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Após a segmentação da carteira de clientes pelo critério de porte, percebeu-se que a segmentação efetuada sobre a amostra do presente trabalho não se aplicava ao modelo de árvore de decisão, pois, em relação a amostra do presente trabalho, houve uma redução de acurácia se comparado ao modelo de árvore de decisão anterior à segmentação. Apesar da leve melhora na acurácia dos adimplentes, houve uma queda brusca no acerto dos inadimplentes.

A tabela a seguir indicando os clientes adimplentes, categorizados como 0 e os inadimplentes, categorizados como 1, demonstra a redução do poder preditivo do modelo em relação ao modelo anterior a segmentação, conforme citou-se.

Nota-se também que cada um dos segmentos, mantiveram um índice de curva ROC médio adequado de 0,8077, porém inferior ao obtido quando processado o modelo geral, anterior a segmentação.

Tabela 16 – Árvore de decisão com segmentação

Fonte: O autor

A tabela 17 a seguir mostra os principais resultados encontrados pós segmentação, analisando-se os segmentos combinados com o modelo anterior a segmentação. Na amostra subdvidida em três segmentos conforme tabela 15, o percentual combinado de acertos de bons

pagadores foi de 92,32% e 68,66% para os inadimplentes, obtendo-se uma redução global de acurácia no modelo segmentado de 0,3% (89,4% - 89,7%).

Tabela 17 - Comparação de resultado da amostra original versus segmentada – Árvore de decisão

Fonte: O autor

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A concessão de crédito é uma atividade que sempre estará ligada ao risco. Em função deste contexto, diversas metodologias têm sido desenvolvidas, pelo mercado e pela academia, a fim de, com certo grau confiável de acurácia, separar bons e maus pagadores.

Diante deste panorama, aliado a importância deste tema não só a Indústria BASE, mas ao mercado como um todo, o presente trabalho objetivou avaliar alguns destes modelos a fim de testar suas acurácias antes e após segmentação da amostra, a fim de verificar a influência deste procedimento.

A presente pesquisa não tem a pretensão de comparar os três modelos utilizados na mesma com o intuito de informar qual o melhor, e sim avaliar a influência da técnica de agrupamento/segmentação em relação as acurácias dos modelos. A que se ressaltar que se trabalhou uma amostra específica pertencente à Indústria BASE.

Optou-se, conforme metodologia da presente pesquisa, pela utilização de três modelos para a avaliação do risco de crédito, sendo dois paramétricos, análise discriminante e regressão logística, e um não paramétrico, árvore de decisão.

O modelo de árvode de decisão, conforme amplamente citou-se no presente trabalho, se refere a um método não paramétrico e, consequentemente, não está subordinado aos pressupostos estatísticos de modelos como a análise discriminante e regressão logística.

Sendo assim, analisando o processo sem segmentação, o melhor desempenho foi o do modelo CART que classificou corretamente 89,7% das observações, sendo que 82,1% dos maus pagadores foram classificados corretamente; saliente-se que o modelo de Regressão Logística classificou corretamente 91,4% das observações, no entanto, apenas 44,8% dos os maus pagadores foram classificados corretamente. Isto é relevante porque os maus pagadores têm um custo de classificação errada (falta de pagamento do bem entregue em confiança) bem maior que o custo de classificar erradamente um bom pagador (perda da margem de lucro da venda).

Figura 31 – Comparativo de acurácia dos modelos – pré segmentação

Fonte: O autor

Pós segmentação, os dois modelos que tiveram melhora em sua performance foram os modelos paramétricos, análise discriminante e regressão logística, sendo que houve uma redução na performance do modelo não paramétrico de árvore de decisão – CART.

Considerando o processo com segmentação nota-se que os modelos paramétricos tiveram ganhos significativos, sendo que o modelo de Regressão Logística alcançou um resultado expressivo com 98,0% do total de acertos, identificando corretamente 91% dos maus pagadores. Não surpreendeu o CART ter piorado seu desempenho, pois sendo um modelo não paramétrico não foi influenciado pela redução da variância e sim pelas características das novas subamostras analisadas.

A figura 32 demostra a evolução, pós segmentação, da acurácia dos modelos paramétricos em relação ao modelo não paramétrico. A que se ressaltar que não é o objetivo do presente estudo avaliar se métodos paramétricos são mais eficazes que os não paramétricos e vice-versa.

Figura 31 – Comparativo de acurácia dos modelos – pós segmentação

Face os resultados encontrados, pode-se afirmar que a técnica de segmentação melhorou o resultado dos modelos paramétricos pela redução da variância das subamostras (estratos) analisadas, no entanto não surtiu efeito favorável no modelo não paramétrico. O modelo de Regressão Logística com segmentação apresentou um resultado superior, no entanto deve-se considerar que o modelo está ajustado para a amostra que foi selecionada.

Finalizando, conclui-se que o objetivo da presente pesquisa foi alcançado ao identificar que os métodos testados possuem capacidade preditiva adequada e, portanto, são capazes de separar, com taxa robusta de acurácia, bons e maus pagadores. Ressalvando-se o aspecto de validação e a possibilidade de ajustes nos modelos, pode-se afirmar que a Indústria Base pode contar com uma ferramenta adicional, prática e eficiente, de seleção de clientes.

Obviamente, há questões que não foram consideradas ou aprofundadas na presente pesquisa, abrindo, portanto, a oportunidade para explorá-las em estudos futuros.

Sendo assim, diante deste contexto, poder-se-á verificar em estudos adicionais os seguintes aspectos:

a) Avaliação do ponto de corte adequado aos modelos paramétricos, à luz do item 2.8.6.2 do presente trabalho, frente ao objetivo final de qualquer companhia que é o de maximizar seus resultados, levando em consideração que os erros tipo I e tipo II possuem custos diferenciados para a companhia.

b) Avaliar com qual período de antecedência o modelo é capaz de prever os eventos de default, com o mesmo poder adequado de acurácia.

c) Comparar os níveis de acurácia do modelo de árvore de decisão, pela metodologia CART, antes e pós segmentação, porém, para uma amostra percentual mais expressiva em relação a população.

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APÊNDICES

Apêndice A – PRINCIPAIS OUTPUTS SPSS (CARTEIRA SEGMENTADA – ANÁLISE

DISCRIMINANTE)... 120 Apêndice B – PRINCIPAIS OUTPUTS SPSS (CARTEIRA SEGMENTADA – REGRESSÃO

LOGÍSTICA)... 121 Apêndice C – PRINCIPAIS SAÍDAS CART 6.0 (CARTEIRA SEGMENTADA – ÁRVORE DE DECISÃO)... 122

Apêndice A – PRINCIPAIS OUTPUTS SPSS (CARTEIRA SEGMENTADA – ANÁLISE DISCRIMINANTE)

Segmento Corporate Plus – categoria 3465

Segmento Corporate – categoria 1000

Apêndice B – PRINCIPAIS OUTPUTS SPSS (CARTEIRA SEGMENTADA – REGRESSÃO LOGÍSTICA)

Segmento Corporate Plus – categoria 3465

Segmento Corporate – categoria 1000

Apêndice C – PRINCIPAIS SAÍDAS CART 6.0 (CARTEIRA SEGMENTADA – ÁRVORE DE DECISÃO)

Segmento Corporate Plus – categoria 3465