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Bosetting direkte fra mottak og bosetting gjennom IMDi

4. Dybdestudien – hva hemmer og fremmer rask og god bosetting?

4.2 Bosettingspraksiser

4.2.1 Bosetting direkte fra mottak og bosetting gjennom IMDi

A deficiência física é caracterizada como uma alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano que compromete a função física do membro, com as seguintes formas: paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidades congênita ou adquirida, com a exceção das estéticas e as que não produzem dificuldades funcionais (BRASIL, 2004a).

Macedo (2008) apresenta uma definição para as perdas totais ou parciais dos movimentos (Quadro 6). Também existe a diparesia (BRASIL, 2004b), que ocorre quando os membros superiores têm uma melhor função que os membros inferiores, ou seja, apresentam menor acometimento.

Quadro 6 - Classificação das alterações do corpo humano

Deficiência Definição

Paraplegia Paralisia total ou parcial da metade inferior do corpo, comprometendo as funções da perna

Paraparesia Perda parcial das funções motoras dos membros inferiores

Monoplegia Perda total das funções motoras de um só membro, superior ou inferior

Monoparesia Perda parcial das funções motoras de um só membro, superior ou inferior

Tetraplegia Paralisia total ou parcial do corpo, comprometendo as funções dos braços e pernas

Tetraparesia Perda parcial das funções motoras dos membros inferiores e superiores

Triplegia Perda total das funções motoras em três membros

Triparesia Perda parcial das funções motoras em três membros

Hemiplegia Perda total das funções motoras de um hemisfério, direito ou esquerdo

Hemiparesia Perda parcial das funções motoras de um hemisfério do corpo, direito ou esquerdo Fonte: Macedo (2008).

Smith (2008) classifica as deficiências físicas em duas categorias: danos neuromotores e condições musculares ósseas. Os danos neuromotores ocorrem devido a prejuízos no sistema nervoso central que limitam o controle muscular e dos movimentos, sendo a epilepsia e a paralisia cerebral os danos neurológicos mais comuns que ocorrem nos Estados Unidos.

A paralisia cerebral é um dano neuromotor decorrente de insuficiência de oxigênio no cérebro que ocorreu antes, durante ou depois do parto, mas pode acontecer até os três anos de vida da criança. A gravidade depende da localização exata do dano no cérebro, do grau de extensão e da extensão de envolvimento do sistema nervoso central, podendo ser denominada monoplegia, paraplegia, hemiplegia ou quadriplegia. Os danos decorrentes da paralisia cerebral podem ser classificados no modo como o movimento da pessoa é afetado, que pode ser espástico, atetóide ou atáxico. No espástico os movimentos são muito rígidos; no atetóide os movimentos podem ser involuntários ou voluntários. No primeiro caso são despropositados ou descontrolados, e no segundo caso são destorcidos. Na ataxia os movimentos, como a

caminhada, são interrompidos pela falta de equilíbrio e de percepção de profundidade (SMITH, 2008).

As condições musculares ósseas, normalmente, geram dificuldades de controlar os movimentos, porém a causa não é neurológica. São deficiências resultantes da falta, ou do mau funcionamento, de um braço ou de uma perna por causa congênita ou adquirida. Segundo Smith (2008), neste tipo de deficiência não importa a época em que ocorreu, o que conta é o impedimento para o funcionamento e para a atividade física normal.

As principais causas, nos Estados Unidos, da deficiência física são os acidentes de trânsito, acidentes na água e mergulho, ferimentos com arma de fogo, lesão por esportes, doenças (pólio/sarampo, por exemplo), nascimento prematuro, doenças infecciosas e deficiências genéticas. No Brasil, os fatores de risco são a violência urbana, acidentes de trânsito, acidentes desportivos, epidemias/endemias, entre outros (BRASIL, 2004b).

Em uma pesquisa realizada pelos Hospitais SARAH - Brasília e SARAH -Salvador12, no período de 01/02/1999 a 31/01/2000, evidenciou que os acidentes de trânsito foram responsáveis por 607 (38,5%) do total de internações por Causas Externas13. Esses acidentes, de forma predominante, ocasionaram lesões medulares e ortopédicas, sendo que as lesões cerebrais representadas por traumatismos crânioencefálicos foram o terceiro mais frequente. As paraplegias foram responsáveis por 69,5% no caso da lesão medular e as lesões ortopédicas foram a segunda causa, com concentração dessas lesões nos membros inferiores (70,1%).

O Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), o Banco de Dados do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e o seguro de Danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre (DPVAT) apresentam dados estatísticos sobre os feridos no trânsito no Brasil. Os números correspondentes, em 2007, conforme mostra o site http://www.vias-seguras.com, são os seguintes:

 DATASUS: Internações de 119.000 pessoas;  DPVAT: Assistência médica a 123.500 pessoas;  DPVAT: Invalidez permanente de 98.000 pessoas.

Para crianças, adolescentes e jovens as implicações em sala de aula são diversas, de acordo com o grau de dificuldade motora apresentado pelo aluno. Algumas dificuldades

12 Disponível em: <http://www.sarah.br>. 13 CID10 – Capítulo XX – Causas Externas

podem ser sanadas apenas com o mobiliário e/ou aumentando o tempo para a realização das atividades e outras podem demandar equipamentos ou recursos tecnológicos mais complexos. De acordo com a NBR 9050/2004, as salas de aula devem possuir mesa acessível, pelo menos 1% do total, com no mínimo uma para cada duas salas, quando houver mesas individuais, para alunos usuários de cadeira de rodas. No caso de serem utilizadas cadeiras tipo universitária, devem ser oferecidas mesas acessíveis para o aluno usuário de cadeira de rodas, nas mesmas condições citadas.

O desempenho em sala de aula pode ser facilitado por meio dos recursos de Tecnologia Assistiva, que, para a pessoa com deficiência física, tem variadas aplicações de uso, de acordo com a parte do corpo comprometida. Estas aplicações podem ser de auxílio para a vida diária e prática, recursos de acessibilidade ao computador, sistemas de controle do ambiente, projetos arquitetônicos de acessibilidade, órteses e próteses, adequação postural e auxílio de mobilidade.

As restrições na locomoção, dificuldades na fala e/ou no uso funcional das mãos, que dificultem o desempenho do aluno para cumprir as atividades acadêmicas de forma usual, como as pessoas sem deficiências, demandam o uso de recursos que possam auxiliar na comunicação e escrita e nas demais atividades acadêmicas. Os recursos de tecnologia têm o objetivo de aperfeiçoar o potencial do aluno, substituir uma função que ele não tenha, ou uma função na qual ele apresente dificuldades. Os recursos podem também servir de auxílio complementar para que se possa exercer determinada função de forma mais eficaz, e podem ser simples adaptações em lápis até computadores com teclados virtuais e cadeiras motorizadas (MENICUCCI, 2005). Os recursos tecnológicos no uso do computador variam de acordo com a funcionalidade do indivíduo (Quadro 7).

Quadro 7 - Tecnologia Assistiva para pessoa com deficiência motora

EQUIPAMENTOS/RECURSOS

Engrossadores diversos Facilita a apreensão de lápis e canetas Cadeira de roda motorizada Facilita a locomoção nos ambientes

Mesa escolar Melhora a postura do aluno

PROGRAMAS DE COMPUTADOR

Teclado colorido com placa de acrílico

transparente Facilita a digitação

MicroFênix Programa que facilita o uso do computador por pessoas com deficiência física grave ou com doenças que impedem o uso os membros superiores ativamente.

TrackBall - Mouse estacionário Mouses para pessoas com dificuldades motoras. RCT - Barban – Mouse Especial Aciona o mouse por botões.

Acionador de pressão Espécie de mouse adaptado que possui orifícios rosqueadores para fixação em superfícies. Mouses com roller ball Mouse padrão que funciona pelo movimento da mão.

Ponteiro de cabeça Dispositivo na forma de capacete que permite com o uso da cabeça o uso do teclado ou de outro dispositivo. Simulador de teclado Programa que permite simular um teclado convencional na tela do computador. Joystick Equipamento para controle de cadeiras de rodas elétricas e como apontador do computador. Teclado Intelikeys Teclado que muda de aparência em segundos e permite acesso físico, visual e cognitivo para pessoas com diversas dificuldades. Fonte: Menicucci, 2005; BRASIL (2007), sistematizado pela autora.