2. BESTEMMELSE AV CO 2 -UTSLIPP
2.1. Beregning av CO 2 -utslipp
Conforme Mead (1934), os seres humanos se diferenciam de todas as outras espécies por ser dotado de uma constituição biológica que lhe possibilita o desenvolvimento da linguagem tal como o homem apresenta que, por sua vez, possibilita a formação da mente. Mead (1934) era um darwinista convicto, dando ênfase aos processos biológicos. Por exemplo, apontando para a importância do sistema nervoso como aparelho capaz de se desenvolver no curso dos acontecimentos, se transformando progressivamente. No entanto, suas concepções consideram que tal desenvolvimento só foi e é possível através da interação social, das relações sociais, tendo como mecanismo a linguagem, que é produto da cultura. Assim, o indivíduo nasce com o aparato para se desenvolver, mas é nas relações que constitui o self, sendo que a mente não é biológica e nem se produz de modo individualista (Mead, 1934, p.117-121).
Embora Mead (1934) dê ênfase aos aspectos biológicos, não segue um método de observação centrado na técnica, sendo mais intuitivo e, portanto, se distanciando dos métodos experimentais do behaviorismo. Enquanto o behaviorismo compreendia que o indivíduo emite uma resposta aos estímulos; Mead (1934) entende que o homem atua com uma inteligência auto-refletida, de modo que a resposta ao estímulo não é imediata, sendo por isso refletida, pois o estímulo chega ao indivíduo que o une a outros e com idéias para então dá uma resposta. Assim, a resposta é formada a partir de vários símbolos, sendo resultado de seleções e combinações (Ibdem, p.122-124).
Essa simbolização ocorre com uma dimensão temporal mais clara do que para os animais, por exemplo. Os animais até podem guardar alimento para o futuro, porque percebem que é necessário à medida que possam ter vivido escassez de alimento em dado momento. Mas, não são capazes de realizar previsões de que o alimento faltará em um momento, mas não em outro, de acordo com mudanças climáticas que não eram esperadas, por exemplo. Esse tipo de argumento faz Mead (1934) compreender que a explicação da resposta imediata ao estímulo do behaviorismo não cabe ao homem, que é capaz de refletir para dá a resposta (Ibdem, 135-139).
Através das interações sociais algumas pessoas exercem o papel de outro significante na vida do indivíduo. Geralmente, as pessoas que exercem o papel de outro
significante no início da vida da criança são os pais ou familiares mais próximos. Os outros significantes são as pessoas que exercem maiores influencias sobre as atitudes dos indivíduos. Após a infância, cumpre esse papel aquelas pessoas que têm uma ligação com o indivíduo. A partir disso, o que o outro significante transmite pensar a respeito do indivíduo, através da fala, de gestos, forma de olhar e atitudes durante a interação diária, é absorvido por ele para formar sua auto-imagem. No entanto, o indivíduo não é vítima indefesa desse “olhar” do outro significante, pois de alguma maneira, após a infância, ele elege quem vai cumprir esse papel; e no decorrer de todo o processo, há uma auto- reflexão, na qual as mensagens vindas do outro significante são simbolizadas e relacionadas a outros conteúdos interiorizados anteriormente (Ibdem, p.144-147).
Dessa forma, o indivíduo, através da linguagem na interação social, capta as mensagens do outro e as simboliza, acabando assim por assumir as atitudes e papel do outro (Ou que o outro tem por ele). Mead (1934) explica:
... Linguagem em seu sentido significativo é o gesto oral que tende a despertar no indivíduo a atitude que desperta nos outros. E, a partir disso, se dá a aproximação do self pelo gesto, que medía as atividades sociais, que dão origem ao processo de tomada do papel do outro ... (Tradução própria) (Ibdem, p. 160-161).
Assim, a constituição do eu ocorre através da linguagem porque existe um compartilhamento simbólico. Para explicar esse processo, Mead (1934) denomina I (Eu) a resposta do organismo frente às atitudes dos outros; e Me (Mim) é a organização do campo dessas atitudes dos outros frente à pessoa, as quais a pessoa própria assume e representa o conteúdo social (Ibdem, p. 175).
Cheng e Starks (2002) acrescentam idéias desenvolvidas a partir de pesquisas mais recentes da psicologia social sobre o outro significante e a constituição das aspirações. O processo pode adicionar como outros significantes ou atores importantes nessa formação, aqueles indivíduos que fazem parte da rede social da criança e do adolescente, influenciando suas formações. A partir disso, as maiores novidades das pesquisas nessa área têm apontado para o fato de que enquanto um ator é percebido como outro significante para uma criança pode não ser por outras, de modo que, dependendo do
contexto, os outros significantes podem ser outros membros da família ou da comunidade e não os pais (Cheng e Starks, 2002, p.307-308).
Para Featherman e Haller, o ponto central da abordagem psicosociológica, iniciada por Mead e Cooley, está nas comparações entre o eu e os outros, que definem as expectativas pelos comportamentos revelados através dessas comparações e assim a estrutura societal milenar vem desenvolver uma consciência auto-reflexiva em cada indivíduo, esquematizando suas características. A estrutura milenar começa a ser incorporada no curso da vida a partir da família e subseqüentemente vários outros significantes se formam entre grupos de amigos e em contextos da escola, trabalho e da comunidade em geral. Assim, a personalidade é “... esquematizada no decorrer do curso de vida através dos sucessivos contextos institucionais se diferenciando por classe tanto quanto por outros elementos da construção social (raça, gênero, mas não com foco nos anos iniciais de vida)...” (Featherman, 2007, p. 120) (Tradução própria). A partir disso, os graus e características de cada personalidade está na capacidade da pessoa aspirar papéis no contexto da escola, trabalho e na vida pessoal para o presente e para o futuro.
Essa forma de abordar a constituição do self substitui a visão freudiana vigente na época, introduzindo uma mudança na visão da identidade que não será focada apenas na infância e sim em todo o curso da vida. Freud (1969) contribui bastante para o desenvolvimento das teorias da personalidade entre tantas outras contribuições, como por exemplo, ao notar que as interiorizações da infância são prolongadas ao longo da vida do sujeito; bem como ao pontuar que tais conteúdos marcam a personalidade e identidade do sujeito de maneira mais profunda, se localizando no inconsciente, de modo que não se modificam facilmente (Freud, 1969, p. 26-27).
Para Freud, o psiquismo se divide em Ego, Id e Superego. A criança nasce e desde então inicia o processo pelo qual vai se perceber como um sujeito, tendo uma noção de Ego, de eu; mas, a maior parte de seus impulsos e vontades (Mamar a qualquer momento da noite, por exemplo) não pode ser satisfeita. Então, esses conteúdos se separam, ganhando o nome de Id. Assim, o Ego é a parte do Id que foi modificada pelo mundo externo e o Id deve ser reprimido no inconsciente juntamente com todos os conteúdos não compreendidos (Ou não elaborados). Alguma parte do ego também se torna inconsciente, à medida que é interiorizado e esquecido (Pelo consciente). Nesse processo, o Superego
tem grande importância ao competir com o Id, contribuindo para sua repressão, uma vez que representa as normas vigentes (Ibdem, p. 32-39).
Embora Freud (1969) contribua com suas teorias a respeito dos mecanismos psíquicos, ele não avançou em vários sentidos. Primeiro, porque não introduziu em suas teorias a dimensão da cultura na relação entre a criança e os pais (Triângulo Edípico), que faz parte da constituição dos indivíduos através da linguagem. Ele não o adota em seu conceito central, o triângulo edípico, que representa a estrutura dos sujeitos. Além disso, ao ignorar a cultura nessa relação pais e filhos, crê na universalidade do conceito. E ao considerar as variações a partir da triangulação edípica (família) apenas, ignora fatores sócio-econômicos, que são fundamentais na constituição da identidade. Além disso, não reconhece a continuidade desse processo, que não se restringe à infância.
O interacionicmo simbólico contribui, trazendo dois grupos de variáveis para explicar a formação das expectativas educacionais dos jovens: características da família, tais como nível educacional dos pais e renda familiar, que se referem aos estudos iniciados por Blau e Ducan (1967); e a participação dos outros significantes na relação com a criança e adolescente, como pais, professores e amigos, que desenvolvemos no decorrer desse capítulo (Mead, 1934). Considerando a primeira variável, percebe-se o padrão de socialização da criança estratificado, em função do status sócio-econômico da família (Cheng e Starks, 2002, p. 307). Esse ponto será melhor desenvolvido no próximo capítulo.