3. PREVIOUS RESEARCH
3.2 C OMMENTS ON PREVIOUS STUDIES
A
P Ê N D I C E
C
A prática do Maestro Fonseca: esquema
A tabela abaixo esquematiza a prática do Maestro Fonseca em ensaio coral. São quatro colunas: (1) categorias de recursos técnicos numeradas conforme as seções desta dissertação, (2) objetivos a serem alcançados, (3) recursos para se atingirem os objetivos e (4) notas explicativas sobre os recursos ou sobre a conseqüência dos mesmos, demonstrando a razão de sua eficiência. Na coluna “Recurso”, as células brancas correspondem a ações do coro sob ordem ou influência do Maestro. As células sombreadas são ações do Maestro para o coro. Esta tabela não pretende ser autoexplicativa, dependendo em alguns pontos das explicações no corpo principal da dissertação.
Categoria Objetivo Recurso Nota
Predisposição Estado de concentração
básico Aquecimento vocal Período de tempo sem
conversas Reatividade a estímulos
gestuais
Vocalises com alterações improvisadas
controladas pelo gestual Controle através do gesto Reatividade a estímulos
musicais Canto sem regência gestual
Atenção para o som do grupo
Reatividade a estímulos
psicológicos Metáforas
Criação de situações engraçadas Relaxamento
Improvisação musical com luzes apagadas
Prática de quartetos Estímulo a ensaios extraordinários livres Espírito de cooperação
Passa aperto de mão Atenção para a ação do outro
Unidade do grupo Trabalho de qualidade Prazer de participar Exigência de silêncio 4.2.2.1 Preparação do grupo Otimização do tempo Sufocação de atritos
4.2.2.2
Montagem de repertório
Diminuição da disposição ao longo do ensaio
Aproveitamento da disposição física e mental dos cantores
Atividades com repertório na seqüência do
menos assimilado para o mais assimilado Satisfação de concluir o ensaio com execução de trecho musical amadurecido
Abordagem conforme demanda em tempo real
Explicações e demonstração através do canto
Condicionamento ao gestual
Possibilidade de executar alterações sem dependência de explicação verbal – otimização do tempo 4.2.2.2.1 Procedimentos genéricos Aspectos interpretativos
Aprendizado por imitação da práxis do Coro Otimização do tempo Primeiro contato Contextualização Criação de identidade Peça
homofônica séc. XVII–XIX
Leitura simultânea (cada naipe sua parte): com nomes de notas, com vocalização, com sílabas ou com o texto
Ensaio de naipe: leitura com nomes de notas, com vocalização, com sílabas ou com texto Peça homofônica com harmonia complexa ou peça polifônica
Ensaio tutti aglutinando as vozes na ordem B → S ou na ordem das entradas
Otimização do tempo
Aspectos interpretativos
Abordagem da práxis do coro espontânea e
concomitante à leitura Prazer na musicalidade da peça Fracasso forjado na primeira leitura Manutenção da expectativa
4.2.2.2.2 Leitura de repertório novo
Exatidão de
notas e ritmo Repetição
Permite pensar em itens diferentes a cada vez e evita sobrecarga de informações
Fonética do
idioma Exercícios de dicção
Permutação de cantores entre os naipes Cor do naipe
Subtração de vozes Fluência do
estilo
Exercício de execução com distorções no estilo
Escuta comparada e discernimento de características específicas
Inflexão da frase musical
Crescendo em direção ao ponto culminante,
seguido de diminuendo. Andamentos
fixos e mudanças de andamento
Repetição à exaustão Memorização
Expressão corporal e facial
Aplicação espontânea estimulada pela demonstração
Performance visualmente mais
expressiva
4.2.2.2.3 Refinamento de repertório lido
128
Escolha de cantores em condições previamente estabelecidas
4.2.2.3 Artifícios técnicos
Sonoridade geral
Aprendizado por imitação da práxis do Coro
Otimização do tempo
Fixação da abertura da mandíbula pela mordedura das pontas de dois dedos sobrepostas
Equilíbrio entre os fonemas vocálicos
Restrição da abertura horizontal dos lábios
Unificação do timbre e da intensidade (1) entre os cantores e (2) entre as vogais
Redução da emissão de |s| [,|sh| e |f|] Acréscimo de shwa após |l|, |m|, |n| [e |ng|] finais
Acréscimo de som vocálico (igual a uma redução da vogal principal da sílaba) entre os fonemas de encontro consonantal.
Destaque para fonemas de emissão sutil
Em registro agudo, substituição de |g| por |k| [, |b| por |p| e |d| por |t|]
Em registro agudo, acréscimo de |f| após o |p| [, |s| após o |t| e |h| após o |k|]
Facilitação da emissão Equilíbrio entre os fonemas
consonantais e clareza dos mesmos
Declamação com antecipação das consoantes (exceto a consoante final, que deveria cair na pausa)
Precisão da emissão
Tonicidade e inflexão Declamação enfática ressaltando a prosódia e o sentido semântico do texto
4.2.2.3.1 Dicção
Fluência rítmica Leitura rítmica do texto sem alturas
Percepção da dimensão exata de cada fonema dentro do tempo musical Exercício cantado substituindo o texto
original por sílabas percussivas Precisão no ataque
Exercício cantado substituindo a
articulação original por staccato ou portato
Aumento da atenção para a sincronia
Canto imaginando que o texto só tivesse consoantes
Reforço do caráter rítmico
Em figuras pontuadas, substituir o ponto de aumento por pausa
Relevo ao início do som seguinte
Melismas rápidos Articulação das notas com |l| por um ou dois indivíduos de cada naipe
4.2.2.3.2 Ritmo e articulação
Legato Canto imaginando que o texto não tivesse consoantes
4.2.2.3.3 Apoio e respiração
Respiração coral
Não pronunciar a(s) consoante(s) de fim de sílaba da sílaba em que houver a
respiração alternada
Impostação facial da voz Voz direcionada para o palato duro
4.2.2.3.4 Impostação
vocal Cobertura na região aguda
Rebaixamento da laringe, palato alto, ressonância no fundo da boca Controle com mudança de
registro Vocalise específico com saltos
4.2.2.3.5 Dinâmica
Caráter Estímulo psicológico através de figuras
Afinação geral Repetição de trecho ou do todo Automatização de aspectos diversos
4.2.2.3.6
Afinação Movimentos melódicos específicos
Subir como se os intervalos fossem maiores que de fato o são e descer como se fossem menores