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7. ANALYSE/RESULTAT – HVA HANDLER POLITIPATRULJENS PRAKSIS OM?

7.5 Bevisste handlinger for å unngå bruk av fysisk makt

2009, por meio de entrevista estruturada, dirigida pela pesquisadora, uma mestranda e uma graduanda da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, as quais receberam treinamento prévio, pela pesquisadora, para a aplicação do instrumento proposto.

Foi utilizado um instrumento de coleta de dados contendo quatro partes:

Parte 1 – baseou-se no instrumento Older Americans Resources and

Services (OARS), elaborado pela Duke University em 1978, e validado para cultura

brasileira por Ramos (1987). Para este estudo, re-adaptações foram realizadas com a finalidade de adequá-lo aos objetivos propostos. As adaptações consistiram, principalmente, na não consideração de algumas questões referentes às variáveis: identificação (cor da pele, filhos adotivos e falecidos); perfil social (compartilha seu espaço de dormir); estilo de vida (fumo, prática de atividades físicas); condição de saúde (dentição, dificuldade para mastigar, uso de prótese dentária, dificuldade para falar, quedas, fraturas); uso e acesso a serviços de saúde; rede de apoio familiar.

Assim sendo, a re-adaptação constou dos seguintes itens (APÊNDICE A): Dados de identificação - sexo, idade, local de nascimento e residência, estado conjugal e número de filhos;

Perfil social do idoso - escolaridade, fonte de renda e benefícios, atividade profissional exercida, tempo de benefício, auto-percepção da situação econômica e moradia;

Estilo de vida - ingestão de bebidas alcoólicas;

Avaliação funcional - avaliação do desempenho para as Atividades Básicas e Instrumentais da Vida Diária;

Condições de Saúde - percepção a respeito da própria saúde, doenças referidas, uso de medicações, limitações físicas, uso de acessórios para locomoção, alterações visuais e auditivas.

Parte 2 - Questões referentes à terapia medicamentosa - tempo de uso de medicamentos contínuos, número de medicações em uso, se recebeu orientações sobre o uso dos medicamentos, se ficou com dúvida após as orientações, se recebeu orientações sobre onde comprá-los, onde obtém medicamentos, dificuldades encontradas para seguir a terapêutica medicamentosa, qual a maior dificuldade, como é tomar medicamentos diariamente, necessidade de

mudar rotina devido ao uso de remédios, presença de efeitos colaterais, uso de chás e/ou simpatias em substituição a algum medicamento (APÊNDICE B).

Esta parte do instrumento foi construída pela pesquisadora com base na literatura e submetida à validação de rosto. Este tipo de validação necessita da colaboração de profissionais especialistas na área ou sujeitos da pesquisa que, ao realizarem uma leitura do instrumento, avaliam seu conteúdo (WOOD; HABER, 2001). Desta forma, foi encaminhado para análise de três pesquisadores das áreas clínica e gerontologia e as sugestões indicadas foram acatadas e organizadas na formatação atual.

Parte 3 - Avaliação do estado mental do idoso - Miniexame do estado mental (MEEM) - (ANEXO A), instrumento que pode ser utilizado para detecção de perdas cognitivas, avaliação da evolução de doenças e de resposta ao tratamento (BERTOLUCCI et al., 1994).

O instrumento é dividido em duas partes: uma, que abrange orientação, memória e atenção, com pontuação máxima de 21 pontos e outra, que aborda habilidades específicas como nomear e compreender, com pontuação máxima de 9 pontos, totalizando um escore de 30 pontos (FOSTEIN; FOSTEIN; MCHUGH, 1975). Os valores mais altos do escore indicam maior desempenho cognitivo.

Dessa forma, aborda questões referentes à memória recente e registro da memória imediata, orientação temporal e espacial, atenção e cálculo e linguagem - agnosia, afasia, apraxia e habilidade construcional. Foi criado por Folstein, Folstein e Mchugh (1975) e, no Brasil, foi validado por Bertolucci et al. (1994) e modificado por Brucki et al. (2003), sendo amplamente utilizado como instrumento clínico e de pesquisa.

Devido à conhecida influência do nível de escolaridade sobre os escores totais do MEEM, já detectada em trabalhos como o de Almeida (1998), autores como Bertolucci et al. (1994), Caramelli e Nitrini (2000), Brucki et al. (2003) adotam notas de corte diferentes para pessoas com distintos graus de instrução. Como não há consenso em relação a esta temática, para este estudo optou-se por empregar a nota de corte de acordo com os níveis de escolaridade descritos por Brucki et al. (2003), ou seja, 20 pontos para analfabetos; 25 pontos para pessoas com escolaridade de 1 a 4 anos; 26,5 para 5 a 8 anos; 28 para aqueles com 9 a 11 anos e 29 para mais de 11 anos, considerando-se a recomendação de utilização dos

escores de cortes mais elevados (NITRINI et al., 2005).

Parte 4 - Medida de Adesão ao Tratamento (MAT) - (ANEXO B). Trata- se de uma escala utilizada para identificar a adesão ao tratamento medicamentoso. Foi adaptada por Delgado e Lima (2001), compreendendo sete itens, sendo que, destes, os de números 1, 2, 3 e 4 foram adaptados da escala de Morisky, Green e Levine (1986), o de número 7 adaptado de Shea et al. (1992) e o de número 6 de Ramalhinho (1994). Morisky, Green e Levine (1986), inicialmente, utilizaram uma escala com 4 itens para avaliar a adesão ao tratamento; esses itens eram respondidos de forma dicotômica (“sim/não”), sendo que o “não” significa a adesão, realizando-se, na época, uma validação concorrente dos itens, tomando como critério o controle da pressão arterial.

Delgado e Lima (2001) validaram o instrumento em Portugal, verificando as respostas na escala de Likert, em comparação à dicotômica de Morisky, Green e Levine (1986), de forma a melhorar a qualidade psicométrica do instrumento em sensibilidade, especificidade e consistência interna. A escala de Likert apresenta uma série de itens favoráveis ou desfavoráveis a um fenômeno e as respostas indicam a concordância ou discordância com cada afirmação, sendo o escore total da pessoa determinado pela soma dos escores dos itens (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004).

Assim, realizaram um estudo com 167 sujeitos, entre 23 e 87 anos de idade, com variadas doenças crônicas. Metade dos sujeitos respondeu às questões em escala dicotômica (sim = 0 e não = 1) e os demais responderam em escala de Likert (sempre = 1 a nunca = 6). As respostas, no caso daqueles que responderam de forma dicotômica, foram somadas para verificação do nível de adesão. Para os que responderam sob a forma de Likert, a adesão foi verificada pela somatória dos valores respondidos e dividida pelo número de itens. Nos dois casos, a adesão foi considerada quando os valores eram mais elevados.

Realizaram ainda uma validação concorrente da escala, utilizando a contagem de medicamentos como critério. Verificaram, então, consistência interna adequada (p < 0,001) na utilização da escala com sete itens e respostas na forma de escala de Likert, que também revelou maior sensibilidade (0,77) e especificidade (0,73) para captar os diversos componentes de adesão ao tratamento.

Desta forma, a MAT, proposta por Delgado e Lima (2001), composta por 07 questões, referentes ao tratamento medicamentoso, determina que, para cada

questão, as respostas sob a forma de likert e pontuações são sempre (1), quase sempre (2), com frequência (3), às vezes (4), raramente (5) e nunca (6). As respostas de cada uma das questões são somadas e divididas pelo número total de questões e o valor obtido é convertido em uma escala dicotômica construída para indicar os sujeitos com adesão ou não ao tratamento medicamentoso. Considera-se como não adesão ao tratamento os valores obtidos de 1 a 4 (respostas: sempre, quase sempre, com frequência e às vezes) e como adesão valores 5 e 6 (respostas: raramente e nunca).

No Brasil, este instrumento foi utilizado no estudo de Faria (2008) com o objetivo de avaliar os fatores que interferem na adesão à terapêutica medicamentosa em diabéticos tipo 1, maiores de 18 anos, cadastrados em um Grupo de Educação em Diabetes de um Centro de Pesquisa e Extensão Universitária do interior paulista.

3.4.1 Pré-Teste

Foi realizado um pré-teste, no período de 20 a 30 de janeiro de 2009, com 05 idosos atendidos no ambulatório, local de estudo, utilizando-se os instrumentos de coleta de dados, com a finalidade de determinar se o instrumento foi formulado com clareza, sem parcialidade e se é eficaz na geração das informações às quais se destina (POLIT; BECK; HUNGLER, 2004).

Neste sentido, os objetivos do pré-teste foram verificar a clareza das perguntas, entendimento e compreensão dos entrevistados, a coerência das perguntas, a duração das entrevistas, a adequada estruturação dos instrumentos de coleta de dados, considerando a sequência das perguntas, existência de interferência da sequência nas respostas dadas e o espaço deixado para as mesmas, além de verificar a aplicabilidade de todos os instrumentos de coleta de dados a população a ser estudada.

Após este procedimento verificou-se a necessidade de alterar a estrutura. Algumas questões foram modificadas para facilitar o entendimento dos idosos e das entrevistadoras, além de observar que a entrevista deveria ser realizada somente após as consultas médicas, devido ao tempo necessário para conclusão das mesmas, considerando que a aplicação anterior às consultas poderia causar atrasos aos atendimentos médicos e consequente prejuízo aos clientes.

3.4.2 Entrevistas

As entrevistas foram realizadas em determinados dias e horários, de acordo com a disponibilidade dos entrevistadores. Foram aplicadas entre segunda e sexta-feira, no período entre 07h00 e 20h00, e, aos sábados, entre 07h00 e 13h00. Assim, nos dias determinados para a realização das mesmas era verificada, no programa computacional do Ambulatório, a agenda que continha nome e idade dos clientes que seriam atendidos naquele dia, bem como os horários das consultas, especialidades e médicos responsáveis pelo atendimento; em seguida era realizada a impressão da mesma.

De posse da agenda impressa, a entrevistadora destacava os nomes dos idosos com a finalidade de identificar os horários de atendimento e as salas nas quais seriam atendidos.

Dessa forma, o idoso era abordado após a consulta médica, quando o entrevistador se identificava, questionava sobre o uso contínuo de medicamentos por prescrição médica e se eles próprios eram os responsáveis pela administração dos mesmos. Neste momento, eram realizados os devidos esclarecimentos sobre o estudo, apresentado e discutido o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (APÊNDICE C). Após os esclarecimentos e aquiescência de cada participante, era solicitada a assinatura e entregue uma cópia do termo.

Assim, as entrevistas eram realizadas no próprio ambulatório, em um consultório disponível naquele momento, no intuito de garantir a privacidade e evitar possíveis interrupções e ruídos. As entrevistas tiveram duração média de 40 minutos.