5.3 White-tailed eagle breeding success
5.3.2 Activities and findings
5.3.2.1 Breeding survey and population monitoring 2002-2010
A Igreja Presbiteriana do Brasil aceita como legítimos apenas dois Sacramentos 121, a saber: o Batismo e a Santa Ceia ou Ceia do Senhor como também é conhecida. A Confissão de Fé de Westminster (XXVII, IV, p. 140) não deixa dúvida: “Há apenas dos Sacramentos ordenados por Cristo, nosso Senhor, no Evangelho: O Batismo e a Ceia do Senhor. Nenhum dos quais pode ser administrado senão por um ministro da Palavra, legalmente ordenado”.
Nas Igrejas do Presbitério de Piratininga estes Sacramentos são ministrados apenas no contexto do culto público, pois se entende que os mesmos são elementos litúrgicos. Esse tem sido o pensamento reformado. O Diretório de Culto de Westminster (2000, p. 43), como outros documentos, sustenta essa posição, quando afirma que “[...] o batismo não deve ser administrado em lugares privados, ou em particular, mas no local do Culto Público, e diante da Igreja, onde o povo poderá mais convenientemente ver e ouvir [...]”. Também no tocante à Ceia do Senhor este Diretório de Culto (2000, p. 47) indica a mesma coisa, pois recomenda sua celebração “após o Sermão do Culto da Manhã”.
No Presbitério de Piratininga, 87,5% dos pastores informaram que levam a Ceia do Senhor àquele membro que, por motivo de doença, esteve impedido de comparecer ao culto regular da Igreja. Entretanto, esclareceram que é realizado um culto na residência do membro a fim de que a ministração ocorra dentro de um contexto litúrgico.
121 A Confissão de Fé de Westminster (XXVII.I) define sacramento como sendo um “santo sinal e selo do pacto da graça, imediatamente instituídos por Deus para representar Cristo e seus benefícios, e confirmar o nosso interesse nEle, bem como para fazer uma diferença visível entre os pertencem à Igreja e o restante do mundo [...]
Quanto à periodicidade da celebração da Ceia do Senhor, existe um consenso nas Igrejas do Presbitério de Piratininga. O consenso é que ela seja celebrada uma vez por mês. Essa prática da celebração mensal é interessante, pois os Princípios de Liturgia da denominação deixam a critério do Conselho e do pastor deliberar quanto à periodicidade, apenas recomendando cuidados quanto à freqüência e as ocasiões para maior proveito e edificação dos fiéis (PRINCÍPIOS DE LITURGIA, Art. 13, VII). Cabe lembrar que Calvino era favorável a celebração semanal; contudo, não conseguiu instituir tal prática.
No Manual de Culto da IPB, se encontra um modelo de como deve ser a celebração do Sacramento da Ceia do Senhor. Ali são dadas instruções, bem como um roteiro de como desenvolver esse ato litúrgico. Ele começa da seguinte forma:
O sacramento da comunhão, ou Ceia do Senhor, deverá ser celebrado quando o ministro e os presbíteros regentes de cada igreja julgarem mais conveniente para a edificação dos fiéis.
As pessoas ignorantes dos princípios fundamentais do Cristianismo, e as que viverem escandalosamente não deverão ser admitidas à mesa do Senhor.
Pão e vinho são os elementos usados neste sacramento. Deverão estes estar convenientemente dispostos sobre uma mesa coberta com uma toalha branca.
Depois de cantado um hino apropriado à ocasião, o ministro principiará a cerimônia da celebração da Ceia do Senhor, descobrindo os elementos e lendo as palavras da instituição deste sacramento em algum dos Evangelhos ou em I Coríntios 11.23-30 (MANUAL PRESBITERIANO, s.data, p. 25-26).
Ainda no Manual Presbiteriano, no item Ceia do Senhor, é possível encontrar textos que servem de modelos de instruções, orações e até bênção apostólica. Contudo, o mesmo se silencia quanto ao momento do culto em que a Ceia deve ser ministrada: no inicio do culto, antes do sermão ou depois do
sermão. As Igrejas do Presbitério pesquisado seguem a orientação calvinista, colocando a Ceia após a pregação, entendendo que a mesma só pode ocorrer depois da Palavra proclamada. Calvino escreveu: “A correta ministração do sacramento não subsiste à parte da Palavra. Pois, qualquer benefício que seja, que da Ceia nos provém, requer a Palavra: quer devamos ser firmados na fé, quer exercitados na confissão, quer estimulados ao dever, de mister se faz a pregação” (INSTITUTAS, 1989, IV. 17.39).
Outro aspecto voltado à celebração da Ceia do Senhor, que as Igrejas do Presbitério julgam importante é a correta recepção dos elementos: pão e vinho. As explicações dadas pelos pastores no momento da celebração, usando ou não os textos do Manual de Culto, parecem se preocupar com possíveis deturpações, nas quais os elementos da Ceia seriam alvo de adoração. Suponho que tal preocupação se faz pertinente, pois a sociedade brasileira se revela inclinada à idolatria devida a sua prática supersticiosa e mística em assuntos de fé. Calvino, em seu tempo, já detectava esse problema; por isso, escreveu:
Pelo que, aqueles que excogitaram a adoração do sacramento não somente a hão sonhado de si próprios, à parte da Escritura, onde menção nenhuma se lhe pode mostrar, menção que, contudo, não teria sido omitida, se a Deus houvesse sido aceitável essa adoração, mas, também, em contrário bradando a Escritura, deixado de lado o Deus vivo, a um Deus hão para si fabricado ao arbítrio de seu desejo. Ora, que é idolatria, se isto não é: adorar os dons em vez do próprio doador? (INSTITUTAS, 1989, IV. 17.36).
Por semelhante modo, a Confissão de Fé de Westminster, símbolo de fé da Igreja Presbiteriana do Brasil, aceita pelos pastores do Presbitério de Piratininga, também alerta sobre esse problema:
A missa particular ou recepção do sacramento por um só sacerdote ou por uma só pessoa, bem como a negação do cálice ao povo, a adoração dos elementos, a elevação ou procissão deles para serem adorados, e a sua conservação
para qualquer pretenso uso religioso, são coisas contrárias à natureza deste sacramento, e à instituição de Cristo (CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER, 1989, XXIX.IV). Quanto à celebração do batismo nas Igrejas do Presbitério de Piratininga, existe o batismo infantil e o batismo de adultos, conforme entendimento teológico da própria denominação. O batismo é uma cerimônia marcada pela simplicidade. Não há a presença de padrinhos ou testemunhas junto à cerimônia e o elemento externo usado é a água, sendo necessário apenas uma quantidade modesta, suficiente para a aspersão da mesma no batizado 122.
Antes do batismo, o oficiante 123 profere algumas palavras de instrução no tocante à instituição, natureza e finalidades deste sacramento. Nesse momento é comum os pastores usarem o Manual de Culto da denominação, o qual contém três exemplos completos de como realizar essa celebração diante da Igreja. O Rev. Boanerges Ribeiro particularmente usava seu próprio roteiro de instruções, o qual se encontra anexado no final desta pesquisa, em seu texto integral.
Quanto ao momento em que o batismo deve ser inserido na liturgia, os pastores do Presbitério se encontram divididos. A metade deles celebra o batismo antes do sermão enquanto que a outra metade depois do mesmo. No entendimento de Calvino o sacramento deveria ocorrer após o sermão, isto é, após a Palavra proclamada. O Livro de Ordem da Igreja Presbiteryana no Brazil
124, publicado em setembro de 1881, na Imprensa Evangélica e Revista Christã,
no Capítulo VII, seguiu o pensamento calvinista nesse aspecto, dizendo que o
122 O Diretório de Culto de Westminster (2000, p. 46) registra que o pastor “[...] batizará a criança com água, o que é, pela maneira de fazê-lo, não só legítimo, mas suficiente, e o mais prático, borrifando a água na face da criança, sem acréscimo de qualquer outra cerimônia”.
123 Na Igreja Presbiteriana do Brasil batizar é uma função privativa do pastor, conforme preceitua a Constituição da Igreja em seu artigo 31, letra “a”.
124 O texto integral da Parte III, Diretório Para o Culto Divino, desse Livro de Ordem está anexado no final desta pesquisa.
batismo “[...] de ordinário deve ser administrado na Igreja em presença da congregação; e é conveniente que a cerimônia tenha lugar logo depois do sermão” (grifo nosso). Todavia, o Manual de Culto da Igreja Presbiteriana omitiu essa orientação, ficando, acredito, a critério do pastor, escolher o momento em que deve ocorrer o batismo dentro da ordem do culto.
4.6 A PREGAÇÃO NOS CULTOS DAS IGREJAS DO PRESBITÉRIO DE