4.1 M ELLOMLEDERROLLEN I IMPLEMENTERINGSPROSESSEN
4.1.2 Bindeledd mellom ansatte og prosjektledelsen
Para a análise documental o acesso às fontes concretizou-se através do acesso dos conteúdos disponibilizados em livros, revistas científicas, artigos, teses, etc., legislação, internet e outros. Esta é realizada através de um levantamento de leituras, de resumos dos livros, artigos e/ou outros materiais de apoio. Seguidamente, as informações são sistematizadas para fundamentar teoricamente os nossos objetivos.
As entrevistas semiestruturadas têm como base um guião com perguntas abertas e fechadas. Considera-se na construção do guião da entrevista a clarificação dos objetivos e dimensão de análise que a entrevista comporta (Guerra, 2012, p. 53).
Esta técnica foi aplicada aos assistentes sociais/técnicos que atuam no BPI/ZIP e no PAIF. Os profissionais foram contactados por intermédio da Câmara Municipal de Lisboa e da Prefeitura Municipal de Chapecó. As entrevistas foram gravadas e transcritas, respeitando os discursos.
Quanto ao focus group foram reunidas as condições para as destinatárias se posicionarem diante das temáticas expostas. Para isso, foram necessárias consultas nos territórios. Contámos com o apoio das coordenações locais no processo de seleção das participantes nos grupos, porém a definição final destas ficou sob nossa responsabilidade. Inicialmente foram identificados nove elementos, que atualmente beneficiam de diferentes políticas, no entanto, o focus group foi concretizado com a participação de cinco elementos uma vez que os restantes não compareceram. Sublinhe-se que a garantia da presença dos participantes foi um aspeto considerado no planeamento das atividades.
29 O guião para a discussão do focus group foi desenvolvido com o objetivo de estruturar as perguntas e tópicos que deveriam ser discutidos, mas com o cuidado para não limitar a discussão.
Para a realização dos grupos foram reservados espaços apropriados e de fácil acesso às participantes. As discussões foram gravadas, com o consentimento das mesmas, transcritas e/ou anotadas.
O conjunto de procedimentos adotados levou à compreensão e também à interpretação dos dados empíricos. Desta forma, foi possível articulá-los com a teoria, a qual fundamentou-se com as leituras teóricas realizadas e interpretativas (Minayo, 2013, p. 26-27).
Importa referir que, durante o desenvolvimento desta investigação, houve alguns constrangimentos. Logo no início, sentiu-se dificuldade em delimitar a pesquisa de campo no sentido de conseguir estabelecer contato e aprovação dos técnicos quanto à sua participação no estudo. Em Portugal, o desafio era contactar os 37 técnicos responsáveis pelos projetos da edição em análise (edição 2015/2016). Seguidamente, selecionar os projetos em que estavam inseridos os assistentes sociais e, desta forma, dar início às entrevistas com os referidos profissionais e aos
focus groups com as cidadãs.
No Brasil, inicialmente a pesquisa foi pensada para ser desenvolvida junto ao Programa Cidade Saudável (PCS), na cidade de Campinas, no Estado de São Paulo, entretanto, devido à dificuldade em estabelecer contacto com o governo municipal de Campinas, fez-se necessário repensar e substituir o programa e o município. Após algumas leituras e realização de uma entrevista exploratória definiu-se pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF). Seguidamente estabelecemos contacto, via emails e telefonemas, e o município de Chapecó, no Estado de Santa Catarina, foi selecionado para a pesquisa.
A concretização da pesquisa de campo no Brasil contou com alguma dificuldade e requereu mais tempo para ser realizada do que em Portugal, pois foi fundamental cumprir com algumas burocracias devidamente justificadas, visto que esta investigação conta com o financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e, desta forma, foi imprescindível cumprir com o trâmite para se ter autorização e dar início ao trabalho empírico no país. Além disso, no Brasil, quando se trata de pesquisa com seres humanos, é indispensável cumprir com o procedimento adotado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), que se dá através da Plataforma Brasil, uma base unificada de registo de pesquisas.
30 A ética, no sentido amplo, “é a ciência da moral e a arte de dirigir a conduta” (Fortin, 2009, p. 114). De acordo com Babbie (1996), Fortin (2009) e Flick (2014), a questão ética é muito relevante na pesquisa científica. “Na persecução da aquisição dos conhecimentos, existe um limite que não deve ser ultrapassado: este limite refere-se ao respeito pela pessoa e à proteção do seu direito de viver livre e dignamente enquanto ser humano” (Fortin, 2009, p. 113)22.
Para Babbie (1996) numa investigação científico-social tem que se considerar os seguintes aspetos: a participação voluntária; não prejudicar os participantes; o anonimato e a confidencialidade; a identificação do investigador e o que se pretende estudar para os participantes do estudo; obrigação de dar a conhecer as deficiências do estudo aos leitores; o estudo (com ser humano) deve ser acompanhado por inspeção institucional (comissão de professores e outros); e um código de ética (Babbie, 1996, p. 606-618).
No que diz respeito aos aspetos abordados por Babbie (1996), importa sublinhar que esta investigação considera a ética, o respeito e a proteção devida aos seus participantes, garantindo os seus direitos. Este estudo privilegia a pesquisa de campo em Portugal e no Brasil, com assistentes sociais e usuárias dos serviços, orientando-se pela Comissão de Ética do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), pelos princípios éticos que constituem o Código de Conduta Ética da Investigação do ISCTE-IUL (Despacho n.º 086/2016), e no caso do Brasil pela Resolução CNS n.º 466/12 para área de Saúde e pela Resolução CNS n.º 510/16 para as áreas Social e Humana e Norma Operacional CNS n.º 001/2013. Desta forma, este estudo privilegiou a obtenção de consentimento informado aos participantes (conforme a orientação dos documentos de ambos os países), e que lhes garante total confidencialidade e anonimato, através de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)23, o qual enuncia as garantias dos direitos dos
participantes desta pesquisa.
22 Vide Capítulo 9 de Fortin (2009) para saber sobre as questões éticas na investigação científica e os direitos das pessoas que participam de pesquisas científicas.
23Os modelos encontram-se nos anexos, sendo um para os assistentes sociais e um para os participantes do focus group.
31