KAPITTEL 5: THURE ERIK LUND – COMPROMATERIA
5.2 C OMPROMATERIA – GJENNOMGANG AV RESEPSJONEN
Com base na Revisão de Literatura é possível firmar três conceitos chave inerentes à noção de Turismo Criativo:
• Sustentabilidade;
“Os princípios de sustentabilidade estão relacionados com o estabelecimento de um equilíbrio balanceado entre os aspectos económicos e socioculturais do desenvolvimento do turismo” (Korez-Vide, 2014: 1310).
• Valorização e Preservação (dos territórios e locais);
O turismo criativo pode ser entendido como uma forma de envolver os turistas com o local de destino através do uso criativo dos recursos existentes, reforçando a sua identidade e singularidade como forma de se auto-expressarem ou autodescobrirem; turismo criativo é a fonte de criação de um ambiente aos locais e fonte de recriação e de recordação dos locais (Richards, 2011).
• Tradição e Costumes.
Turismo criativo “é uma forma de turismo mais sustentável que promove um sentimento autêntico em relação à cultura local através de workshops informais, de ‘mão na massa’, e experiências criativas (...) estes permitem aos visitantes explorarem a sua criatividade enquanto se aproximam das populações locais” (Raymond, 2007: 145) e onde existe uma “enfâse numa cultura ‘viva’ ou ‘intangível’, em vez de, uma herança cultural estática e tangível” (Richards, 2011: 1237).
“O potencial da economia criativa pode ser desbloqueado através da promoção da criatividade, no geral, no seio das sociedades, afirmando a identidade distinta dos clusters onde esta floresce e na melhoria da qualidade de vida do local onde se encontra. Tal potencial pode ser aplicado na melhoria da imagem e prestígio de uma localidade, reforçando disponibilidade de recursos para as pessoas imaginaram uma diversidade de novos futuros” (UNDP, 2013).
“A cultura representa (...) o processo pelo qual a geração de riqueza é feita através das atividades culturais como arte, música, dança, museus, galerias, exibições, eventos desportivos e design criativo...” (Zukin, 2004: 3 in Richards e Palmer, 2010) e, neste sentido, encontram-se diferentes variáveis de estudo e de escala de avaliação como natureza e sustentabilidade; oferta cultural; património histórico; eventos; desporto e aventura as quais
foram agrupadas em cinco grande pilares de ação, que podem ser transversais a mais do que um pilar:
• Artesanato
“O turista criativo tendencionalmente tem maior apetência para querer conhecer a cultura por dentro, conhecer pessoais ‘reais’ e experimentar as suas vidas do dia-a-dia. Aprender um oficio ou uma capacidade diretamente através de produtores locais é uma forma efetiva de atingir este propósito” (Richards, G., 2010b: 4). Daqui decorre a primeira hipótese de investigação:
H1.: o artesanato de um local, de uma região, contribui para a escolha de um destino turístico • Património
no caso do ambiente criativo através de visitas a clusters criativos ou produtos criativos como atrações turistas – ex.: visitas turísticas relacionadas com famosos autores, pintores, etc. (Florida, 2002). Deste parágrafo decorre a segunda hipótese de investigação:
H2.: o património de um local, de uma região, contribui para a escolha de um destino turístico
• Gastronomia
“a ideia de “provar” uma cultura e a sua criatividade é claro que, deriva diretamente da gastronomia, e não é nenhuma surpresa que, esta é também uma das formas mais comuns de experimentar o Turismo Criativo” (Richards, G., 2010b: 7). Deste modo, obtém-se a terceira hipótese de investigação:
H3.: a gastronomia de um local, de uma região, contribui para a escolha de um destino turístico
• Arte
uso do processo criativo no desenho e desenvolvimento de atividades criativas para os turistas – ex.: workshops, masterclasses, etc. (Florida, 2002). Outro exemplo, é o uso de um determinado local como inspiração para o desenvolvimento de “cursos criativos como escrita criativa ou pensamento criativo” (Richards, G., 2010b: 7). Daqui decorre a quarta hipótese de investigação:
H4.: a arte de um local, de uma região contribui para a escolha de um destino turístico • Ritmo
“Os eventos ocupam um espaço cada vez mais importante na sociedade em rede. O contínuo desejo de estar junto, de celebrar e partilhar experiências com outros conduziu (...) a que locais desenvolvessem o movimento/intensidade como forma de realizar uma série diferente
de objetivos culturais, criativos, sociais e económicos. O crescimento de eventos é, também uma importante ligação com o crescimento do turismo criativo e para o desenvolvimento de experiências criativas (...)” (Richards, G., 2010b: 7). Daqui decorre a quinta hipótese de investigação:
H5.: o ritmo de um local, de uma região contribui para a escolha de um destino turístico
I.e., artesanato é entendido como os produtos produzidos manualmente com o recurso a matéria-prima do local e/ou da região em questão; património envolve toda a herança cultural, histórica e religiosa que um local e/ou região detém; gastronomia entende-se como os produtos alimentares e vinícolas ou a confecção alimentar através do uso das matérias- primas do local e/ou da região em questão; arte compõe todas as atividades humanas de criação manual de cariz criativo, como por exemplo, fotografia, caligrafia, pintura, etc. e com ligação ao local e/ou região; e por fim, ritmo que inclui ações relacionadas com o desenvolvimento de atividades mais físicas como dança, fitness, etc. e com ligação ao local e/ou região.
Por fim, e através da Revisão de Literatura, pode-se constatar de que a economia de experiência (Pine e Gilmore, 1999) tem ganho cada vez mais importância, onde o paradigma tradicional da economia – produção de produtos e serviços – tem uma maior tendência a ser substituído pela produção de experiências.
Por sua vez, os turistas procuram cada vez mais definir e estabelecer os seus próprios destinos turísticos e “(...) moldam criativamente a sua própria experiência” (Richards, 2013), com base naquilo que é o seu querer e no que pretendem ver e quando o querem fazer, em detrimento dos “pacotes” propostos pelas agências de turismo.
Existe uma sinergia entre turistas, fornecedores de serviços e a comunidade local na troca de ideias, capacidades e influências entre si, onde o conceito de turismo criativo implica então, um nível de cocriação ou, até mesmo, de prosumption entre os turistas e os locais (Richard e Raymond, 2000).
Destes dois paradigmas é possível definir as duas últimas hipóteses de investigação:
H6.: É possível identificar um conjunto de variáveis de caracterização das experiências criativas no Turismo
H7.: Entre as diferentes tipologias de turistas que visitam a região centro, é possível encontrar segmentos de turistas criativos