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Blokeringsfrie bremser (ABS)

In document Dekk og sikkerhet (sider 11-14)

2. Bakgrunnsteori

2.3 Blokeringsfrie bremser (ABS)

 

A  coleta  dos  dados  comportamentais  relacionados  ao  uso  de  ferramentas  foi  realizada através do método de “Todas as Ocorrências” (Altmann, 1974), registrando‐se  todos os eventos observados de uso de ferramenta com o auxílio de gravador de áudio  ou filmadora. O evento era iniciado quando o sujeito começava a usar uma ferramenta  ou quando o pesquisador avistava um episódio de uso de ferramenta já iniciado, sendo o  indivíduo  identificado  ou,  caso  não  fosse  possível,  registrada  a  faixa  etária  e  o  sexo.  O  registro  continuava  até  que  o  macaco  saísse  do  local  do  uso  da  ferramenta  e  não  retornasse em até 30 segundos. Esse tipo de coleta talvez seja melhor descrito como um  “Evento Focal” (v. Coelho, 2009), uma vez que se outro sujeito estivesse no mesmo local  e depois começasse a utilizar o mesmo local para usar ferramentas ou mexer nos restos,  o registro continuava a ser feito, mesmo se o sujeito inicial não mais estivesse no local.  Esses dados foram utilizados para determinar quais os tipos de uso de ferramentas que  ocorrem no grupo e sua frequência (total e por classes de sexo/idade). Também foi feito  grande  esforço  para  registrar  a  presença  de  outros  indivíduos  a  até  5  metros  do  manipulador  das  ferramentas,  se  estes  observavam  o  manipulador  e  se  ocorria  “scrounging”  (obtenção  de  alimento,  por  solicitação  ou  oportunismo,  pelo  observador  coespecífico)  durante  ou  depois  do  episódio.  Em  alguns  casos  este  registro  não  foi  possível por causa da densa vegetação. Foi registrado o número de batidas com pedra e  qual  era  o  recurso  que  o  indivíduo  tentava  obter.  No  caso  das  varetas  era  registrado  também  se  (e  como)  o  indivíduo  modificou  a  vareta,  isso  é,  se  ele  destacou  um  galho, 

tirou  as  folhas  do  galho  e/ou  cortou  a  ponta  antes  ou  durante  a  utilização  da  mesma.  Essas modificações foram categorizadas segundo os níveis descritos na Tabela 3.    Tabela 3 ‐ Níveis de modificações das ferramentas de varetas.  Nível de modificação  Descrição  Nenhuma modificação na ferramenta.   A ferramenta foi destacada ou teve uma  modificação (ponta cortada, ramos laterais  retirados ou diminuição do diâmetro)  A ferramenta foi destacada e sofreu mais uma  modificação. Ou foi pega já destacada, mas teve  duas modificações.  A ferramenta foi destacada e sofreu mais duas  modificações. Ou foi pega já destacada, mas  teve três modificações.  A ferramenta foi destacada e sofreu mais três modificações.   

As  ferramentas  de  varetas  observadas  sendo  utilizadas  pelos  indivíduos  foram  coletadas  (quando  foi  possível  sua  identificação)  para  posterior  caracterização  física  (dimensões/formato). As ferramentas de pedra foram coletadas durante o primeiro ano  de observação (Set/2007‐Out/2008), cobrindo assim um ciclo de estações. Estas foram  identificadas pelo tipo de uso como:  

‐ Ferramenta (“martelo”) para cavar (PCV) 

‐ Ferramenta para cavar utilizadas como enxada, ou seja puxando a terra (PEN) 

‐  Ferramenta  (“martelo”)  para  quebrar  ou  esmagar  alimento  ou  quebrar  esconderijos de presas (PQB) 

‐ Ferramenta (“martelo”) para pulverizar seixos (PPS) 

‐ Ferramentas de arremesso (PAM). 

 

Estas  ferramentas  de  pedra  foram  pesadas  e  mensuradas  no  Comprimento  (maior medida), Largura Média (média das 3 medidas equidistantes da perpendicular do  comprimento)  e  Espessura  Média  (média  das  3  medidas  equidistantes  das  perpendiculares  às  larguras)  para  subsequentes  comparações  entre  as  diferentes  categorias de ferramentas (Figura 5).      Figura 5 ‐ Esquema da mensuração das dimensões das ferramentas de pedra.    Foram correlacionados os pesos e formatos das ferramentas líticas com o tipo de  utilização  das  mesmas.  Além  disso  comparamos  os  pesos  das  pedras  utilizadas  como  ferramentas  com  os  pesos  típicos  das  pedras  disponíveis  no  local  (a  amostragem  dos 

tamanhos/formatos  não  foi  realizada  porque  o  método  para  a  mensuração  dessas  variáveis somente foi determinado após o encerramento da coleta de dados).  

A  amostragem  das  pedras  disponíveis  foi  realizada  através  do  sorteio  de  50  pontos de coordenadas geográficas dentro da área de uso dos grupos estudados. Esses  pontos  eram  então  localizados  com  o  uso  do  aparelho  de  GPS.  Quando  o  ponto  de  amostragem  era  localizado,  marcava‐se  uma  área  de  50cm  de  raio  e  todas  as  rochas  soltas  na  superfície  do  solo  entre  10g  e  5000g  de  peso  nessa  área  eram  coletadas  e  medidas no local, e em seguida descartadas onde foram coletadas (Figura 6). Quando um  ponto  estava  em  um  lugar  inacessível,  foi  feita  a  amostragem  no  ponto  mais  próximo  possível do local sorteado. 

 

   

Figura 6 ‐ (A) Local de uma das amostragens das pedras disponíveis no local de estudo.  (B)  As  pedras  recolhidas  e  pesadas  do  local.  A  faca  possui  22,6cm  de  comprimento. 

 

Para  o  acompanhamento  da  distribuição  dos  diversos  tipos  de  uso  de  ferramentas no grupo, além da distribuição por indivíduos, foi analisada a distribuição  dos  episódios  por  sexo/idade.  Foram  utilizados  os  dados  de  frequência  do  uso  de 

ferramentas pelos indivíduos (ou, quando não foi possível a identificação dos indivíduos,  pelas  faixas  etárias),  coletados  pelo  método  de  Todas  as  Ocorrências.  Como  não  foi  possível realizar observações pelo método do “Animal Focal” (pelo tamanho do grupo e  dificuldade de acompanhamento individual contínuo de todos os macacos) podemos ter  alguns  vieses  decorrentes  de  diferenças  na  visibilidade  de  algumas  categorias  de  sexo/idade; quando possível, controlamos esse fator pelo número de indivíduos de cada  categoria.  Apesar  de  não  ser  possível  quantificar  esse  viés  potencial,  acreditamos  que  como o grupo possuía um número grande de indivíduos e uma relação macho/fêmea de  adultos  (PF  =  0,93;  BC  =  1)  e  relação  adultos/juvenis  (PF  =  1,68;  BC  =  1,4)  não  muito  discrepante  dos  padrões  conhecidos  da  espécie  –  relação  M/F  de  adultos  =  1,08  e  adulto/juvenis  =  1,77  (Fragaszy,  Visalberghi  &  Fedigan,  2004)  –,  o  viés  que  pode  ter  ocorrido seria diluído e não muito significativo. 

Também  foi  utilizado  o  método  de  Varredura  Instantânea  ‐  “scan  sampling”  ‐  (Altmann,  1974)  do  grupo,  a  intervalos  de  20  minutos,  com  duração  mínima  de  5  minutos  e  máxima  de  15  minutos,  para  registrar  os  comportamentos  dos  indivíduos  e  sua localização espacial (estimativa da altura),  com o intuito de medir a frequência que  o  grupo  gasta  em  cada  estrato  da  vegetação  e  a  frequência  de  uso  do  solo.  Quando  o  indivíduo estava num paredão rochoso este também foi registrado como estando fora do  solo  e  registrada  a  altura  aproximada.  O  solo  foi  definido  como  conjunto  de  materiais  (minerais, orgânicos e água) não‐consolidados, onde era possível aos animais cavar.  

 Foram registradas as durações dos períodos de acompanhamento do grupo pelos  observadores  (do  início  do  contato  visual  com  algum  indivíduo  do  grupo  até  o  último  indivíduo  estar  fora  de  visão  para  os  observadores),  para  o  cálculo  das  taxas  de  ocorrência dos comportamentos. 

 

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