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Segundo a sua concepção, o que é ser um bom professor?

R- Um bom professor é ser um bom mediador. Mediador entre o conteúdo e

a formação do aluno e também, ser uma pessoa que se atualiza constantemente.

Onde ele vai estar vai estar trabalhando dentro de uma sala de aula, já com paradigmas próprios desse nosso tempo, de grandes transformações, de grandes mudanças, e de uma pesquisa de um conhecimento que se renova todo dia, então esse professor não pode estar trabalhando em 2010, com as informações que ele teve no ano 2000.

O nosso aluno, no Centro Universitário, requer só esse aspecto (...)ou o professor deve ter outras preocupações?

R- Sim. Eu vejo que o aluno do Centro Universitário é um aluno que vem

normalmente, de escolas públicas. Um aluno trabalhador. E esse aluno está vindo com uma porção de deficiências em sua formação e ele precisa ter um

acompanhamento pedagógico e, também, um acompanhamento

psicopedagógico, porque nós temos enfrentado, também, problemas de caráter emocional, afetivo... além do cognitivo, que já é o trabalho realizado, normalmente, pela Instituição.

Segundo sua visão, tendo como enfoque o trabalho docente, a ação docente. Quais as limitações que a senhora vê para o trabalho docente em um Centro Universitário?

R- Olha, no Centro Universitário, como ele é uma instituição já de porte médio e nele muitos professores assumem a sala de aula, mas muitos vêm de uma formação, de um bacharelado em que eles foram preparados para a pesquisa ou para o mercado de trabalho, e não para a docência.. A grande limitação que eu vejo é a grande necessidade de estar formando esses docentes, porque eles têm um sólido conhecimento na sua área, mas na área da didática e pedagógica eles não foram atendidos na sua formação inicial.

Então para esse pessoal precisa ter uma formação continuada e a Instituição, enfim, a instituição, enfim a instituição se voltar, se dobrar, se dobrar para essa formação, para que eles possam estar trabalhando dentro da sala de aula e chegando até o aluno, através de um conhecimento mais efetivo da didática.

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R- Eu vejo assim. A limitação está no preparo pedagógico, a limitação está no professor horista, que ele não tem uma jornada em que ele possa se dedicar à instituição, que ele possa se dedicar integralmente à Instituição.

A limitação está na fragmentação das disciplinas que ele ministra, que, muitas vezes, ele fica sobrecarregado por estar se dedicando a três ou quatro cursos , para poder formar um número maior de aulas e assim o tempo que ele pode dispor no seu dia, às vezes, quando ele é horista e muitas vezes, ele tem um trabalho em outras instituições de ensino ou ele tem uma outra atividade fora da docência e ele não tem muito tempo para freqüentar a biblioteca da faculdade, ir a eventos , fazer cursos de especialização, aperfeiçoamento, aprofundamento.

E as possibilidades que esse docente tem em seu trabalho em um Centro Universitário?

R- Nós podemos até começar com um chavão que eu não sei se estaria bem explícito, mas a gente pode depois desvendar.

Eu ainda sou pelos três itens que devem compor esse docente:

1º.- compromisso político com esses alunos, que esse aluno ao sair da instituição vá para o mercado de trabalho e consiga ser um profissional eficiente e eficaz.

2º.-Competência técnica e essa formação pedagógica...Uma formação pedagógica que dê condições para ele trabalhar com qualidade dentro da instiutição.

3º.- Ter ética nos dois itens anteriores.

Há algum outro aspecto?

R- E também o professor deixar de ser horista e ter uma jornada ou ser mensalista, ficar à disposição para ele ficar disponível para a faculdade, seus cursos, seus alunos,, para que ele possa trabalhar nas três missões da instituição, que é o ensino,a pesquisa e a extensão. Então a mudança de uma relação entre professor e a instituição, seus alunos, seu corpo técnico- administrativo.

Isso possibilita muito, termos pessoas que realmente vão estar se dedicando ao seu trabalho.

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Como a senhora vê a formação do docente no exercício de sua própria ação?

R- Eu acredito e sou uma defensora desse tipo de formação. Esse professor então para haver uma possibilidade, a faculdade ou o Centro Universitário terá que assumir a formação que deixou de ser feita durante os estudos iniciais desse professor e criar um núcleo específico para o apoio pedagógico e psicopedagógico ao docente e , também, ao discente, através da formação pedagógica do docente , porque não podemos ter um núcleo que cuide do discente, se não tivermos um núcleo específico que cuide do docente. Com um trabalho não só de acompanhamento e orientação de problemas pontuais. Um núcleo que tenha uma proposta clara de formação do professor, com ações, cursos, treinamentos, intercâmbios, trocas, enfim um programa de formação do docente em seu próprio percurso.

Esse núcleo será a vinvulação de um bom atendimento ao aluno.

Que ações a senhora acredita que, a elaboração de uma proposta de formação continuada em exercício, devam ser contempladas?

R- Eu vejo como uma necessidade, assim,muito emergente. Nós temos que cuidar disso imediatamente e até a própria pró-reitoria acadêmica, neste Centro Universitário já criou os núcleos de atendimento pedagógico ao docente e ao discente, mas até agora não foram propostas ações claras: um programa específico para formação desse docentes para atuação aqui no Centro.

De maneira muito acanhada e esparsa podemos perceber algumas ações de capacitação de docentes para saber trabalhar com alguns aspectos da didática, seja em um planejamento de ensino e até uma avaliação operatória.Mas tudo vem acontecendo sem um rigor, até pelos motivos que conhecemos, de uma grande crise que nos assolou por dois ou três anos.

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APÊNDICE 3:

ENTREVISTA COM COORDENADORES – TÉCNICA DO GRUPO FOCAL

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