5.3 Oppdrettsnæringens utfordringer og muligheter ved datadeling
5.3.1 Bransjens utfordringer ved datadeling
Neste subcapítulo expande-se o meio de consciencialização para a poluição dos oceanos através de plásticos, para além da mensagem subliminar presente nos conceitos plásticos gerados no Trabalho de Projeto. Assim surge uma nova vertente, a participação, como novo meio, que ao intersetar o público e a produção artística, atinge resultados para a compreensão da causa poluente. Assim, faço a seguinte citação do autor Arjen Wals, a qual acompanha este desenvolvimento:
“A aprendizagem social é um processo de reflexão interactiva que ocorre quando partilhamos as nossas experiências, ideias e ambientes com outros.66” (Wals, 2007: 183)
A arte evoca um espaço onde se lançam temas para a discussão, mas também de transformação, exprimindo um avanço no modelo de pensamento, mas será apenas a obra o único difusor de uma mensagem de um conceito? Será que através da arte existem outros meios de comunicação ou de expressão?
A envolvência social na arte através da participação, permite o contato com a produção artística e a familiarização com o processo criativo ou com o método que normalmente se cinge aos ateli ês de arte. O Trabalho de Projeto que nesta dissertação se apresenta contempla ações participativas. Pretende-se criar um novo meio de consciencialização para problemáticas ambientais, categorizando-se este processo em três fazes de aprendizagem.
A primeira fase surge através da contextualização em duas frentes do conhecimento, uma no campo da arte e a outra no campo da ciência, enriquecendo o conhecimento na área abordada e familiarizando com as metodologias científicas de cada uma. O segundo, o questionamento, onde através do contato com o método criativo, se estimula a crítica pessoal através do contato com outras formas de pensamento que não a habitual, formulando questões, as quais se procuram
66
Tra dução do corpo de texto original: “Social l earning is a process of iterative reflection that occurs when we share our experiences, i deas and environments with others”
responder e por sua vez geram um processo de reflexão ambiental. A terceira, a aprendizagem, fruto da fase anterior, já por si uma fase autónoma que consiste na produção de uma identidade gerada através da experiência, contribuindo para a mudança de comportamentos de rotina ou automáticos para a pós-consciência (Heimlich, et al., 2008), o pensar antes de agir. São exemplos a cidadania ativa, posturas pró-ambientais ou mesmo impulso para novas soluções perante a problemática.
Desta forma, o envolvimento da comunidade em atividades participativas, abordando questões desde a ótica da arte, fomenta a consciência reflexiva da interligação entre nós e o nosso ambiente, o que cria um contexto fértil para o comportamento pró-ambiental. Sustentando esta linha de pensamento Donadelli refere que:
“… a arte aparece como um meio urbano de reflexão e assimilação de novos valores, num processo de conscientização e cidadania.” (Donadelli, et al., 1998: 273)
Neste âmbito refere-se um projeto vindo do outro extremo do mundo, da Austrália e o qual se foca numa zona específica da problemática ambiental aqui abordada.
Fi g. 25 - Arti s ta Na ncy Na wwi (em vermel ho), do GhostNet67, 2014
67
Cf. GhostNets Australia online, em http://www.ghostnets.com.au/ghostnet-art/public-events/ciaf-2014/, consultado em Novembro de 2014
GhostNets é um exemplo de um projeto participativo que promove ações dinâmicas, o diálogo reflexivo e a aprendizagem social (Gablik, 1991). Surge como resposta a um problema ambiental, que são as redes de pesca descartadas no mar e que são levadas pelas correntes aprisionando a vida marinha ou dando à costa.
O GhostNets Australia, envolve a comunidade indígena local em workshops de arte, que resultam na transformação de redes descartadas em obras de arte. Estas esculturas têm circulado em galerias e feiras de arte por toda a Austrália e têm como finalidade sensibilizar para o lixo marinho, para a remoção das redes que dão à costa e para o salvamento das espécies presas68. No Floating Land69 2011, artistas trabalham em torno desta problemática poluente produzindo conversas com a comunidade, terminando numa exposição, workshops e instalações (Davis, 2013).
Mais distante da temática da proteção ambiental, mas ainda um exemplo de envolvência em ações participativas é o projecto FLOOD da HAHA, um grupo colaborativo de arte sediado em Chicago.
Este projeto usa a Hidroponia70 como um meio para produção de alimentos. A ideia surge quando
Laurie Palmer, cozinhava uma sopa para um amigo com o vírus da imunodeficiência humana (VIH), pelo que a refeição foi recusada porque as cenouras não tinham sido descascadas (Jacob, et al., 1993). Uma vez que recorre a um meio estéril sob condições monitoradas a cultura hidropónica, não permite que as bactérias no solo sejam transmitidas para a planta. Desta forma torna-se numa opção para os HAHA, permitindo também a produção de alimentos durante todo o ano num sistema expansível e distribuído através de AIDShopicies71 (Jacob, et al., 1993).
68
Cf. GhostNets Australia online, em http://www.ghostnets.com.au/, consultado em Novembro de 2014
69
Evento de Eco-Arte na Austrália. Cf. Floating Land online, em http://www.floatingland.org.au/, consultado em Novembro de 2014
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Hi droponia é um método de cultivo s em s olo onde as raízes recebem uma solução nutritiva essencial para o des envolvimento da planta. Cf. Science Direct online, em
http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0301479712005506, cons ultado em Novembro de 2014
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Fus ão do termo AIDS (Doença grave que cessa a capacidade do corpo lutar contra outras doenças77-a), com Shop77-b (Loja ), e com Hospice77-c (Lugar ou organização onde pacientes podem receber cuidados).
77-a
Cf. Cambridge Dictionary online, em http://dictionary.cambridge.org/dictionary/american -english/aids, consultado em Novembro de 2014
77-b
Cf. Cambridge Dictionary online, em http://dictionary.cambridge.org/dictionary/american-english/shop, consultado em Novembro de 2014
FLOOD permite que os participantes cultivem vegetais, e bissemanalmente torna-se num espaço de convívio onde servem refeições, realizam atividades educacionais, eventos públicos, para além de fornecerem informações sobre terapias alternativas, serviços de VIH em Chicago, nutrição e horticultura, assim como um lugar para a jardinagem72.
Fi g. 26 - FLOOD73, 1992-1995
No âmbito desta investigação, surge também a Academia UBUNTU74. Trata-se de um projeto que pretende estimular jovens entre os 18 e os 35 anos, com potencial de liderança e determinação em situação de exclusão social ou que sejam ativos em organizações da sociedade civil, para o desenvolvimento de projetos de empreendedorismo social ao serviço da comunidade75.
77-c
Cf. Cambridge Dictionary online, em http://dictionary.ca mbridge.org/dictionary/american-english/hospice, cons ultado em Novembro de 2014
72
Cf. HAHA online, em http://www.hahahaha.org/projFlood.html, consultado em Novembro de 2014
73
Cf. HAHA online, em http://www.hahahaha.org/projFlood.html, consultado em Novembro de 2014
74
A Aca demia UBUNTU é uma iniciativa do Instituto Pa dre António Vieira (IPAV), patrocinada pela Fundação Calouste Gul benkian, e conta com o a poio de outras entidades. “Ubuntu é um conceito africano que significa: acolhimento, res peito, entreajuda, partilha, comunidade, cuidado, confiança, generosidade.” Cf. Aca demia UBUNTU online, em www.a cademiaubuntu.org/, consultado em Novembro de 2014
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Assim torna-se oportuno, o contato com a Academia UBUNTU, tendo em vista a apresentação do Trabalho de Projeto com o intuito de obter a opinião da Coordenação, sobre a possibilidade articulação das ações participativas que este prevê, com as atividades da Academia UBUNTU. Esta reunião teve lugar na sua sede, após a apresentação do Projeto, a Coordenação apresenta especificidades de atuação da Academia face ao âmbito do Trabalho de Projeto. De seguida foi discutida a possibilidade de colaboração com os seus participantes, pelo que a Academia UBUNTU se mostrou aberta em incluir uma proposta no seu Plano de Atividades futuro.
Fi g. 27 - 1º Encontro de Forma dores da 3ª Edi çã o da Aca demi a UBUNTU76
Concluindo, a consciencialização sobre as problemáticas ambientais entre as gerações mais novas é um dos aspetos decisivos para a sua resolução, como refere Donadelli:
“Fala-se muito de educação ambiental, que é uma parte importantíssima do trabalho a ser feito com as novas gerações, pois, embora os adultos até consigam entender um pouco, nossas crianças entenderão bem melhor.” (Donadelli, et al., 1998: 123)
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