3 Litteraturgjennomgang
3.4 Betydning av penisfunksjon
pesquisa realizada pelo Crepop (CFP/CREPOP/2009). Estes devem conter informações sobre as ações desenvolvidas no atendimento aos indivíduos e/ou famílias acompanhadas pela equipe no CREAS. Através do relatório deve ser possível observar o processo do atendimento e acompanhamento da família ao longo do tempo, trazendo informações relevantes para compreensão do caso em tela. No caso dos psicólogas(os) é preciso observar o disposto na Resolução do CFP nº 07 de 2003, que dispõem sobre a produção de documentos. Segundo a
referida Resolução, os relatórios devem conter uma redação bem estruturada e apropriada ao que se destina. Nele as afirmações devem apresentar sustentação em seu corpo, com análise do que é apresentado e uma conclusão decorrente do que foi desenvolvido no atendimento e acompanhamento. O relatório deve ter como referência o Plano de Acompanhamento individual e/o familiar, e deve considerar e analisar os condicionantes históricos e sociais e seus efeitos na constituição dos sujeitos, trazendo para reflexão os aspectos subjetivos que se implicam na relação indivíduo e seu contexto social e que por vezes constituem dinâmica de violações. Na elaboração de documentos a(o) psicóloga(o) deve também observar os princípios e dispositivos do Código de Ética Profissional do Psicólogo.
Observa-se ainda, que “Os relatórios do CREAS não devem se confundir com a elaboração de “laudos periciais”, relatórios ou outros documentos com finalidade investigativa que constituem atribuição das equipes interprofissionais dos órgãos do sistema de defesa e responsabilização” (BRASIL, 2011, p.43 e 70(b)).
Reunião de Equipe – Tem como objetivo debater e problematizar o trabalho articulado e integrado, avaliar e definir caminhos possíveis para seu desenvolvimento. Traz para reflexão questões operacionais e referentes às relações e articulações da equipe. Momento em que o trabalho desenvolvido deve ser debatido e avaliado, possibilitando rever o planejamento e metas estabelecidas. Deve manter uma periodicidade, com pauta estabelecida e presença de toda equipe. A partir do monitoramento das ações a equipe poderá avaliar as estratégias utilizadas, as responsabilidades estabelecidas no processo, encaminhamentos efetivados no período, referência e contra-referência, articulações e parcerias com a rede. De forma objetiva, avaliar o trabalho do serviço, da equipe (interno-externa) e demandas para atingir objetivos propostos no serviço. Este espaço deve contemplar o debate de questões operacionais e conceituais, conjunturas e dilemas, contradições vivenciadas viabilizando a articulação e integração da equipe.
leitura de textos, dividindo o espaço de reunião em aprimoramento teórico, discussão, construção e avaliação objetiva do trabalho planejado, possibilitando, ainda, supervisão técnica com presença, inclusive, de profissionais externas ao equipamento, como por exemplo integrantes de Instituições de Ensino Superior ou especialistas que possam contribuir no desenvolvimento e qualificação da equipe.
Reunião para Estudo de Caso – Espaço para estudo e análise dos casos em acompanhamento no serviço. O objetivo é ampliar a compreensão de indivíduos e famílias em suas relações, particularidades e especificidades, na busca de estratégias e metodologias de intervenção para alcance dos resultados identificados e apontados no Plano de Acompanhamento individual e/ou familiar, avaliando resultados alcançados e demandas, assim como necessidade de readequações.
Deve manter periodicidade e contar com todos os envolvidos no caso atendido, contemplando não apenas a equipe do CREAS, mas também profissionais da rede conforme pertinência. A troca entre profissionais de diferentes áreas é privilegiada neste espaço contribuindo para o trabalho multi ou interdisciplinar.
Nesse processo de registro da prática e construção de referências, indagações se destacam e apontam para as urgências no processo de implementação da política, bem como na construção de referências para o fazer técnico. Afinal trabalhamos com realidades dinâmicas, que falam e traduzem estruturas, relações de poder, saberes, trocas, vivências e realizações. Mas se tem o desafio de construir o novo sem abandonar ou desqualificar o que vem sendo realizado e sim avaliar o que melhor atende as demandas contemporâneas da sociedade. As indagações do cotidiano trazem maior clareza à percepção de que o objeto do trabalho na Política de Assistência Social são as relações individuais, coletivas e institucionais. Não se trata apenas de atender a questões materiais, mas as implicações da falta de condições na vida dessas famílias e da comunidade em geral.
impõe: construir práticas que agreguem diferentes campos de conhecimento para a intervenção psicossocial, intersetorial, em rede e em equipe, mantendo exaustivo debate sobre o fazer, resultados e potenciais futuro. É preciso construir uma prática profissional pautada na análise de contextos culturais, sociais, econômicos e políticos que estabelecem relações de poder e conflito que interferem profundamente em indivíduos e famílias e sua maneira de relacionar-se com o externo, uma vez que reagem ao que lhe afeta, como em situações de desemprego, violência, falta de acesso a bens e direitos, discriminação, dentre outros. Isso exige dos profissionais a construção de um fazer técnico diferenciado, que, sem perder as especificidades de cada área do conhecimento, somem entre si para reconhecer os sujeitos das políticas de atenção em sua integralidade e especificidade.
Tem-se como mais um dos desafios problematizar a formação que deve estar embasada na realidade de atuação do profissional de Psicologia, apontando a complementariedade e singularidade em relação ao trabalho em equipe nas políticas públicas. A atuação traz o questionamento de como constituir um fazer apropriado da trajetória histórica das políticas no país, incorporando os princípios e diretrizes das legislações da Assistência Social.