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2. Presentasjon av bransje og Statoil

2.3 Konkurrenter

2.3.2 British Petroleum

Destacando-se no céu noturno por seu aspecto avermelhado, Marte é visível a olho nu, razão pela qual tem sido observado desde a antiguidade por babilônios, gregos e egípcios. Segundo Newman (2001), as observações de Marte feitas por telescópio principiaram com Galileo Galilei em 1.609. As primeiras tempestades de areia foram observadas no início do século XIX e fotografias ou imagens com boa qualidade se tornaram possíveis apenas no século XX. A exploração do planeta a partir de espaçonaves e satélites começou no início dos anos 70 e se estende aos dias atuais.

Dentre as missões mais recentes enviadas ao planeta Marte, destacam-se Mars Global Surveyor (MGS) e Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), que forneceram um imageamento quase completo do planeta. De acordo com a NASA (1997), a MGS foi lançada em 7 de novembro de 1996 da base aérea de Cabo Canaveral – EUA, a bordo do veículo de lançamento Delta II.

Os objetivos da missão eram:

o Caracterizar os processos geológicos em Marte;

o Determinar a composição, distribuição e propriedades físicas de minerais, rochas e gelo na superfície do planeta;

o Determinar a topografia, forma e campo de gravidade do planeta; o Estabelecer a natureza do campo magnético;

o Monitorar o clima e atmosfera;

o Estudar as interações entre a superfície de Marte e a atmosfera.

Informações geradas pela MGS serviram como base para o planejamento de outras missões enviadas a Marte. A órbita final de mapeamento era aproximadamente circular, 378 km em média acima do planeta. A bordo da MGS, mostrada na Figura 48, há seis instrumentos científicos: Thermal Emission Sprctrometer, Mars Orbiter Laser Altimeter, Magnetometer/Electron Reflectometer, Radio Science, Mars Orbiter Camera e Mars Relay System.

Figura 48: Instrumentos da missão MGS.

Fonte: NASA (1997). A Mars Orbiter Camera (MOC) era composta de três instrumentos: uma câmera de abertura angular pequena que coletava imagens pancromáticas (~0,5 – 0,9 Pm) de alta resolução (geralmente 1,5 a 12 metros por pixel) e duas câmeras grande-angulares que coletavam dados nas faixas espectrais do azul (~0,4 – 0,5 Pm) e vermelho (~0,6 – 0,7 Pm), com resolução espacial variando de 240 m a 7,5 km para mapeamento global diário (NASA, 2009). A Figura 49 mostra o instrumento que foi a bordo da MGS.

Figura 49: Instrumento MOC.

Fonte: disponível em: <http://www.msss.com/mgs/moc/index.html> Acesso em: fev. 2010.

A MOC operou em órbita de Marte entre setembro de 1997 e novembro de 2006, e adquiriu mais de 240.000 imagens, uma das quais é exibida na Figura 50.

Figura 50: Imagem MOC, câmera grande-angular, canal vermelho.

Fonte: disponível em: <http://www.msss.com/moc_gallery/e19_r02/images/E19/E1900600.html> Acesso em: fev. 2010. A Figura 50 mostra uma imagem da câmera grande-angular, canal vermelho, da MOC, adquirida em agosto de 2002. As coordenadas (latitude M e longitude O) do centro da cena são M = 28,19º S e O = 314,07º W. A resolução espacial é de aproximadamente 247 m. Mais informações sobre a missão MGS podem encontradas em NASA (1997).

Os nomes atribuídos às imagens MOC seguem o padrão ppp-ooooo.img (as imagens também estão disponíveis nos formatos gif e jpg, dependendo do produto). Os 3 primeiros caracteres são alfa-numéricos e indicam a fase e sub-fase da missão. Os 5 caracteres posteriores ao hífen são numéricos e descrevem o número da órbita e a sequência de aquisição de imagens. Os caracteres ppp podem assumir os valores M00-M23 (mapping mission), E01- E23 (extended mission), R01-R23 (relay mission), S01-S23 (science and support mission), dentre outros. A porção numérica dos caracteres ppp designa o mês da missão. Como exemplo, o nome M03-01106.img designa a sexta imagem adquirida no terceiro mês da fase de mapeamento, na órbita 11. Mais informações podem ser encontradas em

http://www.msss.com/moc_gallery/moc_subphases.html, acesso em mai. 2011.

Em 12 de agosto de 2005, em Cabo Canaveral – EUA, era lançado o satélite Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), a bordo do veículo de lançamento Atlas V-401. A uma altitude de aproximadamente 300 km acima da superfície marciana a MRO atingiu sua órbita

final em 10 de março de 2006 e desde então orbita o planeta para cumprir os seguintes objetivos, de acordo com NASA (2006):

o Estimar variações sazonais e diárias do conteúdo de água, poeira e dióxido de carbono na atmosfera;

o Caracterizar a estrutura global da atmosfera e mudanças na superfície; o Procurar regiões onde existam evidências de água ou atividade hidrotermal;

o Examinar detalhadamente a estratigrafia, as estruturas geológicas e a composição de feições da superfície do planeta;

o Examinar camadas do subsolo, reservatórios de água ou gelo e a estrutura interna das calotas polares;

o Mapear e monitorar o campo de gravidade de Marte para aprimorar o conhecimento sobre a crosta do planeta e variações em sua massa atmosférica;

o Identificar e caracterizar áreas com grande potencial para novas descobertas em missões futuras.

A bordo do satélite MRO, mostrado na Figura 51, estão seis instrumentos científicos: High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE), Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer for Mars (CRISM), Context Camera (CC), Mars Color Imager (MCI), Mars Climate Sounder (MCS) e Shallow Subsurface Radar (SSR).

Figura 51: Instrumentos da missão MRO.

De especial interesse entre os instrumentos carregados pelo MRO, a câmera HiRISE (Figura 52) foi construída com objetivo de permitir a identificação de feições da superfície de Marte a uma resolução espacial de 30 cm. Com 70 cm de diâmetro e 1,4 m de comprimento a câmera gera imagens em três faixas do espectro eletromagnético: azul/verde (~0,4 – 0,6 Pm), vermelho (~0,55 – 0,85 Pm) e infravermelho próximo (~0,8 – 1 Pm).

Figura 52: Câmera HiRISE.

Fonte: disponível em: <http://marsoweb.nas.nasa.gov/HiRISE/instrument.html#specs> Acesso em: mar. 2010. A missão do MRO foi prevista para durar até dezembro de 2010, mas ainda encontra-se em funcionamento (2012). A Figura 53 exibe uma imagem HiRISE na faixa espectral do vermelho.

Figura 53: Imagem HiRISE.

Fonte: disponível em: < http://hirise.lpl.arizona.edu/index.php > Acesso em: fev. 2010.

Os nomes atribuídos às imagens HiRISE seguem o padrão ppp_oooooo_tttt_ffff_c.img (as imagens também estão disponíveis nos formatos jpg e jp2, dependendo do produto). Os caracteres ppp (alfa-numéricos) indicam a fase e sub-fase da missão, os caracteres oooooo (numéricos) indicam o número da órbita da MRO, os caracteres tttt (numéricos) descrevem a posição do alvo imageado, variando de 0° a 359°, com origem no equador (com uma casa decimal de precisão); os caracteres ffff (alfa-numéricos) descrevem o filtro utilizado e c é o número do canal do sensor CCD (0 ou 1). Os caracteres ppp podem assumir os valores AEB (aerobraking), PSP (primary science orbit), E01 (first extended mission phase) e Exx (additional extended missions), dentre outros. Os caracteres ffff podem assumir os valores RED0-RED9 (filtros vermelhos), IR10-IR11 (filtros infravermelhos) e BG12-BG13 (filtros combinados azul/verde). Como exemplo, a imagem com nome PSP_09933_1005_BG12_0.img foi adquirida durante a primeira fase científica de observação, na órbita 9933, centrada na latitude 100,5° (contada a partir do equador, onde tttt = 0000), na banda azul/verde, CCD 12, canal número 0. Mais informações podem ser encontradas em http://hirise.lpl.arizona.edu/pdf/HiRISE_EDR_ SIS_2007_03_15.pdf, acesso em mai. 2011.