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Beretning om skreifisket i Nordlands amt 1916

In document AARSBER. ETNING (sider 21-42)

2.5.1 Aspectos gerais

Em qualquer projeto de avaliação, uma das principais tarefas é a definição de um sistema com o objetivo de determinar e clarificar o que vai ser medido e o que se espera da medida. Um sistema é um modelo conceitual que ajuda a selecionar e organizar questões que vão definir o que vai ser medido pelos indicadores (VAN BELLEN, 2002).

De acordo com Silva (2014), com o intuito de avaliar o desenvolvimento sustentável e auxiliar na análise e tomada de decisões, inúmeros sistemas de indicadores como o Indicador de Progresso Genuíno, o Índice Ambiental de Sustentabilidade, os Objetivos do Milênio, entre outros, foram criados. Tais sistemas são utilizados para analisar a formulação de políticas públicas ligadas às atividades de programação e gestão pública nas esferas governamentais da União, Estados e Municípios.

Van Bellen (2002) explica que, nos dias atuais, a maior fonte de indicadores ambientais são as publicações da OECD (Organization for Economical Cooperation and Development), que fornecem um mecanismo para monitoramento do progresso ambiental para os países que fazem parte desta instituição. O grupo de indicadores elaborados por essa organização é limitado em tamanho porém abrange uma grande área de questões ambientais. Com esse trabalho, a OECD visa rastrear o progresso ambiental e fazer uma integração entre preocupações ambientais, políticas públicas e política econômica.

A figura 2 demonstra alguns dos sistemas mais conhecidos para avaliação de desenvolvimento sustentável e as diferentes dimensões onde atuam. Cada um possui aspectos únicos e mostra-se mais apropriado para uma determinada realidade.

Figura 2 – Sistemas de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável

Fonte: Van Bellen (2002).

No qual:

BIPM: Biodiversity Indicators for Policy Makers (Indicadores de Biodiversidade para Tomadores de Decisões)

CS: Compass of Sustainability (Compasso de Sustentabilidade)

DSR: Driving Force-State-Response (Força motriz/Estado/Resposta) HDI: Human Development Index (Índice de Desenvolvimento Humano)

ISEW: Index of Sustainable Economic Welfare (Índice de Sustentabilidade de bem-estar econômico)

MEP: Monitoring Environmental Progress (Monitoramento do Progresso Ambiental)

PSR: Pressure-State-Response (Pressão/Estado/Resposta)

SEEA: System of Integrated Environmental and Economic Accounting (Sistema Ambiental Integrado e Conta Econômica)

TMC: Total Material Consuption (Total de Material Consumido) TMI: Total Material Input (Total de Entrada de Material)

2.5.2 Ferramentas para avaliação do Desenvolvimento Sustentável

Há diversas ferramentas que procuram avaliar o grau de sustentabilidade do desenvolvimento. Este trabalho irá explicitar sobre as três consideradas mais relevantes na concepção de Van Bellen (2002).

2.5.2.1 Método da Pegada Ecológica (Ecological Footprint Method)

De acordo com Van Bellen (2002), a ferramenta representa o espaço ecológico correspondente para sustentar um determinado sistema ou unidade. Esta técnica é considerada tanto analítica e educacional, tendo em vista que ela não só analisa a sustentabilidade das atividades humanas, como também contribui para a construção de consciência pública a respeito dos problemas ambientais e auxilia no processo decisório.

Ainda de acordo com o autor, trata-se uma ferramenta que transforma o consumo de matéria-prima e a produção de dejetos, de um sistema econômico ou população humana, em área correspondente de terra ou água produtiva. O método não procura definir a população para uma determinada área geográfica em função da pressão sobre o sistema, mas, sim, calcular a área requerida por uma população de um determinado sistema para que esta população se mantenha indefinidamente.

A estrutura da abordagem é feita da seguinte maneira: primeiro é calculado a média anual de consumo de itens particulares de dados agregados, nacionais ou regionais, por

meio da divisão do consumo total pelo tamanho da população. O passo seguinte é determinar, ou estimar, a área apropriada per capita para a produção de cada um dos principais itens de consumo. A área do Ecological Footprint média por pessoa é calculada pelo somatório das áreas de ecossistema apropriadas por cada item de consumo de bens ou serviços. No final, a área total apropriada é obtida através da área média apropriada multiplicada pelo tamanho da população total (VAN BELLEN, 2002).

2.5.2.2 Painel de Sustentabilidade (Dashboard of Sustainability)

Hardi e Semple (2000) afirmam que o termo Dashboard of Sustainability ou Painel de Sustentabilidade é uma expressão que faz referência ao conjunto de instrumentos e controles situados abaixo do para-brisa de um veículo. O International Institute for Sustainable Development (IISD) é o responsável pela coordenação do desenvolvimento do sistema e possui a principal fonte de informação sobre o mesmo.

Sendo empregado em aproximadamente 200 países, segundo Hardi e Jesinghaus (2002), o método retrata as imposições da Agenda 21. Trata-se de uma ferramenta disponibilizada on-line de apresentação atrativa e concisa da realidade capaz de chamar a atenção do público-alvo.

Ainda de acordo com Hardi e Jesinghaus (2002), a estrutura do método engloba as seguintes dimensões divididas entre 60 indicadores:

1) Social: equidade, saúde, segurança, educação, habitação e população; 2) Econômica: estrutura e padrões de consumo e de produção;

3) Ambiental: solo, ar, águas e biodiversidade.

Como mostra na figura 3, cada mostrador possui um ponteiro que mostra o valor atual da performance do sistema, um gráfico que indica as mudanças da performance em relação ao tempo, e um aferidor que mostra a quantidade restante de certos recursos críticos. Abaixo de cada mostrador existe uma luz de alerta, as quais são disparadas quando há uma extrapolação dos níveis limites ou ocorre uma mudança muito rápida no sistema com o intuito de chamar a atenção para o indicador (BENETTI, 2006).

Figura 3 – Painel de Sustentabilidade

Fonte: traduzido de Van Bellen (2002), adaptado de Hardi e Zdan. (2000)

2.5.2.3 Barômetro de Sustentabilidade (Barometer of Sustainability)

De acordo com Prescott-Allen (2001), a ferramenta de mensuração chamada de Barômetro da Sustentabilidade foi desenvolvida como um modelo sistemático orientado aos seus usuários com o intuito de medir a sustentabilidade. É destinado às agências governamentais e não governamentais, aos tomadores de decisão e às pessoas envolvidas com questões relativas ao desenvolvimento sustentável em qualquer nível do sistema.

O Barômetro de Sustentabilidade consiste em uma ferramenta para a combinação de indicadores e mostra seus resultados por meio de índices. Estes índices são apresentados por meio de uma representação gráfica, procurando facilitar a compreensão e dar um quadro geral do estado do meio ambiente e da sociedade (VAN BELLEN, 2002).

Cada indicador emite um aviso e quanto mais indicadores forem utilizados mais avisos poderão ser observados. Esta ferramenta procura avaliar o progresso em direção à sustentabilidade através da integração de indicadores biofísicos e de saúde social, sendo assim, apenas através da combinação dos indicadores é possível se obter uma visão geral do estado da sociedade e do meio ambiente. A ferramenta de avaliação é uma combinação do bem-estar humano e do ecossistema, sendo que cada um deles é mensurado individualmente por seus respectivos índices. Os indicadores para formar os índices são escolhidos apenas se puderem ser definidos em termos numéricos (BOSSEL, 1999).

Diante do que foi exposto nos tópicos anteriores, Van Bellen (2002) elaborou um resumo que pondera as características mais significativas das ferramentas a fim de verificar qual é mais proficiente no âmbito da avaliação do desenvolvimento sustentável. Este quadro está retratado abaixo:

Quadro 1 – Análise comparativa dos Indicadores de Sustentabilidade Categoria de Análise Método da Pegada

Ecológica Sustentabilidade Painel de Sustentabilidade Barômetro de

1 – Escopo Ecológico Ecológico

Social Econômico Institucional Ecológico Social 2 – Esfera Global Continental Nacional Regional Local Organizacional Individual Continental Nacional Regional Local Organizacional Global Continental Nacional Regional Local 3 – Dados

Tipologia Quantitativo Quantitativo Quantitativo

Agregação Altamente agregado Altamente agregado Altamente agregado 4 – Participação Abordagem top-down Abordagem mista Abordagem mista 5 - Interface

Complexidade Elevada Mediana Mediana

Apresentação Simples Simples

Recursos Visuais

Simples

Recursos Visuais

Abertura Reduzida - ↔ Mediana - ↑ Mediana - ↓

Potencial Educativo Forte impacto sobre público alvo

Ênfase na dependência dos recursos naturais

Maior impacto sobre tomadores de decisão Representação visual

Maior impacto sobre tomadores de decisão Representação visual Fonte: adaptado de Van Bellen (2002).

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