3 MATERIALE OG METODER .1 Feltarbeid
3.2 Biologiske analyser
Na caracterização da procura é necessário identificar e caracterizar as principais deslocações que se verificam no perímetro de estudo, tendo em consideração o modo de transporte (TC, TI e modos suaves), os diferentes dias da semana e os períodos de ponta.
Um outro fator de relevante importância é a identificação dos polos geradores e atractores de tráfego, assim como os principais percursos utilizados através da identificação das vias e itinerários mais procurados e dos respetivos volumes de tráfego.
2.5.2.1. Transportes Coletivos
A caracterização da procura dos transportes coletivos, segundo Costa (2008), assenta essencialmente no conhecimento do volume atual de passageiros e na identificação da procura
36 Paulo Santos futura. Relativamente à identificação do volume atual de passageiros há que considerar a procura já servida por TC e qual a procura potencial que resulta de não existirem soluções de transporte disponíveis, ou da transferência modal, nomeadamente do TI, ou ainda da procura gerada pela alteração das condições da viagem, como a maior rapidez e comodidade, tarifários mais baratos ou inclusive através da alteração das condições de exploração das linhas de TC.
Parâmetros como o volume e o débito de passageiros são fundamentais para o conhecimento da procura, mantendo-se as condições (débito), mas também no que concerne ao número de passageiros que efetivamente passaram durante um determinado período de tempo (por norma uma hora) num determinado local e sentido.
A procura atual poderá ser obtida por uma medição a partir de contagens com recurso a contadores automáticos de passageiros (entradas e saídas em cada paragem), sendo que a utilização de inquéritos poderá complementar de forma importante a informação obtida.
A definição de indicadores como a carga média da viatura por quilómetro e o comprimento médio da viagem servirão de base a uma caracterização mais pormenorizada da procura atual.
Em relação à procura futura, a qual é de extrema importância na definição de políticas de transporte e de mobilidade sustentável, é um processo mais complexo que obriga à aplicação de modelos que incorporem os fatores mais significativos que influenciam o volume da procura. A definição clara do perímetro de estudo e a sua divisão em zonas (considerando também as eventuais expansões do tecido urbano que possam ocorrer no curto ou médio prazo) é essencial para a obtenção de valores projetados de procura de TC. Para além deste item, existe a necessidade de caracterizar o espaço urbano servido pelos TC de acordo com parâmetros como a demografia, dinâmica de crescimento, tipologias de atividades e habitação, limites administrativos, características orográficas especificas de determinada subzona e, inclusive, basear o estudo de projeção da procura numa comparação com anteriores resultados, numa perspetiva de validação dos processos de obtenção de dados (Costa, 2008).
O objetivo principal da caracterização da procura futura é a identificação de zonas homogéneas que permitam obter com o máximo rigor o volume de viagens geradas e atraídas em cada área. A utilização de modelos baseados em taxas de crescimento permitirão quantificar uma procura potencial mais aproximada da realidade.
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2.5.2.2. Transporte Individual
Para a caracterização da procura relativa ao TI, segundo a APA (2008), este processo deverá incluir com um estudo dos volumes de tráfego que solicitam a rede do perímetro de estudo que a ela está ligado, devendo nestes casos ser identificado o volume de atravessamento.
A identificação dos principais polos atractores e geradores de tráfego associada à perceção dos principais padrões de mobilidade dentro da área de estudo permitem compreender e alocar o nível de utilização do TI na rede viária.
Importa salientar que a procura de TI está muitas vezes condicionada pela oferta de estacionamento. Aliás, fatores como a ausência de TC, horários incompatíveis nas deslocações pendulares e distâncias entre a casa e o local de trabalho pouco convidativas à utilização de modos suaves exponenciam a utilização e a procura do TI. Neste sentido, contagens de trafego associadas a inquéritos podem permitir a produção de matrizes de origem/destino, logo a matriz de fluxos do TI e ao mesmo tempo obter informação necessária para encontrar soluções ou caminhos para minimizar essa procura e desta forma seguir uma política mais sustentável para a mobilidade.
Pode-se assim concatenar um conjunto de aspetos que nos ajudam a compreender a procura ao nível do TI: contagens de tráfego; organização e qualidade da infraestrutura viária; existência de parques de estacionamento e a sinistralidade.
2.5.2.3. Modos Suaves
A caracterização da procura de modos suaves, sejam eles cicláveis ou pedonais, depende da identificação dos principais percursos de curta extensão (no caso pedonal) ou de média extensão (no caso ciclável).
Segundo o “Comprehensive Bicycle and Pedestrian Plan” (San Mateo County, 2011), pode-se subdividir a caracterização da procura dos modos suaves em quatro áreas chave:
38 Paulo Santos enquadramento urbano; fatores de proximidade; demografia e, por fim, acessibilidades. Em cada uma destas quatro áreas, torna-se necessário identificar fatores que influenciam a procura nos modos suaves, salientando no enquadramento urbano: a densidade populacional, a taxa de emprego e os usos do solo, nos fatores de proximidade: escolas, parques de lazer; linhas de TC e respetivas paragens, zonas comerciais, zonas de recreio e sociais, centros de serviços, nos fatores relacionados com a demografia: idade, rendimento, taxa de motorização e área de desenvolvimento prioritário, nos fatores relacionados com as acessibilidades: arruamentos; densidade de interceções, localização, número e tipo de atravessamentos pedonais
No entanto, a procura deverá ser caracterizada por contagens de peões, identificação dos principais percursos utilizados e sempre que possível através da realização de inquéritos à mobilidade, de forma a obter informação que permita a construção de uma matriz origem/destino.