2 Teoretisk rammeverk
2.6 Bruk av IKT
glenóide para medir o espaço articular posterior.
Como se pode constatar, este método avaliava unicamente os espaços articulares no plano sagital.
I.6.2 Método de Vitral et al.[148]
Vitral et al sugeriram como método de medição dos espaços articulares em TAC, a aferição da distância mais próxima entre a superfície do côndilo mandibular e a cavidade glenóide no ponto anterior, superior e posterior (Fig. I-‐7). A referência utilizada para as medições foi a horizontal de Frankfurt. A mesma referência foi também utilizada para a orientação da cabeça do paciente na aquisição da imagem, juntamente com o plano sagital médio.[148]
Também este método descreve um protocolo de medição dos espaços articulares da ATM no plano sagital.
Figura I-‐7 Método de medição dos espaços articulares utilizado por Vitral et al[163]
Imagem extraída de Vitral RW, da Silva Campos MJ, Rodrigues AF, Fraga MR. Temporomandibular joint and normal occlusion: Is there anything singular about it? A computed tomographic evaluation. Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2011 Jul;140(1):18-‐24
I.6.3 Método de Ikeda et al.[146, 147]
Já Ikeda et al descreveram um método de avaliação do espaço articular em TCFC nos planos sagital, coronal e axial.
Para tal, usaram a horizontal verdadeira obtida a partir da vertical verdadeira como plano de referência e definiram o ponto mais superior da superfície do côndilo e da cavidade glenóide. Em seguida mediram a distância entre esses dois pontos para obter a medida do espaço articular sagital superior.
A partir do ponto superior da cavidade glenóide, foram traçadas duas tangentes ao ponto mais anterior e mais posterior do contorno do côndilo, permitindo identificar dois pontos no côndilo mandibular. A
Análise Comparativa da Posição Condilar Através da TAC de Feixe Cónico e IPC
distância desses pontos à superfície da cavidade glenóide, medida numa perpendicular à tangente, definiu os espaços articulares anterior e posterior, respetivamente (Fig. I-‐8).[147]
Figura I-‐8 Método de medição dos espaços articulares utilizado por Ikeda et al[147]
Imagem extraída Ikeda K, Kawamura A. Assessment of optimal condylar position with limited cone-‐beam computed tomography. Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2009 Apr;135(4):495-‐501
No plano coronal, os autores propuseram a seguinte metodologia para aferir o espaço articular: dividiram a distância mediolateral do côndilo em sextantes e utilizaram a projeção do ponto central perpendicularmente à horizontal verdadeira para determinar o ponto superior da superfície do côndilo. Utilizando a interseção da perpendicular à horizontal verdadeira entre os primeiro e segundo sextante medial e lateral e a superfície do côndilo, determinaram-‐se respetivamente os pontos medial e lateral. Foram então medidas as distâncias mais curtas desde os pontos medial, superior e lateral do cõndilo relativamente à fossa glenóide (Fig. I-‐9).[146]
Figura I-‐9 Método de medição dos espaços articulares utilizado por Ikeda et al[146]
Imagem extraída de Ikeda K, Kawamura A, Ikeda R. Assessment of optimal condylar position in the coronal and axial planes with limited cone-‐beam computed tomography. J Prosthodont. 2011 Aug;20(6):432-‐8
Os mesmos autores sugerem ainda a medição do espaço articular no plano axial. Para tal, determinaram o polo medial e o polo lateral do côndilo e marcaram esses pontos respetivamente como ponto medial axial e lateral. Utilizando uma linha imaginária sobre o longo eixo axial do côndilo e prolongando-‐a até intersetar a superfície da cavidade glenóide, determinaram os pontos axiais medial e lateral da cavidade
glenóide. Por fim, mediram a distância entre o ponto axial medial do côndilo e o correspondente na cavidade glenóide obtendo, assim, o espaço articular axial medial. Repetiram o processo utilizando os pontos laterais para determinar o espaço articular axial lateral (Fig. I-‐10).[146]
Figura I-‐10 Método de medição dos espaços articulares utilizado por Ikeda et al[146]
Imagem extraída de Ikeda K, Kawamura A, Ikeda R. Assessment of optimal condylar position in the coronal and axial planes with limited cone-‐beam computed tomography. J Prosthodont. 2011 Aug;20(6):432-‐8
I.6.4 Método de Henriques et al.[166]
Henriques et al descreveram uma metodologia de avaliação do espaço articular da ATM nos planos coronal e sagital com TCFC.[166]
No plano coronal, estes autores identificaram os pontos medial e lateral mais proeminentes do côndilo mandibular e traçaram uma linha a uni-‐los. A partir do ponto médio desta linha, os autores traçaram três linhas, uma primeira perpendicular a esta e, seguidamente, as suas bissetrizes. Estas linhas permitiram medir, em seguida, a distância desde a superfície do côndilo até à superfície da cavidade glenóide. Desse modo, determinaram-‐se os espaços articulares medial, central e lateral (Fig. I-‐11).[166]
Análise Comparativa da Posição Condilar Através da TAC de Feixe Cónico e IPC
Figura I-‐11 Método de medição dos espaços articulares utilizado por Henriques et al[166])
Imagem extraída de Henriques JC, Fernandes Neto AJ, Almeida Gde A, Machado NA, Lelis ER. Cone-‐beam tomography assessment of condylar position discrepancy between centric relation and maximal intercuspation. Braz Oral Res. 2012 Jan-‐Feb;26(1):29-‐35
No que diz respeito ao plano sagital, os autores utilizaram uma metodologia paralela sobre uma imagem sagital do côndilo, determinando os pontos anterior, superior e posterior para medir os espaços articulares anterior, superior e posterior (Fig. I-‐12).
Figura I-‐12 Método de medição dos espaços articulares utilizado por Henriques et al[166]
Imagem extraída de Henriques JC, Fernandes Neto AJ, Almeida Gde A, Machado NA, Lelis ER. Cone-‐beam tomography assessment of condylar position discrepancy between centric relation and maximal intercuspation. Braz Oral Res. 2012 Jan-‐Feb;26(1):29-‐35
I.6.5 Método de Dalili et al[167]
Também Dalili et al descreveram um método de aferição do espaço articular no plano sagital e no plano coronal em TCFC.[167] O método de análise no plano sagital é idêntico ao descrito anteriormente por Ikeda et al[147]. Quanto ao plano coronal, definiram-‐se como referência a horizontal verdadeira, já que a orientação da cabeça correspondia à posição natural da cabeça. Seguidamente, estes autores mediram a