Metode
Trinn 2: Beregningav arealindikator ved GIS-analyser
MLM - Importante é, porque até agora não se pensou noutra forma de segurar as coisas. Nada do que nos paguem vai devolver a peça, o seu valor simbólico. A nossa peça mais importante, que tem o valor de seguro mais alto, é uma peça de porcelana importantíssima historicamente, porque é uma peça feita na China, representativa das primeiras encomendas. Sendo nós, os portugueses, os primeiros que chegaram à China, encomendámos uma peça para o nosso Rei, então tem uma esfera armilar e é de 1519-1520, ou seja, é mesmo do início. É representativa do início das relações entre a China e o Ocidente - neste caso, com os Portugueses que fomos os primeiros a abrir a porta do comércio que eles faziam com os povos vizinhos e a partir daí se fez com a Europa - que sabemos que irá ser do mais prolífero que há. Esta peça é emblemática por pertencer a um núcleo de pouquíssimas de que existe testemunho desse tempo tão recuado, sendo feita na China para o mercado português, que foi o primeiro mercado que abriu esse fio que passou a seguir. Nós chamamos o gomil D. Manuel porque a esfera armilar é o seu símbolo. Para o mundo da porcelana é uma peça muito significativa, mas não deixa de ser uma peça de porcelana; percebe-se a facilidade com que algum dano pode ocorrer. Aliás, é agora política da casa não sair mais, não emprestar. Ela é muito solicitada para exposições, pela sua representatividade, e ultimamente não se tem emprestado mesmo. Houve uma exposição em Washington, nos Estados Unidos, intitulada Encompassing
the Globe, para onde foram peças do mundo inteiro, e que no fundo falava sobre os
Descobrimentos. E pediram-nos o gomil. Nós propusemos outra de igual importância que tem as armas de Portugal, mas não é daquela época é um bocado posterior, de um reinado a seguir, do qual já há várias peças; e a partir do momento em que há várias, não tem a mesma importância que o gomil, em termos de valor, e então foi essa taça, a que se chama taça “Avé Maria”, para Washington. A exposição repetiu-se no Museu Nacional de Arte Antiga e voltámos a mandar a taça “Avé Maria”, mesmo sendo aqui em Lisboa, sem haver o risco da
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viagem de avião, optou-se por ser só a taça “Avé Maria”. Para nós era melhor ter sido o gomil que, no fundo, ficava mais uma vez no catálogo, era estudado e mencionado. O compromisso é que, de facto, é uma peça importantíssima, tendo um seguro muito elevado – quer dizer, não era por aí, que os americanos não teriam problema em pagar - porque é de facto uma peça emblemática e todas as outras estão em coleções privadas e compreende-se que não são de tão fácil acesso, enquanto a nossa está ali pronta para toda a gente ver.
Mas há peças em que não se justifica correr o risco. Se os museus não emprestam peças não há exposições de qualidade. Nós conseguimos ver exposições, por exemplo do Amadeo Souza Cardoso, porque houve muita gente que emprestou Amadeos para a exposição. Nós não temos possibilidade de ir à casa das pessoas, nem de ir a Paris ou a Nova Iorque para ver o núcleo do Amadeo. Portanto, estas exposições - e continua a haver o género de exposições blockbuster - , atraem esta gente toda porque conseguem reunir um núcleo significativo que está disperso. E, claro, nós até nos sentimos mal de dizer que a peça não pode ir. A peça, o pedigree da peça, também se faz com o seu percurso. O próprio Sr. Medeiros e Almeida quando comprava uma peça, vinha sempre com uma relação de onde é que ela já esteve exposta e em que catálogos participou. E, isto, há 50 anos. Consegue perceber como sempre foi importante. Os próprios vendedores valorizam isso para vender. Para além da proveniência, interessa saber onde é que esteve exposta; quantos mais museus de referência constarem, mais fica reconhecido o valor da peça, que vai aumentando. E, claro, temos muita pena de não emprestar essa peça.
Também tivemos um caso em que não emprestámos vários relógios Breguet para uma exposição que houve na Rússia, no Museu Hermitage, com relógios Breguet de todo o mundo. É que tinha havido o roubo das jóias. Nós concordámos internamente em emprestar, mas temos sempre que pedir ao Estado para exportar obras de arte temporariamente. E o Estado não permitiu, o que nunca nos tinha acontecido. E o dono da Breguet – foi o dono da
Swatch, Nicolas Hayek, que comprou a Breguet - para lançar a marca, fez uma grande
exposição, num mercado que tem dinheiro: a Rússia. E então preparou uma exposição no Hermitage. Compreende como isto representou uma oportunidade de ouro para conhecerem a nossa exposição. Nós somos um ‘museuzinho’ em Portugal que ninguém conhece e temos uma vitrine com 26 Breguets que ninguém tem todos juntos. Breguet é o melhor relojoeiro de todos os tempos, fazia relógios por pedido, portanto para todas as cabeças coroadas, reinantes e políticos importantes, e o Sr. Medeiros e Almeida, por acaso gostou dos Breguets e foi juntando esta coleção. Só agora a Breguet está a fazer um museu, na Place Vendôme, onde era o atelier do Breguet – continua lá a loja Breguet e por cima estão a fazer o museu – pelo que
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estão a tentar comprar pelo mundo inteiro, porque não tinham tantos quanto nós temos aqui, em Portugal, fechados numa sala. Claro que era de toda a importância os nossos exemplares irem para essa exposição – imensa gente emprestou, até a Rainha de Inglaterra. E Portugal disse que não. Eles ficaram chateadíssimos connosco e com toda a razão, de facto, isto não se faz. Aqui era tudo programado, nem sequer éramos nós que levávamos as peças. Reunia-se tudo na Suíça e a de lá levavam-nas, era uma coisa bem feita. No entanto, o roubo das jóias ainda estava muito presente. Resultado: houve uma exposição da Breguet e nós não fomos mencionados.
Pergunta 13 - No que diz respeito a danos, infelizmente tiveram uma peça de porcelana que