e qu a l i z aç âo d a r ec e i t a mar g i n a l e d o c usto mar g i n a l . O custo � r ep r esentado p e l a soma d a s duas � l t i - mas p a r c e l a s : o p r �m i o d e r i sco mar g i n a l e o custo mar g i n a l d e p r od u ç io . A s d u a s p r i me i r as
p l anej ament o " , qu e � uma a p r ox i maç âo p ar a o p r e ç o f { s i c o a i nd é.� � esc on h ec i d o . O p r e ç o d e p l a n e j amen t o � a soma p on d er a d a d o p r eç o { { s i co esp er ado e d e t od as as c o t a ç 6es d e p r eços f ut ul" o.
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n os d o i s p er í od os .
Ana l i s an d o , novamen t e , o p r eç o d e p l anej a mento p a r a o c aso d o cross-hed g i ng' ún i c o ( n o:: 1 ) , '1 i d é i c, i mp l í c i t a n ê� e:-: pr·· es.-··
( 1 --3 ) p (n + f3 [ f <t ) b ( 1 ) ] e b ( n : f (1 )
(2. 9 )
p ( T ) = b ase
Essa ex p r essio most r a que o i n d i c ad or a l oc a t i vo apropr i ad o p a r a a t omada d e d ec: i sio do agen t e p assa a ser uma c omb i n aç i o l i near d o p r eç o f { s i c o esper ado e as c ot aç 6es c or r en t e s dos pr eços f u- turos a menos da b ase . E que as ex pec t at i vas sob r e a b ase e c o - t aç 5es f ut Lw as sio m a i s c on f i �vei s quanto m a i s c or r e l ac i onados
Ander son e Dant h i n e amp l i ar am , em um est.udo poste-O. I'- :i. 01'·· , o mode l o p ar a t r �s per í odos adm i t i ndo i nc er t ez a t amb�m
na t ecno l og i a . Essa an � l i se p assa a c ap t ar o f en8meno do f I u:-: o d e c a i x a est oc � st i co r e sul t an t e do aj ust e d e mar g e n s d a posi ç âo assum i da n o mer c ado f ut u r o ( e p assa a c ap t a r , t amb�m , d i f er e n - ç a s en t r e oper aç oes a t er mo e de f uturo quando a t a x a d e
30 a o l on q o d o p e r i o d o e m que o at i v o f { s i c o & r e t i d o . E s s a r ev i - S � Ü � d e v i d o a o f a t o r d e d e sc on t o r e su l t a n t e d o a j ust e d e , :" m u d a n ç a n a s e x p ec t a t i v a s d o n { v e l d e produç �o e � qu a n d o a pr oduçio e o s p r e ç o s f u t u r o s f o r em d E'v i d o a l t e r a ç 6 e s n a r e l a ç i o c a l'- am qUF:' .' . pst o c a s t. l c .:� E? n t I� E: ::\
d c, i j :�r , L E" e n , u u c:\ ,-, c.. ump of"l >r, t E; s : hedg i ng fJ Ur- O E' 2 <=-p e: u l a ç a o p u r" ..I .
o mod e l o d e t em p o c on t i n u o d e H o � a p r esen t a d o n a s e -
ç a o seg u i n t e , t r az er m a i or n � m e r o d e i n f or m a ç 5 e s a c er c a d a s d e -
c l s o e s d o a g en t e e m p er { od os m0 1 t i p l os , a p r e se n t a
p e r m i t e m a ex t e n s�o do mod e l o d e port f o l i o d e d o i s p er{odos p a -
r a p e r { o d o s m 6 l t i p l os , c on t or n a n d o o p r o b l e m a p r � t i c o d o m o d e l o
3 1
3 . O MODELO DE HO
o mod d o de Hei o'
e i n ov ador n o estudo da qU'�st 'o d a s est r at �g i as 6t i mas de hedging . An a l i sa , em p r oc esso d e t empo c on t í nu o , as d ec i s5es 6t i mas de hedging e c o nsumo i n t er t empor a l de u m pr odut or r u r a l . Os estudos anter i or e s s e l i m i t avam a mo- d e l as de d o i s p er í odos . O m�del o de Ho p er m i t e uma an�l i se m a i s c omp l et a por que c on s i der a o c om p or t amen t o d o s agen t es f r en t e a mud anç a s n os e s t ados d o mun d o d u r a n t e o p r oc esso d e pr oduç ão. Os a g en t es aj ust am a s suas d ec i sSes d e c on sumo p hed ging no
c ur so d o p r oc esso , ent r e o p l an t i o e a c o l h e i t a , a p ar t i r d a c h egada d e novas i n f or maç5es . Os mod e l os d e d o i s p er í odos não apr esen t am essa f l ex i b i l i d ade , r es t r i ng i n d o 05 agentes a uma
t t I o
es : "° a ° eg l i\ f i x a durante todo o p r ocesso .
O mod e l o c on s i d era a r en d a d a t er r a (n a c o l h e i t a ) d e - penden t e t an t o d o preç o f í s i c o c omo d o n í vel d e p r odução . O produtor rur a l est� suj e i t o �s i n cer t ez a s n o s p r eç o s e n a p r o- d uç io duran t e o pr ocesso ent r e o p l ant i o e a c o l h e i t a . E l e pode r ec or r er ao mer c ado f utur o d o seu p r od ut o para e l aborar uma es- t r at �g i a de hedging . Mas n io c o nsegue (ex c et o em um c a so mu i t o
"".., -' � .
par ticu l ar) � ao mesmo tempo , e l iminar amb a s as i nC: -"?r"" .ez :\ S �
p r eç o e de produç�o , atr av�s de hedg i ng .
Cl -W Oc!utclF . tem por· obj e.ivo estab i l iz ar·· o seu f l u;·: o de con sumo i ntertemp or a l fren.e a essa restriç io. E l e a j u st a o consumo presente em re l aç io ao invest.imento - aqui, i nve s.imen- to signific a deixar de c onsumir no presente tran sferindo consu- mo par a o futuro -, se pro.egendo cont.ra qua l quer qued a nio-an - tecipad a na rend a (denominad a hedging de consumo) . E mant�m, ao
pos i ç io no mer cado futuro (denominada hedging de futuros ) . 05 mode l os de dois per { odos ignor am o consumo e a e�- t.r at�gi a intertempora l , nio incorporando adequad amente na J
an a- l i s8 o efeito da dur açio do processo de produçio sob re o com- por tamento do indiv iduo .
o mode l o de Ho descreve o efeit.o combinado do hedging de consumo e hedging de futuros sobre a ut.i l id ade indiret a do produtor . Determina as decis5e s 6tim as de con sumo e hed g i ng . Mostra que as estrat�gi as de hedging de c onsumo e de futuros Ue V8m, necessariamen.e, ser determin ad as em c onj unto .
/
3 . 1 AS H I POTESES DO MODELO
o p r od u t or d e t ermi n a a sua d e c i s â o e m um p r o c e s s o d e
t E:mpo c o n t. :( n u a e h o' i . cm t e f i n i t o . No c o mf:�(;: O do
( e st aç âo d e p l a n t i o ) , el e dec i d e a qu a n t i d ade ( q ) a ser p -· odu ···
L i d a . 1'.10 f i n a l d o p r oc ess6 ( �p oc a de colh e ita) , e l e ven d e t od a
a saf r a a o p r e ç o f í s i c o v i g en t e C p ) . A sua r en d a a g r· í c o l c\ , no
f i n a l , e .. d ad a p e lo p l" odu t o [ p ( T ) . q ( T ) ] . O p e r í od o T en t r e o
p l a n t i o e a c o l h e i t a � sup o s t o c o n h ec i d o .
Dur an t e o p r ocesso , o p r odut or c o n v i v e c om du a s f cw -'
m a ��, d E? i n c: er·· t 'z a : ( :i. sob r e o p r eç o a c on seg u i r n ili s a f r a e ( i i )
n í ve l d e p r oduç io n a s afr a . A c a da i n s t a n t e t , e l e r e - v I s a a s suas e x p ec t at i v as c om a c h eg a d a d e n o v a s i n ·f Dr m a ç ; e �= . . d e estado r e l evan t e s n a I'· ev 1 S·,() 5 ,\0 a n t ec i p a d o [ p ( t ) ] e o n í ve l d e p r od u ç io an t ec i p a d o [ q ( t ) ] . A s dec i s5es 6t i m a s d ep e n d em de s s � � � a r ] a V � l S . r l CJ
," '::. ,,] .. F'1 · :. III::·: i t' J :,
\.Í Ut··· dl i t e
c e i' uC , �,. L.::.U , e l e n e. o p Udf.�' a f E, t dir. o n :' ve lp r b 0 e t e r r a ) u u d e s i n v e s t i m e n t o s ( e � em p l o : venda de p ar t e d o s
ar t i f í c i o p er m i t e a n a l i sar as d ec i s5es d 2 C o n -