4.6 D ETALJERT GJENNOMGANG AV IMPLEMENTASJON AV BRUKERTJENESTER
4.6.2 Brukertjenester - Frontend
O canal principal corresponde ao que se estende entre as ilhas Mutum-Porto Rico próximo ao município de Porto Rico e Floresta, a margem esquerda do rio Paraná. Forma um canal assimétrico com o talvegue derivado para a margem esquerda, com largura variando entre 0,9 e 1 km e profundidade média entre 4 e 6 m (nível médio do rio), atingindo 10 a 12 m ao longo do talvegue (Figura 26). O material de fundo do rio Paraná em seu canal principal é composto, fundamentalmente, de areia fina a média, seguida de areia muito grossa, grânulos e raros seixos finos (STEVAUX, 1993). O transporte do material arenoso é feito por meio de formas de leito com tamanhos variados e que avançam a jusante. Esta condição permite a formação de um habitat, composto de poços e baixios (pools e riffles), correspondentes à morfologia em duna das formas de leito. Tal habitat é bastante propício para o abrigo de determinados tipos de peixes (principalmente nos poços), o que o torna muito interessante à pesca esportiva desenvolvida no local (AGOSTINHO et al., 2004).
A velocidade do fluxo de água no rio Paraná em seu canal principal varia entre 0,8 e 1,2 m.s-1, podendo apresentar valores ligeiramente mais altos durante o período de cheia. A distribuição dessa velocidade não é homogênea em todo o canal, mas varia conforme a morfologia do próprio canal. Locais protegidos por ilhas ou barras, por exemplo, apresentam menores velocidades. A irregularidade das margens também propicia variações nas velocidades. Tal situação é importante nas práticas de atividades turísticas como pesca e navegação.
Figura 26: Mapa batimétrico do rio Paraná no trecho em frente a Porto Rico PR. Notar que a região de maior profundidade (talvegue) encontra-se próximo à margem esquerda, do lado paranaense; a seta indica o sentido do
fluxo.
Fonte: Stevaux; Martins e Meurer, 2008.
Após o fechamento da barragem de Porto Primavera, em 1999, foi identificada uma série de alterações nas variáveis fluviais. As mais diretamente afetadas foram à carga suspensa e a de fundo e o regime de fluxo (MARTINS; STEVAUX; MEURER, 2007). Esses autores preveem que tais variáveis deverão refletir uma série de mudanças na morfologia do canal e no biótico.
4.4.8.2 Características bióticas
Os trabalhos desenvolvidos no rio Paraná relativos ao meio biótico compõem um quadro bastante extenso, mas também bastante segmentado quanto ao seu contexto espacial e temporal, uma vez que muitas das variáveis bióticas foram coletadas em ambientes ou períodos totalmente diferentes. Essa situação dificultou de sobremaneira, a elaboração da síntese. A compilação das variáveis bióticas para o subambiente estudado baseou-se em: (HIGUTI et al., 1993; BONECKER; LANSAC-TÔHA, 1996; AGOSTINHO et al., 1997;
LANSAC-TÔHA et al., 1997; TAKEDA; SHIMIZU; HIGUTI, 1997; GARCIA; LOSAC- TOHA; BONECKER, 1998; AGOSTINHO; THOMAZ; NAKATANI, 2002; THOMAZ; AGOSTINHO; HAHNS, 2004; BONECKER; AOYAGUI; SANTOS, 2009). Inclui: Vegetação, peixes, organismos planctônicos (fitoplâncton e zooplâncton), comunidade bêntica e macrófitas aquáticas.
As pesquisas realizadas sobre a ictiofauna realizadas ao longo de 25 anos foram elaboradas por vários autores como: Agostinho et al. (1997); Agostinho; Agostinho; AGOSTINHO; THOMAZ; NAKATANI (2002), Thomaz; Agostinho e Hahns (2004), porém com algumas discrepâncias em relação aos números de taxa como: Agostinho et al. (1997) relatam100 espécies para a calha do rio Paraná, em Thomaz; Agostinho e Hans (2004) são identificados153 espécies de peixes sendo: três espécies de raia do gênero Potamotrygo; Canivete (Paradon Tortuosus); Jaú (P. Luetkeni) maior peixe da bacia hidrografica; Juropoca
(Hemiorubin Platynchos); Piapara (Leporinus Elogantus); Piava (Schizodon Altoparanae);
Cachorra (Rhaphiodon vulpinus); cascudo (Loricaria spp), Dourado (Salminus maxillosus) (maior caracídeo); Pintado (Pseudoplatystoma fasciatum) e alguns apteronotídeos. Nos segmentos meandrantes com maior diversidade, predominam os anostomídeos como: Piava (Schizodon borelli), Piapara (Leporinus obtusidens). Foram identificadas seis espécies
introduzidas de outras bacias como: Curvina (Plagioscion Squamosissimus), Tucunaré
(Cichla Monoculus), Tilapia (Oreochromis niloticus), Traírão (Hoplias lacerdae), Apaiari (Astronotus ocellatus), Tamabaqui (Colossoma macropomum).
O ambiente de canal (principal e secundário) é o que abriga a maior riqueza de espécies. Essa superioridade do canal em relação a outros ambientes se deve aos seguintes fatores:
¾ Efeito da área (os canais têm maior área que os corpos de água da planície de inundação);
¾ O uso ocasional do rio como rota de dispersão de muitas espécies;
¾ São ambientes mais agressivos e abrigam somente espécies pré-adaptadas; ¾ O efeito dos predadores é muito maior nas lagoas.
4.4.8.3 Plânctons
Nos organismos planctônicos foi observada uma correlação negativa entre a abundância e o nível de água do rio. Abundância alta normalmente está relacionada a períodos de água baixa e com grande estabilidade hidrológica. Nesses períodos podem ocorrer “blooms” de várias
espécies fitoplantônicas. No rio Paraná as Bacillariophyceae, com destaque para Aulacoseira
granulata e Cyclotella spp são as de maiores importância. Contudo, entre os ambientes da
planície aluvial do rio Paraná, o canal apresenta apenas 8% da riqueza de espécies, quando comparados aos outros ambientes (lagoas, ressacos, canais secundários e canais tributários).
4.4.8.4 Zooplâncton
A comunidade zooplanctônica mantém uma relação direta com o nível hidrológico em relação à abundância de espécies. A maior riqueza de espécies, contudo, encontra-se no canal do rio Paraná, e varia diretamente com relação ao nível hidrológico. Para o rio Paraná foi identificado os rotíferos: Lophocaris salpina e Pompholyx sp (LANSAC-TÔHA et al., 1997; BONECKER; LANSAC-TÔHA, 1996; GARCIA; LOSAC-TOHA; BONECKER, 1998., 1998; BONECKER; AOYAGUI; SANTOS, 2009).
4.4.8.5 Bentos
Os organismos bentônicos (ou bênticos) constituem os organismos que se desenvolve no fundo dos canais e lagos. Stevaux e Takeda (2002) estudaram as culturas na diversidade e quantidade desses organismos conforme as modificações das formas de leito. O canal principal é habitado, principalmente, por organismos intersticiais, especialmente a espécie de
nematoda Narapa bonettoi, Harpacticoida e Oligochaeta (HIGUTI et al., 1993; TAKEDA;
SHIMIZU; HIGUTI, 1997).
4.4.8.6 Macrófitas
As macrófitas aquáticas realizam um papel muito importante no funcionamento dos ecossistemas, uma vez que servem de bioindicadores. Além disso, as macrófitas são fontes de alimentos para algumas espécies de peixes, aves e mamíferos como a capivara, fornecerem habitats e abrigos para espécies de peixes, zooplanctôns e algas, e são liberadores de nutrientes encontrados nos sedimentos e liberados na sua decomposição.
As macrófitas aquáticas constituem plantas que vivem nos corpos d’água e que são observáveis a olho nu. A comunidade de macrófitas tem grande dependência do regime fluvial e são importantes bioindicadores, retiram nutrientes dos sedimentos que são liberados conforme sua decomposição serve também de abrigos e alimentos. As espécies encontradas
na calha do rio Paraná do rio Paraná e.g. Egeria najas, E. densa, Potamogeton pusillus, Najas
conferta, Nitella furcata e Chara guairensis.