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5 Diskusjon

5.1 Prosesser og geomorfologisk utvikling

5.2.2 Bruddmekanismer og sammenlikning av strukturer

No histórico econômico do estado há importantes exportações seridoenses, entre as principais estão: couro, cotonicultura, mineração e fruticultura. Entre as atividades econômicas do Seridó, segundo Medeiros (2006), a pioneira foi à pecuária ultra-extensiva, povoando o interior do estado no final do século XVII e permitindo a exportação de diversos tipos de couro no século XVIII. Para Araújo (2005, p.18) esta atividade, tinha relações de parceria com mecanismos de dominação “mais sutis e as relações interpessoais mais amenas do que as que se estruturaram no Nordeste canavieiro” e foi muito importante, chegando a ser chamada de “civilização do couro”. No final do século XIX a mesma atividade estruturou-se em torno do “binômio gado-algodão” – gado alimentado pelo restolho dos roçados de algodão - e fortaleceu-se com o crescimento da cotonicultura no século seguinte. Nas décadas de 50 e 60 do século XX, o Seridó era a principal área de produção de algodão do RN, desenvolvia a espécie “mocó” ou “seridó”, (Macedo, 2006) muito vantajosa em relação às outras usadas no estado, seu ciclo vegetativo era de até oito anos e era menos susceptível a pragas, por isto obteve a reputação de ser de primeira qualidade. Mas, antes de consolidar-se desta forma, nos anos 30 e 40, surgiu a mineração - de tantalita, berilo, scheelita e cassiterita etc – que proporcionou a criação de tecnologias, empregos e riquezas e expandiu a vida política da região, para o foco do poder estadual (MORAIS, 2004).

As atividades de mineração, cotonicultura e agropecuária formaram os pilares fundamentais do “tripé” de sustentação da economia seridoense, porém desmoronaram simultaneamente, na segunda metade do século XX (ARAÚJO, 2000), e com eles, decaiu, também, segundo Morais (2004, p.47), o “modo de vida atrelado ao rural”, seus valores, conhecimentos e práticas. A queda do “tripé” representou o abandono do cultivo agrícola pela elite local, retirando grande parte dos trabalhadores rurais do campo, por falta de alternativas de sobrevivência. A este modo de vida dos habitantes da Caatinga, Veiga (2003, p. 206), falando no geral, fez referência para defender que inventam “maneiras de sobreviver apoiadas em conhecimento empírico acumulado ao longo de muitas gerações e colocam a seca no centro de sua visão de mundo”. E, esta era, justamente, a única maneira que manteria os seus meios de subsistência.

Neste sentido, não sem razão, Morais (2004, p. 52) advogou que no Seridó configurou-se uma “geografia da resistência”. Esta, no sentido de construção coletiva que teve a economia, a política e a cultura como cenários para a efetiva ação/reação da sociedade dos resistentes e permanecendo a (re)significar-se, buscaram fortalecer o sentido de pertencimento, inovando, aprimorando e (re)inventando suas práticas para valorizar, ainda mais, seu patrimônio cultural, “argamassas do processo de reestruturação regional”.

Com poucos solos adequados para a agricultura, escassez hídrica – inclusive para o consumo humano - e ausência sistemática de políticas de combate aos efeitos da seca, a sociedade seridoense precisou inovar (MORAIS, 2004) e algumas atividades e produtos que obtiveram destaque foram: bordados “de Caicó”13; produtos comestíveis – queijo “de Caicó” de coalho ou manteiga, manteiga “do sertão”, carne de sol, biscoitos – sequilhos e raiva -; turismo religioso baseado nas festas religiosas; cerâmicas; bonelaria; roupas de banho. Por intermédio de incentivos políticos governamentais, houve a modernização, ampliação e diversificação – pela inclusão da caprinocultura e ovinocultura - da pecuária (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2005). Recentemente, a política de segurança alimentar, que inclui o Programa do Leite, se propôs a distribuir um litro de leite e por

13 “de Caicó”, marca dos produtos seridoenses. A cidade de Caicó é a mais antiga e principal centro urbano da região, para lá convergiam produtos regionais para serem comercializados, assim, os compradores destas mercadorias se referiam aos produtos como tendo sido adquiridos na cidade de Caicó – Queijo de Caicó, picolé de Caicó etc. Maiores informações no Plano de Desenvolvimento Sustentável do Seridó (IICA [v. I. 2000-2006]).

família carente, assim colaborou com a consolidação de uma das principais bacias leiteiras do Estado, a do Seridó (ARAÚJO, [2000?]). Sobre os efeitos da pecuária no meio- ambiente discutir-se-á em seguida, na abordagem do tema meio-ambiente.

5.3 MEIO AMBIENTE

Algumas das novas atividades que os seridoenses adotaram surtiram resultados em curto prazo antagônicos: positivos à economia e negativos ao meio ambiente14.

O lado negativo, é que entre as novas atividades econômicas surgiram práticas que – como, por exemplo, à cerâmica, pela retirada da madeira, ou seja caatinga e da argila provocaram o assoreamento, erosão e até morte de rios e empobreceram solos, prejudicando a agricultura - aceleraram a desertificação. O positivo é que reagiram, inovaram e permaneceram no Seridó, resistindo à decadência econômica e a seca e valoraram novos produtos. De tal maneira, que o município de Parelhas tornou-se o maior produtor de cerâmica do RN, que por sua vez é o maior produtor de telhas do país, consumindo 174 mil toneladas de argila e 106,5 mil metros cúbicos de lenha mensalmente (MINISTÉRIO PÚBLICO, 2005) Diante do exposto, é possível raciocinar que se por um lado a economia cresceu, por outro, os impactos ao meio ambiente foram nefastos, segundo o Ministério do Meio Ambiente (2005). Neste sentido o Ministério Público do RN (2005) advertiu que as atividades econômicas estaduais estão em risco e a situação mais agravada é a do Seridó.

14 Meio ambiente, resultado da interação dos elementos – naturais, artificiais, culturais - que compõem o ambiente, propiciando o desenvolvimento equilibrado da vida. Saiba mais no site da UFRJ: http://www.eq.ufrj.br/graduacao/aulas/eqw010/aula1ind_meioamb.pdf

Logo após a queda do “tripé” econômico, a decadência do PIB15 estadual seria compreensível, mas os potiguares surpreenderam e para a série 1985 a 2001 - período em que a metodologia foi unificada no Brasil - o PIB do RN cresceu 77,6%, ultrapassando o crescimento da região Nordeste (48%), e do Brasil (49,3%) (INSTITUTO DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE [2000?]).

Por outro lado, Lucena e Araújo (2007)16 afirmam que há aproximadamente três décadas, chama a atenção o fato de o Seridó norteriograndense ser um dos cinco núcleos de desertificação do Brasil. Porque, em todo o mundo a desertificação e a pobreza andam juntas, contudo, o IDH no Seridó é um dos melhores do estado. Em relação à igreja, destacaram que no século XX, o trabalho dos clérigos foi similar em todo o estado do RN, no entanto os resultados do Seridó foram diferenciados. Diante disto, segundo eles, haveriam algumas possíveis causas que contribuíram com os resultados positivos do Seridó, entre eles: 1. Água presa, é uma das regiões que tem mais água presa do mundo - mais de 1.000 açudes e barragens - ; quanto mais água democratizada melhor qualidade de vida; 2. grande percentual de agricultura familiar; 3. baixa concentração de terras; 4. alto nível de organização social (500 associações); 5. educação pelo rádio; 6. colonização (o Seridó recebeu colonizadores que vieram para ficar, para cuidar de gado nas ribeirinhas dos rios). A ocupação foi diferente de todo o estado, vieram cristãos novos usando os sobrenomes Pereira, Ferreira, Carneiro etc, e, também, holandeses e portugueses. “Nesta colonização, o gene judeu sobressaiu-se, é notável a capacidade de inovação, diversificação, criatividade, expansão comercial, argumentação e persuasão dos seridoenses, como, também, seu esmero, religiosidade, ânimo e aguçado senso crítico, exigência e conservadorismo político” (Lucena; Araújo, 2007, arquivo de áudio).

Enfim, delineado o contexto estadual, evidenciando-se o seridoense, encadeou-se a contextualização municipal.

15 PIB, produto interno bruto, representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em uma determinada região, durante um período determinado. Sua fórmula clássica é: PIB = C+I+G+X+M, ou seja

Consumo + Investimentos + Gastos governamentais + eXportações – iMportações.

5.4 SERRA NEGRA DO NORTE

Os registros históricos de Serra Negra do Norte, evidenciaram que em 1680 Sebastião de Oliveira Ledo procurando estabelecer sua fazenda à criação de gado, desbravou o Rio Espinharas, ali encontrou - nas duas margens - a hostilidade de uma grande nação de índios tabajaras e onças famintas.

FONTE: Barbosa; Moura[2006?]

MAPA IV: SERRA NEGRA DO NORTE

No leito superior do Rio, sentiu-se mais seguro, em relação Aos índios e onças e instalou-se, possivelmente, próximo ao atual povoado de Barra de São Pedro. A partir daí, acentuou-se, paulatinamente, a movimentação nas margens do Espinharas, até datarem a sua fundação de Serra Negra do Norte nas primeiras décadas do século XVIII. Inicialmente, foi estabelecido como parte da Vila de Nossa Senhora do Piancó – Paraiba do Norte, por Manoel Pereira Monteiro, seus filhos e dois padres, estes, neste mesmo período, construíram a capela de Nossa Senhora do Ó. A razão de seu nome é explicada por duas vertentes, uma delas defendeu que adveio de uma inspiração contemplativa da aparência escura ou negra da serra; a outra se referiu a uma antiga estória de uma moça negra que o Sr. Manoel (fundador) trouxe para a fazenda. Conta-se que ela fugiu e foi morar na serra e a partir daí todos os moradores da fazenda se referiam a serra como “A Serra da Negra” e depois “Serra Negra”, com o passar do tempo o nome passou à fazenda, em seguida a povoação (SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS DO RIO GRANDE DO NORTE, 2006).

Em relação à localização do município, olhando o desenho do mapa do estado,

FONTE: Barbosa; Moura[2006?]