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TAYLOR (1986, p.34-35), apresenta um modelo do ambiente de informação dos gestores/gerentes. Ele define “as informações usadas nos ambientes” como: “a série desses elementos (a) que afetam a fluidez de mensagens com informações dentro e fora de qualquer grupo ou entidade definidos de clientes; e (b) que determina o critério em que as mensagens com informações serão julgadas nestes contextos”.

Os principais componentes destes ambientes são as características das pessoas, os cenários em que as mesmas se encontram, os problemas que elas têm, e o leque de resoluções consideradas desejáveis ou aceitáveis. Estes componentes, de uma forma bem concreta, em um senso bem real, fornecem indicativos sobre a necessidade de informações de qualquer grupo de “usuários de informações”, e eles fornecem os parâmetros que modelam os modos como aquele grupo irá procurar e usar informações.

Os componentes estruturais do modelo proposto também são baseados nas várias descrições de comportamentos administrativos. As variáveis mais importantes no modelo são relacionadas ao contexto em que a pessoa atua, contexto este que efetivamente compele ao comportamento de informação da pessoa. Como tal, o modelo é parte de um campo em desenvolvimento de pensamento que argumenta que comportamentos cognitivos devem ser analisados por dentro do sistema da situação de “tempo-real” da pessoa.

A FIG. 4, retrata o modelo do ambiente de informação de gestores/gerentes.

FIGURA 4

Figura 4 – modelo do ambiente de informação de gestores, TAYLOR (1986, p.34-35) Legenda: S.P.: Situação Problemática

O modelo proposto é baseado na crença de que a situação-problema é a base cognitiva para as incertezas e preocupações dos gestores e gerentes, que, por vezes, podem se manifestar em “procuras de informação” e “comportamento dos usuários.”

Os pontos iniciais para o modelo proposto são dois componentes justamente fixados: o contexto e a pessoa. Eles existem em um objetivo, senso tangível, e eles diretamente geram e significativamente afetam os outros componentes.

De acordo TAYLOR (1986), uma situação problemática pode ser definida como um sub- sistema das intermináveis e nebulosos fluxos de eventos e significados que continuamente “perpassam a vida das pessoas.” Através da identificação de partes selecionadas destes “fluxos”, colocando-se um limite confuso por entre estas partes, e rotulando-as como uma entidade única que requer atenção e possível ação, a pessoa cria uma situação problemática. Uma situação problemática pode ser pensada como um “item de agenda” que requer ação

Papéis em

potencial Atividades em potencial Dimensões potenciais

Escolha de papéis, atividades e dimensões específicas.

Situação Problemática versão inicial Comportamento de informações S.P. (Próxima

versão) Comportamento de informações S.P. (Próxima versão)

...

S.P. (versão final) Criação da situação

problemática Processamento da Informação

Resolução da S.P. Contexto Gerente em ação Gerente (pessoa) S óc io -c ul tu ra l C en ár io o rg an iz ac io na l

cognitiva e talvez comportamental para que seja retirada da agenda da pessoa e considerada como resolvida.

Embora uma situação problemática seja criada e definida por um indivíduo único, ela é também modelada por características, atributos e traços do ambiente, traços estes que variam de organização para organização, visto que nenhum sistema pode ser considerado como único e/ou mesmo igual, dadas as suas características próprias.

Quanto aos cenários, estes se diferem em termos de suas atividades e papéis típicos. No cenário organizacional, atividades administrativas típicas incluem: solucionar problemas, tomar decisões, e relatar textos; enquanto típicos papéis administrativos incluem: liderança, negociação e comunicação. Atividades e papéis são geralmente definidos ou compelidos por solicitações legais da sociedade, por padrões de uma profissão ou práticas normativas de um grupo de trabalho.

O modelo de TAYLOR (1986), se preocupa com quais atividades e papéis têm relação com o entendimento da pessoa sobre sua atual situação problema e os comportamentos de informação da pessoa: gerentes que operam como líderes, tendo que tomar decisões, estão passíveis de terem comportamentos de informação diferentes daqueles gerentes que atuam como “controladores de despesas”, fazendo orçamentos.

Dimensões de problemas são características perceptíveis de situações-problema e podem, então, servir como critério para determinar o valor da informação. Existem muitas dimensões potenciais, e elas existem relativamente independentes de qualquer população usuária particular ou cenário.

O modelo é baseado na crença de que essas situações-problema são a base cognitiva para as incertezas e preocupações do administrador, que, por vezes, podem se manifestar em “procuras de informação” e “comportamento de usuários”. Ao se fazer as situações problemáticas como suas, o gestor/gerente irá determinar (talvez subconscientemente) qual tipo de atividades e papéis administrativos são requeridas e quais dimensões da situação são mais salientes. Com o tempo, enquanto o gestor reflete e age em cima da situação-problema, ela muda; novas incertezas e preocupações podem aparecer, diferentes papéis e atitudes se tornam dominantes, e outras dimensões aumentam com importância. Enquanto a situação

problemática (revisada) permanece sem ser resolvida, novos comportamentos de informação irão emergir. Estes, um após o outro, são influenciados pela atual definição da situação feita pelo gestor, assim como da atual “escolha” das atividades, papéis e dimensões. Este processo continua até que a situação problemática se torne decidida (mas não necessariamente “resolvida”, num senso objetivo) na cabeça do gestor.