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Capelin feeding - preliminary results

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4.2 Capelin feeding - preliminary results

A identidade, de acordo com a carreira docente, é encarada como um processo de edificação de sujeitos enquanto futuros profissionais. Neste sentido, ao longo deste ponto será abordado o perfil específico do educador e professor do 1.º CEB, tendo por base a Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE) e os Decretos-Lei n.º 240/241 para caraterizar os perfis de desempenho profissional do docente. Para além disso, é evidenciada a importância de um educador/professor prático reflexivo para o desenvolvimento de práticas educativas conscientes e adaptadas ao seu grupo de alunos.

1.1.1. Perfil específico do Educador e Professor do 1.º CEB

Ser educador/professor envolve muito mais do que a aprendizagem e transmissão de conhecimentos. De acordo com Alarcão (1996), “Ser professor implica saber quem sou, as razões pelas quais faço o que faço e consciencializar-me do lugar que ocupo na sociedade.” (p.177). Isto é, a intervenção pedagógica de cada docente está intimamente

relacionada com a sua forma de ser enquanto pessoa. Seguindo a mesma linha de pensamento, Nóvoa (1995) afirma que "a identidade não é um dado adquirido, não é uma propriedade, não é um produto. A identidade é um lugar de lutas e conflitos, é um espaço de construção de maneiras de ser e estar na profissão" (p.16).

De acordo com o Decreto-Lei n.º 240/2001 e Decreto-Lei n.º 241/2001, de 30 de agosto, o educador e o professor são detentores de diplomas que reconhecem a formação profissional específica com que estão habilitados para a docência, e de acordo com os perfis de qualificação da Lei de Bases do Sistema Educativo. Estes perfis caraterizam o desempenho profissional do educador e do professor como uma formação e um processo de aprendizagem ao longo da vida, uma vez que para haver um desempenho profissional consolidado é emergente uma contínua adequação destes a todos os desafios que possam surgir. Segundo os documentos supracitados, os educadores de infância, na educação pré- escolar, desenvolvem o currículo tendo em conta o conhecimento e as competências essenciais. Isto só é possível com o apoio da planificação, avaliação e organização do ambiente educativo, e ainda, os projetos e atividades curriculares com vista à construção de aprendizagens significativas para cada criança. Da mesma forma, o professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico desenvolve o currículo, tendo em conta o conceito de uma escola inclusiva, reunindo e integrando todos os conhecimentos científicos inerentes às áreas que promovem as competências fundamentais para a promoção da aprendizagem de cada aluno.

Na perspetiva de Alarcão e Roldão (2010), para que seja possível identificar as necessidades dos alunos ao longo das tarefas de aprendizagem, é emergente um envolvimento pessoal, por parte do docente, para a construção da identidade profissional do mesmo. Assim sendo e de acordo com a fase inicial de formação docente, as experiências pré-profissionais, nomeadamente, o estágio, é um momento de grande relevância associado à aprendizagem pela ação. Posto isto, Perrenoud (2001), citado por Vasconcelos (2009), justifica que “(…) é no acto pedagógico que converge todo o saber disciplinar, sendo que a prática é o locus do saber fazer em acção (…)” (p.46).

Alarcão e Roldão (2010) defendem, tendo em vista a formação inicial para a docência, que deverá existir uma componente da prática pedagógica com supervisão, bem como disciplinas curriculares de didática específica, para a construção profissional dos futuros professores.

Compreende-se que a identidade profissional, por ser um processo individual, personalizado e único, se desenvolve, primordialmente, pela formação inicial docente,

onde a transformação ocorre ao longo da prática pedagógica, mobilizando e articulando o sentido da ação de educar. Esta fase desempenha o momento de questionamento, onde o futuro docente inicia a sua carreira profissional observando e refletindo as suas ações, de modo a adaptar as suas práticas no futuro. Assim sendo, reconhece-se a emergência de professores e educadores reflexivos, capazes de detetar lacunas durante o processo de aprendizagem de cada aluno, tendo em vista a adequação da sua ação para a existência de aprendizagens ativas e significativas.

1.1.2. O Educador/Professor investigador e prático reflexivo

A aprendizagem profissional através da ação deverá ter como foco a necessidade de rever, refletir e questionar a prática pedagógica. Assim sendo, o questionamento que é realizado após e durante a ação educativa promove uma prática reflexiva contínua.

De acordo com Alarcão (2000), “Ser professor-investigador é ser capaz de se organizar para, perante uma situação problemática, se questionar intencional e sistematicamente com vista à sua compreensão e posterior solução.” (p.25). Ou seja, para que haja uma reestruturação da práxis pedagógica com vista a melhorar a qualidade da educação, o professor/educador deverá assumir o papel de investigador, refletindo antes e após a ação, e ao longo desta, por forma a delinear novas soluções e estratégias que se adequem à sua ação futura.

Justificando esta linha de pensamento, a mesma autora defende que o professor não deverá apenas executar os currículos previamente estabelecidos, mas deve sim ser um “(…) gestor em situação real e um intérprete crítico de orientações globais.” (p.21). Isto porque o professor/educador prático e reflexivo deverá basear-se na sua capacidade de pensar e refletir, fomentando a criatividade na reprodução de ideias e práticas que serão adaptadas à realidade educativa. Assim, e de acordo com Jacinto (2003), “O professor identifica, (…), problemas (…) ao nível da aprendizagem dos alunos, para em seguida tentar soluciona-los, elaborando estratégias de actuação” (p.68).

Depreende-se que a capacidade reflexiva é natural no ser humano, como tal na formação de professores pressupõe-se que esta capacidade auxilie a capacidade de pensar autonomamente e que a partir da experiência a reflexão seja a ferramenta basilar para gerir a sua ação profissional.

O conceito de professor/educador reflexivo surgiu inicialmente nos Estados Unidos da América, aliado à racionalidade técnica sem sentido personalizado, que

resultou numa crise de identidade por parte de cada professor (Nóvoa, 1992, citado por Alarcão, 1996). Em contrapartida, Alarcão (1996) defende que:

Ser professor implica saber quem sou, as razões pelas quais faço o que faço e consciencializar-me do lugar que ocupo na sociedade. (…) os professores têm de ser agentes activos do seu próprio desenvolvimento e do funcionamento das escolas como organização ao serviço do grande projecto social que é a formação dos educandos (p.5).

Portanto, ser educador/professor reflexivo é considerar o questionar, o refletir e o experimentar, procurando um constante aperfeiçoamento da sua intervenção educativa. O contacto privilegiado com a realidade da prática docente promove a discussão e a pesquisa para mobilizar os saberes necessários (Alarcão & Roldão, 2010). Posto isto, o docente após uma análise crítica à sua prática in loco, aprimora a sua intervenção e desempenho através de um processo contínuo de reflexão e em parceria com toda a comunidade educativa, tendo como principal objetivo melhorar a qualidade em educação.

1.2. A qualidade na persecução de um ambiente educativo favorável às