• No results found

Bleka, forsuring og tilpasningsdyktighet - Effekter av korte episoder med lav pH

In document Blekeprosjektet 2014–2017 (sider 17-23)

O Gráfico 18 ilustra o percentual de assentados que fazem capina na condução da cultura.

Gráfico 18 - Formas de capinar na condução da cultura

Fonte: Pesquisa de campo, 2013.

O Gráfico 18 mostra que de um universo de 32 assentados, a grande maioria, ou seja, 21 assentados (66%) fazem capina nas suas lavouras de forma tratorizada e 8 assentados (25%) de forma manual, o que corrobora as afirmações dos autores Queda, Kageyama e Santos (2009) e Scopinho (2012) relatando que (21%) utilizam a enxada como forma de capina nas suas lavouras.E, para concluir, 3 assentados (9%) fazem a capina com tração animal. 0; 0% 0; 0% tratorizada:21 ; 66% animal:3;9% manual:8; 25%

O resultado deste gráfico reforça todos os problemas citados sobre as práticas de manejo propostas pela agricultura convencional anteriormente citada por Primavesi (1997).

2.5 Doenças e pragas na condução da cultura

O Gráfico 19 informa quais são as doenças e pragas mais citadas pelos assentados em suas lavouras dentro de seus lotes.

Gráfico 19 - Doenças e pragas na condução da cultura

Fonte: Pesquisa de campo, 2013.

De um total de 87 respostas, 26 respostas (30%) registram problemas com lagartas (doença causa por um inseto) em seus lotes, seguidos por 16 respostas (19%) relacionadas a problemas com o ataque de pulgão (doença causada por um vírus); 11 respostas (13%) ao ataque de Fusariun (doença causadora por doenças do solos fungos); 9 respostas (10%) à ferrugem (doença causada por um fungo) ; 8 respostas (9%) ao ataque de formigas (doença causada por um inseto); 8 respostas (9%) a problemas com trips:(doença associada a um inseto) 7 respostas (8%) a problemas com a mosca branca;(doença causada

ervas invasoras 2% lagartas :insetos30% pulgão: vírus19% formiga: (inseto) 9% mosca branca:(vírus) 8% Fusarion: (fungos) 13% ferrugem: (vírus) 10% trips (insetos)9%

por vírus) e, por fim, 2 respostas (2%) a problemas de competição entre as ervas infestantes e as culturas plantadas pelos assentados.

Na condução de algumas dessas culturas, 23 respostas (20%) utilizam o inseticida a partir do princípio ativo Deltrametrina no combate ao pulgão e lagartas em várias culturas, tais como milho, hortaliças, dentre outras. Por sua vez, 22 assentados (19%) utilizam o inseticida com princípio ativo Fipronil na condução da cultura. De um modo geral, este inseticida é utilizado para o combate às formigas nas lavouras cultivadas pelos assentados. E 13 respostas (11%) utilizam o herbicida com o princípio ativo Glifosato no combate às plantas invasoras em culturas dentro dos seus lotes.

No entanto, a utilização desses agrotóxicos é em decorrência da produção sem diversificação, ou seja, cultivar uma mesma cultura sucessivamente, conhecida como monocultura. Primavesi (1997, p.104) afirma que “as monoculturas provocam o aparecimento de pragas e doenças, antes desconhecidas. Em poucos anos as pragas quadruplicaram. Nem se sabiam que existiam tantas [...]”. Entretanto, muitos desses “problemas” poderiam ser minimizados com a aplicação de produtos utilizados na produção orgânica como alho, cravo de defunto, fumo, pimenta e a árvore de nin para o combate a fungos, nematoides, ácaros, pulgões e etc.

Esses produtos têm vários benefícios se comparados aos agrotóxicos convencionais - nocivos à saúde do trabalhador que fará a aplicação - beneficiando os consumidores que vão ter uma comida mais saudável. Além do mais, esses produtos têm seus preços bem menores se comparados aos agrotóxicos tradicionais e com a substituição de produtos, os assentados podem aumentar seus lucros com as culturas produzidas. Cabe lembrar que muitos desses produtos poderiam ser produzidos pelos próprios assentados, diminuindo assim os inputs externos.

Esse pacote que o assentado está utilizando poderia ser trocado por matérias- primas que estão presentes dentro do assentamento, tais como: urina de vaca (rica em nitrogênio), leite (rico em cálcio) e o próprio esterco bovino (rico em fósforo, nitrogênio e minerais) sendo produtos que servem tanto como adubo e como repelente de insetos. Mostraremos na Figura 14 alguns animais na área do manejo do assentamento.

Figura 14 - Animais na área do manejo florestal no Assentamento Rural de Ibitiúva

Fonte: Pesquisa de campo, 2013.

Percebe-se na Figura 14 animais dentro da área de manejo florestal composto por eucaliptos no assentamento. Esta área refere-se a um lote de terra com plantação de eucaliptos que pertence a todos os assentados. Desta forma, os assentados somente fazem a condução da cultura, pois a cultura já estava na localidade. Cabe lembrar que, os assentados não teriam problemas em utilizar as matérias-primas que os bovinos oferecem de forma gratuita e natural, fazendo com que os assentados diminuíssem os insumos externos, havendo uma melhor rentabilidade na sua lavoura de forma natural.

Gráfico 20 - Agrotóxicos mais frequentes utilizados pelos assentados no plantio

Fonte: Pesquisa de campo, 2013.

Glifosato: 26% Fipronil: 66% Trifluralin: 8%

O resultado demonstra um total de 35 respostas por assentados que utilizam agrotóxicos no plantio, deste total, 23 assentados (66%) utilizam inseticida com princípio ativo Fipronil; 9 assentados (26%) utilizam o Glifosato antes de plantar como forma de eliminar as plantas invasoras da área e 3 assentados (8%) utilizam o herbicida com o princípio ativo Trifluralin antes de plantar o amendoim em seus lotes, como forma de diminuir a infestação de plantas daninhas. Como exemplo, temos capim cochão, braquiária, carrapicho dentre outros.

A seguir ilustramos alguns agrotóxicos utilizados pelos assentados.

Gráfico 21 - Agrotóxicos utilizados pelos assentados na condução da cultura

Fonte: Pesquisa de campo, 2013.

Antes de apresentarmos os resultados deste gráfico, correlacionamos o porquê de oito produtos pertencerem a apenas quatro multinacionais. Sendo assim, concordamos com a observação de Primavesi (1997) em que futuramente teríamos quatro ou cinco empresas multinacionais responsáveis pelo mercado mundial de sementes e petroquímicos, pois os oito produtos citados são produzidos por quatro multinacionais.

Glifosato:19% 0% Deltrametrina: 34% Organofosfora do metamidofós:1 5% Thiamethoxan 8% Difeconazole: 13% Enxofre:11% 0%

Os resultados evidenciam um total de 67 respostas dadas pelos assentados em relação aos agrotóxicos utilizados. Esse total de respostas reflete a vários agrotóxicos utilizados pelos assentados, sendo assim, 23 respostas (34%) informaram o uso do inseticida com o princípio ativo Deltrametrina o uso ao combate de diversas pragas tais como: lagarta: (inseto), pulgão: (vírus) mosca branca: (vírus) entre outras. Ainda sobre a utilização de inseticidas, 10 respostas (15%) afirmaram o inseticida o uso do inseticida com o princípio ativo Organofosforado metamidofós para o combate à mosca branca, pulgão e lagarta. E para terminar sobre o uso de inseticidas houve 5 relatos (8%) sobre o uso do inseticida com o princípio ativo a partir do Thiamethoxam para o combate de lagartas e mosca branca na cultura do amendoim; 9 respostas (13%) relataram o uso do fungicida a partir do princípio ativo Difenoconazole para o combate de fungos em hortaliças e na cultura do amendoim; 7 respostas (11%) referiram o Enxofre para o combate de ferrugem (doença causa por um vírus) na cultura da laranja, limão e nas hortaliças. Terminando sobre o uso de agrotóxicos na condução da cultura o herbicida com o princípio ativo Glifosato foi evidenciado em 13 respostas totalizando (19%). A utilização desses agrotóxicos pelos assentados é confirmada pelos agricultores familiares no Brasil e de outros países em desenvolvimento como Índia, China, Siri Lanka entre outros, na última década do século XX (TERRA; PEDLOWSKI, 2009). Segundo Terra, Pedlowshi e Canela (2008), o Brasil assumiu a liderança no uso de agrotóxicos com um consumo anual de cerca de 500 mil toneladas.

Por sua vez, o MST propõe uma política de desenvolvimento rural em que possam ser feitas experimentações. O intuito desse desenvolvimento é promover métodos de conservação em substituição às práticas convencionais, em especial a produção de sementes de milho e técnicas de controle de pragas. As diretrizes do MST buscam incentivar “o desenvolvimento de práticas agroecológicas em substituição às práticas convencionais, tendo em vista fortalecer uma matriz produtiva que avance na transição agroecológica” (SCOPINHO, 2012, p. 92). Portanto, podemos afirmar que esta pesquisa confirma que o método de desenvolvimento supracitado pela autora não tem acontecido nesse assentamento.

In document Blekeprosjektet 2014–2017 (sider 17-23)