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Ikke-stasjonær tidsserie

6. Empirisk gjennomgang av utvalgte faktorer

6.5 Boliglånsforskrifter

Considerando as peculiares que envolvem o autismo e sua aprendizagem, é visto que além dos programas educacionais que podem auxiliar no processo educacional dessas pessoas, um recurso considerado importante e que tem sido alvo de muitos estudos são as Tecnologias de Informação e Comunicação TIC, em especial o computador, pois este recurso pode vir a auxiliar a aprendizagem dessas pessoas.

Para que se possa entender o propósito da pesquisa, foi indispensável, entender inicialmente quem são as pessoas com autismo, quais suas maiores dificuldades no que se refere ao aprendizado e como processam o conhecimento, para pensar como as TIC poderiam ajudá-los e ainda, se o uso do computador auxiliado a um software construído para o trabalho com esse público poderia contribuir para a sua aprendizagem de um modo geral.

As TIC têm sido utilizadas como instrumento educacional em diversas áreas, principalmente na educação especial e especificamente o computador, vem sido utilizado como ferramenta para o desenvolvimento de PNEEs, causando importantes avanços no âmbito educacional (BECK, 2007).

Schlünzen (2005, p. 201) considera que “as TIC podem constituir um recurso fundamental para possibilitar a comunicação das PNEE, permitindo-lhes a manipulação do meio, um melhor desenvolvimento cognitivo e uma avaliação que permita verificar a capacidade intelectual dessas crianças”.

A introdução da informática na educação especial abriu portas para uma infinidade de possibilidades no processo educacional, na vida social, emocional, afetiva, familiar, entre outros, das PNEE, já que a utilização do computador junto a esse público pode vir a minimizar as barreiras impostas por sua condição. É preciso quebrar paradigmas em relação ao potencial que as pessoas com deficiência possuem, pois elas também têm curiosidade pelo novo, de saber sobre essa “máquina” que as pessoas que as cercam tanto falam.

Para Menezes (2006),

com o auxílio do computador, os alunos com PNEE, poderão desenvolver inúmeras habilidades que favorecerão seu processo de aprendizagem e descobrir que seu mundo está cheio de possibilidades. A busca de superação das dificuldades e limitações aumenta a auto-estima e a crença em suas capacidades. (p.17)

A pesquisadora relata que, crianças com autismo, por exemplo, muitas vezes alienadas a outros tipos de atividades, ao entrarem na sala de informática, para realizarem

uma atividade no computador, ficam completamente hipnotizadas por essa “máquina”, querendo ligar, pegar o mouse e ver o equipamento funcionando.

Valente (1999 p.107) relata que “a possibilidade que o computador oferece como ferramenta para ajudar o aprendiz a construir conhecimento e a compreender o que faz, constitui uma verdadeira revolução do processo de aprendizagem e uma chance para transformar a escola”.

Além disso, o computador permite criar situações, ambientes e mundos manipuláveis de acordo com o interesse de cada pessoa. O computador permitiu que as PNEEs com auxílio ou não de mecanismos de acessibilidade, pudessem se socializar com seus pares, de conhecer o universo a sua volta por meio da exploração quase que infinita de informações, dando uma dimensão que vai além de cores, movimentos, de interação e de controle, sem sair do lugar.

Complementando essa idéia, Valente (1991) afirma que,

o computador tem sido usado como recurso para administrar os diferentes objetivos e necessidades educativas dos alunos, uma vez que, para o pesquisador ele é um meio de comunicação, tornando possível a indivíduos com diferentes tipos de deficiência, como física, ou auditiva, usarem o computador para se comunicar com o mundo. O computador dispõe de recursos como animação, som, efeitos especiais, fazendo com que o material seja mais interessante, mais atrativo ao aluno com necessidades educacionais especiais. (p.63)

Schlünzen (2005) salienta que,

estudos realizados sobre o uso do computador no ensino, salientam que é possível afirmar que a tecnologia pode favorecer o processo educacional. Além disso, é um recurso que favorece a vida das PNEEs, pois é utilizada como um meio de comunicação, de produção, de construção, de diagnóstico, entre outros. (p.195) Ainda, Schlünzen (2005) considera que,

Na educação especial, o computador tem sido usado como recurso para administrar as diferentes necessidades desses alunos, as quais podemos citar: - Como comunicador aumentativo e alternativo[...], possibilitando a independência do indivíduo na interação com o outro[...], utilizada dessa maneira, como “prótese” para comunicação[...], principalmente para aqueles que possuem dificuldade motora. No processo de avaliação, quando um profissional utiliza essa ferramenta para fazer o diagnóstico da capacidade intelectual da PNEEs. [...] A avaliação é fundamental e pode ser realizada por meio de um software que efetua testes que registram o desempenho do aluno.[...] (p.201)

O computador é geralmente mais apreciado pelas PNEEs, do que, por exemplo, a televisão ou o rádio por se tratar de um instrumento “manipulável”. Além disso, tanto a televisão como o rádio já possui uma programação pré-estabelecida, diferentemente do computador que é um instrumento que oferece por meio da internet uma infinidade de possibilidades. Esse público se sente mais atraído por essa “máquina”, pelo fato de poderem vivenciar experiências muitas vezes impossibilitadas por sua “condição”, como escolher

aquilo que querem pesquisar ou acessar, onde querem ir, o que querem conhecer e ainda encontrar amigos e namorados “virtuais”, podendo dessa forma, experimentar todas as possibilidades que esse instrumento oferece.

Muitos profissionais têm receio de utilizar o computador com as PNEEs, por não saberem como trabalhar com essas pessoas e que caminhos devem seguir, mas como salienta Valente (1991)

o computador é o instrumento que ajuda a minimizar as barreiras entre a criança e o mundo físico, movendo os objetos, realizando o desenho ou a escrita. Ao invés de solicitar ao professor ou ao auxiliar de sala que execute a atividade por ele, o professor ou o auxiliar mediam as informações entre o aluno e a máquina, assim a criança deve comandar o computador para que este realize a tarefa. Assim, se a criança consegue apertar uma tecla, ela pode comandar o computador para fazer praticamente tudo o que ela deseja, sem precisar pedir para as outras pessoas, e sem ser limitada pela sua dificuldade de se comunicar com o mundo das pessoas e dos objetos. (p.06)

Outro fator interessante é que por meio do computador os alunos sentem-se mais livres e os erros tornam-se elementospara a reflexão e não mais como instrumento de punição como era em uma visão tradicional de ensino.Apagar e fazer novamente torna mais divertido e menos traumático. Deste modo o erro colabora com o desenvolvimento da escrita do aluno. Quando o aluno percebe que errou, entra em conflito e se desequilibra. Ao buscar o equilíbrio novamente, ele reconstrói a palavra. Este processo proporciona ao aluno aprendizado, pois ele pensa, reflete, analisa e realiza sua ação diante da descoberta do erro. O computador, pela variedade de funções, permite ao aluno executar esta tarefa sem perceber sua real dimensão de aprendizagem. Ao utilizar o computador, “o aluno analisa, questiona as várias informações que recebe e este processo contribui na construção do seu conhecimento. Quanto mais o aluno interage com o computador, mais informações ele recebe, as quais colaboram para a construção do seu conhecimento”. (VALENTE, 1999)

Entretanto,

“é necessário entender que o computador não deve ser visto como uma panacéia que resolverá os problemas da Educação Especial. Cada caso deve ser tratado de forma individualizada. A população de pessoas que necessitam de atendimento educacional especial é muito heterogênea e a solução ou os resultados de um trabalho não podem ser generalizados indistintamente”. (Valente, 1991, p.78)

Para que a utilização do computador seja realizada de maneira objetiva e produtiva que vise o desenvolvimento da aprendizagem, é necessário que o professor tenha domínio suficiente sobre os recursos tecnológicos e pedagógicos disponíveis nesse instrumento, pois como ressalta Almeida, (2005),

Embora o domínio de recursos computacionais não constitua pré-requisito para o uso das tecnologias de informação e comunicação na educação, o seu inverso, ou seja, o não domínio dessas tecnologias impede o avanço do professor em termos de

refletir sobre as possibilidades de aplicações pedagógicas e de compreender onde, como e porque utilizá-las. (p.19)

Neste sentido, o computador pode ser um grande aliado no processo de ensino e aprendizagem das pessoas de um modo geral, pois possui recursos que instigam o aluno a querer saber mais sobre aquilo que está visualizando. O computador pode prender a atenção das pessoas, pela multiplicidade de estímulos que possui, podendo levá-los a novas leituras.

Ao oferecer essas “novas leituras” o computador pode possibilitar ao aluno inúmeras formas de expressão e de comunicação, uma vez que este instrumento media o conhecimento de maneira no qual o aluno possa compreender melhor sobre o seu uso, levando-o a novas aprendizagens.

Contudo, para que as pessoas com autismo desfrutem das mesmas oportunidades educacionais oferecidas a qualquer outra pessoa, é importante que a inserção do computador como mais um recurso pedagógico seja utilizado de modo a potencializar ou descobrir habilidades. Além disso, deve ser utilizada de maneira a favorecer a construção de novos conhecimentos e auxiliar no processo de aprendizagem.

Visto a importância do uso do computador na educação especial, estudos apontam também que essa ferramenta tem se mostrado cada vez mais efetiva na aprendizagem das pessoas com autismo, pois o seu uso mostra que é um instrumento de auxílio ao ensino, podendo vir a favorecer o desenvolvimento global dessas pessoas.

Após apontamentos a respeito da informática na educação e na educação especial, será descrito a seguir as questões pertinentes a respeito do uso do computador no processo de ensino e aprendizagem das pessoas com autismo e suas possíveis contribuições em seu contexto educacional.