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Calculating HX area, overall HTC and pressure loss

5.3 Condenser and HRHE model

5.3.1 Calculating HX area, overall HTC and pressure loss

Vamos assumir que para uma dada história de tensões cisalhante Ψ projetada em um plano ∆ de alguma maneira o vetor tensão médio está localizado sobre esse plano conforme a figura 4.4. Assim, a amplitude da tensão cisalhante é igual à dimensão do segmento que une o vetor tensão médio à maior distância de um ponto da curva Ψ.

Figura 4.4: Definição da amplitude da tensão cisalhante e valor médio para o método do mínimo círculo.

Para tal, deve-se localizar o vetor τmque aponta para o centro desse círculo que circunscreve

a curva Ψ e a amplitude da tensão cisalhante será igual ao raio desse círculo. Este método é denominado método do mínimo círculo circunscrito (MCC).

Em aplicações práticas de critérios de fadiga, a expressão analítica da história de tensões geralmente é desconhecida. Ao invés disso, a história de tensões é discretizada numa seqüencia de componentes da tensão cisalhante no plano de corte e a curva contínua Ψ fica aproximada por uma curva poligonal cujos vértices formam um conjunto de m pontos. O problema para determinar o MCC da curva Ψ é equivalente a um problema de geometria para obter um menor círculo que circunscreve todos os pontos de um polígono de m vértices.

Existem inúmeras abordagens para obter esse mínimo círculo, dentro das quais as seguintes se destacam:

- Algoritmo de combinação de pontos [70]; - Algoritmos aleatórios [71];

- Algoritmo incremental [34; 38]; e

- Algoritmos pré-definidos em pacotes comerciais [72].

Considerando que o algoritmo incremental é o mais utilizado e amplamente aceito para obter a amplitude e a média da tensão cisalhante, nesse trabalho iremos apresentá-lo e implementá-lo numericamente com o propósito de compará-lo com o método a ser apresentado nesse trabalho.

Os demais algoritmos para o MCC não serão apresentados, mas estão à disposição do leitor na referência [73].

O algoritmo incremental foi proposto inicialmente por Dang Van et al. [33] inspirado nos métodos empregados na teoria da plasticidade. Papadopoulos [34], também, apresentou com sucesso o método do mínimo círculo com algoritmo incremental para obter os valores médio e da amplitude da tensão cisalhante.

Para entender como funciona este método, inicialmente, considere um plano ∆ definido pelo seu vetor unitário n e obtenha as componentes do vetor tensão cisalhante (Equação 4.4) sobre esse plano para um número finito de instantes ti, i = 1, 2, ..., m do carregamento periódico.

Desta forma, o conjunto τ(ti), i = 1, 2, ..., m formado pela curva Ψ descrita por τ sobre ∆ fica

discretizado por um polígono Pol de m vértices. Após esta discretização, o problema fica restrito em obter o menor círculo que circunscreve essa curva poligonal composta por m vértices que correspondem ao conjunto das componentes do vetor cisalhante, τ(ti), i = 1, 2, ..., m. Nesse

contexto, pode-se obter infinitos círculos circunscritos à história da tensão cisalhante discretizada no plano ∆, porém, o menor dos círculos será único [74]. O centro desse círculo determina o valor da tensão média τm no plano ∆. Matematicamente, o problema em obter τm é formulado

por: τm = min w  max ti kτ (t i) − wk  , (4.12)

onde τ(ti) é um elemento do conjunto de m vértices de Pol e w é um ponto de ∆.

A relação min-max dada pela equação 4.12 é obtida da seguinte maneira: assuma que inicial- mente, escolhe-se arbitrariamente um ponto w′ pertencente ao plano ∆ como um candidato para

ser o centro do mínimo círculo que circunscreve a curva poligonal Pol (Figura 4.5).

Ainda assim, o número de círculos que contém essa curva com centro em w′ é infinito, mas

apenas um deles, o menor dos círculos conterá todos os vértices da curva poligonal Pol. O raio desse círculo é igual a mais longa corda entre todos os segmentos que une w′ a todos os vértices

de Pol. Para um dado w′, o raio R′do menor círculo com centro em w′e circunscrito a Pol é igual

a:

R′ = max ti k τ (t

Figura 4.5: Gráfico para o problema de min-max para o método do mínimo círculo. Uma vez determinado o centro τm, a amplitude da tensão cisalhante no plano de corte é obtida

por:

τa = max ti kτ(t

i) − τmk . (4.14)

A parte da minimização pode ser entendida da seguinte forma: após determinado o menor círculo circunscrito centrado no candidato w′, pode-se escolher um outro candidato, digamos

w′′para determinar um outro círculo de raio R′′, menor que o anterior mas também circunscrito à

curva poligonal Pol. Desta forma, obtendo novos w procura-se entre todos os candidatos, o centro de um círculo que fornece o menor raio. Em outras palavras, procura-se minimizar a quantidade max

ti kτ (t

i) − wk variando w.

A solução do problema de min-max dada pela equação 4.12 está baseada no teorema estabe- lecido e convenientemente demonstrado em [34], expresso como:

Teorema 1: o mínimo círculo circunscrito a uma polígono Pol é dado por qualquer um dos cír- culos cujo diâmetro é igual ao segmento de reta que une dois vértices qualquer de Pol ou um dos círculos circunscritos para todos os triângulos gerados a partir de três vértices de pol.

O algoritmo para achar o mínimo círculo circunscrito ao polígono Pol em um plano qualquer é sintetizado da integralmente na próxima página.

Algoritmo 4.1: Algoritmo Incremental (MCC) InícioAlgoritmo

τa ← 0 /* Inicialização da amplitude da tensão cisalhante */

Para cadaθr, φs, r = 1, · · · , m, s = 1, · · · , v faça

τk ← τ(tk, θi, φj), k = 1, · · · , n /* Discretização da história de tensões cisalhantes em um período */

ρk n1

n

P

k=1

τk /* Determinação inicial de um centro do círculo (ρ). A escolha natural é a média

de todos os vértices referentes à discretização da história das tensões cisalhantes no plano de corte */

R0 ← Valor Inicial /* valor inicial do raio do círculo, cujo valor deve ser extremamente pequeno*/

Para cadaτk faça

Dk ← kτk− ρk−1k /* Distância do centro do círculo ρk

−1até os pontos τk*/

Pk ← Dk− Rk−1/* valor referente o valor de quanto Pi estão fora do círculo*/

SePk ≤ tol

Rk ← Rk−1/* Raio do círculo permanece inalterado*/

ρk ← Rk−1 /* Localização do centro do círculo permanece inalterado*/

senão

Rk ← Rk−1+ χPK /* Incremento de um valor χ no raio do círculo anterior */

ρk ← ρk−1 + (Dk − Rk)τk−ρDk−1

k /* Mudança da localização do centro do círculo */

FimSe

AtéDk ≤ tol /* tolerância máxima de quanto Pi estão fora do círculo */

SeRk > τa

τa ← Rk/* Armazena o maior valor da amplitude da tensão cisalhante*/

FimSe

Até a avaliação de todos os planosθr, θs

FimAlgoritmo

O processo inicia com um raio cujo valor inicial deve ser muito próximo de zero. O fator de expansão do raio do círculo e o incremento da translação do centro de círculo devem possuir um valor de modo ser pequeno o suficiente para manter uma precisão adequada, mas grande também para permitir que computacionalmente o resultado seja apresentado dentro de um número adequado de repetições. Esta tolerância, representada por χ = 0.05 é considerada um valor adequado entre o tempo computacional e a convergência [75]. A tolerância χ mostrada na figura 4.6 (tol) significa a menor distância entre todos os vértices da curva poligonal Ψ ao menor círculo. No cálculo numérico, o tempo de processamento está diretamente relacionada com o fator de expansão do raio (χ) e a precisão da amplitude máxima da tensão cisalhante vai depender da

tolerância tol.

Figura 4.6: Tolerância do método do mínimo círculo para uma dada história de tensão cisalhante.