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BEREGNINGSMETODER I FØLGE DNV

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2. LASTER

2.1. BEREGNINGSMETODER I FØLGE DNV

A postura do herói de um romance considerado histórico deve servir para justificar o quão histórico a verdade narrada no enredo pode ser. O herói do romance histórico é o vetor de uma situação tal, que expõe aspectos importantes de uma sociedade. Essa tendência fundamental se expressa de imediato no modo como a trama é criada bem como o seu posicionamento. Muitas vezes ele surge a partir de um perfil simples, por vezes, até mesmo medíocre.

Em A letra Escarlate a heroína aparece no segundo capítulo. Ester é apresentada ao povo como parte da punição que recebeu devido à falta que cometera – um adultério. A cena é forte e apresenta Ester completamente, como uma figura ignominiosa e ímpia, um exemplo negativo para a sociedade. Revelando a situação na qual Ester se encontra, o narrador de Hawthorne apresenta claramente o modo de pensar e de agir comum a todos, os que administram aquela comunidade e que convivem naquele sistema.

O portão do cárcere escancarou-se de par em par. Surgiu, à frente, como sombra emergindo à clara luz solar, a horrorosa e inflexível figura de um beleguim municipal, com uma espada à tiracolo, segurando na mão o bastão do cargo. Esta

personagem prefigurava e representava em seu aspecto toda a cruel severidade do código puritano, que lhe competia, por dever de cargo, fazer cumprir e aplicar, em suas rígidas minudências, contra os transgressores. Estendendo para frente o bastão oficial com a mão esquerda, assentou a direita no ombro de uma mulher ainda nova, fazendo-a avançar; até que, sobre a soleira da porta, ela o repeliu com um gesto de natural dignidade e força de caráter, e adiantou-se para o ar livre, como se fizera por livre vontade. (HAWTHORNE, 1993, p. 55).

[The door of the jail being flung open from within there appeared, in the first place, like a black shadow emerging into sunshine, the grim and gristly presence of the town-beadle, with a sword by his side, and his staff of office in his hand. This personage prefigured and represented in his aspect the whole dismal severity of the Puritanic code of law, which it was his business to administer in its final and closest application to the offender. Stretching forth the official staff in his left hand, he laid his right upon the shoulder of a young woman, whom he thus drew forward, until, on the threshold of the prison-door, she repelled him, by an action marked with natural dignity and force of character, and stepped into the open air as if by her own free will (HAWTHORNE, 1999, p.45-46)].

Hawthorne não deixa de descrever a força da lei puritana representada por uma personagem que aparece ao lado de Ester, carregando uma espada a tiracolo, trazendo em seu aspecto toda a cruel simbologia da severidade puritana e cumprindo com suas rígidas decisões aplicadas a transgressores. A condenação de Ester deve servir de exemplo para toda a comunidade, pois a disciplina era parte da ordem puritana. Competia aos magistrados fazer cumprir e, por dever do cargo que defendiam, aplicar as penas em conformidade com a lei local.

Para os puritanos a família era a unidade básica e era nela, na mulher, em que a educação deveria começar. A sujeição das mulheres aos seus maridos fosse condição sinequa non para sustentação da família, elas exerciam autoridade decisiva no lar. Assuntos domésticos e educação diária das crianças constituíam responsabilidades das mulheres68. Ester, como todas as mulheres, não podia desobedecer os conceitos puritanos para a família.

Em situações como a de Ester, competia aos magistrados fazer cumprir e, por dever do cargo que defendiam, aplicar as penas em conformidade com a lei local. Ao ver revelado o sofrimento de Ester e sua exposição pública, o leitor ficará sabendo sobre o modo de tratamento liberado pelos magistrados puritanos em Salem. Ester, como personagem principal, apresenta-se completamente pronta, com todas as idiossincrasias prementes em um ser humano, inserido em um contexto histórico social específico. A demonstração de firmeza e de honestidade de Ester, a levam ao ponto de sacrificar-se. É o sistema em Salem que é sacrificador, portanto.

68 Aos homens cabia a responsabilidade de provimento e de ensino de um ofício aos filhos homens. Os homens

eram também responsáveis pela educação moral e religiosa bem como o comportamento moral de sua família, de uma maneira geral (APTHEKER, 1967).

O narrador de Hawthorne tem o cuidado de nos apresentar Ester a partir de uma detalhada preparação que vai além de uma descrição pessoal. Ele visa uma certa objetividade necessária que nos dá as chaves que abrem as portas de um quadro sócio-histórico que começa a ser revelado. Pode-se ver que Ester é a expressão da excentricidade e das mais autênticas aptidões humanas. Ela passa a ser o centro em torno do qual os acontecimentos se desdobram – no enredo – e no qual ela se deixa descrever por traços simplesmente naturais.

Quando a jovem mulher – mãe daquela criança – surgiu perante a multidão, seu primeiro impulso parece ter sido o de apertar a filhinha de encontro ao coração, não tanto por um extremo amor materno, quanto para desse amor ocultar um certo sinal que lhe haviam feito ou cosido sobre o seu vestido. Contudo, refletindo por um instante, e sensatamente, que um sinal de sua ignomínia só imperfeitamente serviria para cobrir o outro, tomou a criança no braço, e com um rubor de fogo nas faces, mas com um sorriso de altivez e um fulgor nos olhos de quem não se sentia envergonhada, contemplou em volta a multidão da cidade e dos arredores. Sobre o peito de seu vestido, apareceu, de fino tecido vermelho, cercada de engenhosos bordados e de fantasiosos floreados de fio de outro, a letra A. Estava trabalhada com tanta arte e exuberância de fantasia que dava a impressão de ser o último adorno no traje que Ester usava; e ostentava um esplendor inteiramente de acordo com o gosto da época, mas que ia muito além do que era permitido pelos regulamentos sumptuários da colônia. (HAWTHORNE, 1993, p.55-6).

[When the young woman — the mother of this child — stood fully revealed before the crowd, it seemed to be her first impulse to clasp the infant closely to her bosom; not so much by an impulse of motherly affection, as that she might thereby conceal a certain token, which was wrought or fastened into her dress. In a moment, however, wisely judging that one token of her shame would but poorly serve to hide another, she took the baby on her arm, and with a burning blush, and yet a haughty smile, and a glance that would not be abashed, looked around at her townspeople and neighbours. On the breast of her gown, in fine red cloth, surrounded with an elaborate embroidery and fantastic flourishes of gold thread, appeared the letter A. It was so artistically done, and with so much fertility and gorgeous luxuriance of fancy, that it had all the effect of a last and fitting decoration to the apparel which she wore, and which was of a splendour in accordance with the taste of the age, but greatly beyond what was allowed by the sumptuary regulations of the colony. (HAWTHORNE, 1999, p.46)].

A presença de Ester em um local de exposição no centro da cidade – trazendo no seu colo um bebê, recém-nascido – convida o leitor a interagir com o narrador do texto, na busca de entender os motivos e as razões pelas quais ela recebera tamanha punição. A implantação da cena – ela exposta em um patíbulo em uma praça –naquela realidade histórica é a condição primordial para se buscar as razões e decifrar exatamente as tendências do passado em Salem. Somente a reconstituição fiel do passado pode dar sentido à vida presente.

- Abram caminho em nome do rei, abram caminho! – bradou. – Deem passagem que a senhora Prynne vai ser exposta onde homens, onde homens, mulheres e crianças possam admirar sua elegante indumentária desde este momento até a uma hora depois do meio dia. Desçam as bênçãos de Deus sobre a virtuosa Colônia de

Massachusetts, onde a iniquidade é tirada de seu esconderijo e apresentada à luz clara do sol (HAWTHORNE, 1993, p.57).

[‗Make way, good people—make way, in the King‘s name!‘ cried he. ‗Open a

passage; and I promise ye, Mistress Prynne shall be set where man, woman, and child may have a fair sight of her brave apparel from this time till an hour past meridian. A blessing on the righteous colony of the Massachusetts, where iniquity is dragged out into the sunshine! (HAWTHORNE, 1999, p.48)].

Apresentando Ester como sendo a personagem que carrega um problema, Hawthorne também expõe a sociedade puritana e nos faz querer entender aspectos da continuidade histórica considerando os diferentes estágios de desenvolvimento social que, até chegar naquele ponto, formaram um itinerário.

A jovem mulher, de elevada estatura, era um modelo de requintada elegância. Cabelo escuro e farto, lustroso ao ponto de refletir a luz solar; o rosto, belo pela regularidade dos traços e riqueza de colorido, impressionava pela proeminência da fronte e pela cor negra dos olhos. Nada lhe faltava para ser uma perfeita dama, de acordo com as normas de gentileza feminina daqueles dias, caracterizada por um certo porte e dignidade, mais que pela delicada, evanescente e indiscutível graça, que para nós, hoje, é o mais sublime predicado da mulher (HAWTHORNE, 1993, p. 56).

[The young woman was tall, with a figure of perfect elegance on a large scale. She had dark and abundant hair, so glossy that it threw off the sunshine with a gleam; and a face which, besides being beautiful from regularity of feature and richness of complexion, had the impressiveness belonging to a marked brow and deep black eyes. She was ladylike, too, after the manner of the feminine gentility of those days; characterised by a certain state and dignity, rather than by the delicate, evanescent, and indescribable grace which is now recognised as its indication. (HAWTHORNE, 1999, p.46)].

Mas, nunca Ester se mostrara mais bela e senhoril, no melhor significado do termo, do que quando saiu da prisão, como nos conta o narrador do romance. Os que antes a conheciam e esperavam contemplá-la, velada e coberta por uma nuvem de decepção, ficaram admirados ao reparar tamanha formosura, mesmo depois daqueles dias dentro da cadeia municipal.

Ester carregava, ainda, em um de seus braços, uma criança a quem ela deu à luz ainda na prisão. Além de sua beleza, incomum a um ser humano aprisionado, um adorno fantasticamente tecido enfeita suas vestes. Ela chamava atenção de todos, mais agora, paradoxalmente, pela sua beleza do que pelo erro que cometera. A presença da criança reforça ainda mais a curiosidade dos que estão à sua volta e a razão pela qual ela chegou àquele ponto. Ironicamente, o narrador destaca a beleza de Ester, incomum a um ser humano aprisionado. Ester chamava atenção de todos, mais agora, paradoxalmente, pela sua beleza do

que pelo erro que cometera. Mas, um destaque especial é dado a um adorno fantasticamente tecido que enfeitava suas vestes.

Pelo adultério cometido, Ester deve usar uma letra escarlate sobre o peito com as iniciais do pecado cometido – a letra ‗A‘ para Adultério – bem no patíbulo da praça da feira e por tempo suficiente para que todos as pudessem ver. O descompasso entre a interioridade de cada personagem do romance e a realidade exterior em que vivem denunciará as suas relações problemáticas na história. A fragilidade nas relações entre os homens que moram em Salem começa na própria comunidade. Nela nasce todo o conflito que vai compor o resto da história. Homens e mulheres se aglomerando à porta da prisão para ver passar uma mulher acusada de adultério. A comunidade exige das autoridades uma punição digna do tamanho do erro cometido.

o ponto que atraía todos os olhares e que, por assim dizer, operava nela uma transformação, de sorte que todos quantos conheciam na intimidade, Ester Prynne experimentava agora a impressão de verem pela primeira vez era aquela grande letra escarlate, tão fantasticamente entretecida e iluminada sobre seu seio. Era como que um feitiço a transpusesse para um plano relegado das relações ordinárias com a humanidade e a encerrasse numa esfera isoladas de tudo e de todos69 (HAWTHORNE, 1993, p. 56).

[But the point which drew all eyes, and, as it were, transfigured the wearer—so that both men and women who had been familiarly acquainted with Hester Prynne were now impressed as if they beheld her for the first time—was that SCARLET LETTER, so fantastically embroidered and illuminated upon her bosom. It had the effect of a spell, taking her out of the ordinary relations with humanity, and enclosing her in a sphere by herself. (HAWTHORNE, 1999, p.47)].

Os moradores em Salem encontra-se em meio a um mundo conflituoso e, ainda que ela tenda a se separar dele, não tem o direito de importunar seu equilíbrio. A fronteira criada pelos valores que cercam os seus contornos na comunidade puritana, existe em benefício da estabilidade do sistema. Tais fronteiras cercam um mundo aparentemente perfeito e acabado, embora poderes ameaçadores e incompreensíveis se façam sentir além do círculo que os separam.

Como principal personagem, Ester cumpre a tarefa de expor e mediar extremos cuja luta ocupa o romance e pela qual expressa os grandes problemas da sociedade. É por meio da trama – que tem esse herói como ponto central –, que se procura e encontra-se um espaço

69Ester carrega o estigma do pecado em seu peito. Em seu vestido ela deveria usar uma letra escarlate com a

inicial do pecado por ela cometido – a letra ‗A‘ para Adultério – bem no patíbulo da praça da feira e por tempo suficiente para que todos a pudessem ver (HAWTHORNE, 1993).

neutro sobre o qual forças sociais opostas estabelecem relações entre si70. Hawhtorne escolhe as personagens de A Letra Escarlate que, por seus carácteres e destinos, se põem em contato em ambos os lados do conflito.

O destino de Ester é bastante apropriado para resultar em uma trama cujo desenrolar não apenas apresenta a luta de dois modelos de pensar e ver a sociedade, mas também nos aproxima humanamente dos representantes mais importantes de ambos os lados – o sistema puritano e a população.

Nathaniel Hawthorne se mostra como alguém que vê o homem a partir de uma lente bastante intrigante, frágil e na maioria das vezes pessimista. Nessa direção encontramos sempre na leitura de A Letra Escarlate justificativas para apresentar a natureza frágil e limitada do homem diante da força da realidade exterior que, por ele é criada e que, ainda assim, o subjuga. O homem de Salem que cria essa mesma realidade, nela vive e nela morrerá em plena decadência, pois não pode aguentar o peso de suas próprias ordenanças.

A reação defensiva de Ester Prynne, pela frieza com que a condenaram e a austeridade com que todos a olhavam implacavelmente concentrados em seu seio, culmina com uma volta ao passado onde ela encontra motivos para se manter viva. De cima do patíbulo onde ela estava e olhando para aquela multidão abaixo que não lhe tira os olhos, ela parece delirar ao ser tomada por imagens de sua terra natal e de seus pais na Inglaterra onde ela havia passado seus dias de infância.

De pé, naquele estado de ignomínia, ela reviu a aldeia natal, na velha Inglaterra, e a casa paterna, uma casa desmantelada de pedra cinzenta, respirando pobreza, mas atentando por cima da porta um brasão de armas meio obliterado, em sinal de nobreza antiga. Viu o rosto do pai de fronte alta, despido de cabelo, enquadrado na alvura de uma barba respeitável, assente sobre a gola de tufos, segundo os cânones da moda Elizabethana; viu também o rosto de sua genitora, de olhar atento e amoroso, aquele olhar que nunca se apagará no espírito (HAWTHORNE, 1993, p. 60).

[Standing on that miserable eminence, she saw again her native village, in Old England, and her paternal home: a decayed house of grey stone, with a povertystricken aspect, but retaining a half obliterated shield of arms over the portal,

in token of antique gentility. She saw her father‘s face, with its bold brow, and

reverend white beard that flowed over the old-fashioned Elizabethan ruff; her

mother‘s, too, with the look of heedful and anxious love which it always wore in her

remembrance (HAWTHORNE, 1999, p.51)].

Em meio ao seu devaneio descrito pelo narrador, introduz-se na mente de Ester a imagem de um homem de certa idade, rosto pálido de olhos escuros, com características de

70 O destino que cabe ao herói fornece, do ponto de vista da composição, esse tal elo que traz à exposição o

alguém que gastara muitas horas com os livros, a estudar. Ester percebe que não é somente uma imagem. Ele está realmente no meio da multidão.

O reconhecimento de Ester é instantâneo e logo será descoberto que aquele é o seu marido. O narrador descreve o motivo da punição de Ester nos apresentando o seu marido que havia antes, desaparecido.

Caro Senhor, aquela mulher estava casada com um certo homem ilustrado, inglês de nascimento, mas que viveu em Amsterdã durante um tempo. Daí, já lá vai alguns bons pares de anos, ele cuidou de atravessar o Atlântico e de fixar residência entre nós, em Massachusetts. Com esse intuito, mandou à frente a esposa enquanto ele ficou na Europa a fim de regular uns negócios. Durante dois anos, pouco mais ou menos que esta mulher residia aqui, em Boston, não chegaram notícias de Mestre Prynne, que assim se chamava o erudito cavalheiro; e sua esposa, como vê, ficou entregue a seus extravios (HAWTHORNE, 1993, p. 62).

[Yonder woman, Sir, you must know, was the wife of a certain learned man, English by birth, but who had long ago dwelt in Amsterdam, whence some good time agone he was minded to cross over and cast in his lot with us of the Massachusetts. To this purpose he sent his wife before him, remaining himself to look after some necessary affairs. Marry, good Sir, in some two years, or less, that the woman has been a dweller here in Boston, no tidings have come of this learned gentleman, Master Prynne; and his young wife, look you, being left to her own misguidance—‗ (HAWTHORNE, 1999, p.55)].

A presença desse homem denuncia o adultério ao qual Ester é o ponto comum onde se encontram duas outras vidas – conheceremos a outra logo abaixo – de histórias diferentes. Todos em Salem sabem o que está acontecendo e como e porque aquela mulher chegou até ao patíbulo da praça. A comunidade reclama envolta numa nuvem de ira e de revolta. Ester havia quebrado um mandamento. Como parte de toda aquela punição, Ester haveria de ser interrogada na buscar de fazê-la entregar o responsável pela sua queda. Então, ela ficaria exposta para que toda a comunidade a pudesse ver.

Agora, meu caro senhor, os nossos magistrados de Massachusetts, tendo em conta que a mulher é nova e distinta, e que sem dúvida tem sido fortemente tentada a dar o mau passo que deu – e que, além disso, segundo todas as probabilidades, o marido se encontra no fundo do mar –, não se atreveram a usar contra ela o maximo rigor prescrito em nossa lei muito justa, qual seria a pena de morte. Movidos por grande dó e ternura de coração, condenaram a sra. Prynne a permanecer durante três horas sobre a plataforma do pelourinho e, em seguida, a trazer sobre o peito, durante o resto da vida, um sinal de sua infâmia (HAWTHORNE, 1993, p.63)

[‗Now, good Sir, our Massachusetts magistracy, bethinking themselves that this

woman is youthful and fair, and doubtless was strongly tempted to her fall, and that, moreover, as is most likely, her husband may be at the bottom of the sea, they have not been bold to put in force the extremity of our righteous law against her. The penalty thereof is death. But in their great mercy and tenderness of heart they have

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