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Landbruks- og matdepartementet

Ad 4.3 Bioforsk

5.2.1 Conclusões do estudo efectuado com pais

a) Hábitos tabágicos dos pais

Constata-se que 16,6% das mães fumam diariamente e 2,2% fazem-no ocasionalmente. Quanto aos pais, verifica-se que 35,0% fumam diariamente e 2,9% ocasionalmente, sendo as

diferenças estatisticamente significativas entre os dois géneros (p < 0,0001). O hábito de fumar é

mais frequente nos homens do que nas mulheres da amostra, o que está de acordo com todos os estudos efectuados na população portuguesa.

Embora a prevalência de pais fumadores diários nos elementos da amostra seja menor que a registada no último Inquérito Nacional de Saúde para a mesma faixa etária (INE, 2007a), podemos, apesar disso, considerar que é elevada e preocupante a percentagem de mães e pais dos alunos da amostra que fumam diária ou ocasionalmente.

Quanto ao número de cigarros consumidos diariamente, verifica-se que 41,2% das mães fumadoras apresentam consumos entre 11 a 20 cigarros e apenas 2,0% das mães fumam mais de

20 cigarros/dia. No que diz respeito ao número de cigarros fumados diariamente pelos pais fumadores, 46,1% consomem entre 11 a 20 cigarros, e 18,7% apresentam um consumo diário de cigarros superior a 20 cigarros, existindo diferenças estatisticamente significativas entre os dois

géneros (p < 0,005). Constata-se que os homens fumam em maior percentagem e maior quantidade

do que as mulheres, o que também está de acordo com os dados do INS de 2006.

Ao analisarmos o número de anos que os pais/mães se consideram fumadores, constatamos que 39,3% das mães já se consideram fumadoras entre 11 a 20 anos, 29,4% há menos de 11 anos e 13,7% há mais de 20 anos. Quanto aos pais, 46,7% consideram-se fumadores entre 11 a 20 anos, 32,6% há mais de 20 anos e 8,7% há menos de 11 anos, existindo também

neste caso diferenças estatisticamente significativas entre os dois géneros (p < 0,003).

b) Factores sócio-demográficos relacionados com o consumo de tabaco

Parece não haver diferenças estatisticamente significativas no consumo de tabaco em função da posição social e das habilitações literárias dos pais/mães. Apesar de não existirem diferenças estatisticamente significativas, verifica-se que o grupo dos pais (apenas pai) com habilitações literárias inferiores ou iguais ao 9.º ano, é o grupo onde há uma maior prevalência de fumadores.

c) Hábitos tabágicos dos pais no domicílio

Constatamos que em 23,4% dos domicílios existe pelo menos um dos progenitores a fumar diária ou ocasionalmente em casa. Face a estes resultados, podemos inferir que 23,4% das crianças deste estudo estão expostas diária ou ocasionalmente ao fumo passivo em casa pelo facto de os pais/mães fumarem no seu interior.

Constata-se que cerca de 51,2% das mães fumadoras fumam diária ou ocasionalmente em casa, e o mesmo acontece com 56% dos pais. São por isso muito elevadas as percentagens de pais fumadores que fumam em casa, pondo em risco, conforme já foi referido, a saúde dos filhos e constituindo um mau modelo para estes.

d)Factores sócio-demográficos relacionados com o consumo de tabaco no domicílio

Constata-se que não existem diferenças significativas nos hábitos tabágicos no domicílio em função da posição social. Verifica-se o mesmo relativamente às habilitações literárias.

e) Opiniões dos pais/mães sobre o tabagismo passivo e activo

Constata-se que a prevalência de fumadores é maior nas pessoas que têm uma opinião favorável relativamente ao consumo de tabaco, do que no grupo das pessoas que têm opinião desfavorável ao consumo de tabaco. Estas diferenças registam-se em ambos os sexos. Constata-se ainda que 36,4% das mães e 31,4% dos pais declaram estar dispostos a deixar de fumar se os filhos lhes pedirem, o que significa que se os professores convencerem os alunos/filhos a persuadir os pais a parar de fumar, estes provavelmente acatarão as recomendações dos filhos.

5.2.2 Conclusões do estudo efectuado com alunos

a) Hábitos tabágicos dos alunos

Verificamos que, actualmente, nenhum dos alunos inquiridos fuma diária ou ocasionalmente e apenas uma reduzida percentagem de alunos experimentou fumar, o que está de acordo com os inúmeros estudos deste tipo efectuados em alunos do 2º ciclo. É importante efectuar acções preventivas no segundo ciclo para tentar manter estes alunos como não fumadores.

b) Opiniões dos alunos sobre o fumo activo e passivo

Os resultados permitem concluir que as percentagens elevadas de alunos desta faixa etária e nível de escolaridade têm uma opinião desfavorável relativamente ao consumo de tabaco. 99,4% das crianças consideram que fumar faz mal à saúde; 97,9% das crianças são de opinião que se os pais fumarem dentro de casa lhes irá fazer mal à saúde; 99,7% das crianças não consideram que fumar torne as pessoas mais bonitas e apenas 0,6% das crianças pensam tornar-se fumadoras no futuro. Estes dados estão também de acordo com os obtidos noutros estudos.

c) Alunos que declaram estar expostos ao FAT no domicílio

A partir das declarações fornecidas pelos alunos, podemos admitir que 21,7% dos alunos da amostra estão expostos diária ou ocasionalmente ao fumo ambiental do tabaco, pelo facto de pelo menos um dos seus pais fumar diária ou ocasionalmente em casa. Estes valores são ligeiramente inferiores aos dados obtidos no estudo com pais. Também se constata que os alunos percepcionam que menos pais fumam diariamente no domicílio, em relação às declarações dos pais, acontecendo o contrário relativamente ao consumo ocasional de tabaco. Isto pode ficar a dever-se ao facto de os alunos poderem não estar presentes quando o pai/mãe fuma, ou devido ao facto de os pais tentarem não o fazer na presença dos filhos.