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3 Beskrivelse av ulike modeller

3.3 Beskrivelse av modellene

Quanto à tecnologia mais essencial no dia-a-dia, observam-se diferenças significativas, por sexo, no que respeita à importância dada às máquinas. Metade das mulheres considera a máquina de lavar a roupa a tecnologia mais

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essencial, face a 15,2% dos homens. Homens e mulheres justificam esta resposta baseando-se na poupança de esforço e de tempo que esta tecnologia permite. Entre os homens, a tecnologia mais essencial é o carro (27%), seguido da máquina de lavar a roupa e, depois, com percentagens semelhantes, a televisão (14,7%), o frigorífico (14,4%) e o fogão (11,4%). Enquanto os homens dispersam as suas preferências por todas as categorias, as mulheres fazem escolhas mais focadas nas tecnologias de apoio às tarefas domésticas. Para elas, depois da máquina da roupa, aparece o fogão (15,5%), o carro (10,5%) e o frigorífico (9,1%).

Figura 2 - Tecnologia considerada essencial, por sexo (11 categorias)

Fonte: Inquérito por questionário em Braga e Castelo Branco (Projecto Tempo e Tecnologia)

Para sistematizar as respostas a esta questão, optamos por agregar as diversas tecnologias em 11 categorias, tendo como critério a função da máquina. Três destas categorias inserem-se na função de apoio doméstico (à manutenção da roupa, à preparação de comida, à limpeza); três encontram-se na categoria dos equipamentos “pretos”: as tecnologias de informação, as tecnologias de

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informação e comunicação, e as tecnologias de lazer. As restantes categorias contemplam as infraestruturas; as tecnologias em prol do bem-estar e cuidados pessoais; aquelas que se enquadram no contexto do trabalho profissional; os transportes; e uma categoria “outras”.

Observamos que para as mulheres são mais importantes as tecnologias de apoio ao tratamento da roupa (tarefa que permanece fortemente feminina, apesar da sua mecanização), de apoio à alimentação (fogão e frigorífico) e o transporte (carro). Por seu lado, os homens referem primeiro os transportes, seguidos das tecnologias de apoio às refeições (o frigorífico e o fogão) e, por último, aquelas utilizadas para a roupa.

Quadro 33 - Tecnologia considerada essencial segundo o sexo

Tecnologia Homem Mulher Total

Tec. apoio doméstico N 96 177 273 % 45,7 81,6 63,9 TIC / Lazer N 47 13 60 % 22,4 6,0 14,1 Bem-estar/cuidado pessoal N 1 0 1 % 0,5 0 0,2 Infraestruturas N 4 3 7 % 1,9 1,4 1,6 Transporte N 61 23 84 % 29,0 10,6 19,7 Outras N 1 1 2 % 0,5 0,5 0,5 Total N 210 217 427 % 100,0 100,0 100,0

Fonte: Inquérito por questionário em Braga e Castelo Branco (Projeto Tempo e Tecnologia)

Quando utilizamos um outro nível de agregação, ou seja, aquele de seis categorias – agregando algumas funcionalidades numa categoria mais abrangente - (quadro nº 33), observam-se diferenças significativas por sexo (χ² = 61.535, g. l. = 5, p = 0.000). A esmagadora maioria das mulheres (81%) considera essenciais as tecnologias de apoio ao trabalho doméstico, face a menos de metade dos homens (45%). O segundo lugar é dado às tecnologias

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relacionadas com o transporte. Entre os homens, quase um terço considera estas muito importantes, face a 10% entre as mulheres. Finalmente, as tecnologias de informação e/ou de comunicação e os aparelhos para o lazer ocupam um lugar destacado para os homens, com 22%, face a 6% entre as mulheres.

Se cruzarmos a idade e o sexo com a opinião acerca da indispensabilidade de um tipo de tecnologia, as diferenças de género mantêm-se. As mulheres consideram mais essenciais as tecnologias de apoio às tarefas domésticas e os homens as do transporte, as TIC e os equipamentos de lazer. É de realçar que entre as mulheres, as mais novas (com menos de 40 anos) referem significativamente menos vezes as tecnologias domésticas e mais as de transporte, as TIC e as tecnologias de lazer como essenciais, do que o resto das mulheres (χ² = 22.756, g. l. = 8, p = 0.004). Quanto menor a idade, menos relevância conferem ao doméstico e mais ao transporte (repare-se que a mobilidade é entendida como fonte de independência e o transporte como necessário para o emprego), às TIC e aos aparelhos de lazer.

Figura 3 - Tecnologia considerada essencial, por sexo e idade

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No caso dos homens, não existem grandes diferenças por idade. Os mais idosos (com mais de 60 anos) consideram menos importantes as tecnologias de informação e/ou de comunicação e as tecnologias de lazer, e mais os equipamentos de apoio ao trabalho doméstico, às refeições (como o frigorífico e o fogão), embora sejam poucas vezes mencionadas aqueles de limpeza. Este resultado vinca a permanência das representações do espaço doméstico como espaço de reprodução de necessidades básicas, tais como comer, dormir, fazer higiene. Também é local de lazer, como se pode deduzir da atividade “ver televisão”.

A relevância que os homens concedem aos transportes (nomeadamente o carro) é independente da idade. Os homens são, em relação a esta dimensão, mais parecidos entre si, enquanto entre as mulheres verifica-se uma diferença gradual segundo a idade. As mais novas (com menos de 40 anos) apresentam uma tendência mais semelhante aos seus homólogos masculinos, isto é, concedem mais importância ao transporte e às TIC e às tecnologias para o lazer e menos às tecnologias de apoio doméstico.

Mantêm-se as escolhas diferenciadas por sexo se analisarmos os dados conforme o nível de estudos. Embora se observem algumas variações entre os inquiridos com estudos superiores e os restantes, elas não são estatisticamente significativas. Entre os homens, os que têm estudos superiores consideram mais essenciais os transportes e as tecnologias associadas ao tratamento da roupa, o que denota alguma preocupação com o trabalho doméstico. É uma preocupação que aparentemente não se estender às tecnologias relacionadas com a alimentação (o fogão e o frigorífico).

Também as tecnologias de lazer e as tecnologias de informação e/ou de comunicação são positivamente apreciadas. No que respeita ao computador e ao telemóvel não se observam diferenças significativas entre os homens com estudos secundários e os homens com estudos superiores. As tecnologias de lazer e de informação têm uma importante expressão nos homens com um nível básico de estudos. Também entre as mulheres, o nível de estudos tem alguma influência. As que possuem estudos superiores referem mais vezes as TIC (em particular o computador) e o carro como essenciais e menos as tecnologias de apoio ao tratamento da roupa. No geral, aquelas com estudos

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básicos acham mais essenciais as tecnologias de apoio às tarefas domésticas (o que revela maior identificação com o papel tradicional), e menos essenciais os transportes e as TIC.

Uma visão agregada torna mais evidentes as diferenças existentes entre as mulheres com estudos superiores e as restantes, no sentido de as primeiras referirem menos vezes as tecnologias domésticas e mais as TIC e os equipamentos para o lazer como essenciais. As detentoras de habilitações de ensino secundário apresentam um padrão semelhante às que possuem estudos básicos, exceto no que diz respeito aos transportes, em que a percentagem é ligeiramente mais elevada. No caso dos homens, a agregação das categorias mostra resultados ainda mais finos, pois as diferenças relativas às TIC e tecnologias para o lazer verificadas por parte dos inquiridos com estudos superiores, face aos outros ficam neutralizadas, atendendo à importância que adquire a televisão entre os que possuem estudos de nível básico e secundário.

Figura 4 - Tecnologia considerada essencial, por sexo e nível de escolaridade

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