Data Tópico Participantes Síntese descritiva
1º encontro 14/05/12 HORÁRIO COLETIVO (HC) Pesquisadora, Coordenadora Pedagógica (CP) e Professores da escola.
Filmagem das atividades de formação contínua desenvolvidas no Horário Coletivo da escola, para conhecer a temática em pauta, os conhecimentos prévios do grupo e compreender o contexto e o trabalho de formação contínua. 2º encontro 28/05/12 OBSERVAÇÃO DA SALA DE AULA (OBS) Pesquisadora e professora P3.
Filmagem das atividades de leitura compartilhada desenvolvidas na sala de aula Ciclo I. Objetivo: conhecer os desdobramentos da formação contínua dos professores, no contexto da sala de aula. 3º encontro 04/06/12 SESSÃO REFLEXIVA (SR) Pesquisadora e Coordenadora Pedagógica (CP) 1º momento:
Resgatar a discussão realizada no HC; analisar o vídeo do HC com o objetivo de discutir o modelo de gestão e a concepção de leitura apresentados.
35 Prova São Paulo: avaliação municipal do desempenho dos alunos do Ensino Fundamental em Língua Portuguesa.
2º momento:
Assistir ao vídeo da aula observada; analisar e discutir sobre os encaminhamentos didáticos realizados pela professora; discutir sobre o modo de gerir a aula e a concepção de leitura compartilhada presente na sala de aula; refletir sobre as orientações dadas no HC e o desdobramento em sala de aula.
4º encontro 11/06/12 MOMENTO DE ESTUDO E PLANEJAMENTO (MEPL) Pesquisadora e Coordenadora Pedagógica (CP)
Estudo dos conteúdos da próxima formação contínua no HC; Discussão sobre a gestão da próxima pauta no HC; planejamento da próxima formação contínua no HC (planejamento da performance). 5º encontro 25/06/12 HORÁRIO COLETIVO (HC) Pesquisadora, Coordenadora Pedagógica (CP) e Professores da escola.
Segunda reunião formação contínua no HC. Performance de uma atividade de roda de jornal no HC da escola 6º encontro 06/08/12 SESSÃO REFLEXIVA (SR) Pesquisadora e Coordenadora Pedagógica (CP).
Resgate do trabalho de formação contínua (performance) no HC na escola; discussão sobre a gestão da atividade e a forma como as professoras e a CP interagiram com a nova forma de gerir o HC; levantamento dos aspectos positivos e negativos do encontro. Reflexão a respeito dos próximos passos a seguir. 7º encontro 20/08/12 MOMENTO DE ESTUDO E PLANEJAMENTO (MEPL) Pesquisadora e Coordenadora Pedagógica (CP).
Discussão sobre as estratégias metodológicas roda de leitura e leitura compartilhada no processo de ensino e aprendizagem de leitura; definição sobre os encaminhamentos da pauta de formação contínua no HC; estudo sobre os possíveis conteúdos e o modo de gerir o próximo HC. 8º encontro 03/09/12 OBSERVAÇÃO DA SALA DE AULA (OBS) Pesquisadora e professora P3.
Realização da atividade roda de jornal na sala de aula, com novos encaminhamentos.
9º encontro 17/09/12 SESSÃO REFLEXIVA (SR) Pesquisadora e Coordenadora Pedagógica (CP) 1º momento:
Assistir ao vídeo da aula da professora P3; analisar os desdobramentos do trabalho no HC.
2º momento:
Discutir novos encaminhamentos; definir instrumentos e ajustes no foco da próxima pauta de HC.
encontro 24/09/12 ESTUDO E PLANEJAMENTO (MEPL) Coordenadora Pedagógica (CP).
realização de uma leitura compartilhada no próximo HC; planejamento da pauta e da forma de gerir essa pauta no HC. Discussão sobre as diferenças entre as estratégias metodológicas roda de jornal e leitura compartilhada; 11º encontro 01/10/12 HORÁRIO COLETIVO (HC) Pesquisadora, Coordenadora Pedagógica (CP) e professoras da escola.
Discussão sobre as diferenças entre as estratégias metodológicas roda de jornal e leitura compartilhada; realização de uma leitura compartilhada de notícia de jornal; discussão sobre a atividade desenvolvida; planejamento de uma leitura compartilhada de notícia na sala de aula.
12º encontro 08/10/12 OBSERVAÇÃO DA SALA DE AULA (OBS) Pesquisadora e professora P3.
Realização de uma leitura compartilhada de notícia de jornal, com os alunos.
Quadro 1: Síntese de coleta de dados na escola
Entre as atividades voltadas para a Gestão do HC, algumas se destacam pela sua importância no processo reflexivo do grupo, tais como: estudar, formar, acompanhar. Elas são desenvolvidas em momentos diversificados que se distinguem tanto pelo objeto de estudo e sujeitos envolvidos, como pelas regras e divisão do trabalho. Esses momentos são marcados pela busca do alcance do objeto de desejo do grupo. Essas atividades serão detalhadas no Plano de Gestão da pesquisa, mais adiante no item 3.3 dos procedimentos metodológicos. Nesse contexto, o esquema abaixo representa a Cadeia de Atividades que a pesquisa enfoca.
A figura 2 ilustra o olhar da pesquisadora em relação ao trabalho da CP na gestão da formação contínua de professores. As setas revelam a intencionalidade desta pesquisa, com a finalidade de contribuir com a articulação das atividades, desde o planejamento da formação contínua dos professores, até a realização do trabalho pedagógico em sala de aula.
Diante da demanda de gerir o trabalho pedagógico das diversas atividades realizadas no âmbito da escola, vale reiterar o paradigma abordado na fundamentação teórica deste trabalho, para o encadeamento dessas atividades.
3.2 Paradigma de Pesquisa
Em razão dos objetivos que se pretende alcançar e da complexidade do contexto aqui apresentado, esta investigação está inserida no paradigma da Pesquisa Crítica de Colaboração (PCCol), a qual “possibilita aos pesquisadores a construção de contextos de negociação (colaborativos), em projetos de formação contínua, com foco na compreensão e na transformação de sentidos e significados que dão forma às escolhas diárias” (MAGALHÃES, 2011, p.15).
Esse paradigma epistemológico está baseado na Teoria da Atividade Sócio- Histórico-Cultural, nos pressupostos vygotskyanos à luz dos escritos de Leontiev (1977), Marx e Engels (1965), Engeström (1987). Em consonância com os dados produzidos e coletados, cada elemento que compõe a estrutura da atividade social foi objeto de análise e reflexão ao longo da pesquisa, considerando toda a sua complexidade.
Uma vez que as análises enunciativas priorizaram o HC como atividade social central, vale ressaltar que gerir cada encontro coletivo dos educadores demandou o desenvolvimento de temas que envolveram os problemas emergentes do processo de ensino e aprendizagem na escola.
Nesse sentido, foi colocada a necessidade de que as diversas atividades escolares citadas se relacionassem umas com as outras. Essas atividades, apesar de suas especificidades, foram marcadas por sua intencionalidade em busca de objetivos comuns,
mesmo ocorrendo em diferentes espaços de atuação e executadas por diferentes sujeitos, instrumentos e regras.
Organizadas desse modo, entretanto, não prescindem de compartilhar o mesmo objeto, constituindo uma cadeia de atividades. Nessa cadeia, a gestão do ensino de leitura, mesmo que seus princípios estejam definidos pelo Projeto Pedagógico (PP), depende dos modos de conceber o processo e de agir de todos os envolvidos.
A tessitura dos fios da cadeia de atividades orientadas pelo PP da escola, como define os integrantes do grupo de pesquisas LACE (PUC-SP), é marcada pelas ações discursivas e, por meio delas, tornam-se explícitas as ações e relações estabelecidas, para o alcance dos objetivos.
Considerando que a compreensão do objeto da atividade se dá na e pela linguagem (VYGOTSKY, 2001) e o fato de que a linguagem é dialógica por excelência; na atividade – Horário Coletivo – a coordenadora pedagógica e os professores ao expressar suas concepções e sentidos sobre o objeto “leitura” realizam “as trocas advindas das divergências e dos pontos de vista em comum” (MAGALHÃES, 2010, p.68).
Essas trocas vão permitir que o grupo reflita sobre o “fazer pedagógico” de cada um, o que implica discutir tanto o “saber-fazer”, como o “porque fazer” e o “como fazer”. Nesse contexto, os sujeitos envolvidos vivenciam inquietações geradas pelo “processo reflexivo-crítico”. As contradições evidenciadas nas discussões coletivas, “são fatores que caracterizam a colaboração” (MAGALHÃES, 2010, p.68-69).
3.3 Procedimentos metodológicos
Essa seção expõe os procedimentos de coleta dos dados desta investigação, assim como apresenta os modos como foram organizadas as atividades. Em seguida, expõe as categorias aplicadas na análise dos dados coletados, os aspectos que conferem a credibilidade e a ética desta pesquisa.
Nesta pesquisa, visando à superação dos problemas que surgem no processo de ensino e aprendizagem da leitura na sala de aula, houve a necessidade de compreender criticamente a complexidade das demandas expressas nos discursos que permeiam o trabalho de uma coordenadora pedagógica em interação com os professores no Horário Coletivo.
Para isso, foi importante estudar o modelo de gestão pedagógica na formação contínua de professores, que se apresentou na escola. Nesse estudo, organizou-se o plano
de gestão da pesquisa, que envolveu a concepção do trabalho realizado no HC, bem como
a elaboração de atividades de gestão para o processo de formação docente, frente ao ensino de leitura.
O quadro a seguir apresenta definição, finalidade, motivo e ações que envolvem o plano de atividades de gestão do HC.