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Bosetting, kommuneøkonomi, næringsliv, og sysselsetting

O conceito subjacente ao projeto e que suporta a concretização funcional/programática e formal da proposta apoia-se na ideia de oferecer à localidade um espaço de excelência, visando a promoção da cultura.

Sendo, o Solar da Família Pessanha, um edifício de manifesta importância histórica, devido á sua arquitetura, e sendo fundamental encontrar um programa arquitetónico que se ajustasse ao lugar, propõe-se adaptar o espaço a unidade turística de habitação, sem por em causa o Solar, mudando-lhe o uso, mas revalorizando este património.

Assim, surge a presente proposta, fundamentada por um estudo prévio assente nos critérios orientadores e metodológicos do restauro. Garantindo por meio da manutenção dos materiais, técnicas, funções e pelo sentido do lugar estabelecido, a harmonia com o próprio meio natural e a autenticidade por meio da manutenção dos seus valores originais.

Deste modo, os principais objetivos e critérios técnicos partem, numa primeira fase, da identificação de danos físicos e patologias construtivas – sendo elaborado um mapa de anomalias do Solar e de todos os elementos que compõe a Quinta dos Buxeiros, disposto no anexo IV – e, posteriormente, na sua resolução, procedendo-se a um melhoramento geral, que passa pelo restauro e preservação, sempre que possível, de todos os elementos disponíveis, pela modernização e ampliação dos equipamentos e instalações.

Contudo, tratando-se de um edifício com valor patrimonial, um dos objetivos desta proposta passa pela salvaguarda da identidade de um lugar caraterístico de uma época para as gerações futuras, pretendendo-se preservar o valor arquitetónico, cultural e os valores ambientais do espaço. Criando um espaço atual que mantenha presentes as memórias do passado e a essência original do Solar e de toda a sua envolvente.

A análise da Quinta dos Buxeiros demonstrou a indispensabilidade de intervenções a fim de manter vivo o lugar, que tendo passado por diversas épocas soma diferentes aspetos construtivos – quanto a materiais, técnicas e escalas -, abrangendo desde a renovação dos muros de contenção da quinta, dos muros de separação de espaços exteriores ao restauro de inúmeros elementos exteriores - como bancos, escadas, lagos, tanques, fontes, pérgulas, entre outros. Relativamente ao Solar, grande parte das ações de restauro recaem nos interiores da habitação e da capela, que surge anexa a este. Sendo de notar uma grande urgência na recuperação dos telhados deste espaço - que se demostram deteriorados e em risco de colapso em algumas áreas -, de algumas áreas da laje do primeiro piso - que devido á degradação do telhado verifica a presença de humidade -, de todos os pavimentos e tetos – que de encontram desgastados e envelhecidos.

Pretendendo-se a conjugação do empreendimento de turismo de habitação com as especificidades originais da Quinta, aleando o recreio com a atividades produtiva, o espaço é projetado com diversas atividades alusivas às atividades vinícolas da Quinta dos Buxeiros. Sendo introduzido um espaço de Spa, no piso térreo do Solar, que conta, salvo restantes atividades, com um programa Vinoterápico – identificado como uma prática que, utilizando o mosto e outros derivados da uva, se revela muito eficaz em tratamentos de rejuvenescedores, de relaxamento e de profunda desintoxicação. A criação deste espaço teve como referências outros Spas que implementaram esta prática nos seus tratamentos, entre eles o Vinothérapie Spa em Paris e o Hotel Spa The Yeatman, no Porto. À semelhança destes espaços, pretendem- se introduzir, no espaço de Spa do Solar da Família Pessanha, tratamentos de pele, esfoliações e o banho no barril para relaxamento, com extrato de uva, e com efeito drenante, com extrato de vinho tinto.

Figura 25 - Esquiços da área de Spa e de Bar.

A alusão à atividade vinícola é ainda verificada nos espaços de adega, tando no espaço do interior do Solar - que embora convertido a um espaço do bar irá manter alguns elementos representativos do antigo uso deste espaço, como as garrafeiras e os pavimentos e paredes em pedra -, e da adega exterior à habitação, onde se localizam os lagares de produção, que será dotado de uma nova construção destinada à realização de provas de vinhos.

Esta nova construção - provida de um espaço de lazer, envolto por elementos marcantes do jardim, como as árvores e o lago existente, e por áreas de bar, cozinha e instalações sanitárias - é introduzida no jardim da fachada Norte do Solar e surge como uma construção versátil, estruturada essencialmente em madeira, de modo a não interferir prejudicialmente com o espaço de jardim, moldando-se a este e acentuando o seu contacto com a natureza.

Nos espaços de hortas, dotados com um espaço verde de excelência e uma assinalável biodiversidade dendrológica, propõe-se a criação de um novo espaço direcionado para criação de múltiplos eventos - contemplando exposições temporárias, oficinas criativas e congressos, seminários, reuniões, casamentos, batizados, cocktails, entre outros -, projetado com todos os equipamentos necessários a esse fim - como um espaço aberto de receção e circulação, uma cozinha, instalações sanitárias e duas salas destinadas a eventos com a possibilidade de serem convertidas num espaço mais amplo - e tendo como referências o próprio espaço envolvente,

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as dobragens de papel – que irão ser responsáveis pela disposição da cobertura deste espaço – e o trabalho do arquiteto Daniel Libeskind.

Em suma, com a presente proposta projetual ambiciona-se a realização de uma intervenção com a finalidade de converter a Quinta dos Buxeiros num espaço de história, arte, cultura e de lazer para fruição pública e privada.