4. Analyse og resultater
4.2 Analyse del 1: Utbredelsen av insentiver
4.2.1 Bransje og insentiver
Além da implantação da gestão de processo (visão do todo), redução de custos (otimização dos recursos), implantação do sistema de qualidade ISO 9001(processo e produto) e 14001 (meio ambiente), balance score card (BSC), sistemas modernos de tecnologia da informação, visando à implantação de sistemas de informações gerenciais.
4.3 A situação atual da indústria têxtil brasileira e cearense
Com a abertura comercial da economia brasileira no início da década de 1990, o setor têxtil e de confecções começou a enfrentar uma crise, e as empresas se viram com um parque industrial defasado em relação ao do mercado internacional, caracterizado pela baixa capacitação tecnológica. A conseqüente entrada de produtos estrangeiros no País colocou-as em dificuldades, já que não estavam preparadas para enfrentar a concorrência, notadamente quanto a preço e qualidade dos produtos. As alíquotas de importação de vários produtos foram amplamente reduzidas, e as tarifas de importação de tecidos passaram de 70% para 40% e, logo depois, para 18%, no regime de desagravação tarifaria. Desta forma, as importações de tecidos afetaram as tecelagens, tinturarias, estamparias e até fiações. A situação se mostrava grave na área da confecção, onde prevalecia a produção com deficiências competitivas, sendo pouco significativa à participação das empresas líderes no mercado internacional (COUTINHO; FERRAZ, 1994)
Embora passando, nos últimos anos, por profunda transformação e reestruturação para se adequar às novas exigências do mercado, tanto técnica como econômica, os resultados, com exceção das falências no setor, até certo ponto, tem sido de certa forma positivos, com significativo aumento da produtividade, redução de custos e elevação das importações de insumos, como forma de aumentar a competitividade. Em âmbito mundial, o Brasil ocupa a 6ª posição como país produtor de artigos têxteis e o 2º maior produtor de tecidos de malha. Vale ressaltar, entretanto, que a cadeia se encontra ainda muito voltada para o mercado interno, ocupando somente a 35ª posição entre os países exportadores. (IEMI; 2004)
Nos países em desenvolvimento, no caso o Brasil, busca-se aumentar a competitividade, modificando o padrão de produção que vinha sendo adotado, de forma a se equiparar aos países desenvolvidos, mediante do emprego das técnicas das empresas no tocante a inovações tecnológicas e tendências comerciais, transferência de processos/produtos que detenham menor eficiência e, por último, direcionar esforços para aumentar o grau de autonomia em relação aos compradores.
Atualmente, a cadeia têxtil no Brasil é composta de cerca de 21,3 mil empresas, das quais 15 são empresas dedicadas à fabricação de fibras têxteis, 300 são fiações, 700 são tecelagens planas, cerca de 02 mil são malharias, 380 são empresas de acabamento e 18 mil são confecções. Possui faturamento anual de R$ 37,5 bilhões, dos quais o segmento de fiação é responsável por cerca de R$ 05 bilhões e o segmento de tecelagem (plana e malharia) por cerca de US$ 10 bilhões. (IEMI, 2004)
Em 2004, a indústria têxtil-vestuário brasileira exportou em torno de 1,2 bilhão de dólares, ou seja, 0,34% das exportações da indústria têxtil-vestuário mundial e importou 1,6 bilhão de dólares, ou seja, 0,45% das importações mundiais. Em termos de comparação, a economia brasileira como um todo nos últimos anos tem permanecido em torno de 0,5% do comércio mundial, sendo que o grande desafio será o de atingir 1% das exportações de têxteis e confecções até 2008 (IEMI, 2004).
Em termos de emprego na indústria têxtil-vestuário brasileira, o segmento de fibras/filamentos totalizou 12 mil postos de trabalho, o segmento têxtil 332 mil e o de confecções 1.192 mil. A indústria têxtil-vestuário é uma cadeia com grande potencial de geração de renda e de emprego, ainda que tenha tido abalos nos últimos anos no Brasil, particularmente nos anos de 1990 (IEMI, 2004). Para facilitar a visualização, será apresentada na tabela 1 a distribuição dos totais da mão-de- obra dos segmentos no Brasil.
Tabela 1. Indicadores da indústria têxtil brasileira
Descritivo Têxteis
Nº unidades produtivas 3.106
Empregos diretos (mil) 332
Produtividade (ton/ano) 1.425
Faturamento (bi fat/ano) 12,8
Média nºempregados/unidade 97 Fonte: Adaptado de IEMI (2004).
Embora a produção de artigos têxteis e confeccionados se concentre principalmente nas regiões Sul e Sudeste do País, que juntas representam 2/3 da produção total, a região Sudeste vem perdendo parte da sua importância relativa (IEMI, 2004).
O Nordeste é uma região onde o parque industrial têxtil também é bastante representativo, sendo o Ceará um estado da Federação onde existe grande concentração de indústrias neste ramo, sendo o maior produtor de artigos têxteis da região, onde as fábricas contribuem significativamente na geração de empregos, impostos e no crescimento das comunidades. O Ceará, em 1980, respondia por 13% dos fusos instalados na região Nordeste. Em 1990, a 33%. Quanto ao número de teares, entre 1980 e 1990, houve um aumento de 152% na aquisição destas máquinas, fazendo com que o Estado ocupasse a primeira posição quanto à produção de tecido (GARCIA, 2000).
No ano de 2003, a distribuição espacial das empresas no Brasil está acondicionada da seguinte forma, conforme gráfico 1:
Distribuição Espacial das Empresas Têxteis no Brasil São P aulo 32% M inas Gerais 19% Rio Grande do Sul 10% P araná 6% Santa Catarina 13% Rio de Janeiro 4% Outros 13% Ceará 3%
Gráfico 1: Distribuição espacial das empresas têxteis no Brasil Fonte: Rais (2003)
Outro ponto que deve ser ressaltado no Estado de Ceará é que, onde o processo de modernização ocorre, traz contrapostamente, demissão de mão-de- obra. Por outro lado, o aumento real de instalação de plantas industriais no Estado propicia novos empregos. Na década de 1990, a Vicunha instalou duas novas unidades fabris no Ceará. O Grupo TBM (Têxtil Bezerra de Menezes) aumentou sua capacidade produtiva e instalou outra unidade em 2002. A Santana inaugurou uma sede em 1995, para a produção de índigo, e o Grupo Jaime Pinheiro instalou uma unidade de malharia em 1999, a Cotefor, mantendo assim estável o quadro de pessoal das empresas têxteis no Ceará (IEMI, 2004).