2 MATERIALS AND METHODS
2.6 Standard curve
2.6.4 Calculation and statistical analysis
O Projeto de Documentação do Acervo dos Museus da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo (SEC-SP, 2010) teve como objetivo estabelecer parâmetros comuns para a identificação do acervo das instituições participantes da SEC-SP, visando a preservação do patrimônio cultural, além de otimizar o controle patrimonial do acervo. O projeto iniciou-se em outubro de 2008 e foi concluído em junho de 2010 e constituiu-se de diversas equipes distribuídas pelos dez museus do interior e cinco na capital, totalizando 50 técnicos e especialistas em 11 municípios do Estado.
[...] como resultado, grande parte do acervo da Secretaria foi identificado em listagens atualizadas e padronizadas de acordo com
83
As subdivisões estão detalhadas no modelo da Planilha – ANEXO A
84 Este texto tem como base a publicação Documentação e Conservação de Acervos Museológicos: Diretrizes da SEC-SP em parceria com a ACAM PORTINARI.
os princípios da museologia contemporânea, o que permite uma gestão eficaz, além de favorecer a qualificação da Política de Acervo de cada museu. (Andrea Matarazzo – Secretário de Estado da Cultura de São Paulo – 2010, p.11)85
A primeira ação foi conferir os objetos em cada museu a fim de atualizar as listagens, registrando novos dados nas planilhas de documentação e ao mesmo tempo verificando as informações sobre seu estado físico. Portanto, além de identificar e registrar todos os objetos pertencentes aos acervos desses museus haveria a possibilidade, com base nessa ação, de proceder ao diagnóstico desse acervo e, a partir daí, estabelecer políticas culturais e linhas de ação para processos de conservação e preservação. As principais referências para a atualização dos dados foram as listagens de levantamento patrimonial produzidas entre 1980 e 1994 pelo Departamento de Museus da SEC-SP (já desatualizadas, pois os museus continuaram a receber acervos após sua organização). Havia também problemas relativos à identificação e quantificação de objetos, que não obedeciam a todos os critérios da documentação museológica.
Para o Projeto foram selecionados 15 museus da SEC-SP:
1. Casa de Cultura Paulo Setúbal (Tatuí)
2. Casa Guilherme de Almeida (São Paulo)
3. Memorial do Imigrante (São Paulo)
4. Museu Casa de Portinari (Brodowski)
5. Museu da Casa Brasileira (São Paulo)
6. Museu de Arte Sacra (São Paulo)
7. Museu do Café (Santos)
8. Museu Felícia Leirner (Campos do Jordão)
9. Museu Histórico e Pedagógico Amador Bueno da Veiga (Rio Claro)
10. Museu Histórico e Pedagógico Bernardino de Campos (Amparo)
11. Museu Histórico e Pedagógico Conselheiro Rodrigues Alves (Guaratinguetá)
12. Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre (Tupã)
85 O projeto resultou em uma publicação editada em 2010, que relata as diretrizes teórico- metodológicas empregadas, os resultados obtidos e os desdobramentos esperados. A publicação também teve como meta a difusão de algumas diretrizes técnicas de documentação museológica e conservação de acervos a fim de que pudessem servir de referência ao desenvolvimento de trabalhos semelhantes e outras instituições.
13. Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes (Piracicaba)
14. Museu Histórico, Folclórico e Pedagógico Monteiro Lobato (Taubaté)
15. Pinacoteca do Estado (São Paulo)
Inicialmente, foi efetuado um processo de caracterização dos objetos dos acervos, ação necessária quando da constatação de duplicidade ou inconsistência de informações dos mesmos. Com base nessa caracterização, o processo de mapeamento da situação de cada museu foi iniciado, seguido da elaboração de um diagnóstico e, por fim, da definição dos dados que estariam presentes na planilha de coleta de dados que seria utilizada pelas equipes de campo.
A elaboração da planilha seguiu alguns critérios como: considerar tipologias de objetos abrangentes o suficiente para contemplar as diversas realidades de cada museu; não ser excessivamente extensa, mas ser compatível com os dados básicos de um inventário; ser de fácil acesso para qualquer participante das atividades e, sobretudo de fácil migração para um sistema de gestão de banco de dados. Esse processo resultou em uma planilha de inventário86, contendo 32 campos organizados em seis grupos de dados:
1. Dados Administrativos
2. Dados Físicos e Culturais
3. Conservação e Restauro
4. Responsabilidades
5. Inscrições
6. Responsável pelo preenchimento
Na definição das tipologias prevaleceu o caráter heterogêneo dos acervos, portanto houve a necessidade de generalização. Desse modo, 28 tipologias foram definidas:
1. Armamentos e munição
2. Arqueológico
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O inventário ou arrolamento de bens é um instrumento básico para identificação e quantificação do acervo museológico. Deve possuir campos comuns a todos os objetos de modo a permitir um preenchimento quase total de dados, oferecendo informações precisas sobre o acervo sem entrar na especificidade dos objetos – o que é alcançado por meio da catalogação e da pesquisa.
3. Arte Sacra (católica/africana) 4. Artes Plásticas 5. Audiovisual 6. Botânica 7. Cultura popular 8. Documento sonoro 9. Documento textual 10. Equipamento industrializado 11. Etnográfico 12. Filatelia 13. Fotografia 14. Indumentária 15. Instrumentos musicais 16. maquinário e utensílios 17. Mineralogia 18. Mobiliário 19. Numismática e medalhística 20. Objeto de culto 21. Outros 22. Paleontológico 23. Publicações87 24. Revolução de 32 25. Uso doméstico 26. Uso pessoal 27. Veículos 28. Zoologia
Simultaneamente às ações de ordem conceitual, elaborou-se um diagnóstico do estado de conservação dos acervos de alguns museus do interior, que compreendeu a realização de visitas técnicas a essas unidades, com o objetivo de verificar as condições ambientais, segurança, armazenamento, nível de capacitação da equipe e registro fotográfico. Com base nessa análise, elaborou-se um conjunto de ações de conservação com indicação de prioridades e ações emergenciais e a atualização
87 Posteriormente foi desenvolvida uma planilha específica para essa tipologia, acrescentando-se nos grupos, campos para título, edição, local de publicação, etc.
das referências numéricas. No caso dos museus que fizeram parte do Projeto, estabeleceu-se uma série de metadados que foram incluídos em todas as fichas catalográficas, buscando envolver de modo mais amplo possível a realidade de todos esses museus.
4.3 O Museu Republicano Convenção de Itu – processos de gestão de