5 Analyse og evaluering av rettspraksis
5.3.5 Bortføringsfare
A ergonomia entende que a carga de trabalho é constituída de duas maneiras: uma é a física e a outra a mental. A primeira é determinada pela condição da performance corporal, onde se leva em consideração a força e a vitalidade, desempenhos necessários à execução de uma atividade. Já as cargas mentais compreendem as múltiplas posições cognitivas e afetivas interligadas, como, por exemplo, a atitude de tomar uma decisão, motivada por algum processo (CAMAROTTO, 2010).
Sendo assim, é possível compreender que o fator decisivo, condicionante, envolvido no processo produtivo, é a carga de trabalho, pois ela é quem determinará como cada sujeito reagirá aos “estímulos” das atividades investindo parte de sua capacidade de trabalho (MILLOT, 1988), o que fará com que ele tenha um desempenho peculiar.
A partir do exposto, pode-se inferir que a busca por um modelo de homem com a máxima eficiência de trabalho é limitada, de outro modo, a “criação” do mesmo propõe uma
análise física e cognitiva, levando-se em consideração os limites das estruturas mostradas anteriormente e sua relação com a situação de trabalho (DEJOURS, 1994).
Dejours (1994) propõe um método quantitativo denominado de abordagem econômica do funcionamento psíquico, que busca na livre atividade o funcionamento concernente ao conteúdo da tarefa, que será revigorado pela parte psíquica. Para o autor,
O trabalho torna-se perigoso para o aparelho psíquico quando ele se opõe a sua livre atividade. O bem-estar, em matéria de carga psíquica, não advém só da ausência de funcionamento, mas, pelo contrário, de um livre funcionamento, articulado dialeticamente com o conteúdo da tarefa, expresso, por sua vez, na própria tarefa e revigorado por ela (DEJOURS, 1994, p. 35).
Diante do exposto, pode-se compreender que há uma carga psíquica de trabalho, e que esta é fruto do enfrentamento da vontade do trabalhador à imposição da empresa, contida na organização do trabalho e que utiliza princípios afetivos e associados ao tratamento do funcionamento psíquico.
Por conseguinte, um trabalho que oportunize ao homem a formação da identidade e a realização pessoal, que lhe permita o reconhecimento do outro e no qual se tenha liberdade de ação, será fonte de prazer e saúde.
2.2 APERSPECTIVADAATIVIDADEE O TRABALHO DO SERVIÇO DE MANUTENÇÃO
A seção mostra que, em meio a este cenário, tem-se a abordagem gerencial de um lado (que prioriza a manutenção e continuidade do desempenho dos sistemas técnicos de produção) e, do outro, a perspectiva da atividade (que privilegia a compreensão de que a movimentação dos indivíduos frente aos conflitos de métodos entre tarefa e atividade, variabilidades e suas competências, tende a ser mobilizada).
De acordo com Ferreira (1994), a literatura da ergonomia vem consagrando as pesquisas sobre o trabalho industrial, no mesmo momento em que na área terciária as explorações dos acontecimentos de trabalho permanecem ainda pouco investigadas. No entanto, os estudos relacionados à Análise Ergonômica do Trabalho são direcionados, principalmente, à intervenção no setor de serviços, com foco no trabalho dos funcionários.
O fator primordial desta relação é a conexão existente entre o comportamento do usuário e a atividade de trabalho, com base na qual serão renovados os componentes esclarecedores e explicativos dos sujeitos analíticos compreendidos em situações controversas
de apoio, tal como seus resultados, tanto para o trabalhador, usuário, quanto para a empresa / instituição.
Neste sentido, Vasconcelos (2014, p. 12) afirma:
Que nos mais diversos ambientes de trabalho, o trabalhador deverá estar “preparado” para se confrontar com exigências da empresa, dos clientes e os seus, visto que os imprevistos surgem continuamente, e ele precisa gerenciar da melhor forma possível, sob pressão de tempo e sem os recursos necessários, não se tratando apenas de gerenciar os imprevistos, já que uma tomada de decisão implica numa consequência, positiva ou negativa, para todos - o trabalhador, a equipe de trabalho, a empresa ou o cliente.
Tendo como base tais informações, chega-se aos seguintes questionamentos, direcionados ao serviço de abastecimento de água:
a) A particularidade do serviço público de abastecimento coloca em questão as relações diretas que se estabelecem entre usuários, operadores e as empresas?;
b) O espaço de trabalho quando é compartilhado com outros serviços em situações de uso da população, como as vias de circulação e os espaços urbanos em geral, cria conflitos na ocasião da execução do serviço?;
c) O trabalho a céu aberto, está sujeito às intempéries e a outras restrições presentes no ambiente?;
d) Que ações emergenciais se fazem necessárias frente aos acidentes e falhas nos sistemas de distribuição?
A partir do momento em que entender essa problemática, será capaz (a empresa) de produzir condições positivas, que poderão proporcionar ações sobre o instrumento técnico e organizacional que beneficiem o trabalho dos mantenedores, bem como ações que melhorem a qualidade do serviço público prestado.
Os estudos de Souza (2014) e Tsutiya (2004) relacionam as perdas de água que acontecem nos vazamentos, com despesas de energia elétrica e demais despesas de exploração, demonstrando a necessidade da implantação de um programa de redução de perda que seja eficiente, buscando reduzir a perda real na rede de distribuição por meio da redução do tempo para execução dos serviços de manutenção.
Sellitto (2007) relata a importância de confiabilidade sistêmica e de equipamentos individuais, apresentando um método quantitativo e objetivo para a formulação de estratégia de manutenção de equipamentos complexos de produção.
Murthy; Atrens; Eccleston (2002) apontaram para a necessidade de inovação nas políticas de gerenciamento da manutenção, como também no controle e estratégias de manutenção industrial.
Portanto, compreender “o modo operatório” dos encanadores considerando a variabilidade dos processos produtivos, assim como a estrutura organizacional, é de fundamental importância para se evitar doenças ocupacionais desencadeadas pelos fatores de riscos apontados pela AET.
Desse modo, faz-se necessário considerar os aspectos observados no trabalho real desenvolvido pelos encanadores, bem como as formas de gestão em relação aos constrangimentos presentes no dia a dia das atividades de trabalho para o resultado da produção.