4 Presentasjon av empiri
4.3 Endringsarbeidet- lærere som normsendere
4.3.1 Bruk av etablerte strukturer - arena for erfaringsdeling
Constatamos que não tivemos caso de desnutrição no grupo total (IMC<18 Kg.m-2),
mas tivemos quatro pacientes com depleção nutricional (IMC<21 Kg.m-2), sendo três no grupo D e um no grupo ND. A desnutrição pode ocorrer em 10 a 15% dos pacientes nos estágios leve/moderado, e pode alcançar mais de 50% dos indivíduos com doença
grave/muito grave (TKÁK, 2007). Para os pacientes com doença leve/moderada, Landbo e col. (1999) encontrou que a relação entre IMC e mortalidade tem a forma gráfica de U, com os extremos tendo um pior prognóstico, e aqueles com IMC entre 20-25 Kg.m-2 tendo o melhor prognóstico.
Por outro lado, dois pacientes apresentaram sobrepeso no grupo D e cinco no grupo ND, sendo que neste último grupo havia um paciente obeso grau I e um obeso grau II (OMS). Apesar de não haver diferença estatística entre os grupos quanto ao IMC, o peso médio entre os mesmos obteve um valor limiar de significância (p=0,071), sendo que este fato pode ter importância no contexto de nosso objetivo neste estudo, pois a massa magra livre de gordura não foi analisada e a obesidade tem importância quando se trata de medir marcadores inflamatórios, pois sabe-se que a abesidade está associada a ativação de fatores pró-inflamatórios, inclusive aumento independente da proteína C reativa (TAUMAN, 2007). Quanto à distribuição dos gêneros, o grupo D incluiu mais pacientes do sexo feminino,embora não haja evidência na literatura de que o sexo feminino esteja mais predisposto à dessaturação noturna. Quanto à capacidade de exercício, estudo recente controlado e com grande número de pacientes, mostrou que quando comparados pela escala GOLD homens e mulheres tem respostas fisiológicas e de trocas gasosas semelhantes ao exercício incremental cicloergométrico (PINTO-PLATA, 2007). Além disso, analisamos também variáveis que refletem a capacidade de exercício cicloergométrico corrigidas por equações preditivas, que levam em consideração o sexo.
Ao analisarmos os escores MRC, verificamos ausência de diferença estatística entre os grupos. Na FIGURA 1 vê-se que para o grupo GOLD II houve distribuição relativamente uniforme dos escores MRC (1 e 2) entre os grupos, mas no grupo GOLD I houve relativamente mais indivíduos com escore MRC 2 entre os dessaturadores. Foi demonstrado
que os escores médios no domínio sintoma do St. George´s Respiratory Questionnaire
(SGRQ) em pacientes ambulatoriais homens com escore MRC grau 2 foram comparáveis
àqueles de pacientes com dispnéia grau 3 ou acima (SPRUIT, 2007). Apesar da amostra ser pequena para análise desta evidência, seria importante saber, em estudos posteriores, se pacientes com dessaturação noturna e VEF1>80% (GOLD I) teriam proporcionalmente mais escore elevados do que os não-dessaturadores. Isto porque apesar do MRC ser um instrumento subjetivo, é validado nos estudos sobre epidemiologia da DPOC e se correlaciona bem com outras medidas de estado de saúde podendo ajudar a prever a utilização de recursos e mortalidade, com maior acurácia do que o VEF1 isoladamente (VIEGI, 2007).
Da mesma forma, a distribuição entre fumantes e ex-fumantes foi semelhante entre os dois grupos de pacientes. O uso de corticóide inalatório também esteve uniformemente distribuído entre os grupos, e aproximadamente 40% dos pacientes usavam CSI no momento do estudo. Isto difere da recomendação do último painel GOLD, onde os CSI só estariam indicados a partir do estágio III (grave) da doença, para reduzir as exacerbações (GOLD, 2007). No entanto, seu uso parece ser, na prática, mais liberal, pois em recente estudo sobre a capacidade de exercício em pacientes no estágio I de DPOC, 33% usavam CSI (OFIR, 2007).
6.2 Provas de função pulmonar
Os grupos foram semelhantes quanto aos parâmetros da espirometria, em média. Na avaliação dos volumes pulmonares, o grupo D teve um volume residual maior, em média, mas sem alcançar significância estatística (p=0,100). Um dos mecanismos propostos para
explicar a dessaturação noturna nos pacientes com DPOC é a redução da CRF durante o sono. Os grupos que estudamos tiveram valores médios iguais de CRF,e, tendo o grupo D um maior VR (mas não estatisticamente significativo), esperaríamos durante o sono uma redução menor da CRF neste grupo, justamente o grupo dessaturador. No entanto, os estudos não são concordantes quanto ao papel dos volumes pulmonares na dessaturação noturna. Em nosso estudo, a CPT % predito apresentou significância estatística limiar (p=0,06) em correlação à Sp02med no sono do grupo D (resultado não mostrado). O VR e a
CRF não se correlacionaram com a saturação média no sono.
É interessante conjecturar, baseado nos estudos dos mecanismos responsáveis pela formação dos volumes pulmonares, que, tendo o grupo ND cinco pacientes em sobrepeso e dois obesos, seu volume residual, em média poderia realmente ser menor, pois a obesidade pode causar um efeito restritivo à expansão diafragmática e diminuir o VR em repouso e em posição ortostática (ATS, 2002). Os pacientes como um todo não apresentaram evidência de hiperinsuflação (maior CPT = 118 % predito).
A única prova de função pulmonar que apresentou diferença significativa entre os grupos foi a medida da PEmax (cmH20). Este fato deve-se, provavelmente, a uma
combinação de fatores, todos determinantes na geração de força expiratória. Em primeiro lugar o menor volume residual do grupo ND. Em segundo lugar o fato de este grupo ter mais pessoas do sexo masculino, onde estas pressões são mais altas e em terceiro, o fato de uma discreta obstrução de vias aéreas maior no grupo ND, apesar de estatisticamente semelhantes, o que faria os músculos expiratórios mais “treinados”, obtendo esta diferença. Após correção para equações preditivas, no entanto, os grupos apresentaram medida da PEmax % predito semelhantes.
A PImax foi semelhante nos grupos. A Pressão inspiratória gerada pode ser importante
determinante da ventilação pulmonar durante o sono não só dos pacientes com DPOC, mas também daqueles com doenças neuromusculares. Apesar da pressão inspiratória máxima ter sido semelhantes nos grupos, não existem dados na literatura sobre pressões sub-máximas geradas, exceto por pressão esofágica durante o sono. As pressões sub-máximas seriam mais importantes de se estudar, pois durante o sono as pressões geradas são sub-máximas, e, além disso, os estudos deveriam corrigir as pressões sub-máximas para os volumes pulmonares correspondentes.