O desporto adaptado tem vindo a ser uma das preocupações a nível nacional, actualmente já existem organizações desportivas para pessoas com deficiência, que promovem esta actividade física adaptada nas diversas modalidades existentes, o que possibilita a inclusão destas na sociedade civil, veja-se no site da Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD).
A FPDD surge em 1988, como uma Federação Multidesportiva promove e desenvolve a prática de diversas modalidades desportivas, para as cinco categorias desportivas internacionais por deficiência: a intelectual; a visual; a paralisia cerebral e deficiências neurológicas afins; os amputados, lesionados medulares e les autres e a auditiva. Mantêm-se como Associados efectivos as cinco as Associações Nacionais de Desporto por Deficiência: ACAPO – Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal, que deu lugar em Novembro de 2008, a – Associação Nacional de Desporto para Deficientes Visuais (ANDDVIS); a ANDDI-Portugal, Associação Nacional de Desporto para a Deficiência Intelectual a LPDS, Liga Portuguesa de Desporto para Surdos; a PC-AND, Paralisia Cerebral Associação Nacional de Desporto e a ANDDEMOT, Associação Nacional de Desporto para a Deficiência Motora.
É esta última associação, a ANDDEMOT, que demonstra como está actualmente a situação da prática desportiva dos deficientes motores ao nível nacional, uma vez que a investigação irá incidir sobre este tipo de deficiência.
Segundo os seus estatutos internos, aprovado em Assembleia Geral 25 de Março de 2009, à FPDD, no âmbito das suas atribuições (artº 6º), compete promover, desenvolver e coordenar a prática do desporto para pessoas com deficiência de âmbito nacional e internacional, tendentes à
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expansão e integração do desporto, salvaguardando todas as condições específicas do desporto para as pessoas com deficiência.
A FPDD é a entidade que tutela o desporto para as pessoas com deficiência, a nível nacional, em articulação com as Associações Nacionais por área de deficiência suas filiadas e tem por fim prosseguir com os seguintes objectivos: promover, regulamentar e dirigir a nível nacional a prática de modalidades desportivas para as pessoas com deficiência em articulação e cooperação com os órgãos responsáveis pela tutela do desporto nacional, pela prevenção, reabilitação, integração e participação social das pessoas com deficiência, com as Associações Nacionais por áreas de deficiência, com o Comité Olímpico de Portugal, com a Confederação do Desporto de Portugal e outras federações congéneres; estimular a constituição e apoiar o funcionamento de associações por áreas de deficiência com fins desportivos.
Em 2008, nasce o Comité Paralímpico de Portugal (CPP), surge como uma organização pertencente ao Movimento Paralímpico tutelado pelo International Paralympic Comitee (IPC) e International Comitee for Spcrt for Deaf (ICSD), este promove o desporto adaptado de competição e alto rendimento.
O Comité Paralímpico de Portugal compromete-se a participar, como é sua missão e sua finalidade a nível nacional, na acções a favor da paz, da promoção das pessoas com deficiência no desporto, promovendo o desporto sem descriminação por razões políticas, religiosas, económicas, género, orientação sexual, raça ou língua, e independentemente do grau de deficiência.
Este tem como objectivo e âmbito de intervenção, o Desporto de Alto Rendimento (de Excelência Desportiva), tendo por objectivo a Participação em Campeonatos da Europa e do Mundo, visando a qualificação para a participação nos Global Games, Surdolímpicos e nos Jogos Paralímpicos, no âmbito do Movimento Associativo Desportivo (mais de 70 Federações desportivas de modalidade e mais de 10.000 clubes desportivos); o Desporto Terapia, através dos Centros Hospitalares e de Reabilitação bem como das Entidades Públicas e Privadas que enquadram programas de reabilitação e terapia através do desporto (Hipoterapia, Remoterapia, Hidroterapia, etc.).
Promove ainda, o Desporto para Todos / Lazer e Recreação, a actividade física e o desporto enquanto um “Direito Humano”, na área da “Saúde e Exercício”, na promoção da “Qualidade de Vida”, na “Inclusão Social”, na “Ocupação dos Tempos Livres”; o Desporto na Escola, nos Ensinos Não Superior e Superior, através da Educação Física e do Desporto na Escola, nos Estabelecimentos das Entidades Públicas ou Privadas.
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Permite representar, nas matérias das suas atribuições, as federações desportivas nacionais junto do Governo e organismos oficiais e promover a difusão dos valores dos JP nos programas de ensino da educação física e desporto nos estabelecimentos escolares e universitários. Em Portugal, a FPDD, ficou responsável pela participação portuguesa nos JP.
Infelizmente ainda hoje são poucos os clubes portugueses onde existe desporto adaptado, pelo que a organização de competições ainda se encontra numa fase muito ancestral de desenvolvimento (Seabra, 1999). Apesar de poucos clubes, o desporto adaptado tem beneficiado de uma crescente popularidade pelo aumento do número de praticantes e eventos.
O desporto para pessoas com deficiência apresenta práticas adaptadas e particulares que lhe são inerentes e o identificam, assumindo, desta forma, uma identidade própria, no entanto, ainda procura um espaço social equivalente ou tão próximo quanto o possível do desporto em geral (Varela, 1991). Citando o mesmo autor, “o desporto para pessoas com deficiência, inicialmente confinado à sua componente médico-terapêutica, estende-se hoje, cada vez mais, às capacidades sociais múltiplas de cada indivíduo. A sua componente sócio- cultural ganha uma nova dimensão, procurando a integração das suas práticas e do próprio atleta no desporto em geral e na sua reabilitação social através dela” (1991, p.55).
Porém, reconhecem-se as dificuldades existentes no desporto de alta competição em Portugal. Estas mesmas dificuldades duplicam quando falamos de atletas com deficiência e estatutos de alta competição, nomeadamente ao nível da procura e manutenção dos empregos, na falta de financiamentos do Estado, nos custos inerentes a cada modalidade, ao nível dos equipamentos e recursos humanos, entre outros (Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes, 2004).
Hoje, os JP são o evento de elite para os atletas com deficiência. Estes cresceram de forma bastante acentuada desde os primeiros Jogos em Roma em 1960, em que participaram 400 atletas representando 23 países até a Pequim, 2008, com 4.000 atletas de 150 países (International Paralympic Committee, 2009).