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não quero ser a coitadinha. Quero viver a vida com optimismo, ter uma auto-estima alta e não rebaixada como tenho. Queria ser auto-suficiente e ter a minha própria autonomia.” (SIC)

Outro motivo prende-se com as dificuldades que tem atravessado ao longo dos anos no seu relacionamento íntimo com o seu marido. Sentiu-se sempre “rebaixada e humilhada” pelo marido.

Quais as expectativas do paciente em relação ao processo terapêutico?

“Quero viver a vida com optimismo, ter uma auto-estima alta e não rebaixada como tenho. Queria ser auto- suficiente e ter a minha própria autonomia.” (SIC). A seguir é apresentado um gráfico representativo da avaliação

feita a este processo terapêutico, tendo em conta não só a observação feita à evolução da paciente, como também das verbalizações da mesma relativamente ao seu progresso.

Quadro 5 – Resultado Globais do IACLIDE P (7).

Gráfico 9 – Evolução da manifestação dos Sintomas de Ansiedade

0 20 40 60 80 100 1ª S 2ª S 3ª S 4ª S 5ª S 6ª S Consultas N iv e is d e A n s e id a d e Sintomas de Ansiedade Gráfico 20

______________________________________ ACOMPANHAMENTO e INTERVENÇÃO: Caso nº 6 Informação geral

Nome: P (11) Paciente nr. 11 Sexo F DN: 05/07/1954 (52 anos) Estado Civil: C Profissão: Reformada

Tabela 40 – Frequência das Consultas do P (11)

Data Sumário da Consulta Observações

03/04/07 (14:00)

1. Estabelecimento da relação terapêutica; 2. Entrevista Clínica:

Estado actual;

História clínica e de saúde/História nutricional; 3. Avaliação Psicométrica: Mini-Multi;

4. Apoio Emocional; 5. T.P.C.

Acompanhamento Inter. Psicoterapêutico (inicio)

Entrevista Clínica Avaliação Psicométrica

12/04/07 (14:30)

1. Entrevista Clínica:

Avaliação do estado actual;

História clínica e de saúde (antecedentes); 2. Avaliação clínica:

Padrão de sentimentos e pensamentos; Comportamentos Compulsivos; Sintomas de ansiedade; 3. Apoio Emocional; 4. Registo de auto-monitorização. Acompanhamento Psicoterapêutico Entrevista Clínica Registo de auto-monitorização

Drop-out (Desistência) do processo terapêutico

Motivos da Consulta/ Principais queixas da Paciente: A P (11) vem à consulta de Psicologia para a realização de Avaliação Psicológica, como um procedimento de rotina do Programa PESO Saudável, em que participa. A avaliação, e possível acompanhamento são reforçados e recomendados pela sua nutricionista que alerta a existência de comportamentos de compulsão alimentar que estão a influenciar (negativamente) o processo terapêutico nutricional e o estado de saúde (físico e emocional) da paciente.

Expectativas do paciente em relação ao processo terapêutico? Tratando-se de uma consulta de avaliação psicológica rotineira, não era necessário a recolha de informações relativamente expectativas da paciente. No entanto, como a P (11) demonstrou vontade em continuar o processo na forma de acompanhamento, quando questionada com esta questão ela responde: “Se tivesse a chance de ser acompanhada seria muito bom para mim.

Tenho passado por algumas situações que penso precisar de ajuda. E acho que me podem ajudar” (SIC-P11).

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RELATÓRIO DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

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As Escalas Clínicas e as suas Elevações: Neste relatório estão descritos o conteúdo e o significado das principais

escalas que se destacam. Desta avaliação obteve-se um perfil e os seguintes códigos: 28/82 (considerando a combinação das elevações de duas escalas). De acordo com o manual de cotação e interpretação (Gouveia e Alves, s/d), este código pode indicar perturbação séria no contacto com a realidade. São pessoas ansiosas, retraídas e irritáveis, podendo haver características anti-sociais e de suspeição (desconfiança). Apresentam dificuldades de concentração e memória, pensamento confuso, sentimentos de desamparo e desvalorização. Revelam ainda queixa de depressão, ansiedade, insónia, fadiga e perda de memória e tonturas.

Perfil psicótico Bifásico: Elevação da tríade

neurótica e elevação maior da tríade psicótica. Quando a escala Sc (Esquizofrenia) é a mais elevada está-se na presença de “esquizofrénicos delirantes”. Esta condição revela que existem mecanismos de defesa que impedem a quebra de contacto com o real, sendo que quando há elevação em D (depressão) indica consciência do problema. Na Tabela (41) a seguir apresentada pode-se verificar também as pontuações T baixas, moderadas e elevadas e a sua relação.

Gráfico 13 - Traçado e Analise do Perfil (Tipo Psicótico Bifásico)

0 20 40 60 80 100 Hip ocondr ia Dep ress ão Hist eria Psic opat ia Pa ronó nia Psica steni a Esqu izof reni a Hipo man ia Escalas

Tabela 41 – As Escalas Clinicas, suas Elevações e o nível de Interpretação.

Escalas Elev. (T) Nível Análise

Depressão 75 Elevado Satisfaz os critérios diagnósticos para o quadro depressivo. “São sujeitos descritos como apáticos, pessimistas, auto punitivos, preocupados e retraídos”.

Histeria 65 Moderado

“O sujeito sente necessidade de se apresentar de forma favorável apesar de ser descrito como ingénuo e egocêntrico. Carecem de insight em relação a si próprios e com os outros, acabam por ser manipuladas, para satisfação das suas necessidades pessoais.”

Esquizofrenia 90 Elevado “As elevações que ultrapassam T-80 provavelmente se associam com um significativo transtorno do pensamento, que se completa com confusão e com ideias, crenças e acções estranhas”.

Hipomania 65 Moderado “Quanto mais a elevação se acentua mais se torna difícil distinguir entre uma pessoa dita normal, energética e ambiciosa, de um sujeito hipomaníaco”.

Elevações

Gráfico 21

Limite Normalidade = 70

______________________________________ ACOMPANHAMENTO e INTERVENÇÃO: Caso nº 7 Informação geral

Nome: P (12) Paciente nr. 12 Sexo F Data de nascimento: 05/07/1954 (52 anos)

Estado Civil: C Profissão: Empregada Fabril Peso (A): 73 kg Altura: 1,59 cm IMC: 28.9 (Excesso de Peso)

Tabela 42 – Frequência das Consultas do P (12)

Data da consulta Sumário da Consulta Observações

02/04/07 (09:00)

1. Estabelecimento da relação terapêutica; 2. Entrevista Clínica:

• Estado actual;

• História clínica e de saúde/História nutricional;

3. Avaliação Psicométrica: Mini-Multi; 4. Apoio Emocional;

5. T.P.C.

Acompanhamento Inter. Psicoterapêutico (inicio)

Entrevista Clínica Avaliação Psicométrica

11/04/07 (11:30)

1. Entrevista Clínica:

Avaliação do estado actual;

História clínica e de saúde (antecedentes); 2. Avaliação clínica:

• Padrão de sentimentos e pensamentos; • Pensamentos comportamentos de suicídio; • Sintomas de Depressão (IACLIDE); 3. Apoio Emocional; 4. Registo de auto-monitorização. Acompanhamento Psicoterapêutico Entrevista Clínica Avaliação Clínica Registo de auto-monitorização 02/05/07 (14:00) 1. Entrevista Clínica: Acontecimentos do quotidiano;

Relacionamento com os familiares (pais); 2. Avaliação clínica: • Luto Patológico; • Depressão; 3. Apoio Emocional; 4. Registo de auto-monitorização. Acompanhamento Psicoterapêutico Entrevista Clínica Avaliação Clínica Registo de auto-monitorização

30/05/07 (14:30) Intervenção no Luto Patológico (Anexo A1 e B) Intervenção

Interrupção do processo terapêutico (Final do Estágio Curricular)

Motivos da Consulta/ Principais queixas da Paciente:

A P (12) vem à consulta de Psicologia para