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Beregning av sannsynligheten for å ha planer om høyere utdanning for

3 Faktorer som kan ligge bak de unges valg

3.5 Utdanningsplaner sett i lys av foreldres utdanning og andre faktorer

3.5.1 Beregning av sannsynligheten for å ha planer om høyere utdanning for

Desde já é necessário afirmar que definitivamente não há outra concepção teológica fora da vertente teológica latino-americana da libertação que se possa promover o entrecruzamento aqui proposto tendo em vista que histórica e existencialmente, TdL e EP, assim como a Teologia da Enxada se entrelaçam ao ponto de tecer uma única realidade de libertação. Deste modo, manteremos o dialogo da teologia (da libertação) com a Educação Popular.

A TdL e a EP nascem num momento histórico bem favorável, marcado pela irradiação de uma consciência libertadora muito ampla. Eram tempos de descoberta real e exigente do mundo do outro, sobretudo dos mais pobres e marginalizados. Acompanhando as experiências históricas inovadoras estava uma reflexão teórica singular, que apontava com vigor os limites do desenvolvimentismo que marcou o clima de otimismo da década de 50. Com o aporte da teoria da dependência, defendida por alguns cientistas sociais latino-americanos, surge um novo patamar de consciência, que favorece ver a situação de subdesenvolvimento como um “subproduto histórico do desenvolvimento de outros países” (GUTIÉRREZ, 1975, p. 76). A irrupção do pobre na história, a aspiração dos oprimidos de libertar-se de toda opressão, o nascimento dos movimentos populares de libertação, a presença ativa dos cristãos nos

processos históricos de libertação e o compromisso da Igreja latino-americana na defesa das massas populares exerceram uma influência decisiva de mudança de lócus no diálogo entre a TdL e EP.

Os teólogos da libertação a apresentam desde o início com uma sensibilidade singular em sua hermenêutica da fé onde o novo modo de fazer e pensar a teologia abrange o contexto bíblico com todas as suas nuanças a partir de uma interpretação histórico-crítico, o contexto do povo onde o teólogo desenvolve suas atividades religiosas e acadêmicas e o contexto geral do mundo globalizado, desta forma, embrenha-se no chão da vida do povo. Os educadores, por sua vez, a entendem como “uma prática pedagógica, politicamente a serviço das classes populares” (BRANDÃO, 1985, p.82), como “pedagogia dos homens em processo de permanente libertação” (Idem, 1983, p. 43), como um lugar de verificação e de renovação da fé e da teologia. Na concepção de Preiswerk (1998, p.387),

Falar da Educação Popular como de um lugar teológico é, primeiramente, fazer uma referencia espacial, tópica, unida a gênese da teologia na America Latina, é mencionar um lugar de compromisso onde os cristãos serão chamados a fazer teologia, a dar conta da sua fé e de sua esperança, a redescobrir o evangelho na confrontação com os setores populares comprometidos com a transformação da America Latina.

Estes vêem a Teologia da Libertação e a Educação Popular como uma gênese que incorpora um novo tema, a libertação, e a reflexão teológica e educativa. Portanto, ambas as TdL e EP têm uma origem comum. Desenvolveram-se “na relação com os mesmos atores sociais, partilhando um mesmo compromisso social e lutando por um projeto semelhante de sociedade” (PREISWERK, 1998, p.147).

Há claramente uma relação interdisciplinar entre a teologia (da libertação) e a EP (WACHS 2008) Ela não está presente “somente na utilização comum de metáforas, de vínculos históricos ou de parceiros comuns, mas está na mesma raiz que alimenta ou, sendo mais radical, está no mesmo germe que fecunda cada uma destas ciências do pensar humano” (WACHS, 1990, p.1). A TdL e EP não se entendem apenas como um fato eclesial e popular. Percebem-se como fato religioso, político e social. É nessa perspectiva que assumem relevância as práticas educativas fundadas na educação e na teologia libertadora, cujo sentido constitui-se em categorias tai como: libertação, práxis, conscientização, esperança, opressão, povo, todas fundamentais para a construção do dialogo já existente entre a teologia e a educação popular latino-americana.

A consideração da conflitividade da vida e da historia humana fazem parte da reflexão e da práxis da TdL e da EP. Na leitura teológica da teóloga feminista Gebara (1984, p. 34) sobre o pensamento de Gutiérrez, acentua que:

Quando Gutiérrez afirma que a teologia é um ato segundo, isto é, vem depois da prática, é uma reflexão crítica sobre a prática. É preciso entender que esta prática não é apenas de caráter intra-eclesial. Trata-se de uma ação libertadora dentro da conflitividade do mundo. Trata-se de perceber a coerência de nossas ações com a proposta concreta do Evangelho de Jesus. É nesta perspectiva que podemos dizer que, na America Latina, muitos teólogos que deram vida à Teologia da Libertação se fizeram teólogos a partir de seus diferentes engajamentos pastorais.

Há uma subjetividade que vai sendo construída historicamente pelos educadores populares e atores sociais dentro e fora do espaço eclesiástico. A historia humana tem demonstrado uma capacidade de atuação, que a partir da necessidade, o sujeito cria, experimenta, constrói jeitos de viver. Os espaços teológicos e educacionais populares condicionam valores culturais e políticos que vão se construindo e se consolidando na medida em que a participação coletiva do povo oprimido busca pela transformação de seus respectivos contextos. Essa subjetividade é vivenciada na caminhada dialógica entre os que fazem teologia popular da libertação e educação popular. Neste sentido é que Paulo Freire (1984, p.105-127) falando do papel das igrejas na América Latina ressalta à “impossibilidade da sua neutralidade política”. A relação entre teologia e educação de acordo com Freire (1984, p. 116), pressupõe a pergunta pela tarefa, o papel da Igreja e sua coerência em atender o apelo do Evangelho. A nossa tarefa se simplificaria se estivéssemos de nos perguntar qual deveria ser o papel das Igrejas na América Latina em face da educação se esta pergunta pressupusesse a coerência das Igrejas com relação ao Evangelho.

Portanto, a educação libertadora, compreendida como “um ato de intervenção no mundo” (FREIRE, 1996, p. 112), está ligada à possibilidade de tomarmos consciência de nossas opções. Segundo Freire ou educamos para a conservação ou para a transformação dos valores dominantes, questionando-os numa perspectiva crítica de compreensão da realidade, bem como de sua possibilidade de ser transformada. A realidade não pode ser modificada, senão quando o homem descobre que é modificável e que pode fazê-lo. É preciso, portanto, fazer desta conscientização o primeiro objetivo de toda educação: antes de tudo provocar uma atitude crítica, de reflexão, que comprometa a ação (FREIRE, 2006, p. 41-42).

Outro ponto de extrema importância no estabelecimento deste dialogo é a práxis histórica que é analisada de forma crítica desde diferentes perspectivas. Aqui, o pressuposto fundamental é que o processo de produção de conhecimento é um processo histórico e social.

Expressa a realidade concreta de um tempo e de um lugar, não de forma direta e linear, mas de forma mediada e contraditória. Assim, as idéias são expressões das contradições que estão na base da sociedade e, especialmente, da contradição fundamental, a contradição de classes. As idéias não são neutras, assim como o intelectual também não é. A política não é uma parte da realidade, mas um elemento essencial. A TdL e a EP assumem de maneira explícita esta posição ao tomar partido e optar pela libertação dos oprimidos7.

A Teologia da Libertação e a Educação Popular começam a ser articuladas a partir desta nova percepção da realidade. Esse processo é a condição necessária para o estabelecimento de uma nova sociedade. Segundo o educador Streck (1991, p. 54) “os intelectuais, entre eles os educadores e teólogos não precisam mais esconder-se atrás de uma falsa neutralidade”, mas podem assumir e, “são desafiados a isso pelo povo em movimento” o “seu lugar junto com os marginalizados e oprimidos”. E a opção pelos oprimidos vira critério de autenticidade da práxis cristã (Gutiérrez), ética (Dussel) e revolucionária (Freire). Esta opção significa olhar diretamente a realidade desde o lugar do oprimido desde seu contexto periférico e, junto com ele, construir uma nova realidade.

O filósofo Enrique Dussel (1986, p. 253-264), afirma a dignidade e liberdade do outro, do pobre, além do sistema que lhe desumaniza, é a base para negar a opressão e provocar uma práxis de libertação. Assim, a práxis libertadora do pobre é o momento primeiro e fundamental. A ética vem num segundo momento afirmando a prioridade absoluta do pobre, onde Deus se revela. Desde esta visão, o critério absoluto de fundamentação de uma ética universal é a libertação do oprimido por três razões: a) É um princípio intrinsecamente cristão e bíblico. b) É o critério racional crítico por excelência. c) Possui um conteúdo material: dar de comer ao faminto, vestir a quem está nu, acolher o estrangeiro.

7 O livro “Ação pastoral latino-americana: seus motivos ocultos” do teólogo Juan Luiz Segundo; “A Opção

Preferencial pelo Pobres” dos teólogos Jorge Pixley e Clodovis Boff;” Teologia e Prática. Teologia do Político e suas Mediações” do Clodovis Boff e finalmente, “Teologia do Cativeiro de da Libertação” são imprescindíveis para a compreensão da opção preferencial pelos pobres dentro do imenso contexto latino- americano.

2 TEOLOGIA DA ENXADA: GÊNESE E DESENVOLVIMENTO DE UMA