Analyse og diskusjon
5.3 Bortfall av GNSS
Os 41 profissionais de saúde que participaram deste estudo encontravam-se distribuídos entre os distritos de saúde do município de Campinas, conforme a representação gráfica da Figura 20.
Figura 20. Distribuição dos profissionais estudados, de acordo com o distrito sanitário. CS1-
Os distritos, as unidades, as equipes e os territórios no município de Campinas são diferentes. A autora deste trabalho optou por não realizar a coleta em unidades de um mesmo distrito pois, apesar de entender que os dados poderiam ser analisados em maior profundidade, percebeu que as unidades de um mesmo distrito eram também heterogêneas. Desta forma, escolheu desenvolver o trabalho em uma unidade de cada distrito de saúde, por entender que as unidades guardam muitas heterogeneidades, mas também muitas homogeneidades, de maneira que seria possível realizar uma análise de complementaridades, visando obter uma visão global do objeto de estudo, sem desconsiderar as partes, e vice-versa.
Devido às especificidades de cada CS, e de cada equipe, as coordenações das unidades organizaram as oficinas, com a finalidade de elaborar mapas mínimos da rede institucional externa, e reunir os grupos focais para debate, conforme as possibilidades. No período da coleta de dados, Campinas vivenciou uma grande epidemia de dengue, que se intensificou no ano seguinte, fato este que dificultou a organização das equipes.
A Figura 21 mostra uma representação gráfica da distribuição dos profissionais estudados, de acordo com a função profissional que exerciam nas unidades de saúde no momento da coleta de dados.
Figura 21. Distribuição dos profissionais estudados segundo a sua ocupação nas unidades
Entre os ACS participantes, seis possuíam curso superior, e um dos auxiliares de enfermagem estava cursando o terceiro grau. Seis profissionais participantes eram do sexo masculino, sendo o restante do sexo feminino. Com relação à idade dos profissionais, a maioria encontrava-se na faixa etária de 31 e 40 anos, conforme pode ser observado na Figura 22. Nos distritos Sul e Sudoeste, os profissionais eram mais jovens, enquanto no distrito Leste a distribuição da faixa etária mostrou- se equitativa.
Com relação ao tempo de formação profissional, a maioria dos profissionais possuíam entre 1 e 5 anos de conclusão de curso (Figura 23), sendo que no distrito Sudoeste, o número de profissionais recém formados foi maior, e correlacionou-se diretamente com a idade dos profissionais avaliados.
Notou-se que a maioria dos profissionais estudados possuía pouco tempo de serviço (1 e 5 anos) nas unidade de saúde onde estavam lotados, especialmente os profissionais dos distritos sanitários Sul e Sudoeste, conforme pode ser observado na Figura 24.
Figura 22. Distribuição dos profissionais estudados de acordo com a idade e o distrito
sanitário. n = número de pessoas; CS1-Sul; CS2-Noroeste; CS3-Leste; CS4-Sudoeste; CS5- Norte.
Figura 23. Distribuição dos profissionais estudados, segundo o tempo de formação
profissional e o distrito sanitário. n = número de pessoas; NR = não respondeu. CS1-Sul; CS2-Noroeste; CS3-Leste; CS4-Sudoeste; CS5-Norte.
Figura 24. Distribuição dos profissionais estudados, segundo o tempo de serviço na unidade
e o distrito sanitário. n = número de pessoas. CS1-Sul; CS2-Noroeste; CS3-Leste; CS4- Sudoeste; CS5-Norte.
No grupo estudado, 23 profissionais participantes relataram ter recebido instruções e informações sobre violência durante a sua formação acadêmica. Esse número foi maior nas unidades dos distritos onde os profissionais eram mais jovens e tinham menor tempo de formação, o que pode indicar a recente incorporação do conteúdo de violência aos currículos de cursos de graduação e nível médio profissionalizante, pois a distribuição das respostas foi equitativa entre as categorias profissionais, conforme representado nas Figuras 25 e 26.
Com relação à participação em cursos de capacitação oferecidos pela prefeitura municipal de Campinas, 21 profissionais relataram nunca terem recebido capacitação para lidar com a problemática da violência durante o trabalho nas unidades de saúde, enquanto 18 afirmaram ter recebido (Figura 27). O número é maior entre os ACS, conforme mostra a Figura 28.
Figura 25. Distribuição dos profissionais estudados, segundo o recebimento de instruções
sobre violência durante a formação acadêmica, e o distrito sanitário. n = número de pessoas; NR = não respondeu. CS1-Sul; CS2-Noroeste; CS3-Leste; CS4-Sudoeste; CS5- Norte.
Figura 26. Distribuição dos profissionais estudados, segundo o recebimento de instruções
sobre violência durante a formação acadêmica, e a categoria profissional. ACS, agente comunitário de saúde; AE, auxiliar de enfermagem; ASB, auxiliar de saúde bucal. n = número de pessoas; NR = não respondeu.
Figura 27. Distribuição dos profissionais estudados, segundo a participação em cursos com
abordagem sobre violência, e o distrito sanitário. CS1-Sul; CS2-Noroeste; CS3-Leste; CS4- Sudoeste; CS5-Norte. n = número de pessoas; NR = não respondeu.
Figura 28. Distribuição dos profissionais estudados, segundo a participação em cursos com
abordagem sobre violência, e a categoria profissional. ACS, agente comunitário de saúde; AE, auxiliar de enfermagem; ASB, auxiliar de saúde bucal. n = número de pessoas; NR = não respondeu.
Nesta seção serão apresentadas as categorias empíricas originadas a partir da análise dos dados coletados por meio da triangulação das técnicas utilizadas: elaboração dos mapas mínimos da rede social institucional externa, grupos focais, e entrevistas semiestruturadas.
Os resultados obtidos possibilitaram a construção das categorias abaixo, que serão discutidas a seguir:
1. “O lugar da VDCCA na ABS”, contendo as subcategorias:
• “A gente faz parte da população da onde a gente trabalha” – O(s) território(s) na atenção básica à saúde de famílias envolvidas na VDCCA;
• “A gente só faz o que é indispensável mesmo” - A ABS das famílias envolvidas na VDCCA
2. “Cada um dentro de seu quadradinho” – O(s) nós do cuidado em rede a famílias envolvidas na VDCCA.